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Sucesso na rede, fotos de família ‘constrangedoras’ ganham mostra nos EUA

Publicado na BBC Brasil

O museu Califórnia Heritage, em Los Angeles, exibe até o dia 27 de julho a mostra “The Awkward Family Photos” (as fotografias de família constrangedoras, em inglês), organizada pelos criadores do site de mesmo nome.  A exposição – divida em temas como férias, crianças, avós, casamentos e aniversários – pretende entreter os visitantes com cliques feitos em família que em na maioria dos casos resultaram em fotografias pra lá de estranhas.

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O site Awkwardfamilyphotos.com nasceu por iniciativa dos amigos Mike Bender e Doug Chernack, que começaram um blog em 2009 depois que um deles viu uma foto de família constrangedora pendurada na parede da casa de seus pais. Bender e Chernak pensaram que devia haver mais gente com fotografias tão estranhas quanto. Por isso, criaram a página onde fosse possível compartilhá-las.

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Eles começaram colocando fotos de família próprias e de amigos. Em pouco tempo, o site virou um sucesso. A exposição foi feita para celebrar ‘a experiência de ser parte de uma família’ e permitir que sejam vistos estes momentos ‘deliciosamente constrangedores’ que fazem parte da vida de membro de uma família.

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No museu, os visitantes ainda podem fazer fotos com seus parentes que sejam capazes de rivalizar com as da exposição. Os responsáveis pela exposição dizem que escolheram as fotografias que fizeram mais sucesso no site e algumas de suas imagens favoritas. ”Fazia tempo que tínhamos a ideia de fazer uma exposição. É uma forma de celebrar as famílias”, dizem os organizadores.

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“Esta exposição enfatiza o fato que todos somos estranhos e temos isso em comum com todas as outras famílias”, dizem os dois criadores do site.

 

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Dilma manda ‘beijinho no ombro’ ao comemorar 350 mil fãs em perfil oficial do Facebook

Dilma manda "beijinho no ombro" em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Dilma manda “beijinho no ombro” em rede social (foto: Reprodução do Facebook)

Publicado no Extra

Até Dilma Rousseff se rendeu ao sucesso da música Beijinho no Ombro, de Valesca Popozuda. Não se trata de mais uma montagem com trechos dos discursos da presidente, tampouco uma publicação do perfil de humor Dilma Bolada: o perfil oficial de Dilma no Facebook postou um vídeo em que um desenho com as características da presidente manda um beijinho no ombro para comemorar a marca de 350 mil curtidas na página, ao som de aplausos.

A legenda traz outro pedaço do sucesso da funkeira Valeska Popozuda: “Pro recalque passar longe #FacedaDilma”. Em menos de uma hora, a postagem recebeu mais de 2.900 “curtir” e mais de 400 compartilhamentos.

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Dilma manda beijinho no ombro em desenho (foto: / Reprodução da internet)

Luciano Huck dá um péssimo exemplo sobre como gerenciar pessoas

huckPublicado por JR Santiago

Exemplos, bons exemplos.

Muitos de nós vivemos deles.

Casos de sucesso.

Metas alcançadas.

Personalidades buscam associar sua imagem ao Sucesso.

Aliás, todos, buscamos, seja em que área for.

Livros são vendidos por conta disso.

Projetos também.

Retornos financeiros são obtidos.

Isto tudo faz girar a nossa economia.

Potencializa uma boa imagem.

Por mais que nem sempre seja a verdadeira.

Pois as máscaras costumam existir.

Elas tendem a esconder a verdade.

Tapeia os reais valores (morais) presentes.

Por mais que tenha ciência disso, ainda assim, costumo me decepcionar com algumas coisas.

Ontem, dia 23 de março, li a entrevista de Luciano Huck na Folha de São Paulo.

Por mais que muitos contestem, não há como negar, o seu sucesso.

São quase 20 anos de TV, sendo 14 na Rede Globo.

A chamada era: Com audiência em queda, Luciano Huck anuncia mudanças no ”Caldeirão”.

Ele começa sinalizando, estar saindo da área de conforto e tudo mais.

Nega ser assistencialista.

Discurso alinhado com as boas práticas.

Com aquilo que a sua imagem tenta transmitir.

E que podem realmente ser verdadeiras

Até que ele faz nova afirmação: “…troquei a equipe. Das 20 pessoas que trabalhavam direto comigo, só dez ficaram, só os bons…”

Pois é.

Afirmação desnecessária.

Por mais que ele tenha todo direito de formar a equipe dele como quiser.

É assustador que ele faça este tipo de afirmação em uma entrevista a um dos maiores jornais do país.

Expôs seus ex-subordinados.

Algo desnecessário e desrespeitoso com aqueles que trabalharam para ele.

E que também foram responsáveis pelo seu sucesso.

Eles poderão ser facilmente identificados.

O que inclusive poderá prejudicá-los na busca de novos trabalhos.

Talvez Huck não tenha a dimensão do que falou.

Pior, pode ser até mesmo que não tenha visto mal algum nisso.

Ainda assim, imperdoável.

Algo que está longe de ser uma exclusividade deste senhor.

Infelizmente esta tem sido uma prática de mercado.

Tratar as pessoas, ainda mais ex-colegas de trabalho, com respeito, não é algo natural.

Infelizmente.

O sucesso passa por cima disso.

De repente foi apenas um lapso de Huck.

Não teremos como saber.

Mas a verdade é que o dia a dia corporativo está cheio de exemplos parecidos.

Pessoas em cargo de chefia cometem equívocos tão básicos como este.

Acreditam estar acima dos membros de sua equipe.

Não os enxergam como os verdadeiros sustentáculos de seu sucesso.

De sua sobrevivência até mesmo.

E no caso de necessidade de mudanças.

Não se limitam a despedir membros de sua equipe (o que têm todo direito)

Tripudiam publicamente.

Pisam.

Eis realmente a diferença.

Alguns são sucessos, e outros estão com sucesso.

Uma gigantesca diferença.

dica do Rogério Moreira

Nem talento nem QI bastam para fazer de alguém o máximo

“Nossos atributos emocionais, como desejo, obstinação e confiança, contribuem muito mais para o sucesso do que nossa capacidade de raciocínio”, diz Greene.

Marinete Veloso, no Valor Econômico

Greene: "O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa"

Greene: “O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa”

O talento natural ou o quociente de inteligência (QI) alto não explicam sucessos futuros. É isso o que Robert Greene procura demonstrar em “Maestria” (Sextante),  seu novo livro. Pessoas comuns, observa, podem ter acesso ao nível máximo de excelência, o que ele qualifica de “maestria”. “O caminho para essa conquista é a aprendizagem, baseada em motivação e tempo.”

Greene levanta a questão: “Se todos nascem com cérebros basicamente semelhantes, que apresentam mais ou menos a mesma configuração e o mesmo potencial à maestria, por que apenas alguns se sobressaem e realizam esse potencial? Como explicar que milhares de crianças se destaquem por suas habilidades e talentos excepcionais em alguma área, embora poucas acabem correspondendo às expectativas no futuro?

Existe no ser humano uma forma de poder e de inteligência que corresponde ao ápice do seu potencial, segundo Greene. Essa força em geral é efêmera: ocorre em momentos de tensão, diante de um prazo prestes a expirar, da necessidade urgente de resolver um problema, ou de crises de toda espécie. “Nesses momentos, as pessoas tornam-se inspiradas e criativas.” Mas são apenas momentos. “Se para a maioria dos seres humanos essa sensação é experimentada por pouco tempo, para os grandes mestres é um estilo de vida, sua forma de ver o mundo.”

O processo de aprendizagem que capacita as pessoas a atingirem esse objetivo passa por três etapas. A primeira é a da observação profunda. Greene a compara à iniciação ao piano ou a chegada a um novo emprego, quando é preciso desenvolver habilidades. “No começo, somos estranhos à nova realidade. No caso do teclado, parece intimidador. No novo emprego, desconhecemos as regras e procedimentos. Estamos inseguros, porque o conhecimento de que precisamos em ambos os casos ainda é inacessível.” Essa primeira fase é de conduta passiva, de aprender regras básicas.

imagem.dllCom o passar do tempo, há uma evolução. Os conhecimentos se expandem. Entra a segunda fase: a da aquisição de habilidades. “Em vez de aprendermos com os outros, contribuímos com nosso próprio estilo e individualidade. Através de muita prática e imersão, ampliamos nossa compreensão do assunto. Adquirimos um novo poder, a capacidade de atuar criativamente.”

Na terceira fase, da experimentação, “à medida que perseveramos no processo, entendemos tudo com absoluta clareza e aí se realiza o salto para a maestria. Assimilamos tão bem as regras, que agora podemos reescrevê-las ou transgredi-las”. É o momento em que o artista capta algo que compõe a essência de sua arte, o cientista faz suas descobertas e o empreendedor criativo realiza algo que ninguém imaginara.

Nessa caminhada, necessariamente longa, é preciso não sucumbir à insegurança ou aos conflitos emocionais que dominarão o pensamento. Greene explica que, na trajetória da aprendizagem, o tempo é um ingrediente “mágico”, que depende da área de atuação e do talento de cada pessoa. Sugere que, para dominar um tema, são necessárias, pelo menos, 10 mil horas; para ser mestre, 20 mil horas. Observa que cada época tende a criar seu próprio modelo de aprendizagem, mais adequado ao sistema de produção vigente. “Os dias de hoje são de grande complexidade. A tecnologia assumiu as tarefas fáceis e rotineiras, deixando para os humanos as mais difíceis, que exigem cada vez mais educação e treinamento. O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa.”

Greene explica que seu propósito ao escrever o livro foi inspirar as pessoas em seus processos de transformação de vida, de descoberta de sua missão ou vocação. Para isso, apresenta estratégias de observação e aprendizado, de cultivo da inteligência social e de como decifrar códigos de comportamento político. Trata das relações vocação-trabalho-dinheiro e de como reagir aos fracassos. Dedica especial atenção ao papel de um mentor. “A vida é curta e o tempo de aprendizado e criatividade é limitado. Sem uma competente orientação, você pode desperdiçar anos valiosos na tentativa de desenvolver conhecimentos e práticas.” Mas destaca que é necessário avançar, e não ficar à sombra do mentor.

As ideias de seu livro basearam-se em ampla pesquisa no âmbito das ciências neurológicas e cognitivas, em estudos sobre criatividade, assim como na vida de grandes mestres da história, nos vários campos das artes e do conhecimento. Estão presentes biografias resumidas de Mozart, Leonardo da Vinci, Goethe, Martha Graham, John Coltrane, Glenn Gould, Einstein, Thomas Edison e Henry Ford, bem como de mestres atuais, como o neurocientista Vilayanur Ramachandran, o antropólogo e linguista Daniel Everett, o engenheiro de computação Santiago Calatrava, o piloto de caça da Força Aérea americana Cesar Rodriguez, entre muitos outros. Cada capítulo começa com a história de uma figura ilustre, que servirá de exemplo para os conceitos, análises e orientações que se seguem.

Para atingir a maestria em uma área, é indispensável sentir uma profunda conexão com ela, a ponto de transcendê-la, diz Greene. Para Einstein, não foi a física em si que o motivou, mas o fascínio pelas forças invisíveis que governam o universo. Para Coltrane, não foi a música, mas o poder de dar voz a emoções poderosas.

“Nossos atributos emocionais, como desejo, obstinação e confiança, contribuem muito mais para o sucesso do que nossa capacidade de raciocínio”, diz Greene. E lembra que o primeiro passo será sempre introspectivo, como escreveu Píndaro, poeta da Grécia Antiga, cerca de 2.600 anos atrás: “Torna-te quem és aprendendo quem és”.

Carência de profetas

silencio_bom-ou-mail_torahemetRicardo Gondim

Reconheço: existem diversas pessoas sérias entre os crentes. Admito: mais de sete mil profetas não se dobraram a Baal. Não desprezo o testemunho daqueles que me precederam e honraram a fé. Dados os devidos descontos, impossível não admitir o colapso do que se popularizou como movimento evangélico.

Como calar diante do avanço de vigaristas e charlatões? Quantos vão manter um silêncio obsequioso diante das promessas irresponsáveis de cura, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais e sucesso empresarial? Não é possível aguentar três minutos de programa de rádio ou de televisão. Náusea, diante da postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.

Não dá para lidar com a falta de sensibilidade humana de grupos fundamentalistas, quando celebram desastres naturais como sinais inequívocos do castigo de Deus sobre o pecado. A lógica do quanto pior, melhor só revela quão egocêntrico e cínico o movimento vem se tornando. Haja estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram. A maioria dos auto-reconhecidos teólogos evangélicos não consegue citar duas obras de peso da literatura. Eles discursam na defesa de uma reta doutrina que ainda não completou duzentos anos.

Será que passará impune a intolerância de muitos sacerdotes, que deveriam ser pacientes e benignos? O meigo carpinteiro de Nazaré seria parceiro de abutres prontos para estraçalhar quem tropeçou na vida? Quantos tribunais sumários já excomungaram adolescentes por, na lógica deles, graves transgressões morais, enquanto bandalheira administrativa passa batida.

O movimento evangélico corre o risco de se tornar refúgio para incompetentes. Líderes, que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, se ocupam em tornar culpa uma fonte de lucro. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo, desferindo setas nos já abatido pela vida. Os piores tentam mimetizar comportamentos moralistas do mundo anglo-saxão. Eles copiam as afirmações dos ortodoxos, que se pretendem eleitos de Deus, e se vendem como especialistas em cerimonialismos e tradições.

Também, não dá para lidar com tanto ufanismo. Falsos Aquiles perambulam pelos corredores eclesiásticos como exemplo de imunidade. Sobram narcisistas na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos. E cada dia fica mais notório que empreitada, projeto ou campanha, que pretende mudar o mundo, não passa de estratégia surrada de movimentar dinheiro. Falsos heróis instumentalizam o povo para viabilizar megalomanias – usam e abusam da boa-fé de quem deseja fazer alguma coisa pela humanidade. A burocracia eclesiástica dilui enormes fatias dos recursos doados. Fortunas acabam sugadas na volúpia do poder. O dízimo suado dos crentes, investido em mais propaganda, só serve para alardear ao mundo como aquele evangelista é especial.

Enerva ouvir a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas e os conceitos batidos. Fazem-se afirmações esvaziadas de sentido ou valor. A grande maioria dos púlpitos evangélicos se repete numa mesmice horrorosa. O culto des-educa. A convivência, no ar viciado de quem só visa repetir o que já foi dito, estupidifica. Os hinos reciclam poesias gastas. Os sermões começam e terminam com promessa de bênção. O movimento evangélico se tornou uma neurolinguística religiosa.

Há anos escrevi que andava cansado com o meio evangélico. Na verdade, não estava assim tão cansado. Eu procurava apenas denunciar o desgaste de tanta bobagem em nome de Jesus falando de exaustão. Mais tarde, para expor a ladeira abaixo do movimento, pedi para não ser classificado como evangélico. Não resta muito o que dizer. Talvez deva insistir na mesma tecla. Repetir: não dá, não dá, não dá, até que muitos profetas falem – a carência é grande.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim