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Chinês finge morte por dinheiro, mas “ressuscita” em funeral devido ao calor

Publicado por EFE [via UOL]

Um vendedor de refrigerantes no centro da China fingiu sua própria morte para que sua família recebesse uma indenização, porém, por causa do forte calor dentro do caixão, teve que sair correndo em pleno funeral para beber água, deixando todos espantados com sua “ressurreição”.

O fato, relatado pela agência oficial de notícias “Xinhua”, ocorreu no último sábado (3) na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, e famosa por ser um dos lugares mais quentes do país durante o verão, ainda mais nesta temporada, na qual a porção sul da China enfrenta a pior onda de calor em 140 anos.

O homem, de sobrenome Han, simulou ter morrido após uma surra de policiais locais, os temidos “chengguan”, um corpo que nos últimos meses apareceu nas páginas de notícias por ter causado a morte de vários vendedores ambulantes em outras cidades da China.

Han tinha sido detido em uma das frequentes batidas que os “chengguan” realizam em muitas localidades da China para controlar os vendedores ambulantes. Após esse incidente, outros vendedores detidos, que haviam combinado previamente com Han, garantiram que ele tinha morrido após apanhar dos policiais, por isso a polícia local deveria indenizar seus familiares com uma alta compensação econômica.

Para dar mais veracidade a sua trama, Han foi colocado em um caixão e foi carregado por 10 homens pelas ruas de Wuhan, mas as altas temperaturas da cidade frustraram o plano mirabolante.

Durante o funeral, no qual compareceram 300 pessoas e que era vigiado por 80 policiais devido à sensibilidade do fato, Han saiu repentinamente do caixão, pegou uma garrafa de água e, após dizer “não posso mais”, bebeu tudo com um gole.

O incidente virou uma piada sobre as altas temperaturas que atingem a China desde julho. Pelo menos 10 pessoas morreram este ano pelo calor. O acontecimento também é uma amostra da tensão permanente entre a população e os “chengguan”, uma das forças de segurança mais odiadas do país.

Fran Fisher: “A religião não pode se basear no celibato”

A sexóloga inglesa Fran Fisher foi freira na juventude. Agora, entrevista religiosas para entender a interferência do catolicismo na sexualidade

EX-NOVIÇA REBELDE A sexóloga Fran Fisher em seu consultório, nos Estados Unidos. Abaixo, uma fotografia de quando ela acabara de entrar no convento (Foto: Christopher Thomond/The Guardian e arq. pessoal)

EX-NOVIÇA REBELDE
A sexóloga Fran Fisher em seu consultório, nos Estados Unidos. Abaixo, uma fotografia de quando ela acabara de entrar no convento (Foto: Christopher Thomond/The Guardian e arq. pessoal)

Por Margarida Telles, na Revista Época

Quando a irmã Jane Frances de Chantal fugiu do convento em que morava, na Inglaterra, sabia que deixava para trás sua vida religiosa. Ela não imaginava que se tornaria especialista em sexo. Hoje, Fran usa seu sobrenome de casada, Fisher. Atende na Califórnia pacientes com problemas sexuais. A mudança de carreira ocorreu décadas depois de Fran sair do convento, onde viveu entre os 18 e os 20 anos. Ela se casou e teve dois filhos. Diz que só entendeu como a religião limitara seu prazer quando foi estudar sexologia, depois dos 40 anos. Decidiu, então, investigar a vida íntima de outras mulheres que abandonaram o hábito. O resultado está no livro In the name of God, why? (Em nome de Deus, por quê?), lançado nos Estados Unidos no fim de 2012.

ÉPOCA – Por que a senhora decidiu entrar para um convento?
Fran Fisher –
 Meus pais imigraram da Irlanda para a Inglaterra. Eram católicos fervorosos com pouquíssima educação. A escola em que fiz o ensino médio era católica. As freiras vinham conversar com as alunas, para sondar se alguma tinha interesse em entrar para o convento. Aos 15 anos, me senti atraída por esse estilo de vida. Tinha um interesse pessoal pela espiritualidade e era muito religiosa.

ÉPOCA – Em seu livro, a senhora relata que, aos 14 anos, acreditou estar grávida. Como esse momento influenciou a decisão de entrar para o convento?
Fran – 
Tive um encontro com um rapaz e não houve sexo, apenas preliminares. Não entendia muito bem como a gravidez ocorria. Tive medo de estar grávida e procurei minha mãe. Em vez de me acalmar, pois a gravidez naquele caso seria impossível, ela disse que eu poderia estar grávida. Disse ainda que eu fizera algo muito errado, que Deus desaprovaria. Fiquei apavorada e envergonhada. A partir daquele momento, passei a achar que o sexo arruinaria minha vida. Naquele dia, tornei-me muito mais religiosa.

ÉPOCA – Como era sua relação com a sexualidade enquanto estava no convento? A senhora lidava bem com eventuais desejos físicos?
Fran – 
Não tinha nenhum desejo, estava dormente. Num único momento, tive noção de minha sexualidade durante meus anos no convento. Quando nosso padre ficou doente, um substituto passou a vir ao convento para fazer a missa diária. Ele era jovem, e me lembro de sentir atração, mas não fiz nada a respeito. Não se podia discutir nada ligado ao corpo com as outras freiras. Tudo era reprimido.

ÉPOCA – A senhora se lembra de algum exemplo de repressão que sofreu?
Fran –
 A repressão estava no cotidiano. Por baixo do hábito, usávamos uma anágua feita de algodão bem pesado. Dessa forma, quando estávamos limpando o chão, poderíamos levantar o hábito para não sujá-lo. Lembro uma vez em que estava limpando uma escadaria com meu hábito enrolado na cintura, quando meu padre confessor apareceu inesperadamente. Eu me levantei para saudá-lo e fui repreendida por outra freira por estar com meu hábito levantado. Para ela, eu estava seminua.

ÉPOCA – Por que decidiu abandonar o convento?
Fran –
 Por uma série de razões. Tínhamos uma madre superiora paranoica e muito rígida. A pressão me deixou doente. Tive pneumonia duas vezes, perdi peso e sofri muito. O controle mental que nos impunham era muito difícil para mim. As perguntas que eu fazia eram consideradas inaceitáveis por minhas superioras. Lembro uma vez em que perguntei como Maria poderia ser virgem até sua morte, se pariu um filho. A madre superiora ficou chocada. Disse que aquilo era um desrespeito. A gota d’água foi quando minha irmã se casaria e me disseram que eu não poderia ir ao casamento, mesmo que comparecesse somente à cerimônia religiosa, com uma acompanhante. Todo esse dogma e paranoia foram demais para mim. Fugi enquanto todos estavam na missa da manhã.

ÉPOCA – Qual é sua relação com a religião hoje em dia? Ainda é católica?
Fran – 
Não me considero mais católica. Pessoalmente, não gosto de religiões organizadas. Se você atribui tanto poder a uma organização, ela se torna corrupta. Minha relação com Deus hoje em dia está cada vez mais forte e pura. Mas não é o Deus punitivo da minha infância.

ÉPOCA – Por que decidiu estudar sexualidade?
Fran –
 Quando me interessei por sexualidade, meu casamento já tinha 25 anos. Sua única área problemática era o sexo. Conheci uma sexóloga numa conferência. Fiquei fascinada, porque nunca tinha ouvido falar dessa profissão. Ela sugeriu que eu fosse a um curso. Achei que seria interessante. Fui e fiquei chocada com o que ouvi naquele fim de semana. Jurei que nunca voltaria. Acabei voltando, mesmo com medo, porque a curiosidade foi maior.

ÉPOCA – Quais eram os problemas relacionados ao sexo em seu casamento?
Fran –
 Fui educada para ficar de boca fechada e não expressar minha opinião. A raiz disso estava no lugar destinado às mulheres na sociedade em que fui criada e na religião católica. Infelizmente, me casei muito cedo, aos 22 anos, menos de dois anos depois de sair do convento. Não tinha aprendido a ser dona de meus próprios pensamentos com convicção. Depois de ter meus filhos, passei a ter relações só por obrigação. Minha resposta-padrão para qualquer sugestão de inovação sexual era “não”. Quando decidi estudar sexualidade, meu marido ficou animadíssimo. Passei a ser tão curiosa quanto ele, e, no lugar de dizer não, quando ele sugeria alguma coisa, eu pedia para ele me contar mais sobre aquilo.

ÉPOCA – Em seu livro, são entrevistadas outras ex-freiras. O que as histórias dessas mulheres têm em comum com a sua?
Fran –
 A principal similaridade entre todas era o silêncio sobre o sexo durante a infância. As mulheres que saíram cedo do convento, como eu, se casaram rapidamente. A proibição do sexo antes do casamento ainda era muito forte, então a maioria acabou se casando com o único homem com quem se envolveu, como eu. Aquelas que ficaram muito tempo no convento acabaram tendo vida sexual lá, com padres ou fiéis. Duas das 69 ex-freiras que pesquisei se relacionaram sexualmente com outras freiras. Quando uma freira se envolvia com um padre, havia uma dinâmica de poder, em que a mulher deveria ser subserviente. Uma delas me contou que só ela fazia sexo oral no padre. A contrapartida nunca ocorreu em muitos anos de relação. A exceção foi uma mulher que adorava sexo e estava na faixa dos 50 anos.

ÉPOCA – O perfil das jovens freiras mudou?
Fran –
 As freiras continuam vindo de onde sempre vieram, de países muito pobres, onde mulheres veem na Igreja sua única oportunidade de uma boa educação e de escape de uma existência difícil. Na minha infância, uma grande quantidade de freiras católicas vinha da Irlanda. Quando o país entrou para a União Europeia e mudanças econômicas poderosas ocorreram por lá, a vocação religiosa diminuiu. Agora, as noviças quase não existem mais, e os conventos estão fechando.

ÉPOCA – O que a senhora acha do celibato?
Fran –
 É inconcebível que a Igreja ainda tente basear sua religião numa premissa tão pouco natural quanto o celibato. A maior parte das pessoas gosta muito de sentir prazer, mesmo devotando sua vida a Deus. A ideia de que a Igreja consegue controlar a sexualidade das pessoas acabou gerando reações contrárias. Existem muitos homossexuais em conventos e mosteiros. Se você é muito religioso e gay, para onde mais pode ir?

ÉPOCA – A senhora costuma atender em seu consultório pessoas com problemas sexuais ligados à religião?
Fran –
 Recebo muitos pacientes justamente por causa do meu histórico. É importante respeitar a crença em Deus, mas separá-la do que foi doutrinado durante a infância. Quando se fala de sexualidade, muitos continuam com os mesmos medos, julgamentos e restrições da infância. Não os superamos só porque nos tornamos adultos. É um aprendizado rever esses conceitos. E um desafio.

 

 

Facebook bloqueia uso de “Guarani-Kaiowá” no sobrenome de usuários

Membros da rede aderiram o nome indígena como forma de manifestar apoio à aldeia homônima, que em 2012 chamou atenção do público por luta contra fazendeiros

publicado no IDGNow

Desde segunda-feira (7/1), o Facebook passou a banir o uso do termo “Guarani-Kaiowá” no perfil dos usuários da rede. As informações são de Vânia Carvalho, um dos membros da rede que foi obrigada a apagar o nome alternativo do seu perfil, sob o risco de ter a conta suspensa.

“Me sentia feliz e orgulhosa em assinar o nome Vânia Carvalho Guarani Kaiowá Munduruku Awá no Facebook, uma forma de, publicamente, declarar o apoio aos Povos Indígenas, de demonstrar a indignação com o massacre diário que essas populações vem sofrendo”, disse a usuária, em um post no blog Portal de Agroecologia da Amazônia. “O Facebook está impedindo as pessoas de permanecerem com sobrenomes indígenas, embora aceite nomes como ‘bolinha’, ‘machão’, ‘fofinha’”, completa.

 

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Rede social obriga usuária a retirar termo do perfil

Além de Vânia, outros membros da rede também inseriram o complemento indígena ao nome verdadeiro do usuário. A manifestação na página teve início no final do ano passado como forma de protesto à ordem judicial, que determinava a retirada dos índios Guarani-Kaiowá da aldeia que habitavam, no Mato Grosso do Sul, para que fazendeiros pudessem reaver as terras ocupadas.

Mesmo depois de suspensa a liminar em outubro do ano passado, membros da plataforma social mantiveram seus nomes como forma de apoio à comunidade indígena.

Vale lembrar que a política de uso do Facebook permite ao usuário utilizar apelidos ou nomes de solteiro, por exemplo, como forma alternativa para o nome de usuário. Variações do nome completo também podem ser utilizados (como por exemplo Carol, em vez de Carolina). Termos relacionados a conteúdo ofensivo ou sugestivo e ainda caracteres especiais, não são permitidos.

Além disso, a rede social limita o número de vezes em que um indivíduo pode alterar o nome real – se tentar uma mudança diversas vezes, a opção para digitar um novo nome é desabilitada do perfil.

Foto de bebê que se chamaria “Hashtag” vira hit na web

publicado no Terra

Foto postada no Facebook circula pela internet e mostra a bebê recém-nascida
Foto: Awkward Messages/Reprodução

Um casal teria batizado sua filha como Hashtag, de acordo com uma foto postada no Facebook e que circula pela internet. “Hashtag Jameson nasceu às 10h da noite passada. Ela pesa 8 libras (cerca de 3,6 kg) e eu a amo tanto”, postou o casal, de sobrenome Jameson, com a foto da recém-nascida. Hashtag (#) é o símbolo que usuários de redes sociais usam para marcar um assunto em serviços como Instagram e Twitter, por exemplo.

A veracidade da imagem – que apareceu pela primeira vez no site de humorAwkward Messages, que reúne mensagens engraçadas postadas no Facebook, Yahoo Respostas ou enviadas por SMS – não foi confirmada.

Essa não seria a primeira vez que as redes sociais inspiraram pais a batizarem seus filhos. Em maio do ano passado, um casal de Israel resolveu dar o nome de “Like”, que é o correspondente do inglês para o “Curtir” em português, por causa do Facebook. Um egípcio batizou sua filha de “Facebook”, em homenagem ao papel que a rede social desempenhou na revolução que levou à queda do presidente Hosni Mubarak.