SP libera uso de canabidiol para tratamento de epilepsia em crianças

Publicado no Hypeness

Em tempos de debates sobre a legalização da maconha, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o CREMESP, tomou a iniciativa de regulamentar a prescrição do canabidiol, um componente da planta Cannabis sativa, a maconha, para o tratamento de crianças que sofrem de epilepsia.

A resolução nº 268/2014 permite que a substância seja utilizada no tratamento de epilepsias mioclônicas graves que não apresentem melhoras expressivas com o uso da medicação existente.  A eficácia do uso do canabidiol ainda é alvo de estudos, embora saiba-se que o componente não induz efeitos psicóticos ou riscos ao desenvolvimento cognitivo.

O uso do canabidiol, procedimento restrito e excepcional, ainda não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA. Por isso, o medicamento deve ser importado mediante prescrição e laudo médico.

O uso terapêutico da maconha tem sido alvo de extensos estudos e debates nos últimos anos e a legalização e regulamentação de componentes como o canabidiol podem ajudar milhares de pessoas. O tema é abordado no documentário Ilegal, de Raphael Erischen e Tarso Araujo, que conta a história de Katiele Bortoli, mãe de Anny, 5 anos, que sofre de epilepsia e que precisa da substância para sobreviver. Falamos da história delas aqui.

Documentário – Ilegal

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Câmera instalada em cabine de piloto revela como é pousar em Congonhas

Publicado no Techtudo

Se você já decolou ou pousou no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, provavelmente já se perguntou como é possível que um aeroporto ativo daquele tamanho fique em uma região tão urbana.

O fato é que as pistas de pouso e decolagem ficam em meio a prédios, casas, ruas e avenidas, como se o aeroporto fosse um simples terminal de ônibus ou qualquer coisa parecida.

As imagens que você vai ver a seguir foram gravadas com uma câmera acoplada à cabine de um piloto que pousava no famoso aeroporto. Elas mostram o momento do pouso, quando a aeronave sobrevoa todos os prédios ao redor da pista e, entre muitas nuvens, consegue aterrissar. Assista e depois nos conte o que achou:

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Ação leva ônibus anfíbio ao Rio Tietê

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publicado no Ciclo Vivo

Nesta quarta-feira (17), o São Paulo Boat Show, maior salão náutico indoor da América Latina, trouxe para as águas do Rio Tietê um ônibus anfíbio. A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população e a opinião pública sobre os benefícios de recuperar os rios urbanos.

O veículo identificado com placas do projeto “Por Uma Ação Sustentável” adentrou com a primeira turma de convidados para o passeio sobre as águas do Rio Tietê. Ao todo foram três voltas, cada uma com duração de 30 minutos, 1 hora e 30 minutos com diferentes grupos de participantes, que somaram cerca de 80 pessoas no total. Durante os três trajetos diversas questões, opiniões e impressões foram levantadas pelos participantes.

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Para fomentar a discussão sobre a preservação dos rios foi convidado o especialista Alexandre Delijaicov, responsável pelo Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). O professor ressaltou a importância da iniciativa “Uma ação assim é fundamental para mudar a mentalidade da população. A questão não está nas mudanças das infraestruturas físicas, mas nas mudanças individuais. Fomos nós que poluímos e somos nós que temos que despoluir com um comprometimento de falar e fazer o que foi dito”. O especialista encerra com um discurso taxativo: “É preciso navegar para despoluir. Quem usa, cuida.”

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Como parte das novidades previstas pela 3a Ação Por Uma Cidade Navegável, a integração dos paulistanos se deu com a presença de membros da sociedade civil com ligações bem especiais e até afetivas com o Rio Tietê, como a nadadora Marlene Maia Matos, que chegou a nadar no rio na fase despoluída, da década de 40. “Aprendi a nadar no Rio Tietê, cheguei a tomar água do rio quando tinha 10 anos. É muito triste estar navegando por ele nestas condições hoje”, conta com os olhos marejados.

De outro lado, a estudante Marcela Abrhão, 14, se surpreendia com a experiência. “Nossa que diferente, as pessoas passam de carro e ninguém pensa que é possível isso (navegar pelo rio), devem pensar que é uma alucinação.”

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O ônibus anfíbio foi desenvolvido no Brasil e segue as normas de segurança marítimas e terrestres, brasileiras e internacionais. Tem capacidade para transportar 28 pessoas e é usado atualmente no Rio de Janeiro, em passeios turísticos. Ecologicamente correto, não prejudica o meio ambiente. As graxas utilizadas são atóxicas e inertes em meio aquático. O motor fica em compartimento isolado e monitorado por vídeo.

 

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Artista israelense destrói Templo de Salomão em vídeo

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publicado na Veja SP

Antes do Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus no Brás, existiram outros dois em Jerusalém. O primeiro foi destruído em 584 a.C. e o segundo, em 64 d. C, dando origem ao atual Muro das Lamentações. Quando soube que um terceiro templo seria erguido no Brasil, a artista israelense Yael Bartana decidiu fazer um filme que simulasse a demolição dele, como se fosse uma repetição profética do passado.

A diretora visitou as obras no ano passado e, no galpão de uma escola de samba, reproduziu seu interior em detalhes. Com efeitos visuais feitos em computador, finalizou sua história. O resultado é a ficção Inferno, de 22 minutos, na qual se vê o templo pegando fogo, desmoronando completamente e dando lugar – tal como o original – a um grande paredão onde as pessoas vão rezar, no meio da cidade.

O vídeo fará parte da 31ª Bienal de São Paulo que abre 6 de setembro. A exposição terá como tema a influência da arte sobre o mundo. Foram realizadas diversas residências artísticas no país e o resultado é que a capital paulista aparecerá em muitos trabalhos.

Assista a um trecho da obra:

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Feministas distribuem alfinete contra ‘encoxadores’ no metrô de SP

mulheres7Leandro Machado, na Folha de S.Paulo

Integrantes de um grupo feminista vão distribuir alfinetes para mulheres se defenderem dos “encoxadores” do metrô de São Paulo.

Os objetos, cerca de 500, serão distribuídos no horário de pico da manhã na porta da estação Capão Redondo, na zona sul da cidade.

Os alfinetes serão dados em um saquinho plástico, acompanhados de um papel com a frase “Não me encoxa que eu não te furo”.

A campanha foi organizada pelo Movimento Mulheres em Luta, criado em 2008 e ligado ao CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular).

Segundo integrantes do coletivo, a ideia do ato surgiu após uma propaganda do Metrô dizer que vagões lotados eram bons para “xavecar a mulherada”.

O anúncio foi veiculado na rádio Transamérica mês passado. O Metrô disse que a peça era inapropriada e culpou a rádio pelo conteúdo.

“Queremos suscitar esse debate do abuso no transporte. A mulher tem o direito de autodefesa, e pode, com o alfinete, constranger o abusador. Muitas já usam o recurso no dia a dia”, diz Camila Lisboa, 29, membro do coletivo.

Neste ano, a polícia registrou 34 casos de mulheres abusadas no metrô. Ontem, duas pessoas foram detidas na estação Sé sob acusação de abuso sexual.

O grupo feminista pretende, em breve, distribuir os alfinetes em estações mais movimentadas do Metrô e CPTM.

PROTESTO ONLINE

No última sexta-feira, um grupo de mulheres fez um protesto virtual contra o machismo no país. Elas publicaram no Facebook fotos sem roupa, da cintura para cima, com cartazes cobrindo os seios e frases como “Eu não mereço ser estuprada”.

O ato foi criado após uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontar que 65% dos brasileiros concordam que “mulher que mostra o corpo merece ser atacada”.

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