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Jovem perde namorado em batida e se apaixona por socorrista no ES

Após acidente, ela foi ao batalhão agradecer e apaixonou-se por bombeiro.
Casal comemorou antecipadamente o Dia dos Namorados, em Brasília.

Katriana foi visitar o namorado, que fez um curso em Brasília (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Katriana foi visitar o namorado, que fez um curso em Brasília (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Juliana Borges, no G1

“O Paulo me trouxe o sorriso de volta. Havia perdido o gosto de viver e ele me fez querer isso novamente”. É dessa maneira que a universitária Katriana Braga do Nascimento, de 21 anos, define seu relacionamento com o bombeiro Paulo Gomes Júnior, de 23, que começou após um grande trauma da jovem. Em 2009, a estudante sofreu um grave acidente de carro e acabou perdendo o namorado. Resgatada por bombeiros, após a recuperação ela foi até o quartel de Cachoeiro de Itapemirim, município que mora, ao Sul do Espírito Santo, e acabou conhecendo o atual companheiro. A relação de amizade foi o ponto de partida para o amor.

Por conta do acidente, Katriana ficou muito machucada e teve que permanecer internada por cinco dias. Não precisou realizar nenhuma cirurgia, mas uma lesão no braço a deixou presa à sessões de fisioterapia por alguns meses. “Depois que o Luan, meu namorado antes do Paulo, morreu, minha vida perdeu o sentido. Não tive mais vontade de nada, tudo perdeu a graça. Pensava que tão cedo eu não queria me envolver com mais ninguém. Foi um momento muito difícil na minha vida”, relatou.

Recuperada fisicamente, ela foi até o quartel do município para agradecer aos profissionais que a haviam resgatado e acabou conhecendo Paulo. Segundo o militar, a atração foi à primeira vista. “Quando a vi pela primeira vez já notei algo diferente, vi que era especial. Procurei ela em uma rede social e começamos a conversar. Depois pedi o telefone”, lembrou.

O relacionamento entre a universitária e o bombeiro, de fato, começou apenas depois de um ano que o casal se conheceu. “Não me sentia preparada para outro namoro depois de tudo o que me aconteceu, mas o Paulo soube esperar. Tudo começou como amizade, ele me dava forças para eu ir retomando a minha vida. Só depois de mais de um ano que já nos conhecíamos que eu realmente consegui me render a esse sentimento, que descobri ser amor. Ele teve aquele gostinho da conquista”, explicou Katriana.

Dia dos Namorados
O Dia dos Namorados é comemorado no Brasil no dia 12 de junho, a próxima quarta-feira, mas o casal contou que resolveu se antecipar. Paulo está há dois meses em Brasília fazendo um curso de Tripulante Operacional, para bombeiros que querem trabalhar em helicópteros. Para não deixarem de comemorar a data, Katriana seguiu para a capital do Brasil nesta quinta-feira (6). “Vamos aproveitar para ir a alguma lugar diferente em Brasília, cidade que eu nunca estive. Acredito que vai ser bem marcante”, disse a jovem.

A universitária considera a data especial e contou que ela e o namorado sempre se presenteiam. “O meu aniversário é no dia 14, então às vezes aproveitamos para comemorar as duas datas juntas. Uma vez ele preparou uma festa surpresa para mim. Mas não é só nessa época que ele me surpreende, já aconteceu de me presentear fora desses dias”, lembrou.

Sintonia

Namorados passaram a fazer rapel juntos (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Namorados passaram a fazer rapel juntos
(Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

A estudante disse que a confiança, amizade e companheirismo dos dois estão entre os principais motivos para o relacionamento dar certo, mas destacou a sintonia entre eles como uma característica especial do namoro.

“Temos muitos gostos em comum, mas quando isso não acontece, procuramos aceitar a preferência do outro. Acho importante lidar com as diferenças. Tento gostar de fazer as mesmas coisas que ele e um exemplo disso é o rapel. Antes eu morria de medo só de olhar, mas venci isso, hoje acompanho ele e acho super legal. Sempre procuro apoiar as decisões dele também, como no caso desse curso de Brasília. Eu sabia que teríamos que ficar um bom tempo sem nos ver, mas entendi que seria o melhor para ele”, falou.

O casal não deixou de acrescentar que também tem seus “altos e baixos”, como na maioria dos namoros, mas que isso nunca abalou o relacionamento. Para o bombeiro, o amor entre eles é obra do destino. “Acredito nisso, mas o destino pra mim tem nome, Deus. Tudo que acontece é planejado por Ele”, definiu Paulo.

Incentivo para profissão
Katriana é estudante do curso de Educação Física e também trabalha como recepcionista, mas depois que conheceu Paulo descobriu o que realmente quer para o futuro: ser bombeira, assim como o namorado.

A decisão foi tomada há pouco tempo e, por isso, ainda não foi possível tentar nenhum concurso, mas a universitária declarou que já se prepara para o próximo. “Acho que tem uma prova para o início do ano que vem. Essa minha decisão foi gradativa, pois após o meu acidente passei a admirar o trabalho dos bombeiros, é uma profissão muito bonita. O Paulo me incentiva muito a isso, ele foi a minha inspiração”, disse.

Ela ainda contou que o aprendizado no curso da faculdade também vai ajudar no futuro trabalho. “Eu não tinha nenhuma ambição de emprego antes, mas então entrei para o curso de Educação Física e percebo que a minha formação vai me ajudar muito como bombeira. Pretendo atuar nessa área física da corporação”, explicou a universitária.

Para Paulo, a escolha da namorada demonstra, mais uma vez, a sintonia entre o casal. “Eu dou muito incentivo e torço muito para que ela consiga realizar esse sonho. Ser bombeiro é o que eu mais gosto de fazer e é o que eu quero continuar fazendo o resto da minha vida. Ter ela para me acompanhar nessa carreira seria ótimo”, falou.

‘Minha reação foi de orgulho e felicidade’, diz José Júnior sobre prisão de pastor Marcos

Coordenador do Grupo AfroReggae foi responsável por denúncias que levaram a investigações

Antônio Werneck, em O Globo

José Júnior, o coordenador do AfroReggae: “Parabéns aos delegados” (foto: Marcelo Piu / O Globo)

José Júnior, o coordenador do AfroReggae: “Parabéns aos delegados” (foto: Marcelo Piu / O Globo)

RIO — Responsável pelas denúncias que levaram à prisão o pastor Marcos Pereira, José Júnior, coordenador do Grupo AfroReggae, disse que estava viajando quando a notícia chegou: “Estava em Salamanca, na Espanha, quando o telefone tocou às 4h”.

Você foi o responsável pelas denúncias que levaram a polícia e o Ministério Público a investigarem os supostos crimes cometidos pelos pastor Marcos. Como você reagiu à prisão dele?

Estava na Espanha, quando o meu telefone tocou e uma pessoa me deu a notícia. Minha reação foi de orgulho e felicidade. Fiquei muito orgulhoso. Não de ter tomado a iniciativa de denunciar suas ligações com o crime, mas pelo trabalho realizado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Também pela coragem de dezenas de pessoas que procuraram os policiais para prestar depoimento, correndo riscos. Fiquei feliz. Parabéns aos delegados Márcio Mendonça, titular da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), e Martha Rocha, chefe de Polícia do Rio.

Por que você está dando parabéns aos dois delegados?

Muito antes dessas investigações, policiais me procuraram confidenciando que todas as investigações instauradas contra o Marcos Pereira eram arquivadas, não andavam. Eles contavam que sofriam muitas pressões de pessoas poderosas quando tentavam confirmar denúncias de abuso ou da ligação dele com o tráfico.

Como os policiais sofriam pressões de poderosos?

O Marcos Pereira tinha muito poder por suas relações políticas. Relações, aliás, que ele ainda tem, que ainda são mantidas. Laços com o poder, com outros líderes religiosos. Ou seja: o delegado Márcio Mendonça deve ter sofrido pressões, mas foi em frente. Levou as denúncias adiante. A Martha Rocha, num encontro que tivemos, garantiu que iria investigar as denúncias, chegando às últimas consequências. Prometeu e cumpriu. O MP também foi eficiente, corajoso. Então, eles merecem meus parabéns.

Você sofreu ameaças de morte do pastor Marcos?

Primeiro, eu gostaria de dizer que o Marcos Pereira não é pastor, não merece ser chamado de pastor pela imprensa. Ele não é nada. Ele se intitulava pastor, se autodenominava pastor. Chamá-lo de pastor é um grande desrespeito com os verdadeiros pastores, com os verdadeiros evangélicos, com as igrejas protestantes de um modo geral. Então, ele não pode continuar sendo chamado de pastor.

Mas você chegou a ser ameaçado por ele?

Não sofri ameaças diretamente, eu descobri planos. Fui informado de que pistoleiros, matadores de aluguel, tinham sido contratados por ele para me matar. Pelas relações com políticos que o Marcos tem e pelas ligações com o crime organizado, ele era considerado intocável. Quando resolvi denunciar, buscar provas de seus crimes, passei a ser uma ameaça. E ele contratou pessoas que me eliminar.

Vocês eram amigos. Quando você descobriu essa outra face do Marcos?

Eu fui vítima, acreditei nele. Falava bem dele aos meus amigos, sem saber que, enquanto isso, ele praticava crimes, se associava aos políticos e criava um círculo nefasto e bem organizado. Em 2009 e 2010, passei a ser procurado por pessoas que passaram a contar histórias de seus crimes.

E o que aconteceu?

As pessoas resolveram romper o silêncio e também procuraram a polícia para denunciar.

Com a prisão de Marcos Pereira, vários crimes estão surgindo…

Isso que apareceu até agora não é nada. Tem muito mais por trás do Marcos, e vai aparecer. Uma vez eu falei que só pararia de denunciar o Marcos, que eu só iria sossegar, quando ele vestisse a camisa verde da Seap (Secretaria estadual de Administração Penitenciária) e aparecesse de cabeça raspada. Então agora vou parar e deixar nas mãos da polícia e do MP

dica do Leandro Miranda da Gloria

Cuidado com a mentira no ambiente de trabalho

Pesquisa revela que mentimos mais no trabalho do que em casa. Receio de conflitos e falta de diálogo são alguns dos motivos

Roberto Nascimento, presidente do Imovelweb: funcionários devem ficar à vontade

Roberto Nascimento, presidente do Imovelweb: funcionários devem ficar à vontade

Raquel Beer, na Exame

Você está em casa quando o telefone toca e, do outro lado da linha, um pesquisador pede que você jogue uma moeda para o alto e lhe diga qual foi o resultado, com uma proposta: se der coroa, você ganha 15 euros.

Se você participasse da pesquisa e a moeda desse cara, você diria a verdade? Num estudo realizado em 2012 pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, em parceria com a Universidade de Bonn, na Alemanha, mais da metade dos 658 entrevistados (56%) foi honesta, disse que deu cara e ficou sem o prêmio.

A conclusão foi comparada a um estudo semelhante, feito em 2008 na Universidade de Konstanz, também da Alemanha. O experimento era o mesmo, mas os entrevistados estavam em laboratórios, e não em casa.

Nessa análise, 75% dos participantes declararam que o resultado havia sido coroa, garantindo assim o seu bônus — um número que chama a atenção, partindo da premissa de que o resultado deveria ser próximo de 50% para cada lado da moeda.

Comparando os dois estudos, os pesquisadores sugerem que as pessoas mentem mais no trabalho do que em casa. “No ambiente doméstico, um comportamento imoral é mais ameaçador para a concepção de honestidade que a pessoa tem de si.

No trabalho, o funcionário inventa mais desculpas”, diz o alemão Johannes Abeler, economista comportamental da Universidade de Oxford, um dos pesquisadores que conduziu o estudo.

Para ele, apesar de os experimentos terem sido realizados na Alemanha, as conclusões são amplas e podem ser aplicadas, inclusive, aos brasileiros. “As conclusões têm mais a ver com os ambientes doméstico e profissional do que com questões culturais”, diz o professor Johannes.

Cada país, porém, tem a sua cultura profissional, modelada pela história do trabalho e pelo comportamento dos profissionais. Para Alfredo Behrens, professor de liderança na Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, no Brasil a falta de liberdade nas empresas até induz os trabalhadores a serem desonestos.

“Herdamos da cultura ibérica uma sociedade extremamente hierárquica, em que os funcionários têm medo de dialogar com os chefes e acabam mentindo”, afirma Alfredo. O professor organizou uma pesquisa com 173 profissionais brasileiros, perguntando se eles podem dizer o que pensam no trabalho.

Entre os presidentes, 70% disseram que sempre falam; já entre os novatos a porcentagem caiu para menos de 10%.

Algumas companhias perceberam os prejuízos da falta de diálogo e das mentiras. No Imovelweb, site brasileiro de anúncios imobiliários que pertence ao fundo Tiger Global, acionista também da Decolar e da Netshoes, a solução foi criar espaços sem paredes nem divisórias e desenvolver uma cultura de responsabilidade e de busca pela informação.

O objetivo é que funcionários se sintam à vontade para falar com gestores, e vice-versa. “As pessoas geralmente mentem para adiar entregas, mas conseguimos descobrir a verdade perguntando com insistência o porquê dos prazos”, diz Roberto Nascimento, presidente do Imovelweb.

Outra causa das mentiras é a vontade de evitar conflitos para conservar bons relacionamentos. “Quem cresce em um ambiente que favorece a mentira se torna mentiroso”, diz Gutemberg de Macêdo, presidente da Gutemberg Consultores, especializada em coaching e recolocação de executivos, de São Paulo.

A empresária americana Pamela Meyer contratou uma assistente para auxiliar na gestão do Manhattan Studios, sua consultoria. Um dia, Pamela decidiu revisar a contabilidade e percebeu que as contas não fechavam — a assistente havia comprado um computador com seu cartão de crédito e desviado dinheiro.

Em 2011, Pamela lançou o livro Liespotting (“Detectando mentiras”, em tradução livre), no qual ensina a identificar desonestidades  e revela números surpreendentes, como o fato de pessoas mentirem 200 vezes por dia. “A mentira mais comum é a omissão, e os líderes tendem a mentir mais e de forma mais persistente”, diz Pamela.

É claro que, em alguns momentos, mentir é inevitável e inofensivo. “Existe uma convenção social de coisas que não devem ser ditas, principalmente para um chefe”, diz Marcelo Afonso Ribeiro, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

Mas lembre-se do estudo: mentimos menos em casa porque é onde fazemos questão de ser verdadeiros. Se a mentira profissional está incomodando, procure um trabalho que faça você se sentir em casa. De verdade.

Mais jovens preferem acessar a internet pelo celular, diz pesquisa

Um em cada quatro adolescentes entre 12 e 17 anos se conecta via telefone, enquanto menos de 15% dos adultos utilizam esse meio

Meninas com idades entre 14 e 17 anos são as que mais utilizam smartphones para se conectar à web (Foto: Jonathan Ernst / Reuters)

Meninas com idades entre 14 e 17 anos são as que mais utilizam smartphones para se conectar à web (Foto: Jonathan Ernst / Reuters)

Setenta e oito por cento dos jovens com idades entre 12 e 17 anos usam telefones celulares e quase a metade de seus aparelhos têm acesso à internet, cifra que tende a crescer e que está mudando a maneira de se conectar à rede mundial.

Pesquisa da Pew Internet & American Life Project revelou que um em cada quatro menores acessa a internet pelo telefone celular, uma proporção que aumenta para quase a metade quando se trata de proprietários de smartphones.

Por outro lado, apenas 15% dos adultos disseram que se conectam à internet usando seus telefones móveis.

“Hoje em dia é parte da vida cotidiana”, afirmou Donald Conkey, estudante do ensino médio em Wilmette, ao norte de Chicago, que tem celular com acesso à internet. “Todo o mundo está usando telefone da mesma maneira, e usam o tempo todo.”

Conkey e outros jovens afirmam que se for somado o tempo que passa usando seus celulares — com aplicativos, buscas na internet, mensagens de texto ou baixando músicas e vídeos — o resultado será pelo menos duas horas diárias.

“Quando esqueço o telefone em casa, me sinto nu”, disse Michael Weller, estudante da escola secundária New Trier, onde também estuda también Conkey. “Realmente, preciso me sentir conectado o tempo todo”.

Até no banho e na cama

Ano passado Stephen Groening, professor de estudos de cinema e comunicação na Universidade George Mason, na Virgínia, promoveu um curso sobre “a cultura do telefone celular”. Pediu aos alunos para fazer seus trabalhos usando os telefones: com vídeos, fotos, envio de textos e de tweets.

“Tenho alunos que me dizem que tomam banho e dormem com seus telefones celulares”, disse Groening.

Segundo o estudo da Pew Internet & American Life Project, as adolescentes entre 14 e 17 anos são as que mais usam telefone celular para se conectar à internet. E embora os jovens com menos recursos financeiros continuem sendo os menos propensos a utilizar a rede, os que tinham celulares também disseram usar essa ferramenta para se conectar.

Isso significa que, à medida que esta geração for amadurecendo, as grandes corporações terão que trocar as estratégias de publicidade e mercado que utilizam, assim como as formas com que os pais vigiam as comunicações de seus filhos.

Já existem telefones celulares que permitem aos pais bloquear certos conteúdos. As companhias telefônicas oferecem serviços como os que permitem ver a lista de textos que seus filhos recebem. E há vários aplicativos que dão aos pais o controle de conteúdos disponíveis em um navegador de internet, embora muitos especialistas concordam que esses recursos às vezes podem falhar.

“Há os dois extremos: por um lado, os pais que monitoram tudo e bloqueiam grande quantidade de coisas, e os que se rendem y dizem ‘isto me dá muito trabalho’”, disse Mary Madden, pesquisadora do Centro Pew e coautora do estudo.

‘Tempos difíceis para ser pai’

Ela acrescenta que muitos pais também se negam a retirar os telefones de seus filhos porque querem manter contato com eles.

“Os adultos, todavia, estão tentando se ajustar a novas regras, para si mesmos e para seus filhos”, comentou Mary. “São tempos difíceis para ser pai.”

A chave, dizem especialistas em comunicação e tecnologia, está no diálogo familiar, em conversar com os filhos.

“A tecnologia em si, creio eu, não é má. Há muito mais vantagens que desvantagens. Mas os pais têm que estar conscientes da situação”, destaca Daniel Castro, analista da Fundação para a Informação e a Tecnologia, um centro de pesquisas com sede em Washington, D.C.

Castro diz ainda que “parte da solução é conversar e perguntar a eles o que estão fazendo e por quê. “É comum adultos não entenderem bem como funcionam os smartphones, ou como seus filhos poderiam usá-los.”

Negócio da Telexfree não é sustentável, afirma Ministério da Fazenda

Empresa não tem autorização para vender produtos nem oferecer telefone por internet

Vinícius Oliveira e Vitor Sorano, no iG

Imagem do site explica funcionamento do sistema

Imagem do site explica funcionamento do sistema

O negócio Telexfree de venda de pacotes de telefonia pela internet (VoIP, na sigla em inglês) não é sustentável e sugerem um esquema de pirâmide financeira, o que é crime contra a economia popular. Esta é a conclusão da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae/MF) em comunicado divulgado nesta quinta-feira (14).

A Ympactus Comercial LTDA., responsável pelo negócio, também não tem parcerias com operadoras de telefonia móvel  ou fixa, o que seria necessário para garantir a oferta dos serviços de VoIP, nem autorização para praticar atividades de comércio, diz a Seae. De acordo com o órgão, há indícios de duas irregularidades: estímulo à economia informal e exigência de exercício de duas atividades, divulgador e comerciante, para o recebimento de apenas uma.

As conclusões da análise feita pela secretaria serão encaminhadas à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Advogado rebate alegações

O advogado da empresa, Hosrt Fuchs, rebate as conclusões da Seae. Sobre a sustentabilidade do negócio, afirma que “os preços das contas VoIP já embute a remuneração aos divulgadores” e que “não há oferta de ganhos altos e rápidos”.

“O pagamento de comissões é proporcional às vendas dos pacotes VoIP, sendo de 1 a 2% do total do preço do pacote”, diz ao iG .

Sobre a alegação de que a empresa não tem autorização para realizar comércio, Fuchs afirma que a Ympactus “não pratica comércio uma vez que o produto VoIP é entregue pela Telexfree dos EUA”, onde a empresa tem uma base operacional.  O advogado também diz que não é necessário parceria com operadoras de telefonia no Brasil porque esse contrato existe naquele país.