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Quanto mais tempo no Facebook, mais as mulheres ficam inseguras com a aparência

Segundo estudo, fotos de conhecidos podem influenciar mais na impressão negativa do que as de celebridades

Pesquisaram acompanharam a relação de 881 estudantes do sexo feminino nos Estados Unidos com a rede social (foto: REUTERS/Dado Ruvic/File)

Pesquisaram acompanharam a relação de 881 estudantes do sexo feminino nos Estados Unidos com a rede social (foto: REUTERS/Dado Ruvic/File)

Publicado em O Globo

Passar muito tempo no Facebook olhando as fotos de amigos pode tornar as mulheres inseguras sobre sua imagem corporal, sugere uma nova pesquisa feita por especialistas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Quanto mais elas estão expostas a “selfies” e outras imagens semelhantes em mídias sociais, maior é a comparação negativa. Ainda segundo o estudo, as fotos de amigos e conhecidos pode influenciar mais nessa avaliação do que a de celebridades.

O trabalho foi o primeiro a relacionar o tempo gasto em redes sociais à impressão de má aparência corporal. Os resultados apontam que os meios de comunicação são conhecidos por influenciar a forma como as pessoas se sentem sobre sua aparência. No entanto, pouco se sabia sobre o impacto das mídias sociais na autoimagem.

A pesquisa avaliou que as mulheres jovens são grandes usuárias de redes sociais e postam mais fotos próprias do que os homens. Para realizar a avaliação, os pesquisadores da universidade britânica de Strathclyde e das universidades americanas de Ohio e de Iowa pesquisaram 881 estudantes do sexo feminino. Elas responderam perguntas sobre uso Facebook, alimentação, regime, exercícios e imagem corporal.

Conclusões

As conclusões foram apresentadas em uma conferência em Seattle. Não foi encontrada nenhuma ligação entre as redes sociais e transtornos alimentares. No entanto, ficou clara a relação entre o tempo gasto em redes sociais e comparações negativas sobre imagem corporal.

- A atenção aos atributos físicos pode ser ainda mais perigosa nas mídias sociais que na mídia tradicional, pois os participantes são pessoas que conhecemos – descreveu a professora da Universidade de Strathclyde Petya Eckler.

Ela salientou que a imagem corporal é parte fundamental para a formação do nosso senso de identidade, não sendo apenas uma questão de vaidade pessoal.

- A preocupação com o peso e a forma é um fenômeno global e uma das principais características da cultura popular atual. O fascínio com celebridades, seus corpos, roupas e aparência aumentou a pressão que as pessoas normalmente sentem em relação à sua aparência – observou Petya.

Pai Nosso dos Mártires

Belíssima canção em memória dos mártires do nosso tempo. “Pai Nosso dos Mártires” é de autoria do Pe. Verbita Cirineu Kuhn. Aqui a canção é interpretada por Turcão e Regina Antonelli (na época vocalistas do grupo Tarancón).

Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados
Teu nome é santificado naqueles que morrem defendendo a vida,
Teu nome é glorificado, quando a justiça é nossa medida
Teu reino é de liberdade, de fraternidade, paz e comunhão
Maldita toda a violência que devora a vida pela repressão

Queremos fazer Tua vontade, és o verdadeiro Deus libertador
Não vamos seguir as doutrinas corrompidas pelo poder opressor
Pedimos-Te o pão da vida, o pão da segurança, o pão das multidões
O pão que traz humanidade, que constrói o homem em vez de canhões

Perdoa-nos quando por medo ficamos calados diante da morte
Perdoa e destrói os reinos em que a corrupção é a lei mais forte
Protege-nos da crueldade, do esquadrão da morte, dos prevalecidos
Pai nosso revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos
Pai nosso, revolucionário, parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos

Pai nosso, dos pobres marginalizados
Pai nosso, dos mártires, dos torturados

dica do Douglas Rezende

Nem talento nem QI bastam para fazer de alguém o máximo

“Nossos atributos emocionais, como desejo, obstinação e confiança, contribuem muito mais para o sucesso do que nossa capacidade de raciocínio”, diz Greene.

Marinete Veloso, no Valor Econômico

Greene: "O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa"

Greene: “O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa”

O talento natural ou o quociente de inteligência (QI) alto não explicam sucessos futuros. É isso o que Robert Greene procura demonstrar em “Maestria” (Sextante),  seu novo livro. Pessoas comuns, observa, podem ter acesso ao nível máximo de excelência, o que ele qualifica de “maestria”. “O caminho para essa conquista é a aprendizagem, baseada em motivação e tempo.”

Greene levanta a questão: “Se todos nascem com cérebros basicamente semelhantes, que apresentam mais ou menos a mesma configuração e o mesmo potencial à maestria, por que apenas alguns se sobressaem e realizam esse potencial? Como explicar que milhares de crianças se destaquem por suas habilidades e talentos excepcionais em alguma área, embora poucas acabem correspondendo às expectativas no futuro?

Existe no ser humano uma forma de poder e de inteligência que corresponde ao ápice do seu potencial, segundo Greene. Essa força em geral é efêmera: ocorre em momentos de tensão, diante de um prazo prestes a expirar, da necessidade urgente de resolver um problema, ou de crises de toda espécie. “Nesses momentos, as pessoas tornam-se inspiradas e criativas.” Mas são apenas momentos. “Se para a maioria dos seres humanos essa sensação é experimentada por pouco tempo, para os grandes mestres é um estilo de vida, sua forma de ver o mundo.”

O processo de aprendizagem que capacita as pessoas a atingirem esse objetivo passa por três etapas. A primeira é a da observação profunda. Greene a compara à iniciação ao piano ou a chegada a um novo emprego, quando é preciso desenvolver habilidades. “No começo, somos estranhos à nova realidade. No caso do teclado, parece intimidador. No novo emprego, desconhecemos as regras e procedimentos. Estamos inseguros, porque o conhecimento de que precisamos em ambos os casos ainda é inacessível.” Essa primeira fase é de conduta passiva, de aprender regras básicas.

imagem.dllCom o passar do tempo, há uma evolução. Os conhecimentos se expandem. Entra a segunda fase: a da aquisição de habilidades. “Em vez de aprendermos com os outros, contribuímos com nosso próprio estilo e individualidade. Através de muita prática e imersão, ampliamos nossa compreensão do assunto. Adquirimos um novo poder, a capacidade de atuar criativamente.”

Na terceira fase, da experimentação, “à medida que perseveramos no processo, entendemos tudo com absoluta clareza e aí se realiza o salto para a maestria. Assimilamos tão bem as regras, que agora podemos reescrevê-las ou transgredi-las”. É o momento em que o artista capta algo que compõe a essência de sua arte, o cientista faz suas descobertas e o empreendedor criativo realiza algo que ninguém imaginara.

Nessa caminhada, necessariamente longa, é preciso não sucumbir à insegurança ou aos conflitos emocionais que dominarão o pensamento. Greene explica que, na trajetória da aprendizagem, o tempo é um ingrediente “mágico”, que depende da área de atuação e do talento de cada pessoa. Sugere que, para dominar um tema, são necessárias, pelo menos, 10 mil horas; para ser mestre, 20 mil horas. Observa que cada época tende a criar seu próprio modelo de aprendizagem, mais adequado ao sistema de produção vigente. “Os dias de hoje são de grande complexidade. A tecnologia assumiu as tarefas fáceis e rotineiras, deixando para os humanos as mais difíceis, que exigem cada vez mais educação e treinamento. O futuro pertence a quem aprender mais habilidades e for capaz de combiná-las de forma criativa.”

Greene explica que seu propósito ao escrever o livro foi inspirar as pessoas em seus processos de transformação de vida, de descoberta de sua missão ou vocação. Para isso, apresenta estratégias de observação e aprendizado, de cultivo da inteligência social e de como decifrar códigos de comportamento político. Trata das relações vocação-trabalho-dinheiro e de como reagir aos fracassos. Dedica especial atenção ao papel de um mentor. “A vida é curta e o tempo de aprendizado e criatividade é limitado. Sem uma competente orientação, você pode desperdiçar anos valiosos na tentativa de desenvolver conhecimentos e práticas.” Mas destaca que é necessário avançar, e não ficar à sombra do mentor.

As ideias de seu livro basearam-se em ampla pesquisa no âmbito das ciências neurológicas e cognitivas, em estudos sobre criatividade, assim como na vida de grandes mestres da história, nos vários campos das artes e do conhecimento. Estão presentes biografias resumidas de Mozart, Leonardo da Vinci, Goethe, Martha Graham, John Coltrane, Glenn Gould, Einstein, Thomas Edison e Henry Ford, bem como de mestres atuais, como o neurocientista Vilayanur Ramachandran, o antropólogo e linguista Daniel Everett, o engenheiro de computação Santiago Calatrava, o piloto de caça da Força Aérea americana Cesar Rodriguez, entre muitos outros. Cada capítulo começa com a história de uma figura ilustre, que servirá de exemplo para os conceitos, análises e orientações que se seguem.

Para atingir a maestria em uma área, é indispensável sentir uma profunda conexão com ela, a ponto de transcendê-la, diz Greene. Para Einstein, não foi a física em si que o motivou, mas o fascínio pelas forças invisíveis que governam o universo. Para Coltrane, não foi a música, mas o poder de dar voz a emoções poderosas.

“Nossos atributos emocionais, como desejo, obstinação e confiança, contribuem muito mais para o sucesso do que nossa capacidade de raciocínio”, diz Greene. E lembra que o primeiro passo será sempre introspectivo, como escreveu Píndaro, poeta da Grécia Antiga, cerca de 2.600 anos atrás: “Torna-te quem és aprendendo quem és”.

Ian SBF, do Porta dos Fundos: ‘Não há nenhum tema proibido para a gente’

Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo

Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo

Publicado no O Globo

Único dos sócios fundadores do Porta dos Fundos que não é ator, o diretor Ian SBF, que será jurado do concurso The Walkers, de curtas para o YouTube, fala dos novos caminhos do audiovisual e diz que não abre mão da liberdade proporcionada pela internet.

Por que aceitou o convite para ser jurado do concurso de curtas para o YouTube?

Achei a ideia interessante, porque sou cria da internet. Eu até tinha um projeto semelhante com o Google, que não andou. Acho legal a ideia de revelar novos talentos. Vim disso aí. Se um concurso como esse tivesse acontecido anos atrás, antes do Porta, eu teria participado, com certeza, porque pra mim faz todo sentido.

A internet, para você, é um meio ou um fim para a sua produção?

Tenho dois momentos de relacionamento com a internet. Comecei a carreira tentando fazer cinema, mas era muito difícil, nunca consegui. Aí busquei a internet, com o canal de humor Anões em Chamas. Ao mesmo tempo, fui fazer TV, como produtor e diretor, impulsionado pelo sucessinho do canal. Logo percebi que a televisão não permitiria fazer tudo o que gostaria de fazer, como eu gostaria de fazer, e então criamos o Porta. Descobri que a internet era onde eu deveria estar.

Então a internet te dá a liberdade e o controle que você não tinha na TV ou no cinema?

Com certeza. Na internet, você não passa pelo critério de avaliação de ninguém, só o seu. O que acho legal nela é justamente isso: ali, é você e o público, sem intermediários, seu trabalho não passa por diretores gerais, acionistas, advogados. Você cria e vai direto para o público, tem uma respostas rápida.

A internet é o futuro do audiovisual?

Ela é apenas um meio de acesso aos produtos audiovisuais. O que vemos nela não é muito diferente do que se faz há quase cem anos nas mídias tradicionais. O que vemos na Netflix, por exemplo, é diferente do que vemos na TV convencional? Acho que a internet é só uma nova maneira de as pessoas assistirem a esse tipo de conteúdo.

O Porta já recebeu propostas para produzir conteúdo para a TV?

Já tivemos muitas ofertas, de TVs abertas e cabo. Mas o que apresentavam não era o modelo de produto que queríamos fazer. Aqui temos liberdade total, ganhamos dinheiro, então qual o motivo de fazer TV?

Quais os próximos passos do Porta?

Vamos lançar quatro séries temáticas ainda este ano, com quatro episódios cada uma, a serem disponibilizadas em quatro meses diferentes. Esperamos exibir a primeira ainda em abril. Já estamos escolhendo os assuntos e escrevendo os roteiros. E continuamos trabalhando em um longa-metragem para cinema, mas é uma projeto ainda muito embrionário.

Já esperavam tentativas de censura aos vídeos do Porta? Há algum tema proibido para vocês?

Na verdade, ficamos surpresos que as reações não tivessem sido mais fortes. Mas são problemas pontuais. As pessoas estão mais abertas a um tipo de humor mais pesado ou a conteúdos que não estavam preparadas para ver na TV. Hoje em dia, posso dizer que não há nenhum tema proibido pra gente. Se acharmos engraçado, fazemos. A coisa que mais prezamos é a liberdade de expressão.

Menina de quatro anos produz, com a mãe, incríveis vestidos de papel inspirados em celebridades

Publicado no Catraca Livre

A experiência começou porque a mãe, Angie, queria ter momentos mais intensos com a filha de quatro anos – e, ao mesmo tempo, porque a menina vivia remexendo em seu armário para ver e experimentar suas roupas.

Daí surgiu uma experiência que mistura afeto, criatividade e beleza. Elas passaram a produzir juntas modelos feitos em papel – a mãe, diga-se, não tinha nenhuma experiência em design de moda.

O resultado virou uma galeria de bem-humoradas imagens.

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