Amor pode fazer você se dar bem no trabalho

foto: flickr.com/calamity_photography
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Carol Castro, no Ciência Maluca

Amor e carreira podem até parecer coisas distintas, mas não é bem assim. Seu sucesso no trabalho depende da personalidade da pessoa com quem você se relaciona.

É o que mostra um estudo de psicólogos da Universidade Washington em St. Louis, nos Estados Unidos. Durante cinco anos, eles acompanharam a vida de 2,5 mil casais, com idade entre 19 e 89 anos. Todos os participantes foram entrevistados ainda no início da pesquisa para que os psicólogos conhecessem a personalidade de cada um. A ideia era ver quão aberto, extrovertido, neurótico, empático, e atencioso eles eram.

Para saber se esse pessoal se saía bem no trabalho, os pesquisadores perguntaram como eles se sentiam em relação ao emprego (satisfeito, empolgado, decepcionado, etc), quais eram as chances de receber uma promoção e se haviam conseguido um aumento salarial. A pesquisa era repetida a cada ano.

E sabe quem eram os trabalhadores mais bem-sucedidos? Aqueles casados com alguém atencioso e cuidadoso. E funcionava tanto para homem quanto para mulheres.

Não é assim tão difícil entender os motivos. Segundo a pesquisa, pessoas casadas com um parceiro atencioso conseguem relaxar mais. Afinal, eles sabem que podem sempre contar com alguém para dividir os afazeres domésticos, como pagar contas, fazer compras, limpar a casa, etc. E assim chegam bem menos estressados no trabalho. Isso sem contar o aprendizado: eles acabam copiando os bons hábitos de seus cônjuges – e se tornam funcionários mais confiáveis.

É, seu relacionamento se enfia em todas as áreas da sua vida. Por isso é bom escolher direitinho.

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Criança protesta contra o racismo em prova da escola e faz sucesso na web

foto: Reprodução/Facebook
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Publicado no Extra

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários das redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

foto: Reprodução/Facebook
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Motoqueira “justiceira” faz sucesso no Youtube com a missão de devolver o lixo para quem suja as ruas

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Publicado no Hypeness

Uma mulher está sendo chamada de “justiceira” na Rússia, pois ela começou a fazer algo que intimamente já desejamos fazer alguma vez: devolver o lixo que alguém acabou de descartar de dentro do carro.

Em um vídeo publicado no último dia 15 deste mês, e que até o momento já tem quase 10 milhões de views, mostra a motoqueira parada em lugares estratégicos, esperando que alguém descarte algo pela janela do veículo. Ela então vai atrás do carro e devolve o lixo que a pessoa jogou fora ou ainda pega algum outro lixo e joga para dentro do carro.

Como o vídeo não tem descrição, não sabemos se é algo ensaiado ou espontâneo, ou ainda se alguma ação de marketing (hoje em dia não dá pra saber), mas, apesar de politicamente incorreto e um tanto bruto o fato de jogar de volta o lixo em cima da pessoa, o ato é muito simbólico e faz com que a pessoa, pelo menos, pense duas vezes antes de voltar a descartar algo.

Dá uma olhada no vídeo:

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Homens baixos têm menos probabilidade de divórcio que homens médios ou altos, diz estudo

Pesquisa recolheu informações sobre 4.500 famílias de 1986 até 2011

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Publicado em O Globo

NOVA YORK – Um novo estudo da Universidade de Nova York (NYU) afirmou que a altura do homem não só influencia na compra de um terno, como pode estar relacionada com o sucesso de seu casamento. Analisando dados do Painel de Estudo de Dinâmicas de Renda (PSID, na sigla em inglês), sociólogos recolheram informações sobre as mesmas 4.500 famílias desde 1968 e descobriram que homens mais baixos têm 32% menos probabilidade de divórcio do que homens médios ou altos.

Foram analisados dados de 1986 até 2011 para determinar se a altura, registrada no primeiro ano, afetava a dinâmica do relacionamento de um homem. Os homens foram classificados como baixos (menos de 1,67m, em 1986, menos de 1,70m, em 2009), médios ou altos (mais de 1,85m, em 1986, mais de 1,88m, em 2009).

Os pesquisadores também mediram a renda, a educação e a diferença de altura entre os cônjuges, uma vez que os homens estavam casados. Por exemplo, em 1986, 92,7% dos homens eram mais altos do que suas mulheres; em 2009, 92,2% eram mais altos.

A partir dos dados, os pesquisadores descobriram outras grandes diferenças nos padrões de relacionamento entre homens baixos e altos. Homens mais baixos eram também eram mais propensos a se casar com mulheres menos escolarizadas e mais jovens. Uma vez casados​​, eles fizeram menos do trabalho doméstico e ganharam uma renda muito maior do que o seu cônjuge.

Os pesquisadores acreditam que, uma vez que altura está relacionada à masculinidade, homens baixos podem usar outros aspectos da relação – renda ou trabalho doméstico – para demonstrar a sua masculinidade.

“Homens baixos trocam seu status de provedor por menos trabalho doméstico (…) por que uma menor ajuda no trabalho doméstico ou uma parcela maior nos lucros relativos permitem que homens baixos representem os ideais tradicionais de gênero, assim demonstrando a sua masculinidade na ausência de diferenças antropomórficas simbólicas”, informaram os pesquisadores no artigo.

Já os homens altos tendem a se casar mais cedo na vida, mas tinham mais risco de divórcio mais tarde, enquanto os homens mais baixos tiveram casamentos mais estáveis​​. No entanto, pesquisadores observam que a ligação entre os homens curtos e casamentos estáveis ​​poderia ser porque eles escolheram se casar mais tarde (ou não têm a opção até mais tarde).

Os homens altos também foram mais propensos a se casar com mulheres mais perto de sua idade, e que foram mais bem educadas.

“Do ponto de vista dos modelos de relacionamento, isso indica que os homens mais altos trocam seu atributo atraente (altura) por cônjuges mais instruídos, enquanto os homens curtos são incapazes de fazê-lo”, escreveram os estudiosos.

Por ter sido estudado no intervalo de 1986 – 2011 e por não se aplicar a todos os casais, naturalmente, o estudo pretende apenas lançar luz sobre uma possível ligação da aparência física do sexo masculino com seu desempenho econômico.

Como explicam os pesquisadores no artigo: “Casamento e divórcio têm implicações para a estratificação socioeconômica e a acumulação de ativos, nossos efeitos observados sugerem que a altura dos homens podem afetar indiretamente a sua situação econômica e mobilidade socioeconômica através destes processos demográficos.”

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Universal usa Velho Testamento para reviver relação do ‘povo eleito’ com Deus

Templo de Salomão, da Universal, no bairro do Brás, em São Paulo (foto: Marlene Bergamo - 30.jul.2014/Folhapress)
Templo de Salomão, da Universal, no bairro do Brás, em São Paulo (foto: Marlene Bergamo – 30.jul.2014/Folhapress)

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

Por que os neopentecostais são apaixonados pelo que os cristãos chamam de “Velho Testamento”?

O termo, recusado pelos judeus, que usam “Tanach” para o cânone hebraico, ou “Bíblia Hebraica”, no rastro do crítico literário judeu americano Harold Bloom, reúne o conjunto de textos que vem antes do Novo Testamento. Neste, Jesus, o Messias dos cristãos, anuncia a “nova aliança” do Deus de Israel com a humanidade, diferente da “antiga aliança”, que seria apenas com o povo eleito, os hebreus. Salomão foi um dos mais importantes reis hebreus.

A diferença de terminologia para se referir a este conjunto de textos não é mero detalhe de um obcecado por estudos bíblicos, mas encerra em si um equívoco, do ponto de vista judaico, do que significa a chamada “eleição do povo de Israel”. De certa forma, grande parte do cristianismo compreende a eleição de Israel de um modo equivocado. A eleição é uma responsabilidade, um peso, não a escolha de um caçulinha mimado fadado ao sucesso. Aqui nasce o equívoco e, ao mesmo tempo, a paixão neopentecostal pelo Velho Testamento.

O “Templo de Salomão” construído pela Igreja Universal do Reino de Deus, é uma peça de fé, não uma reconstrução arqueológica, nem precisa ser, uma vez que estamos falando de religião, instituição que nada tem a ver com as demandas de uma ciência como a arqueologia.

O templo original, supostamente construído pelo rei Salomão, filho do rei Davi, no século 9º antes de Cristo, teria sido destruído por volta 586 a.C. Pesquisas arqueológicas situam os fragmentos encontrados no Monte do Templo, que poderiam ser da primeira sede do culto hebraico antigo, há cerca de 3.000 anos atrás, o que coincide com a vida do personagem bíblico em questão.

Mas, de onde vem essa paixão? Vem do fato que os neopentecostais (que se diferenciam dos seus “antepassados” pentecostais pelo forte caráter de “espetáculo para as massas” nos cultos) leem a relação entre o Deus de Israel e seu povo eleito numa chave mágica. Os fatos narrados no “Tanach” (Velho Testamento) indicam uma forte presença de Deus nos destinos do povo, alterando círculos naturais, criando forças a favor do povo, enfim, fundando um mundo de “milagres”.

Daí que, revivendo o Templo de Salomão, supostamente, a Igreja Universal dá um importante passo simbólico no sentido de dizer que seus fiéis revivem a relação de povo eleito com seu Deus, Rei do Universo (“Melech HaOlam”). A imagem é forte, temos que reconhecer. Mas, aqui reside a chave da interpretação equivocada que leva a paixão dos neopentecostais por todos os signos vétero-testamentários.

O equívoco está no fato que o mundo mágico do Velho Testamento é apenas uma pequena parte da eleição de Israel. Mas os neopentecostais parecem crer que essa “mágica israelita” é a base para o sucesso, a felicidade, e, finalmente, para a teologia da prosperidade que marca o movimento neopentecostal. Dito de forma direta: quem vive com o Deus de Israel fica rico e feliz.

Ledo engano, basta ver a história dos judeus e os jornais atuais. A eleição do povo de Israel, para os judeus, significa muito mais que o povo é um povo de sacerdotes, que leva a mão de Deus sobre si, num mundo de agonias, que recusará e odiará esse povo justamente por isso. Não é por outra razão que se chama o massacre de judeus na Segunda Guerra de “Holocausto”. O povo é “um animal do sacrifício”, e cada vez que Deus quiser, Ele o lança ao fogo para “falar” com o mundo.

A eleição de Israel é muito mais um peso do que um ticket para o sucesso. Tem mais a ver com o conflito israelo-palestino, através do qual muitos odeiam Israel, do que com ficar rico e feliz. Se perguntarmos a muitos judeus religiosos em Israel e no mundo, dirão que o desespero que passa Israel hoje, o medo do ódio do mundo e da destruição do Estado de Israel, é mais uma marca da sofrida eleição.

Por isso, não é difícil encontrar judeus que pediriam a Deus, assim como profetas o fizeram, que escolha outro povo para ser Seu eleito, porque Israel já cansou.

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