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Pastor Marcos é flagrado pela polícia em conversas ‘picantes’ com fiéis de sua igreja

Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias

Foto: Divulgação / Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias

Rafael Soares, no Extra

Em escutas autorizadas pela Justiça que já estão sendo investigadas pela polícia, o pastor Marcos Pereira é flagrado em conversas picantes com fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.

Em uma das quatro conversas a que o EXTRA teve acesso com exclusividade, o pastor, antes de se despedir de uma fiel que falava com ele do seu celular de seu carro, avisa: “Tô com saudade do seu rabo”. Marcos foi preso no último dia 8 acusado de dois estupros de fiéis. A polícia ainda investiga se o pastor estuprou outras 20 mulheres que moravam na igreja.

Em quatro conversas obtidas pelo EXTRA, pastor mostra intimidade com fiéis

Em quatro conversas obtidas pelo EXTRA, pastor mostra intimidade com fiéis

Em outro diálogo, uma mulher insinua que “o pastor ia gostar” de uma lingerie que ela usou: “Ontem coloquei um negócio muito legal que o senhor ia amar, eu acho”, ela diz. Marcos ri e avisa: “Fica ligada, fica ligada”. A mulher tranquiliza o pastor: “Mas era por baixo”. Em depoimentos à polícia, vítimas do pastor afirmaram que ele mandava que fiéis fossem a seu gabinete na igreja sem roupas íntimas.

Em conversa, pastor marca encontro com fiéis no apartamento de R$ 8 milhões na Av. Atlântica Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

Em conversa, pastor marca encontro com fiéis no apartamento de R$ 8 milhões na Av. Atlântica Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

O apartamento na Av. Atlântica, em Copacabana onde, segundo vítimas, o pastor realizava orgias com fiéis também é mencionado em uma das escutas. Na conversa com uma fiel, ele combina a ida dela para o local e diz que ela pode levar outra mulher, “aquela sem vergonha, a Fabiana”.

Uma fiel também se oferece para ajudar o pastor a tomar banho: “Vem embora logo”, responde ele.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Arquivo F

hammer

 

Por Bruno Medina, no Instante Posterior

No ano de 2025, a vida real e a vida virtual encontram-se tão intimamente relacionadas que quase não há mais distinção entre as sociedades de fato e as redes sociais. Num contexto em que a inclusão digital alcançou 90% dos habitantes do planeta, e em que existem mais de 7 bilhões de perfis ativos no Facebook, o site de relacionamentos concebido 15 anos antes enfrenta um irônico e até então impensável desafio: sobreviver ao excesso de usuários. Com o intuito de assegurar que a rede não sucumba a um caos de convites e publicações indesejáveis, seus administradores resolvem pôr em prática um rígido código de conduta, medida que coincide com a instituição de um tribunal para julgar infrações e abusos cometidos pelos frequentadores:

– Caso 3742, Facebook contra Fernando Soares. Com a palavra, a acusação.

– Senhor Fernando, consta nos autos uma queixa apresentada pela senhorita Amanda Vasconcellos, de que o senhor a teria cutucado por diversas vezes num período de 2 semanas. A informação procede?

– Sim, procede.

– E qual foi o motivo que despertou um comportamento, digamos, tão compulsivo?

– Bom, a Amanda é minha colega de faculdade e, na aula de Psicologia dos  Avatares II, fiquei achando que ela também se interessava por mim. Por isso cutuquei, para facilitar a aproximação e ajudar a quebrar o gelo…

– Mas 7 vezes consecutivas??

– Como é que eu podia saber que ela não estava gostando? Ela me cutucava de volta!

– Não passou pela cabeça do senhor que a senhorita Amanda poderia apenas estar tentando ser educada?

– Como assim educada? Ela me “tagueou” numa foto…

– Onde estavam tagueadas outras 9 pessoas da turma!

– Ok, tudo bem, digamos que eu tenha abusado das cutucadas, mas no dia em que eu a chamei no chat ela foi enigmática, e foi isso que me levou a pensar que estava rolando um joguinho…

– O que exatamente configura a atitude da senhorita Amanda como enigmática?

– Ela disse: “Fernando, nós precisamos conversar”. Daí eu perguntei sobre o que, e a Amanda não respondeu mais. Fui levado a pensar que ela queria me convidar pra sair mas estava com vergonha…

– Em depoimento a senhorita Amanda alegou que na referida conversa pretendia pedir ao acusado que parasse de cutucá-la insistentemente, mas o sinal do 8G caiu, visto que ela digitava no interior de um avião que adentrava a estratosfera.

– Poxa, e ela nem postou uma foto disso? Eu ia curtir e compartilhar, com certeza!

– Numa outra queixa, o senhor foi denunciado por publicar em janeiro deste ano no Instagram a foto de uma sobremesa, o que, como sabemos, é terminantemente proibido desde 2015.

– Protesto, meritíssimo, meu cliente não comentará suas ações em outras redes sociais!

– Retiro, senhor Juiz. Prosseguindo: na semana passada o senhor foi acusado por diversas pessoas de praticar excesso de postagens sobre um mesmo tema…

– Ah, agora isso também?! Pô, a Apple compra a Grécia e eu não posso nem comentar o assunto com meus amigos? Aliás, que amigos esses, hein…

– O novo código vigente determina que o autor de 3 posts sobre um mesmo tópico seja advertido, e punido com suspensão sumária da conta caso insista com as publicações.

– Meritíssimo, posso me defender? O primeiro post foi o furo da notícia, o segundo, um vídeo do holograma do Steve Jobs comentando a aquisição; o terceiro e o quarto posts foram fotos da bandeira com a maçã mordida sendo hasteada em Atenas. Era relevante!

– Senhor Juiz, a lista de acusações é interminável, mas vamos nos ater a um último ponto: convites para eventos.

– Pronto, lá vem…

– Nos últimos 2 meses o senhor Fernando enviou a sua lista de amigos nada menos do que 19 convites para eventos, muitos destes estapafúrdios, tais como “Reunião dos Saudosos do Twitter” e “Festa de Aniversário da Suzy”, que vem a ser um avatar feminino criado por ele mesmo.

– Só quero deixar registrado que recebi várias confirmações pra festa da Suzy, ok?

– Precisamente 5, todas provenientes de perfis de avatares também criados pelo senhor. Já para o evento do Twitter…

– Bem, acho que cheguei a um veredito. Senhor Fernando, gostaria de dizer alguma coisa antes da sentença ser proferida?

– Sim, gostaria de perguntar ao Senhor Juiz se estou autorizado a fazer um vídeo deste momento…

Pastor brasileiro é preso por suspeita de tráfico de menores na África

O pastor, há 4 meses na cadeia, teve habeas corpus negado (Foto: Terceiro / Agência O Globo/Acervo Pessoal)

O pastor, há 4 meses na cadeia, teve habeas corpus negado (Foto: Terceiro / Agência O Globo/Acervo Pessoal)

Rafael Soares, no Extra

Uma missão evangélica liderada por brasileiros virou caso de polícia no Senegal. O pastor José Dilson da Silva, da Igreja Presbiteriana Betânia de Niterói, e a missionária Zeneide Moreira estão presos há quatro meses em Thiès, a 70 quilômetros da capital do país, Dakar. Os religiosos, há 22 anos pregando na África, são acusados de formação de quadrilha, aliciamento e tráfico de menores no projeto Obadias, criado pelo pastor em 2011. A iniciativa consistia em dar abrigo, comida e educação evangélica a 17 crianças de origem islâmica recolhidas nas ruas de Dakar.

A denúncia chegou à polícia em novembro do ano passado por Abdou Fall, pai de um dos meninos acolhidos. Segundo ele, os missionários não tinham autorização dos pais para levarem as crianças. Há 12 dias, a Justiça senegalesa negou um pedido de habeas corpus feito pelos advogados dos religiosos.

José Dilson está preso há 4 meses Foto: Arquivo pessoal

José Dilson está preso há 4 meses Foto: Arquivo pessoal

O pastor numa obra de casas do projeto Mibur (Foto: Arquivo pessoal)

O pastor numa obra de casas do projeto Mibur (Foto: Arquivo pessoal)

 

O pastor Josué Oliveira, da mesma igreja do missionário e interlocutor da família no Brasil, afirma que em sua viagem ao Senegal, no ano passado, encontrou um clima hostil sobre o caso:

— Como a religião predominante no Senegal é o islamismo, missões evangélicas são vistas com maus olhos.

Enquanto o processo se desenrola na Justiça senegalesa, José Dilson reclama das condições precárias do presídio, em Thiès, a 60km da capital. Cartas do pastor à família, obtidas pelo EXTRA, revelam que ele está em uma cela compartilhada com 30 pessoas, sem janelas.

O religioso teria tido problemas para se adaptar às refeições da cadeia por ser diabético. Há um mês, ganhou o direito de receber comida especial enviada diariamente por sua mulher, Marli.

“Todas as noites são quentes, sem espaço pra me virar, desconfortáveis ao extremo. Com tudo isso, sei que Jesus está ao meu lado e isso me conforta”, escreveu ele.

O pastor José Dilson com a mulher, Marli, e as crianças (Foto: Arquivo pessoal)

O pastor José Dilson com a mulher, Marli, e as crianças (Foto: Arquivo pessoal)

 

Crianças da Guiné

O caso veio à tona na imprensa senegalesa quando o jornal “Le Populaire” publicou a manchete “Pastor brasileiro convertia crianças ao cristianismo”, em novembro. Os menores recolhidos são da Guiné Bissau, país vizinho onde se fala português.

Governo brasileiro

A assessoria de imprensa do Itamaraty alega que o órgão não pretende pressionar o governo senegalês: “Essa é uma questão jurídica, e não política. O efeito de uma possível pressão poderia ser contraproducente, até porque há uma questão religiosa envolvida”.

Até seis meses

A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais, que financia o projeto Obadias e cuida dos trâmites jurídicos para o pastor, afirma que vai recorrer contra a prisão até a última instância. No Senegal, acusados por um crime podem ficar até seis meses em prisão preventiva.

Não legalizado

Segundo a família do pastor, os problemas com a Justiça se deram porque o escritório contratado pelos brasileiros em 2011 para conseguir as autorizações para a permanência dos menores não era legalizado.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

neste link, abaixo-assinado da ONG Rio de Paz pedindo a libertação do pr. José Dilson. #assinado

Para renovar com R.R. Soares, Band quer mais de R$ 10 milhões por mês

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Ricardo Feltrin, no UOL

Pelo sexto ano consecutivo, a Band usa a mesma estratégia para tirar mais dinheiro do pastor R.R.Soares, para renovar o contrato de venda de horário de programação. O líder da Igreja Internacional da Graça já paga hoje cerca de R$ 8 milhões para ter 60 minutos em horário nobre diariamente. Segundo Ooops! apurou, a emissora quer subir esse valor agora para pelo menos R$ 10 milhões.

A Band, como faz todos os anos, prepara este ano uma convenção com todas as afiliadas. Assim como nos seis anos anteriores, o “rumor” de que a rede não vai renovar com Soares ocorre exatamente dias antes da convenção. Para efeitos de comparação, em 2008 Soares pagava cerca de R$ 4 milhões pelo “aluguel” do canal. Ou seja, teve o preço inflacionado em cerca de 100% desde então.

Outro elemento de pressão que a Band tem na manga é o fato de a Igreja Mundial, de Valdemiro Santiago, também estar de olho gordo em cima do horário hoje ocupado pela Igreja Internacional da Graça.

Comparativamente, Santiago paga hoje cerca de R$ 20 milhões por mês à Band pelo arrendamento das madrugadas da emissora (aberta, em VHF) e mais o arrendamento total do seu canal UHF (canal 21). Ou seja, seu custo é muito menor (em relação ao número de horas compradas) do que o de Soares, que vem a ser cunhado de Edir Macedo.

repetindo o raciocínio que incluí no meu livro, vamos fazer algumas contas:

Em um ano (2009), a Visão Mundial investiu 27.600.000 e beneficiou direta e indiretamente 3.320.000 pessoas, transformando radicalmente a vida delas.

Somando o que Mundial e Internacional da Graça pagam à Band, temos R$ 360 milhões, valor suficiente para alcançar 44 milhões de pessoas em 1 ano.

Pra lembrar: em 2 anos os programas sociais do governo retiraram 22 milhões de brasileiros da condição de “pobreza extrema”.

Resumo: os recursos investidos por R.R. Soares eValdemiro na Band são suficientes para acabar com a pobreza extrema do Brasil em apenas alguns meses.

Minha dica: curta a fan page da Visão Mundial, conheça e se envolva com esse trabalho lindo que tem proporcionado a milhares de brasileiros 1 mundo melhor. Aqui e agora.

Pai que disse para filha filmar cenas com padre se defende: ‘não sou lixo’

Além da ordem polêmica para a filha, Ubiratan Homsi foi indiciado pois teria tentado extorquir o padre denunciado por abuso sexual

Ubiratan disse que pediu a filha que gravasse encontro pois sem provas 'não se vai a lugar nenhum'  Foto: André Naddeo / Terra

Ubiratan disse que pediu a filha que gravasse encontro pois sem provas ‘não se vai a lugar nenhum’ Foto: Daniel Ramalho / Terra

André Naddeo, no Terra

A notícia de que um padre, Emílson Soares Corrêa, 52 anos, de São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, teria abusado de duas meninas, agitou a opinião pública nos últimos dias. As imagens no vídeo são claras, evidentes e o acusado não as nega. Padre Emílson usou da máxima dos que rompem o celibato clerical ao dizer “que a carne é fraca”, e se defendeu afirmando que a relação foi consensual, com apenas uma das filhas de Ubiratan Homsi, que na época já teria 15 anos. O caso veio à tona depois que Ubiratan, segundo ele, consensualmente com a mãe da jovem (eles são separados), disse para a filha gravar os atos para obter provas.

As filhas de Ubiratan eram coroinhas do padre, e ele teria abusado delas numa banheira, em frente ao quadro da Santa Ceia. O consciente coletivo indaga: como um pai, sabendo que a filha teria sido violentada, a expõe novamente às cenas que repudiou?

Porque se eu fosse só acusar, neste País, sem provas, você não vai para lugar nenhum

“Se eu fosse só acusar, neste País, sem provas, você não vai para lugar nenhum”, rebate Ubiratan, que ainda tem sob os ombros um indiciamento, via Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), por ter supostamente cobrado dinheiro e uma casa para não revelar o vídeo para a imprensa. Já o padre foi indiciado por estupro de vulnerável.

O pai garante, porém, que tem mais material em vídeo que comprova não só a sua inocência, como traz evidências novas ao caso. Por enquanto, não quer revelar o conteúdo. Explica, no entanto, que já está nas mãos da delegada Martha Dominguez, à frente da investigação. “É revoltante”, diz, ao contestar o indiciamento por extorsão.

“Eu sou um pai, não sou um lixo. Um pai que bota a filha para ganhar dinheiro é um grande filho da puta”, esbraveja ainda, para logo responder que não só não pediu propina, como fez questão da prisão de Emílson e de apoio psicológico para as filhas. Segundo ele, sua promessa de que o caso seria levado à imprensa obrigou a uma interferência da Arquidiocese, pedindo que ele não fosse a público.

Fui covarde. Depois é que eu me dei conta que ela tinha caído nas mãos de um cara que tem 56 anos, oferecendo mundos e fundos

Ubiratan diz que hoje vive à base de calmantes, perdeu trabalho, que os vizinhos olham torto para ele, e se diz perseguido. Mas diz que não se arrepende de nada. Aliás, apenas de um ato que julgou ser uma covardia. “Bati nela”, confessa. “Fui covarde. Depois é que eu me dei conta que ela tinha caído nas mãos de um cara que tem 56 anos, oferecendo mundos e fundos, que mandava ela contar o dinheiro das doações, que dava doces, joias, carros e tudo mais. Dizendo que daria uma vida confortável para ela”, diz, fumando compulsivamente.

 

Pai de meninas abusadas por padre é indiciado por extorsão
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