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Detonautas critica igrejas evangélicas e lança clipe politizado para “Quem é Você?”

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Publicado originalmente no UOL

A banda Detonautas lançou nesta quinta (4), um clipe para o single “Quem É Você?”, que faz diversas críticas ao governo atual, as igrejas evangélicas e relembra os protestos que aconteceram nas últimas semanas. A música foi criada em 2012 e é “uma crônica sobre a vida do brasileiro, relatando alguns de seus problemas sociais crônicos, mas também demonstrando um pouco da hipocrisia que cerca alguns assuntos e recheada de ironia”, diz o vocalista Tico Santa Cruz no site do grupo.

Dirigido por Bruno Fioravanti, o vídeo mostra personagens do cotidiano como um professor, um pastor e uma família de classe média. “Você trabalha feito um burro de carga puxando um sistema podre que é bancado com o seu suor. E sexta-feira vai a igreja comungar com sua família a voz sagrada Jesus Cristo é o Senhor deixa parte do salário em retribuição a dádiva divina da palavra do pastor. É melhor garantir um lugar no céu. Aqui nesse inferno tenta só sobreviver e o que salva é a cervejeira no fim de semana assistindo o jogo do seu time preferido na TV”, diz um trecho da letra.

O Detonautas, agora uma banda independente de gravadoras, tem optado por lançar seus singles individualmente. Desde 2012, já lançou músicas como ”Combate”, “Um Cara de Sorte”, “Sua Alma Vai Vagar Por Aí!”, “Conversando com o Espelho” e “Sabemos Fingir”.

Outros artistas também dedicaram músicas as manifestações, como Seu Jorge “Chega! (Não São Só os 20 Centavos”, Latino com “O Gigante Acordou” e Leoni, com “As Coisas Não Caem do Céu”.

O Senhor das Alianças

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Publicado por Carpinejar

Recomendo a esposas e namoradas assistirem O Senhor dos Anéis. Mas em 3D. Tem que assistir ao Senhor dos Anéis em 3D. Ou em 48 quadros por segundo.

É tanta gente feia e monstruosa que elas vão sair do cinema amando novamente seus maridos e namorados.

São criaturas com orelhas imensas, verrugas e cabeças triangulares. Na saída, você só pensará que teve sorte na vida.

Ficar duas horas no escuro com pequenos monstros salva qualquer relação.

É terapia de graça, exorcismo de graça.

Depois do filme, as mulheres acharão seus homens mais altos, mais inteiros, mais musculosos, mais superdotados.

Nós, machos, deveríamos fazer sessões beneficentes de Hobbit, propor a exibição do filme em escolas, estádios e igrejas.

Se você não aguenta seu marido palitando os dentes em churrascaria, veja os dentes cariados dos moradores da Terra Média.

Se você não aguenta seu marido roncando no sofá, veja os pés peludos do Bilbo Bolseiro.

Se você não tolera mais o penteado de seu marido para o lado, veja o cabelo lambido de Gollum ou os mullets de Frodo.

Se você reclama da barriga de cerveja de seu marido, veja a barriga dura de vermes daquele povo minúsculo.

Se você acha que seu companheiro é mal-educado, veja aquelas carrancas comendo com as unhas encardidas.

Podia ser pior, beibe.

O Senhor dos Anéis é, na verdade, O Senhor das Alianças.

“Bem-vinda ao hospício da família brasileira”, diz Marcelo Tas para Dani Calabresa

img20121222163938Publicado originalmente no Na Telinha

Em seu perfil no Twitter, Marcelo Tas se manifestou neste sábado (22) sobre a ida de Dani Calabresa para o “CQC”.

“Bem-vinda ao hospício da família brasileira, Dani!”, disse o líder do grupo.

De saída para a Record, o humorista Rafael Cortez também desejou sorte à Dani: “Estou feliz com a ida da @calabresadani para o CQC. A Dani vai detonar! Espero que ela seja tão feliz lá como eu fui. Boa sorte e muito sucesso!!!”.

Esposa de Marcelo Adnet, Dani Calabresa deixa a MTV e passa a integrar o elenco do “CQC” na próxima temporada. Segundo a emissora, a participação de Calabresa no programa ainda está sendo formatada.

O “CQC” entrou de férias e deve voltar com exibições ao vivo no dia 11 de março.

Assim não dá

Manaus Imagem

Marina Silva

Em Rio Branco (AC), o folclore político e a genialidade de um cronista inventaram que os candidatos derrotados descem o rio numa balsa, sem comida, devorados pelos insetos, até aportarem, dias depois, em Manacapuru (AM), onde ficam sentados à beira d’água escutando o choro do surubim, esperando para subir outra vez o rio e tentar melhor sorte nas eleições seguintes.

Acostumada a “pegar balsa” nos anos 80, quando minha geração se iniciava na política, construí um conceito diferente. É possível “perder ganhando”, quando se consegue avançar nos ideais, e é possível “ganhar perdendo”, quando se abandona os ideais em acordos puramente pragmáticos.

Não vejo problema em embarcar em diversas balsas pelo Brasil adentro, desde que seja possível construir compromissos pelos ideais do desenvolvimento sustentável e pela ampliação da democracia.

Mas notei, nestas eleições, uma atitude agressiva, de intolerância e preconceito, arraigando-se no Brasil. A polarização PT x PSDB se aproxima, em virulência, das corrosivas polarizações bipartidárias anteriores, soterrando o debate sob o ressentimento. Basta ler a troca de desaforos entre “petralhas” e “tucanalhas” (é como uma parte deles chama a outra) na internet.

Uma novidade nada alegre parece surgir: uma “terceira via”, que recusa os partidos e candidatos da polarização. Ela precisa, porém, evitar a mesma intolerância: para uma parcela dos
insurgentes, petistas e peessedebistas são descritos como um mal absoluto e ninguém entre eles é digno de qualquer consideração. E qualquer compromisso passa a ser satanizado, inviabilizando qualquer aproximação.

Mas dá esperança ouvir, de todos os lados, que “do jeito que está não dá mais” e “algo precisa ser feito para mudar”.

Para enfrentar o sectarismo maniqueísta enraizado em nossa política, é preciso uma mudança. Que não ocorrerá nas disputas eleitorais, mas nos intervalos. Precisa, antes, sobrevir no cotidiano político entre os membros dos partidos, lideranças e forças políticas. Não em enunciados de “boas” intenções e vazias de compromisso, mas naquilo que, como disse C. S. Lewis, “se deduz de milhares de conversas, por um princípio revelado em centenas de decisões relativas a assuntos menores”.

Já os viciados no jogo do poder, mal terminada a apuração, contabilizam o “cacife” e fazem apostas para 2014. As cidades, os cidadãos e a cidadania não mais importam, eram meros ícones de propaganda.

Que tal outro exercício: esquadrinhar os programas dos candidatos e os seus compromissos? É possível que em alguns lugares, ganhando ou perdendo, um avanço civilizatório tenha dado mais um passo rumo à sustentabilidade política em nossa democracia. Há lugar para todos nessa balsa.

fonte: Folha de S.Paulo

foto: Trip Advisor