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Fabio Porchat: ‘Humor é ferir a moral e os bons costumes’

Criador do Porta dos Fundos critica tentativa de censura de vídeo no YouTube; pedido é ‘fugir da responsabilidade’

foto: Época Negócios

foto: Época Negócios

Fábio Porchat, no Estadão

Nesta semana, uma pessoa entrou com uma ação para retirar do ar um vídeo do YouTube do canal de humor Porta dos Fundos do qual, por acaso, eu sou sócio-fundador. O vídeo se chama Rola. O nome, apenas a título de explicação, não é a conjugação do verbo rolar. Tivemos o ganho de causa dado pelo MP, porém, me preocupa saber que alguém, ainda hoje, queira proibir alguma coisa.

Justamente no Brasil, onde vivemos um período de censura tão marcante e profundo. O que o requerente diz é que o vídeo fere a moral e os bons costumes. A moral de quem? Os bons costumes de quem? O vídeo tem seis milhões de acessos. Ninguém é obrigado a gostar do esquete, mas impedi-lo de existir? Eu te confesso que, pra mim, a definição de humor é ferir a moral e os bons costumes. Sempre. Repare, não é humilhar, difamar, ofender, mas sim, pegar a sua moral e os seus bons costumes e colocá-los em uma corda bamba, para que você tropece em cima dos seus preconceitos, para que você se coloque em xeque! O humor te expõe!

Acho muito forte alguém querer proibir as outras pessoas de verem um vídeo porque se ofendeu. Ninguém é obrigado a ver, vê quem quer. Se eu me ofendo, parto do pressuposto de que todo o povo brasileiro (e mundial, afinal internet é global) também está ofendido? Não seria melhor deixar a maioria decidir? Será que essa uma tem o direito, por exemplo, de proibir seis milhões? E olha que não estamos falando de televisão aberta. Quando eu ligo a minha TV, imediatamente pulam imagens e vozes saídas da tela.

Na internet, não é só ligar o computador. Preciso acessar uma rede, digitar um endereço virtual, acessar um site, clicar num vídeo, para aí sim, as tais imagens e vozes pularem pra dentro da minha casa. Acho bem diferente. Pruma criança assistir a um vídeo, ela precisa passar pelos mesmos caminhos. Eu não tenho filhos, mas perguntei a alguns amigos pais e todos eles me dizem que não deixam os filhos entrarem na internet sem a supervisão deles, para não verem pornografia, não correrem riscos com desconhecidos em chats, não assistirem a materiais impróprio pras suas idades…

Por isso mesmo é que existem vários mecanismos que geram senhas para bloquear o acesso para um menor de idade no seu computador. Proibir a existência de um vídeo na internet me parece querer jogar a culpa no outro, fugir da sua responsabilidade. Eu não quero que exista um tipo de conteúdo, para não ter que me preocupar. Mas você tem que se preocupar! Sempre! Tenho certeza de que, pior que um vídeo de comédia que fale palavrão, é uma pessoa sendo decapitada, pessoas sendo baleadas, políticos falando, qualquer coisa, porradaria em estádio, cenas que estão disponíveis na internet e na TV aberta, inclusive.

A pessoa alega que seus filhos não precisam ver aquilo. Não precisam mesmo. Por isso mesmo que você, pai ou mãe, não vai deixar. Você é o censor do seu filho. Não da sociedade. Fique tranquilo que cada um sabe de si. Então vamos tirar do ar o site da Playboy, vai que seu filho entra lá. Vamos tirar do ar a globo.com que reproduz seus telejornais com as notícias mais escabrosas que aconteceram no mundo. Ou qualquer vídeo do ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho, falando qualquer coisa. Vamos tirar do ar os vídeos do Feliciano pregando em sua igreja, porque isso sim ofende a minha moral e os meus bons costumes. Acho que as pessoas têm de começar a se preocupar e se ofender com coisas mais relevantes. O dia em que todo mundo começar a se sentir ferido com quem prometeu e não despoluiu o Tietê ou com quem superfaturou a Água Espraiada, aí sim eu topo ir no MP. Enquanto isso, divirta-se: www.portadosfundos.com.br.

 

Artista usa ventania de turbina de avião para fazer pinturas

Tarinan von Anhalt durante o processo de criação. Foto: HANDOUT / Reuters

Tarinan von Anhalt durante o processo de criação. Foto: HANDOUT / Reuters

publicado no Extra

A pintora Tarinan von Anhalt é do tipo que deixa a imaginação voar. Literalmente.

Em vez de ficar presa num ateliê com uma boina na cabeça e uma paleta de tintas na mão, a milionária coloca o jatinho dela para funcionar e “cuspir” tinta em uma tela enorme que ela deixa em frente à turbina.

A artista usa uma roupa toda especial para aguentar a ventania e o barulho, que são infernais.

Nessa demonstração na Flórida, a artista fez, em parceria com um Learjet 45XR, um quadro em homenagem aos 50 anos da fabricante de aviões. Depois, já toda arrumada, ela embarca no jatinho, a que ela se refere como “uma pintura de US$ 11 milhões.

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Em parceria com a Marvel, Audi cria webcomic interativa do “Homem de Ferro”

Leitor poderá definir o destino do super-herói na campanha

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publicado no Administradores

Uma campanha da Audi em parceria com a Marvel Entertainment LCC irá lançar uma série especial os quadrinhos do Homem de Ferro: Steer the Story (“assuma o volante da história”, em tradução livre). Na ação cruzada, Tony Stark e Pepper Potts passam dirigem um veículo Audi R8.

A HQ pode ser lida na web, em um storyline vertical. Alguns dos elementos ganham movimento quando o cursos do mouse passa por cima e têm um leve efeito 3D – como estilhaços saltando da tela, por exemplo. Mas a maior sacada é a interatividade: ao final de cada ‘capítulo’, o leitor decide o que o herói vai fazer ou como ele vai reagir. Com isso ele decide o destino do Homem de Ferro.

Para decidir, o leitor deve votar em uma das duas decisões através de uma ferramenta de redes sociais. Com isso, a coisa vai sendo publicada no Facebook, G+ e Twitter. Até o momento, apenas 2 capítulos estão no ar; o próximo deve ser publicado em dois dias.

O que você achou da ação?

Com novo feed de notícias, Facebook estimula ‘vício’ na rede

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Rafael Sbarai, na Veja on-line

Recentemente, o Facebook anunciou mais uma grande atualização em seu serviço – a segunda em menos de três meses. Trata-se da nova versão do feed de notícias, área responsável por mostrar aos usuários conteúdos publicados por amigos e também páginas das quais o cadastrado é fã.

Julie Zhio, designer da empresa, resumiu perfeitamente o produto em entrevista ao site de VEJA. “Esse novo visual ajuda o usuário a manter o foco”, afirmou. De fato. Ao apresentar essa funcionalidade, o Facebook cumpre um objetivo valioso nos próximos meses: manter o usuário ainda mais dependente da rede social.

Disponível ainda para uma parcela restrita de cadastrados, o novo modelo é mais leve, simples e oferece um controle maior do conteúdo exibido. Os vídeos e as imagens ganharam mais destaque e estão menos sujeitos a interferência de textos.

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Ademais, essas imagens – alimentadas em grande parte pelo Instagram – ganharam um botão no nobre espaço da parte superior direita da tela (imagem acima), ocupado até então por informações relativas aos amigos, como convites de evento e datas de aniversário. Ao clicar, o cadastrado visualizará todas as fotos postadas pelos amigos. É uma isca para a companhia obter mais e mais cliques de seus usuários e uma resposta evidente às mais de 350 milhões de imagens postadas diariamente no site.

Essa seção divide atenção com os ícones “grupos”, “todos os amigos” e outras opções a serem criadas pelos próprios usuários, como locais de trabalho, colégio ou faculdade. Aqui, contudo, há uma novidade: ao clicar no ícone “todos os amigos”, o usuário não receberá nenhum anúncio publicitário entre as postagens do feed – mais uma resposta ao comportamento do usuário, que, em grande parte, se cansou de encontrar propagandas no meio das postagens dos amigos.

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Outro sutil recurso que deixa a rede ainda mais viciante é o aviso de novas histórias publicadas por amigos. Um ícone – similar ao do Twitter – é exibido na parte superior da tela avisando que há novos posts para visualização. É a corrida para deixar a maior rede social do planeta ainda mais forte. Agora, resta saber qual será a resposta dos maiores interessados no serviço, os usuários.

PS: clique aqui se vc quiser fazer parte do time que vai desfrutar antes de todas essas novidades. :-)

Por R$ 4 o minuto, disque-sexo ressuscita nas TVs aberta e fechada

Reprodução de site do programa "Babe Station", que exibe peladas rebolativas no canal Terra Viva e na Mix TV

Reprodução de site do programa “Babe Station”, que exibe peladas rebolativas no canal Terra Viva e na Mix TV

Ricardo Feltrin, no F5

Não durou muito a “abstinência” dos famigerados disque-sexo nas TVs aberta e fechada. Depois de uma breve temporada fora do ar, até por pressão de entidades de defesa do consumidor e de várias campanhas contra a baixaria na TV, o caça-níquel pornô está de volta com o programa (sic) “Babe Station”. São cinco horas diárias de peladas rebolativas no canal Terra Viva (fechado, pertence à Band) e três horas na Mix TV, canal UHF de propriedade de João Carlos Di Gênio, do educativo grupo Objetivo.

PAGUE SE FOR CAPAZ

O Babe Station não é nada modesto em termos de cobrança. Se o incauto telespectador fizer a bobagem de telefonar para o número que aparece na tela descobrirá na próxima conta que o serviço (sic) custa “apenas” R$ 4,00 por minuto. Para visitar o site, abarrotado de garotas nuas ou seminuas diante de webcams ao vivo, há uma fabulosa promoção (sic) que custa R$ 5 por cinco minutos. “Sem compromisso”; “100% seguro”; “discreto”, propagandeia o site.

E DEPOIS FALAM DAS PANICATS

O Babe Station tem uma apresentadora “desinibida”, que fica exibindo outras mulheres e alardeando-as como se fossem um produto de supermercado. “Veja que bumbum durinho!”; “Olha que espetáculo essa morena!”; “Ligue agora”; “Faça parte do Babe Station, seja você também uma Babe”. Enquanto isso, mulheres se exibem e oferecem a si próprias. Parece rodízio de carne. Algumas, nitidamente de segunda e terceira.

FIM DO MUNDO

Embora não seja proibido, e longe de fazer qualquer crítica ao comportamento sexual alheio, o “Babe Station” é deprimente. Certamente o produto (sic) mais constrangedor da TV brasileira na atualidade.