Câmera instalada em cabine de piloto revela como é pousar em Congonhas

Publicado no Techtudo

Se você já decolou ou pousou no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, provavelmente já se perguntou como é possível que um aeroporto ativo daquele tamanho fique em uma região tão urbana.

O fato é que as pistas de pouso e decolagem ficam em meio a prédios, casas, ruas e avenidas, como se o aeroporto fosse um simples terminal de ônibus ou qualquer coisa parecida.

As imagens que você vai ver a seguir foram gravadas com uma câmera acoplada à cabine de um piloto que pousava no famoso aeroporto. Elas mostram o momento do pouso, quando a aeronave sobrevoa todos os prédios ao redor da pista e, entre muitas nuvens, consegue aterrissar. Assista e depois nos conte o que achou:

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Ação leva ônibus anfíbio ao Rio Tietê

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publicado no Ciclo Vivo

Nesta quarta-feira (17), o São Paulo Boat Show, maior salão náutico indoor da América Latina, trouxe para as águas do Rio Tietê um ônibus anfíbio. A iniciativa teve como objetivo conscientizar a população e a opinião pública sobre os benefícios de recuperar os rios urbanos.

O veículo identificado com placas do projeto “Por Uma Ação Sustentável” adentrou com a primeira turma de convidados para o passeio sobre as águas do Rio Tietê. Ao todo foram três voltas, cada uma com duração de 30 minutos, 1 hora e 30 minutos com diferentes grupos de participantes, que somaram cerca de 80 pessoas no total. Durante os três trajetos diversas questões, opiniões e impressões foram levantadas pelos participantes.

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Para fomentar a discussão sobre a preservação dos rios foi convidado o especialista Alexandre Delijaicov, responsável pelo Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU). O professor ressaltou a importância da iniciativa “Uma ação assim é fundamental para mudar a mentalidade da população. A questão não está nas mudanças das infraestruturas físicas, mas nas mudanças individuais. Fomos nós que poluímos e somos nós que temos que despoluir com um comprometimento de falar e fazer o que foi dito”. O especialista encerra com um discurso taxativo: “É preciso navegar para despoluir. Quem usa, cuida.”

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Como parte das novidades previstas pela 3a Ação Por Uma Cidade Navegável, a integração dos paulistanos se deu com a presença de membros da sociedade civil com ligações bem especiais e até afetivas com o Rio Tietê, como a nadadora Marlene Maia Matos, que chegou a nadar no rio na fase despoluída, da década de 40. “Aprendi a nadar no Rio Tietê, cheguei a tomar água do rio quando tinha 10 anos. É muito triste estar navegando por ele nestas condições hoje”, conta com os olhos marejados.

De outro lado, a estudante Marcela Abrhão, 14, se surpreendia com a experiência. “Nossa que diferente, as pessoas passam de carro e ninguém pensa que é possível isso (navegar pelo rio), devem pensar que é uma alucinação.”

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O ônibus anfíbio foi desenvolvido no Brasil e segue as normas de segurança marítimas e terrestres, brasileiras e internacionais. Tem capacidade para transportar 28 pessoas e é usado atualmente no Rio de Janeiro, em passeios turísticos. Ecologicamente correto, não prejudica o meio ambiente. As graxas utilizadas são atóxicas e inertes em meio aquático. O motor fica em compartimento isolado e monitorado por vídeo.

 

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Artista israelense destrói Templo de Salomão em vídeo

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publicado na Veja SP

Antes do Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus no Brás, existiram outros dois em Jerusalém. O primeiro foi destruído em 584 a.C. e o segundo, em 64 d. C, dando origem ao atual Muro das Lamentações. Quando soube que um terceiro templo seria erguido no Brasil, a artista israelense Yael Bartana decidiu fazer um filme que simulasse a demolição dele, como se fosse uma repetição profética do passado.

A diretora visitou as obras no ano passado e, no galpão de uma escola de samba, reproduziu seu interior em detalhes. Com efeitos visuais feitos em computador, finalizou sua história. O resultado é a ficção Inferno, de 22 minutos, na qual se vê o templo pegando fogo, desmoronando completamente e dando lugar – tal como o original – a um grande paredão onde as pessoas vão rezar, no meio da cidade.

O vídeo fará parte da 31ª Bienal de São Paulo que abre 6 de setembro. A exposição terá como tema a influência da arte sobre o mundo. Foram realizadas diversas residências artísticas no país e o resultado é que a capital paulista aparecerá em muitos trabalhos.

Assista a um trecho da obra:

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Feministas distribuem alfinete contra ‘encoxadores’ no metrô de SP

mulheres7Leandro Machado, na Folha de S.Paulo

Integrantes de um grupo feminista vão distribuir alfinetes para mulheres se defenderem dos “encoxadores” do metrô de São Paulo.

Os objetos, cerca de 500, serão distribuídos no horário de pico da manhã na porta da estação Capão Redondo, na zona sul da cidade.

Os alfinetes serão dados em um saquinho plástico, acompanhados de um papel com a frase “Não me encoxa que eu não te furo”.

A campanha foi organizada pelo Movimento Mulheres em Luta, criado em 2008 e ligado ao CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular).

Segundo integrantes do coletivo, a ideia do ato surgiu após uma propaganda do Metrô dizer que vagões lotados eram bons para “xavecar a mulherada”.

O anúncio foi veiculado na rádio Transamérica mês passado. O Metrô disse que a peça era inapropriada e culpou a rádio pelo conteúdo.

“Queremos suscitar esse debate do abuso no transporte. A mulher tem o direito de autodefesa, e pode, com o alfinete, constranger o abusador. Muitas já usam o recurso no dia a dia”, diz Camila Lisboa, 29, membro do coletivo.

Neste ano, a polícia registrou 34 casos de mulheres abusadas no metrô. Ontem, duas pessoas foram detidas na estação Sé sob acusação de abuso sexual.

O grupo feminista pretende, em breve, distribuir os alfinetes em estações mais movimentadas do Metrô e CPTM.

PROTESTO ONLINE

No última sexta-feira, um grupo de mulheres fez um protesto virtual contra o machismo no país. Elas publicaram no Facebook fotos sem roupa, da cintura para cima, com cartazes cobrindo os seios e frases como “Eu não mereço ser estuprada”.

O ato foi criado após uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontar que 65% dos brasileiros concordam que “mulher que mostra o corpo merece ser atacada”.

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Quem são os ‘encoxadores’ do metrô de SP

A lógica covarde que move esses assediadores pode ser comparada, segundo especialista, ao modus operandi dos pedófilos. Na internet, eles encontram seus pares, combinam os delitos e sentem-se legitimados a praticá-los

 

Além da superlotação, as mulheres têm que se preocupar com o ataque de depravados no metrô de São Paulo (foto: Tiago Chiaravalloti/Futura Press)
Além da superlotação, as mulheres têm que se preocupar com o ataque de depravados no metrô de São Paulo (foto: Tiago Chiaravalloti/Futura Press)

Eduardo Gonçalves, na Veja on-line

No dia 19 de março, por volta das 8h30 da manhã, a vendedora Adriana Barbosa, de 33 anos, enfrentava a dura rotina de ser arrastada pela multidão que disputa diariamente um lugar nos vagões da superlotada Estação Sé, em São Paulo. A Sé centraliza as linhas do sistema metroviário paulistano, com fluxo médio de 627.000 usuários por dia. Não bastasse a dificuldade para conseguir usar o trem, Adriana foi vítima de um estúpido assédio que virou rotina no cotidiano das mulheres paulistanas no metrô: um homem apalpou suas coxas e se insinuou sem rodeios. Desesperada, a vendedora gritou na plataforma: “Covarde, tarado!”. O suspeito, o engenheiro elétrico Eduardo Nascimento, de 26 anos, acelerou o passo para fugir, mas foi detido por agentes de segurança do metrô.

“Se ele saísse ileso, eu ficaria louca”, lembra a vendedora. Nascimento foi levado para a Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), da Polícia Civil, assinou um termo circunstanciado negando as acusações e foi liberado em seguida. Este é um dos 27 casos de abusos cometidos no sistema de transporte da capital paulista, que foram registrados pela polícia neste ano. Nas últimas semanas, episódios como esse ganharam espaço no noticiário quando Adilton Aquino dos Santos, de 24 anos, foi preso por tentar algo ainda mais asqueroso: fingindo estar armado com uma faca, obrigou a vítima a baixar as calças e ejaculou em suas pernas numa composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ao perceberem o crime, passageiros do trem espancaram Santos até a chegada da polícia. Interrogado, ele contou ser frequentador de páginas na internet que estimulam o assédio contra mulheres nos vagões: são os autointitulados “Encoxadores”, que praticam e às vezes até filmam com celulares os abusos para depois divulgá-los nas redes sociais.

Um levantamento feito pela ONG Safernet, especializada no combate à violação dos direitos humanos na web, identificou 21 páginas de compartilhamento desse tipo de conteúdo. As investigações da Polícia Civil já rastrearam mais de cinquenta. “O número pode parecer pouco expressivo, mas em algumas páginas foram encontradas mais de quartenta vídeos de ‘encoxadas’, sendo que a maioria tinha mais de 35.000 visualizações”, disse o diretor da ONG, Thiago Tavares.

Pedofilia e psicopatia – Acostumado a receber denúncias de pedofilia na internet – que são encaminhadas à polícia –,  o diretor da ONG compara o modus operandi dos abusadores ao dos pedófilos. “Eles se comunicam com codinomes, escondem o rosto, trocam experiências em fóruns, como, por exemplo, o lugar e a hora mais propícia para cometer abusos, ou como filmar as partes íntimas de uma mulher sem ser pego, e até qual o equipamento mais apropriado”, diz Tavares.

Segundo ele, uma lógica torpe move os “encoxadores”, que encaram os abusos como “esporte”: vence quem fizer o vídeo mais ousado. “Na internet, eles encontram seus pares e sentem-se legitimados a praticar o delito”. Na última semana, um auxiliar de informática, de 24 anos, foi preso por agentes de segurança na Estação Sé filmando partes íntimas das passageiras por baixo de vestidos e saias. Em depoimento à polícia, ele disse que tinha “uma tara” em assistir os vídeos e exibi-los na internet. No seu celular, a polícia encontrou diversas gravações deploráveis.

Segundo psicólogos ouvidos pelo site de VEJA, os “encoxadores” possuem um distúrbio comportamental que beira a perversidade sexual, conhecida como frotteurismo – quando a pessoa sente prazer em esfregar os genitais em outra que esteja vestida.  “Ao fazê-lo, o indivíduo geralmente fantasia um relacionamento exclusivo e carinhos com a vítima. Entretanto, ele reconhece que, para evitar um possível processo legal, deve escapar à detecção após tocar sua vítima. A maior parte dos atos deste transtorno ocorre quando a pessoa está entre os 15 e os 25 anos de idade”, diz o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Segundo os dados registrados pela polícia, a idade dos detidos varia de 25 a 45 anos.

A professora de psicologia forense Maria de Fátima Franco dos Santos, da PUC Campinas, especializada em agressões contra mulheres, vai além: “O prazer deles reside em constranger e causar sofrimento às vítimas. São frios e calculistas, pois planejam os crimes com antecedência [na internet]. São sádicos, manipuladores, narcisistas e não sentem culpa”.

O ato, no entanto, é crime. Dos 27 detidos neste ano, dois estão presos – Aquino dos Santos, indiciado por estupro, e o pedreiro Silva Firmino da Silva, de 50 anos, acusado de violação sexual mediante fraude (que se difere do estupro por não haver consumação do ato sexual). Silva tocou a genitália de uma adolescente de 17 anos enquanto ela dormia num vagão da CPTM. Usando um vestido, ela acordou e chamou a segurança do metrô, que deteve Silva. Os outros abusadores foram fichados por “importunação ofensiva ao pudor”, cuja punição prevista é o pagamento de uma multa definida por um juiz, de acordo com a renda do acusado.

O delegado da Divisão Especial de Atendimento ao Turista (Deatur), Osvaldo Nico Gonçalves, disse que se sente incapaz de punir os abusadores com mais rigor, porque “a lei é fraca, e, por isso, eles voltam para rua”.

Trauma – Para as mulheres, os abusos podem ter efeitos traumáticos. Desde que foi abusada por um homem no metrô de São Paulo, há duas semanas, a estudante Amanda Sampaio de Barros, de 19 anos, afirma que embarca no coletivo pelo menos vinte minutos depois do horário que costumava porque tem medo de cruzar com seu agressor. “A sensação de passar por isso é uma das piores possíveis e das mais nojentas. Me senti suja, com o orgulho ferido, vontade de chorar e de matar o cara (sic). Ele não tinha esse direito!”, diz. Outra vítima dos abusadores, a estudante Camila Gregori, de 19 anos, faz de tudo para ficar próxima a mulheres quando o trem está muito lotado. “Eu comecei a ficar mais alerta, a fugir de homem no metrô. Se não der para ficar perto de alguma mulher, tento ficar encostada na parede, por mais desconfortável que seja”, afirma.

Desde que os casos vieram à tona, as autoridades passaram a tomar algumas medidas, como infiltrar agentes de segurança e policiais civis à paisana nas composições e redobrar a atenção no vídeomonitoramento das operações.

O chefe de segurança do Metrô de São Paulo, Rubens Menezes, afirmou que adotou procedimento especial para identificar os abusadores e tentar detê-los em flagrante. “Os seguranças descaracterizados tem um padrão de ação. Treinados em artes marciais, como os outros seguranças, eles são preparados para imobilizar o suspeito sem uso de munição letal. Muitas vezes, um agente do vídeomonitoramento informa a um infiltrado pelo rádio sobre algum suspeito. Este, então, passa a observá-lo e, se identificar desvio de conduta, executa a detenção”, diz Menezes.

A Secretaria Nacional de Política para as Mulheres do governo federal informou que lançará uma campanha para alertar sobre esse tipo de crime. Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter para se manifestar: “Venho pedir às vítimas que não se intimidem em denunciar. E às polícias que não se omitam em combater a prática”.

Desde que a Polícia Civil e o Metrô ampliaram a fiscalização e os flagrantes, sete páginas foram tiradas do ar pelo Google e pelo Facebook. Vinte e sete pessoas foram detidas. Tanto a polícia quanto o Metrô afirmam que número de denúncias aumentou consideravelmente nas últimas semanas. Chega a ser um alento num país onde 65% das pessoas afirmam concordar que mulheres merecem ser atacadas por usar roupas curtas, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Homem protesta contra a ação dos "encoxadores" no metrô de São Paulo (foto:  Fábio Vieira/Fotoarena)
Homem protesta contra a ação dos “encoxadores” no metrô de São Paulo (foto: Fábio Vieira/Fotoarena)

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