Pessoas que usam o smartphone enquanto veem TV têm menos massa cinzenta no cérebro, diz estudo

Pessoas que usam o smartphone enquanto veem TV têm menos massa cinzenta no cérebro, diz estudo (foto: Reprodução / Pixabay)
Pessoas que usam o smartphone enquanto veem TV têm menos massa cinzenta no cérebro, diz estudo (foto: Reprodução / Pixabay)

Publicado no Extra

Pessoas que usam o smartphone enquanto assistem televisão podem fazer com que partes de seu cérebro sejam “desperdiçadas”, alertam especialistas. Um novo estudo publicado no jornal científico PLoS One descobriu que quem manipula laptops, telefones celulares e outros dispositivos de mídia, como tablets, ao mesmo tempo tem menos massa cinzenta — parte do cérebro que processa a informação.

A comparação foi feita com pessoas que usam apenas um equipamento por vez ou que só os utiliza de vez em quando. O desgaste da massa cinzenta afeta a concentração e a memória, bem como a capacidade de tomar decisões e definir metas. O problema também pode reduzir as inibições e o autocontrole, levando a comportamentos “inapropriados”.

O chefe da pesquisa, Kepkee Loh, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, afirmou que o fato de dispositivos multitarefas estarem se tornando mais prevalentes vem gerando uma crescente preocupação com os impactos deles na cognição e no bem-estar socioemocional das pessoas.

No entanto, ele acrescentou que o estudo não demonstrou relação de causa e efeito entre estar conectado a várias mídias ao mesmo tempo e ter menos massa cinzenta no cérebro. É possível que pessoas com menos massa cinzenta sejam mais propensas a realizar diferentes tarefas simultaneamente em diversos dispositivos, porque elas se distraem mais facilmente e têm frágil autocontrole. Outra possibilidade é a de as multitarefas levarem a mudanças no cérebro que desgastam a massa cinzenta.

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Fachada da Globo é pichada em protesto contra ‘Sexo e as Negas’

Publicado na Folha de S. Paulo

“Pro racismo acabar, a Globo vamos escrachar. E se as pretas se unir, ‘Sexo e as Negas’ vai cair.”

Esse foi um dos gritos de guerra ouvidos em frente à sede da Globo em São Paulo, na terça-feira (16), durante um protesto contra a exibição do seriado criado por Miguel Falabella, que estreava naquela noite.

Um vídeo publicado pelo Levante Popular da Juventude, um dos grupos que encabeçaram a ação, começou a circular na quarta-feira (17) com imagens do protesto, que culminou com a pichação da palavra “racista” na fachada da emissora.

“A série começou a ser propagandeada há cerca de um mês e desde o início muitas meninas se manifestaram”, disse à Folha Beatriz Lourenço, 22, militante do LPJ. “Mesmo sem ter estreado, o incômodo já estava dado.”

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A estudante de direito diz não ter assistido ao episódio de estreia inteiro, mas afirmou ter visto alguns trechos na internet.

“A gente já previa que ia ter essa visão estereotipada do povo negro e pobre, mas me assustei muito mais”, afirma. “A Globo se aproveita de um estereótipo estabelecido e o reforça.”

“O programa trata a mulher como ferramenta para o sexo”, avaliou. “São mulheres que se submetem ao sexo ao custo de qualquer coisa.”

Apesar do protesto, Lourenço diz acreditar que o programa vá continuar sendo exibido. “A gente não consegue impedir a Globo de colocar no ar. A gente sabia que não ia conseguir, mas queríamos fazer pressão.”

Procurada pela Folha, a Globo diz que o protesto foi “um ato isolado de um grupo de 60 manifestantes que naquele momento não tinha conhecimento do conteúdo da obra”.

“A estreia do programa ‘Sexo e as Negas’ foi um sucesso de crítica e de audiência, e mostrou que boa parte da discussão prévia sobre o seu conteúdo foi um equívoco de interpretação daqueles que se manifestaram contra a sua realização”, diz nota enviada pela Comunicação da Globo. “É um programa de ficção, que tem como principal objetivo entreter e divertir o espectador.”

“Cabe ressaltar ainda que o nosso documento de Princípios e Valores prevê o respeito à diversidade e a repulsa ao preconceito, o que é praticado em toda a nossa programação”, afirma a emissora.

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Ocupação da Universal leva CNT a dispensar mais funcionários

Flávio Ricco, no UOL

charge: Jasiel Botelho
charge: Jasiel Botelho

A Rede CNT, que já havia demitido cerca de 100 pessoas porque praticamente se vendeu para a Igreja Universal, voltou à carga na última semana.

Mais 10 funcionários foram dispensados em São Paulo, até a última quarta-feira, incluindo o seu diretor de jornalismo, Domingos Trevizan, com 13 anos de casa. Sobrou o suficiente apenas para apagar as luzes no reformado e agora inoperante prédio da Alameda Santos.

O mercado para quem estuda ou trabalha neste meio caminha a passos largos para a sua completa destruição, graças à irresponsabilidade das autoridades. A ocupação religiosa nas emissoras de rádio e televisão é, a cada dia, mais impressionante, sob as vistas grossas daqueles que não têm o menor interesse em mexer com isso.

Uma situação profundamente lamentável, onde se verifica apenas a preocupação em aumentar o número de votos, não importando a que preço e no que isto poderá significar para os profissionais da área como um todo. Estão tirando o pão dos trabalhadores.

A CNT é só mais um caso entre outros tantos já existentes e que não será o último. Esta é uma transgressão que só interessa ao meio político, graças à força que representa nas urnas.

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Roger Moreira discute com Astrid Fontenelle: “Mau caráter, hipócrita”

rogerxastrid

 

Publicado no Na telinha

Conhecido pelo seu trabalho à frente do grupo Ultraje a Rigor e por suas participações no “The Noite”, do SBT, o músico Roger Moreira se envolveu em uma nova polêmica.

Roger não gostou de ser retratado no programa “Saia Justa”, comandado por Astrid Fontenelle no GNT, e resolveu tirar satisfação com a apresentadora por meio de sua conta no Twitter. Astrid, juntamente com as outras apresentadoras do programa, Mônica Martelli, Maria Ribeiro e Bárbara Gancia, mencionaram o músico no novo quadro “Orgulho pela Pessoa e Vergonha pela Pessoa”, classificando-o no segundo grupo por ele ter rebatido duramente as críticas que recebeu do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva durante a 12ª Festa Internacional de Literatura (Flip).

Roger, revoltado, disse para Astrid: “Vale tudo pela audiência. Até seus julgamentos superficiais. Isso você acha decente, né? Linchamento…”. Em tom de resposta, Astrid disse: “Eu não falei isoladamente sobre você. Foi um editorial do programa e todas concordamos”.

Pouco depois, a apresentadora colocou a seguinte postagem: “Abri aleatoriamente meu livrinho de orações. A oração de São Francisco foi uma das primeiras que aprendi. Sei de cor. Em tempos de tanto ódio ela vem na hora certa! Por uma vida com mais amor, por favor!”. Novamente chateado, Roger voltou a ofende-la: “Ah, que bonitinho, rezando! Pena que seus atos te contradigam. Hipócrita! Olha a falsidade: ‘que eu leve a paz, que eu leve o amor, que eu leve o perdão’, é muito cínica!”.
E continuou: “Mau caráter. Depois de incitar o ódio e o linchamento moral no seu programinha de fofocas vem dar de santa! ‘Que eu leve o perdão’… Esquerda caviar hipócrita. Nojo”.

Bárbara Gancia se manifestou e pediu para os dois pararem com a briga. “Odeio ver vocês dois em briga tão séria. Sei o que é ser continuamente agredida, muitas vezes não pesa além do necessário o revide. Torço pela paz”, escreveu.

Roger, para dar fim a história, respondeu: “Basta que ela se retrate da asneira que disse na TV”.

O “Saia Justa” vai ao ar todas as quartas, às 20h, no GNT, que está no canal 41 das principais operadoras de TV paga do país.

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Avanço da Universal tira força de rivais na televisão

Por Ricardo Mendonça, na Folha de S. Paulo

A inauguração de um enorme templo em São Paulo no fim do mês, com a possível presença da presidente Dilma Rousseff e outras autoridades, não é a única marca da atual ofensiva da Igreja Universal do Reino de Deus sobre seus concorrentes.

Duas operações comerciais recentes tratadas com muito mais discrição pela igreja provocam reviravolta na geopolítica das neopentecostais.

Há poucos dias, a Universal alugou 22 horas diárias da grade da TV CNT, rede paranaense controlada pela família Martinez (do ex-deputado José Carlos Martinez, presidente do PTB morto em 2003).

Com isso, tirou da emissora o concorrente Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e o programa “Vitória em Cristo”, veiculado há 32 anos na CNT por Silas Malafaia, de um ramo da Assembleia de Deus.

O arrendamento da CNT foi a segunda manobra do tipo patrocinada pela igreja de Edir Macedo. No fim de 2013, em negociação com a família Saad, da Bandeirantes, a Universal já havia alugado toda a grade disponível do Canal 21 (UHF), que desde 2008 era 100% ocupada pela Mundial.

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No meio evangélico, essas operações chamaram a atenção menos pela ampliação da capacidade de exposição da Universal e mais pelo encolhimento dos concorrentes.

A Universal já aluga fatias diárias da Bandeirantes, da Rede TV! e da Record, esta última de sua propriedade. Com 100% da CNT e do Canal 21, a igreja praticamente monopolizou os quinhões disponíveis para pregação religiosa em rede nacional.

O expurgo de Valdemiro e Malafaia de seus principais púlpitos eletrônicos tem ainda um reflexo político.

Em 2010, quando o tema do aborto ganhou destaque na eleição presidencial, eles foram os dois neopentecostais que apareceram na propaganda do então candidato José Serra (PSDB), principal rival de Dilma.

Neste ano, com o candidato Pastor Everaldo (PSC) concentrando apoios evangélicos, a Universal poderá ficar como a única neopentecostal relevante a apoiar a petista.

Para o sociólogo Ricardo Bitun, o estrangulamento promovido pela Universal é o capítulo recente mais importante da disputa entre igrejas. “A concorrência entre elas é fortíssima, com consultores auxiliando cada uma dessas operações e milhões de reais envolvidos”, diz.

As partes não comentam, mas no mercado circula a informação de que a Mundial teria perdido o Canal 21 após acumular R$ 21 milhões em dívidas com a família Saad.

Valdemiro estaria agora prestes a fazer o arrendamento integral da canal 32 UHF (antiga MTV), que em dezembro foi vendido pela Editora Abril para o Grupo Spring –o dono do grupo não foi encontrado para comentar. Nesta quarta (16), cultos da igreja já eram exibidos no canal.

O troca-troca de emissoras nem sempre é tratado de forma diplomática no meio.

Alguns anos atrás, quando R. R. Soares (Igreja Internacional da Graça) desalojou Valdemiro de um horário na Band, o líder da Mundial o acusou de falsidade e chegou a chamá-lo de racista. Disse que Soares só se referia a ele como “o bispo preto”.

Em 2012, foi a vez de Valdemiro ser mostrado como vilão. Ao perder um horário para a Mundial, Malafaia o acusou de ser dissimulado e desleal.

A Universal evita esse tipo de embate. Por escrito, afirmou que “os meios de comunicação podem e devem ser utilizados como canais evangelísticos, com o intuito de levar uma palavra de vida e fé”. Agora, o único que oferece um pouco de concorrência à Universal em rede nacional é Soares, na Rede TV! e na Band.

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