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Logo subliminar da Pepsi em lata de Coca-Cola faz sucesso na internet

A montagem é possível de fazer em versões da lata de Coca-Cola para a Copa das Confederações no Brasil

publicado no Administradores

Uma foto divulgada por um publicitário no Facebook está fazendo sucesso. A imagem mostra uma suposta logo subliminar da Pepsi em uma lata da Coca-Cola. Terá sido intencional ou uma simples coincidência?

Com um recorte em forma de círculo em um papel branco sobreposto à lata, o publicitário reproduziu na própria embalagem da Coca-Cola, com fidelidade, a logomarca da concorrente. A imagem já teve mais de dois mil compartilhamentos na rede social.

A montagem é possível de fazer em versões da lata de Coca-Cola para a Copa das Confederações no Brasil.

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Foto de jovem com rosto ‘perfeito’ faz sucesso na internet

Fotos de Ahmed Angel já foram visualizadas por 1 milhão de pessoas. ’Eu não sou modelo, apesar de ser Top Model’, disse Angel a site dos EUA.

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publicado no Planeta Bizarro

Imagens de um adolescente de 18 anos repercutem estrondosamente na internet, com quase 1 milhão de visualizações. O motivo? Sua pele extremamente lisa, cabelos bem tratados e olhos claros.

O nome do rapaz é Ahmed Angel e pouco se sabe sobre ele – apesar de existirem, desde janeiro de 2012, 400 retratos dele espalhados pelo Facebook. Alguns questionam até se Ahmed é real.

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Mas, há pouco mais de três meses, descobriu-se uma conta de Ahmed numa rede social russa, a VK. Lá diz que ele é muçulmano, prioriza “fama e influência” e busca nas pessoas “intelecto e criatividade”.  Na sua conta no Facebook, diz que ele sabe falar russo, inglês, árabe e francês.

O site norte-americano International Business Times falou que tem garantias de uma entrevista com  “o anjo Ahmed”. Segundo o site, o adolescente foi contactado via Facebook e teria dito que tem recebido milhares de ofertas para trabalhar com cinema, arte e agência de moda. “Eu não sou um modelo, apesar de ser Top Model. A coisa mais importante da minha vida é estudar medicina”.

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Hugh Laurie – Didn’t It Rain?

Muito do fascínio pelo primeiro trabalho vinha da força do personagem de Laurie nas televisões do mundo, o Doutor House, mas não dá pra negar a competência dele em arregimentar músicos competentes e reproduzir um climão empoeirado e misterioso no disco.

Fonte: Internet

Fonte: Internet

Por Carlos Eduardo Lima, no Monkey Buzz

A maioria dos britânicos tem profunda fascinação pela América. É um grande playground cultural, um pedação de terra que fugiu do controle da Velha Ilha e adquiriu vida e mitologia próprias. Sempre haverá um branquelo inglês cantando como negro, tocando como negro, embasbacado pelo caldeirão do Blues/R&B/Soul/Funk/Country e o que mais vier. Com Hugh “House” Laurie não é diferente.

Se valeu da paixão ancestral por Blues e som de Nova Orleans, sobretudo pelo standard de Professor Longhair, “Tipitina”, e caiu na farra. O êxito foi tamanho, que Laurie não teve outra escolha a não ser gravar um punhado de canções que mostravam o imaginário folclórico-musical da região da Lousiana.

Let Them Talk, lançado em 2011, fez bonito nas paradas de sucesso inglesas, chegando a empatar com Adele. Claro que muito do fascínio pelo primeiro trabalho vinha da força do personagem de Laurie nas televisões do mundo, o Doutor Gregory House, mas não dá pra negar a competência dele em arregimentar músicos competentes e reproduzir um climão empoeirado e misterioso no disco.

Esse mesmo time de músicos, inclusive o produtor Joe Henry, estão presentes em Didn’t It Rain. Após um 2012 agitado, passado o tempo todo na estrada em uma agenda de shows invejável, Laurie retornou ao Ocean Studios para ampliar seu espectro sobre a música americana, incluindo generosas porções de Blues e R&B, chegando na sonoridade que os manuais de música gostam de chamar de Heartland Sound.

Ao longo do caminho, com os serviços da Copper Bottom Band (a banda, devidamente batizada) e a presença charmosa da cantora e compositora guatemalteca Gaby Moreno, Laurie convida o ouvinte para uma viagem pelos rincões imemoriais dos USA, através de belezas como Junkers Blues (gravada por Champion Jack Dupree em 1940), o dueto belíssimo com Gaby Moreno em Kiss Of Fire (um tango originalmente chamado El Choclo, que teve sua versão para o inglês em 1952, com Louis Armstrong e Connie Francis nos vocais), Unchain My Heart (cavalo de batalha da melhor fase de Ray Charles), Vicksburg Blues (gravada por Little Brother Montgomery em 1930), num total de 15 cartões postais musicais para uma dobra temporal em que o mundo não é atrapalhado pela modernidade pós-segunda guerra mundial.

Mais que um disco, Didn’t It Rain é quase uma viagem por um museu e, se você tem algum problema em ser conduzido por um inglês, não esqueça que Laurie nunca foi um habitante comum da Velha Ilha. Imperdível.

 

 

Psiquiatra Flávio Gikovate prega extinção dos termos ‘hetero’ e ‘homo’ em sabatina

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

O psiquiatra Flávio Gikovate durante sabatina no Teatro Folha, em São Paulo (Jorge Araujo/Folhapress)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

No futuro, haverá uma troca erótica “mais lúdica” entre as pessoas e a identidade sexual do parceiro não fará a menor diferença, quer dizer: definições como “homossexual” e “heterossexual” devem deixar de existir e todos poderão circular livremente entre relacionamentos afetivos com pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto.

Essa é a mais nova e controversa ideia de “Sexualidade sem Fronteiras” (MG Editores, 136 págs., R$ 37,40), último livro do psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate, 70. O médico, que calcula já ter atendido mais de 9.000 pessoas em consultório, está acostumado a causar impacto e a fazer sucesso falando sobre sexualidade.

Reflexões sobre os dilemas sexuais e amorosos de seus pacientes são os temas de grande parte de seus 32 livros publicados e das colunas que assinou em jornais e revistas.

Sua estreia como conselheiro na mídia, em 1977, em uma revista para adolescentes, já ligava seu nome a polêmicas, porque seu texto insistia na separação entre sexo e amor. Hoje, é lugar-comum, mas a opinião era potencialmente escandalosa na época, quase 40 anos atrás.

Na semana passada, Gikovate participou de sabatina promovida pela Folha, em São Paulo. Diante de cem pessoas, respondeu às perguntas das jornalistas Cláudia Collucci, Iara Biderman e Heloísa Helvécia, editora de “Equilíbrio”, e da plateia e expôs conceitos que deram origem à tese básica do livro, como o lado agressivo, machista e negativo do desejo.

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ORIENTAÇÃO SEXUAL

O muro que separa a homossexualidade da heterossexualidade tem que cair. Não há impedimento para a troca de carícias sexuais.

Preconceito é algo todo regulamentado. Na ausência de mulheres, homem transar com homem é ser muito macho. Na presença de mulher, é ser gay. Tudo burocracia.

A orientação sexual vai seguir o encantamento amoroso. Se for orientada pela noção de desejo, será deixada por conta de coisas que têm a ver com agressividade, competição, rivalidade.

SEXO LÚDICO

Sexo lúdico são todas as trocas de carícias eróticas com qualquer tipo de parceiro. Tudo aquilo que as crianças também fazem. Sexo reprodutor é essencialmente heterossexual, está mais comprometido com a agressividade do que com o amor. Do ponto de vista da reprodução, é o macho mais agressivo o que consegue copular.

O erotismo, sem estar ligado à reprodução, é um fenômeno pessoal. Começa no segundo ano de vida: a criança toca certas partes do corpo e sente a estimulação. Como é agradável, ela repete esse padrão de comportamento. A excitação é um prazer positivo, porque não serve para atenuar a sensação de desamparo: não é preciso um desconforto prévio para a pessoa poder curtir o erotismo. Já o desejo é um prazer negativo.

DESEJO

Desejo, especialmente o visual, é uma característica dos homens. As mulheres se excitam, mas desejo é uma coisa ativa, uma vontade de agarrar o outro.

O desejo é de direita, não é de esquerda como se costumava colocar nos anos 1960, quando se acreditava que a liberação da sexualidade fosse trazer um mundo de paz, em que todos se sentiriam confortáveis, as moças não iam regular tanto o sexo.

Elas continuaram regulando do mesmo jeito e tudo ficou um pouco mais tenso por conta da rivalidade entre as mulheres, para ver quem chama mais a atenção, e entre os homens, para ver quem consegue ter acesso às garotas mais interessantes. Trouxe um mundo de competição e tensões muito maiores do que antes. O mundo do desejo ficou comprometido com o do mercado e do capital.

CASUAL E VIRTUAL

O sexo casual não tem futuro, provavelmente vai ser substituído pelo virtual. Esse tipo de prática é infidelidade? Na internet as pessoas podem interagir, ter conversas íntimas com um parceiro determinado, aí o virtual e o real se aproximam. Só porque é virtual o indivíduo casado pode ficar namorando outra pessoa? Não tenho nenhuma simpatia por essas ideias, pelo que chamam de poliamor. E, na verdade, isso tem aceitação muito baixa: ciúme não desaparece por decreto.

AMOR

A sexualidade percorre um caminho que não é o do amor, o que explica tantas más escolhas sentimentais. O sexo, diferentemente do amor, é mais comprometido com a agressividade, e muitos homens acabam escolhendo suas parceiras em função do encantamento erótico.

“É só sertanejo, pagode. O Brasil emburreceu devido à monocultura”, diz Guilherme Arantes

Guilherme Arantes lança "Condição Humana (Sobre o Tempo)", novo disco de inéditas após sete anos

Guilherme Arantes lança “Condição Humana (Sobre o Tempo)”, novo disco de inéditas após sete anos

Tiago Dias, no UOL Música

Um sentimento de estranhamento com o mundo. Essa foi a mola propulsora para “Condição Humana (Sobre o Tempo)”, álbum que marca a volta de Guilherme Arantes após sete anos sem um disco de inéditas. O cantor que imortalizou temas ecológicos (“Planeta Água”) e baladas românticas (“Cheia de Charme”) afirmou ao UOL que o Brasil vive hoje uma nociva “monocultura”.

“Existe esse cenário de balada em um país infantilizado como Brasil, um país que perdeu a profundidade. Agora é uma coisa rasa, é só festa. É só sertanejo, pagode. É só cana, laranja e boi. O Brasil emburreceu devido à monocultura”, disse.

O raciocínio do compositor se alongou em mais de uma hora de conversa, em que ele teorizou que a monotonia invadiu não só as paradas de sucesso, mas todo o país. Na parte cultural, no entanto, algo começou a mudar quando um grupo de “excluídos”, que antes consumiam o que “a TV aristocrata produzia”, passou a determinar o dial da rádio e o tema das novelas.

“Foi uma inserção no mercado de uma massa de excluídos. São goianos, são sertanejos, é o mundo da agromúsica. Houve essa inclusão das festas populares. Você tem a ascensão de uma classe média negra, que é quando surge o pagode; da classe média baiana, que dá no axé; de Goiânia com o sertanejo, e agora com o Pará”, explicou.

Mas, segundo ele, a inserção é natural. “O Brasil canta música brasileira, antes de mais nada. O que é criticável é o pragmatismo desse mundo globalizado. Nós temos regiões do país onde ninguém sabe quem é Milton Nascimento”.

"Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina"

“Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina”

Para escapar do desânimo que o assolou, Guilherme construiu –da concepção até a instalação dos cabos elétricos– o Coaxo do Sapo. Metade estúdio, metade pousada, é na Bahia onde Guilherme se retirou para “oxigenar ouvindo outras coisas”. “Mais do que minha carreira, estou estrategiando a música. Isso deu um gás pra fazer esse disco”.

Embora “Condição Humana” seja um disco para cima, com canções de amor e uma produção que resgata o pós-progressivo dos anos 1970, Guilherme se permite fazer uma análise social: “Faz-de-conta que eu não sei / Que o mundo está na mão / Da quadrilha de gravata / Que me assalta todo mês”, canta na nova “Moldura do Quadro Roubado”.

“Eu resolvi fazer um disco para colocar para fora essa visão de um mundo que me preocupa. Você liga a TV e só tem religião. Você vira canal e só tem igreja. O que é isso? Nosso dial é uma vergonha. Nossa televisão está alugada para pastor”.

“Sobre o Tempo”
Com o segundo título do disco, “Sobre o Tempo”, Guilherme revela um lado mais positivo e colaborativo nesse novo e estranho mundo. Venerado por artistas alternativos da dita nova MPB, o compositor abriu as portas para conversar com seus contemporâneos, e foi direto no convite: “Estava decidindo os coros para as músicas e pensei: podia juntar todo esse pessoal que diz gostar de mim”.

Deu certo. Mariana Aydar, Adriano Cintra, Kassin, Curumin, Bruna Caram, Thiago Petit, Tiê e Tulipa Ruiz, entre outros, cantam em “Onde Estava Você” e “O Que Se Leva”. Com Marcelo Jeneci, que também toca acordeão nesta última, Guilherme guarda um carinho especial: “A gente tem uma ligação que é um algo mais. Tem algo que me liga profundamente com ele.”

Com o frescor desses contatos, o compositor disse que enxerga uma esperança. “Esses jovens trazem de volta o piano, que é um instrumento aristocrático, é uma galera que está procurando uma música mais densa. É uma geração que está trazendo de volta a harmonia”.

Guilherme também se sentiu desafiado. “Todo mundo fala que o Jeneci é meu sucessor, que o Silva é minha extensão. Isso me deu a gana de dizer: ‘opa, não estou morto, não’. E isso é bom. Pela primeira vez, tenho concorrentes”, disse aos risos.

O cantor e compositor renega a ideia de que agora está sendo redescoberto –”estou sendo redescoberto há anos” –, e reafirma que sua verve melódica e romântica finalmente venceu uma batalha iniciada nos anos 1980, com o que ele chama de “música feita para homens”.

“Minha música surgiu, agradou do ponto de vista da mulher e desagradou aqueles homens de coturno, aquela coisa que parecia a juventude ‘hitlerista’. Trinta anos depois, eu dou o troco. O rock masculino ficou para trás, hoje são um bando de homem chato e machista. A transgressão mais forte foi a feminina”, comemorou com uma promessa para quem ainda tem restrições ao seu estilo: “Hoje até os roqueiros com uma pegada mais forte vão ouvir (o novo álbum) e achar um discaço.”