Roger Moreira discute com Astrid Fontenelle: “Mau caráter, hipócrita”

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Publicado no Na telinha

Conhecido pelo seu trabalho à frente do grupo Ultraje a Rigor e por suas participações no “The Noite”, do SBT, o músico Roger Moreira se envolveu em uma nova polêmica.

Roger não gostou de ser retratado no programa “Saia Justa”, comandado por Astrid Fontenelle no GNT, e resolveu tirar satisfação com a apresentadora por meio de sua conta no Twitter. Astrid, juntamente com as outras apresentadoras do programa, Mônica Martelli, Maria Ribeiro e Bárbara Gancia, mencionaram o músico no novo quadro “Orgulho pela Pessoa e Vergonha pela Pessoa”, classificando-o no segundo grupo por ele ter rebatido duramente as críticas que recebeu do jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva durante a 12ª Festa Internacional de Literatura (Flip).

Roger, revoltado, disse para Astrid: “Vale tudo pela audiência. Até seus julgamentos superficiais. Isso você acha decente, né? Linchamento…”. Em tom de resposta, Astrid disse: “Eu não falei isoladamente sobre você. Foi um editorial do programa e todas concordamos”.

Pouco depois, a apresentadora colocou a seguinte postagem: “Abri aleatoriamente meu livrinho de orações. A oração de São Francisco foi uma das primeiras que aprendi. Sei de cor. Em tempos de tanto ódio ela vem na hora certa! Por uma vida com mais amor, por favor!”. Novamente chateado, Roger voltou a ofende-la: “Ah, que bonitinho, rezando! Pena que seus atos te contradigam. Hipócrita! Olha a falsidade: ‘que eu leve a paz, que eu leve o amor, que eu leve o perdão’, é muito cínica!”.
E continuou: “Mau caráter. Depois de incitar o ódio e o linchamento moral no seu programinha de fofocas vem dar de santa! ‘Que eu leve o perdão’… Esquerda caviar hipócrita. Nojo”.

Bárbara Gancia se manifestou e pediu para os dois pararem com a briga. “Odeio ver vocês dois em briga tão séria. Sei o que é ser continuamente agredida, muitas vezes não pesa além do necessário o revide. Torço pela paz”, escreveu.

Roger, para dar fim a história, respondeu: “Basta que ela se retrate da asneira que disse na TV”.

O “Saia Justa” vai ao ar todas as quartas, às 20h, no GNT, que está no canal 41 das principais operadoras de TV paga do país.

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Avanço da Universal tira força de rivais na televisão

Por Ricardo Mendonça, na Folha de S. Paulo

A inauguração de um enorme templo em São Paulo no fim do mês, com a possível presença da presidente Dilma Rousseff e outras autoridades, não é a única marca da atual ofensiva da Igreja Universal do Reino de Deus sobre seus concorrentes.

Duas operações comerciais recentes tratadas com muito mais discrição pela igreja provocam reviravolta na geopolítica das neopentecostais.

Há poucos dias, a Universal alugou 22 horas diárias da grade da TV CNT, rede paranaense controlada pela família Martinez (do ex-deputado José Carlos Martinez, presidente do PTB morto em 2003).

Com isso, tirou da emissora o concorrente Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e o programa “Vitória em Cristo”, veiculado há 32 anos na CNT por Silas Malafaia, de um ramo da Assembleia de Deus.

O arrendamento da CNT foi a segunda manobra do tipo patrocinada pela igreja de Edir Macedo. No fim de 2013, em negociação com a família Saad, da Bandeirantes, a Universal já havia alugado toda a grade disponível do Canal 21 (UHF), que desde 2008 era 100% ocupada pela Mundial.

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No meio evangélico, essas operações chamaram a atenção menos pela ampliação da capacidade de exposição da Universal e mais pelo encolhimento dos concorrentes.

A Universal já aluga fatias diárias da Bandeirantes, da Rede TV! e da Record, esta última de sua propriedade. Com 100% da CNT e do Canal 21, a igreja praticamente monopolizou os quinhões disponíveis para pregação religiosa em rede nacional.

O expurgo de Valdemiro e Malafaia de seus principais púlpitos eletrônicos tem ainda um reflexo político.

Em 2010, quando o tema do aborto ganhou destaque na eleição presidencial, eles foram os dois neopentecostais que apareceram na propaganda do então candidato José Serra (PSDB), principal rival de Dilma.

Neste ano, com o candidato Pastor Everaldo (PSC) concentrando apoios evangélicos, a Universal poderá ficar como a única neopentecostal relevante a apoiar a petista.

Para o sociólogo Ricardo Bitun, o estrangulamento promovido pela Universal é o capítulo recente mais importante da disputa entre igrejas. “A concorrência entre elas é fortíssima, com consultores auxiliando cada uma dessas operações e milhões de reais envolvidos”, diz.

As partes não comentam, mas no mercado circula a informação de que a Mundial teria perdido o Canal 21 após acumular R$ 21 milhões em dívidas com a família Saad.

Valdemiro estaria agora prestes a fazer o arrendamento integral da canal 32 UHF (antiga MTV), que em dezembro foi vendido pela Editora Abril para o Grupo Spring –o dono do grupo não foi encontrado para comentar. Nesta quarta (16), cultos da igreja já eram exibidos no canal.

O troca-troca de emissoras nem sempre é tratado de forma diplomática no meio.

Alguns anos atrás, quando R. R. Soares (Igreja Internacional da Graça) desalojou Valdemiro de um horário na Band, o líder da Mundial o acusou de falsidade e chegou a chamá-lo de racista. Disse que Soares só se referia a ele como “o bispo preto”.

Em 2012, foi a vez de Valdemiro ser mostrado como vilão. Ao perder um horário para a Mundial, Malafaia o acusou de ser dissimulado e desleal.

A Universal evita esse tipo de embate. Por escrito, afirmou que “os meios de comunicação podem e devem ser utilizados como canais evangelísticos, com o intuito de levar uma palavra de vida e fé”. Agora, o único que oferece um pouco de concorrência à Universal em rede nacional é Soares, na Rede TV! e na Band.

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Castelo Rá-Tim-Bum – A exposição

publicado no Istartcoop

MIS-Museu da Imagem e do Som- apresenta a mostra Castelo-Rá-Tim-Bum – A exposição, uma homenagem ao programa infantil da TV Cultura que em 2014 completa 20 anos do início de sua veiculação.

Concebida pela equipe do Museu da Imagem e do Som com apoio da TV Cultura/Fundação Padre Anchieta, a mostra é um tributo ao programa que é considerado um dos melhores produtos audiovisuais da história da televisão brasileira.

A exposição, que ocupará o primeiro e o segundo andares do Museu, é dividida em duas partes. Em uma delas, os visitantes irão conferir peças do acervo, muitas delas recuperadas e restauradas pelo MIS, como objetos de cena, fotografias, figurinos dos personagens e trechos do programa que até hoje são hit, como Lavar as mãos, música de Arnaldo Antunes. Depoimentos gravados pelos atores do elenco original especialmente para a exposição complementam esta parte. Em outra, uma experiência lúdica espera os visitantes, que poderão literalmente entrar no Castelo. Para tanto, mais de dez ambientes, como o saguão e a biblioteca, serão recriados. O público também poderá ver de perto bonecos originais, como o Gato Pintado, o monstro Mau, a cobra Celeste e as botas Tap e Flap.

 O Diretor do MIS ,manda avisar : a mostra não é só para o público infantil. E nem é só para o adulto. Porque os fãs que assistiram o Castelo hoje são adultos, mas não queremos deixar só esse público feliz, queremos também, com a mostra, conquistar novos fãs para o Castelo. A ideia é que mesmo uma criança que nunca assistiu ao programa fique encantada

Programação paralela

Para completar a exposição, o MIS preparou uma programação paralela especial. Nos finais de semana, serão apresentados espetáculos com alguns dos principais atores do elenco, como Rosi Campos (Morgana) e Angela Dip (Penélope). O Núcleo Educativo do Museu oferecerá uma série de oficinas artísticas gratuitas voltadas para o público geral e professores. O MIS também apresenta cursos relacionados ao Castelo, entre eles está Stop Motion: Ratinho Castelo Rá-Tim-Bum (13 de agosto a 5 de setembro), que levará o participante a conhecer a clássica técnica de animação: a massinha.

Sobre o programa

Castelo Rá-Tim-Bum foi um programa de televisão brasileiro voltado para o público infanto-juvenil, produzido e transmitido pela TV Cultura entre 1994 e 1997. O programa foi parcialmente inspirado no também educativo Rá-Tim-Bum, e deu origem a uma franquia televisiva, da qual também faz parte Ilha Rá-Tim-Bum. O Castelo é uma criação do dramaturgo Flávio de Souza e do diretor Cao Hamburger, com roteiros de Dionisio Jacob (Tacus), Cláudia Dalla Verde, Anna Muylaert, entre outros.

Com a colaboração de 250 profissionais entre diretores, atores, equipe de efeitos visuais, cenógrafos, pintores, marceneiros, músicos, professores de português, especialistas em pedagogia, o Castelo Rá-Tim-Bum foi eleito o melhor programa infantil de 1994 pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Ainda em 1994 e 1995, recebeu a medalha de prata na categoria melhor programa infantil do Festival de Nova York; em 1995, ganhou o Prêmio Sharp de Música para o melhor disco infantil; e entre 1999 e 2001 a série foi exibida para toda América Latina pelo canal a cabo Nickelodeon.

A audiência da série foi considerada um sucesso para a TV Cultura, com uma média de 12 pontos, índice jamais alcançado por uma série educativa ou por um programa da emissora

 *** Os ingressos para exposição têm venda antecipada a partir de 8 de julho pelo site Ingresso Rápido

Serviço: 16jul a 12out2014

Terça à sexta: das 12:00 às 21:00

Sábado: das 10:00 às 22:00 

Domingos e feriados: das 10:00 às 20:00

R$ 10 | R$ 5 (meia)

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A barragem: porque algumas pessoas são curiosas o bastante para proteger-se da produção cultural da sua época

imagem: Internet
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Paulo Brabo

Alienar-se de quê?

Das lembranças que trago da Era Offline esta não é pequena: a sensação de correr ativamente atrás da cultura de massa, de ansiar por ela, de jogar-me no seu caminho, de implorar que ela se despejasse sobre mim – em vez de, como hoje, viver perseguido pela produção cultural na muralha perpetuamente autorregenerada de links da internet, cada um deles redigido para ter maior sucesso em me seduzir e desencaminhar o meu clique.

Naqueles dias, jovens padawans da Era Online, a cultura era já massificada, mas a distribuição era artesanal. Você e a cultura eram amantes separados pelo destino, e cabia sempre a você cobrir a distância. Você é que ficava sentado diante do sinal de teste da televisão, aguardando que a máquina saísse do coma e o único canal disponível (o único concebível) desse sinais de vida. Você é que se submetia como um garimpeiro a quatro horas de música genérica no rádio até ser premiado, quem sabe, com a música que queria ouvir. Você é que pagava para assistir no cinema a um filme do qual não sabia nada além do título.

A cultura queria você, mas você tinha de ir até ela. Para não perder o bonde da produção cultural você andava a pé, pegava ônibus, esperava na fila, ia até a banca de revistas, grifava catálogos, assinava revistas, devassava livrarias, colocava o despertador para não perder às duas da manhã O monstro da Lagoa Negra na televisão, gravava em fitas cassete uma seleção das músicas do rádio, esperava que aquela encomenda chegasse pelo correio, fazia reservas na videolocadora, escrevia cartas, recortava tirinhas de jornal, emprestava livros da biblioteca e lia quadrinhos sem qualquer esperança de que um dia chegassem a filme.

Não há como enfatizar demais este ponto: se você não perseguisse deliberadamente a cultura, podia muito bem não ser encontrado por ela. Nenhum email, nenhum torpedo, nenhum link, nenhum vídeo viral, nenhum selfie, nenhuma foto de gatinho, nenhum meme, nenhum spam, nenhuma animação engraçadinha, nenhum vídeo de proposta de casamento, nenhum coral cantando ópera na área de alimentação, nenhum clipe de música, nenhuma história edificante sobre o cachorro que visita o túmulo do dono, nenhum vídeo de pegadinha, nenhum artigo “vinte coisas que”, nenhuma foto da festa da Amanda, nenhuma frase motivacional, nenhum powerpoint com fotos da Itália e trilha sonora de André Rieu – nenhum conteúdo não solicitado iria perturbar o seu dia. A sua semana. A sua vida.

E não, minha tese não é que aquele modo de vida era superior, embora esteja longe de crer que era inferior só pela contingência de ter sido substituído. Faço essa recapitulação para lembrar que ficou mais difícil não ser encontrado pela cultura. Mais precisamente: alguém que queira por alguma razão manter-se à margem da produção cultural dos nossos dias deve fazê-lo ativamente, quando um certo ascetismo cultural era a modo de vida padrão durante a Era Offline.

E se toco no assunto é devido a uma curiosidade: o fato de que, mesmo antes da televisão e da internet e da sociedade do espetáculo e do fascismo das mídias sociais, algumas pessoas achavam importante erguer uma barreira que as protegesse da produção cultural do seu próprio tempo. E o fundamental é que erguiam essa barragem não para serem poupados de coisas interessantes, mas para poderem dedicar-se a elas.

Jorge Luis Borges: hoje é um lugar que não existe

Um dia me cabe escrever um livro sobre todos os modos com que Borges me surpreendeu e desarmou1, mas este ponto não creio ter articulado antes: Borges, que nasceu em 1899 e morreu em 1986, escrevia (isto é, vivia, falando de Borges) como se o século XX para todos os efeitos não existisse.

Borges não pode ser acusado de ter um leque limitado ou convencional de interesses, mas se dermos ouvido ao seu próprio testemunho (ou falta dele), a produção cultural do seu próprio tempo parece ter feito pouco para despertar a sua paixão.

Eu nunca tinha levado para a cama alguém como Borges, que parecia sinceramente acreditar que os contos das Mil e uma noites e os episódios da Divina Comédia são não apenas melhor literatura, mas essencialmente mais atraentes – mais criativos, mais bem amarrados, mais cheios de ressonância, mais interessantes – do que todos os romances dos autores contemporâneos a que eu dava atenção.

E se o cara estivesse certo? E se eu devesse dar mais atenção a Luciano de Samóstasa do que a Stephen King? E se a literatura sufi do décimo segundo século contivesse maior lastro criativo e melhor compreensão da psicologia humana do que Duna, de Frank Herbert? E se Pedro Antonio de Alarcón pudesse me levar mais longe do que Isaac Asimov? Ray Bradbury eu tomava por um deus das letras, mas eu havia por acaso lido a ficção de Chesterton? William Beckford? Gustav Meyrink? Giovanni Papini? Shakespeare? Enquanto eu estava lendo ensaios de Carl Sagan e de Umberto Eco, Borges estava lendo Menendez & Pelayo, Arthur Schopenhauer, Edward Gibbon, Benedetto Croce, Emmanuel Swedenborg, Walt Whitman, George Berkeley, David Hume, Oscar Wilde, Henry James, Samuel Coleridge, Pu Songling, Pirandello, Platão, Plotino e Plutarco – e de repente me era clara a sensação de que eu estava perdendo alguma coisa, não ele2.

É raro que Borges mencione numa luz positiva autores mais recentes do que Franz Kafka, que morreu em 1924, ou Gustav Meyrink, que morreu em 1932. De qualquer modo, ele acreditava que a leitura mais excelente estava oculta nas catacumbas da literatura mundial dos séculos que nos precederam. Supor que a produção cultural contemporânea seja inevitavelmente superior a tudo que veio antes, supor que a excelência literária coincidirá arbitrariamente com a época em que estamos vivos, supor que o que é interessante no presente pode tornar o passado menos interessante – essas posturas Borges tomava por infantis, provincianas e, mais importante, infundadas.

Borges inaugurou para mim o grande escritor para quem o presente é, em termos relativos, tão desinteressante que não merece menção. Foi o primeiro cara (mais tarde descobri que Tolkien tinha posturas e prioridades semelhantes) que percebi ter erguido deliberadamente uma barragem de contenção, uma muralha que o protegesse da efervescente produção cultural contemporânea, de modo a ficar livre para saborear em paz o vinho excelente das safras anteriores. (mais…)

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Pesquisa: ter televisão no quarto melhora a vida sexual

Cena de 'Sex and the City' / Divulgação
Cena de ‘Sex and the City’ / Divulgação

Fernando Moreira, no Page not Found

Uma recente pesquisa revelou que casais que têm uma televisão no quarto tem vida sexual mais intensa que aqueles que não possuem. Pelo menos, no Reino Unido.

A pesquisa com 2.431 britânicos feita pela Voucher Codes Pro, empresa de ofertas on-line, apontou que 2/3 dos entrevistados acreditam ter uma vida sexual mais movimentada e saudável porque têm o aparelho de TV no quarto. Destes, 50% afirmaram que o motivo é simples: eles podem fazer sexo e assistir aos programas preferidos ao mesmo tempo. Mais: 37% usam a tevê para se estimular assistindo a filmes eróticos.

Por outro lado, 26% dos entrevistados disseram não ter uma televisão na alcova porque ela arruinaria o sexo.

A pesquisa não revelou se o número de polegadas do aparelho tem algum peso sobre a intensidade sexual.

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