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TV Cultura é o segundo canal de maior qualidade do mundo, Globo é 28º, aponta pesquisa

s apresentadoras Adriana Couto e Marina Person, do programa "Metrópolis" (TV Cultura)

s apresentadoras Adriana Couto e Marina Person, do programa “Metrópolis” (TV Cultura)

Publicado na Folha de S. Paulo

Sob encomenda da rede britânica BBC, o instituto inglês de pesquisa Populus divulgou um levantamento no qual a TV Cultura aparece como a segunda emissora de maior qualidade no mundo, atrás apenas da BBC One.

O estudo entrevistou 500 pessoas (adultas com mais de 18 anos) em cada um dos 14 países da pesquisa sobre a qualidade da programação de TV: Alemanha, Austrália, Brasil, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Portugal, Reino Unido e Suécia.

A próxima brasileira da lista, segundo o levantamento, é a TV Globo, que ficou com a 28ª posição.

A TV Brasil aparece em 32º lugar. A Bandeirantes ficou no 35º, a Record, no 39º, e o SBT, no 40º.

dica do Guilherme Massuia

Espaço dos evangélicos na TV aumenta

Ana Paula Valadão canta no “Encontro dom Fátima Bernardes” (via blog Amigos DT)

Karina Kosicki Bellotti, na Folha de S.Paulo

O final dos anos 1980 e o início dos anos 1990 foram marcados pelo estranhamento em relação aos evangélicos por parte da grande imprensa e das grandes redes abertas –Globo, Manchete, SBT, em especial, após a compra da Rede Record por Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Muitos se perguntavam quem eram esse grupo e como ele havia alcançado essa visibilidade, num país até então majoritariamente católico.

O sentido das coberturas era em geral ofensivo, de reportagens investigativas, com câmeras escondidas, entrevistas com dissidentes, retratando de forma negativa a relação entre alguns grupos de evangélicos (os chamados neopentecostais) e a arrecadação de dízimos e ofertas.

Reportagens mostrando cultos da Universal em estádios, com sacos de dinheiro sendo abençoados, foram mostrados de forma demonizadora, sendo contrapostas a depoimentos de outros líderes religiosos que condenavam a prática, afirmando que isso não era cristianismo.

O período de 1989 a 1995 foi marcado por uma espécie de “guerra santa”, que culmina com o “chute na santa”, dado por um pastor da Universal no dia de Nossa Senhora Aparecida, em 12 de outubro de 1995. Nesse período, vemos vários veículos de comunicação demonizando os neopentecostais, o que “respinga” em outros grupos evangélicos que não são identificados com esse grupo.

Ressalto a minissérie “Decadência”, veiculada pela Globo em setembro de 1995, escrita por Dias Gomes, em que Edson Celulari interpretava um pastor sem escrúpulos, além da própria cobertura dada pela Globo, uma emissora tradicionalmente simpática ao catolicismo, por conta do chute na santa.

Observamos que, nos últimos cinco anos, a Globo tem se aproximado deste público, porque tem lhe conferido não somente um peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor.

Agora há o Festival Promessas, o selo da Som Livre para música cristã contemporânea -que reúne artistas evangélicos e católicos, que já tocaram no Faustão e tiveram música em trilha sonora de novela.

Da quase ausência de cobertura de eventos evangélicos, como a Marcha para Jesus, para a cobertura no “Jornal Nacional” dos cem anos da Assembleia de Deus (2011), da Marcha para Jesus, e mesmo dos protestos feitos por Silas Malafaia contra o projeto de lei 122/06 (contra a homofobia), vemos uma mudança de atitude significativa.

É importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso (e que tem se aproximado do governo desde a administração Lula), cresceu o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a chamada classe C e aumentou a mobilização de parcelas de evangélicos nas redes sociais, o que dá maior voz e visibilidade para esse grande e heterogêneo conjunto religioso denominado “evangélico”.

Se antes o evangélico era retratado de forma demonizada –no caso das lideranças- ou paternalista -no caso do fiel, retratado como um sujeito vulnerável aos ataques de líderes inescrupulosos-, atualmente vemos um retrato mais positivo, mas ainda longe da sua grande diversidade. São retratados como sujeitos religiosos que merecem respeito, que votam, que consomem e são exigentes na qualidade do que lhe é oferecido.

A aproximação se dá mais pela música, pela figura feminina de artistas como Ana Paula Valadão (que recentemente cantou no “Encontros com Fátima Bernardes”) e Aline Barros, e até por programas como “Sagrado”, que traz diferentes lideranças religiosas para falar sobre diversos assuntos da vida e da morte.

É uma aproximação ainda cuidadosa, que não livra a Globo dos deslizes de chamar os cantores evangélicos de “estrelas da música gospel” (a crença rejeita qualquer alusão a idolatria), mas perto de como era -e não era- antigamente, é um grande avanço, que é comemorado por muitos evangélicos nas redes sociais.

Lembro-me de como a ida de Aline Barros ao “Domingão do Faustão” foi comemorada por blogs e em comunidades evangélicas no Orkut. Como o universo evangélico é muito diversificado, é difícil pontuar que só há desconfiança em relação à iniciativa da Globo em se aproximar deste grupo; a Record procura galvanizar a atenção dos “evangélicos” como um todo, oferecendo programação religiosa, mas não há unanimidade entre os evangélicos em relação ao que essa emissora produz.

Acredito que as redes sociais têm ajudado a conferir maior visibilidade; o próprio uso da mídia feito por grupos evangélicos tem conferido também esta visibilidade, seja em termos de evangelização, seja nas campanhas eleitorais e até nas ameaças de boicote a novelas da Globo, como “Salve Jorge”.

Agora, uma das características ligadas historicamente a uma suposta “identidade evangélica” no Brasil é essa idéia de estar afastado da grande sociedade católica ou secular; essa ideia de “estar no mundo, mas não pertencer a ele”.

O reconhecimento maior que a grande mídia tem oferecido aos evangélicos traz alguns desafios a essa autoimagem evangélica, pois dentro desse grupo heterogêneo destaca-se o desejo de vigiar de perto o que a grande mídia fala sobre ele, tendo em vista todo o histórico de agressões e perseguições empreendidas.

Então, destaca-se essa autoimagem positiva, de povo honesto, trabalhador, que canta, louva, veste-se de forma elegante, mas sem ostentação; que é igual a todo mundo no dia a dia, e que leva sua crença muito a sério, pois enxerga na própria vida um testemunho a ser dado para quem não é evangélico -a ideia de ser “sal da terra, luz do mundo”.

dica da Ana Carolina Ebenau

Comprovado: TV faz mal às crianças

kickthebaby_thumbCarlos Cardoso, no Meio Bit

Os números são assustadores, mas reais: Anualmente nos EUA 13 mil crianças são machucadas da forma mais idiota e evitável possível: Derrubando o televisor em suas cabecinhas inocentes e curiosas. Pior: A cada 3 semanas uma criança morre por causa desse tipo de acidente.

70% das vítimas têm menos de 5 anos.

Esses números aumentaram em 31% na última década. A “culpa” é das TVs de tela plana. Antigamente era virtualmente impossível para um moleque atentado derrubar uma Telefunken 29 polegadas, que pesava uns 200kg. Hoje não só o peso como a estabilidade das TVs está bem diferente.

Em amo a minha Samsung Loura, mas balançando pela parte de cima ela treme toda. Uma pestinha dessas empurrando a TV invocará Newton E Darwin, e poderá acordar no hospital com cara de gato persa.

A culpa no caso é 100% dos pais. A mesma pesquisa identificou que 3/4 das TVs não estão presas nas paredes, mas apenas colocadas precariamente nos racks, com aquelas bases ridículas que não seguram nada. Os pais, botando o bolso na frente dos filhos temem danificar a parede ou instalar a TV corretamente.

Tem filho pequeno em casa? Não pense duas vezes: Compre um suporte de parede. Os bons modelos são seguros, flexíveis e permitem inclusive mais ângulos de visão do que a base original.

Estrelas da Record fazem doações em dinheiro à Universal

Ricardo Feltrin, no UOL

Não foi apenas só com o corpinho presente que artistas da Record compareceram a um culto comandado por Edir Macedo no Credicard Hall semanas atrás, como informou o colunista Flavio Ricco, do UOL.

Artistas como Gugu Liberato, Rodrigo Faro (foto) e Ana Hickmann também colaboraram com doações em dinheiro, segundo apurou a coluna Ooops! Faro teria feito uma doação de R$ 30 mil. Gugu, de R$ 10 mil.

Pode-se dizer que não é uma via de mão única, pois existe um vídeo em poder do Ministério Público (jamais exibido), gravado cerca de dois anos atrás dentro de uma Igreja Universal, que mostra um pastor pedindo doações aos fieis em tom de exigência: “Vamos, gente, tem o salário do Gugu para pagar e mais um monte de artistas”.

foto via Digitei

Edir Macedo reúne Ana Hickmann, Gugu e Rodrigo Faro em culto da Igreja Universal e cobra entrada

Publicado originalmente no RD1

O Bispo Edir Macedo conseguiu reunir estrelas da Record em um culto da Igreja Universal, anunciado como palestra, no Credicard, na semana passada.

Após receberem o convite, por telefone ou e-mail, os artistas foram informados de que teriam que desembolsar o valor de R$ 2500 por pessoa. Por lá, foram registradas as presenças de Rodrigo Faro, Gugu Liberato, Ana Hickmann, entre outros, além de diretores da casa.

Segundo o colunista Flávio Ricco, do UOL, alguns artistas estão inconformados com o valor cobrado pelo que seria uma simples palestra. E muitos acabaram se arrependendo de ter participado do que acabou se transformando em um culto.

dica do Ronaldo