‘Tuenti é mais seguro do que Facebook’, diz criador

Executivo garante que rede espanhola que desembarca no Brasil incentiva compartilhamento de conteúdo apenas entre ‘amigos de verdade’

Zaryn Dentzel, fundador da rede social Tuenti (Divulgação/Tuenti)
Zaryn Dentzel, fundador da rede social Tuenti (Divulgação/Tuenti)

Publicado na Veja

“A privacidade e a intimidade ganharão relevância à medida que os usuários tenham consciência do seu valor”, diz Zaryn Dentzel, de 30 anos, fundador do Tuenti. A rede social que acaba de chegar ao Brasil foi lançada na Espanha em 2006 e possui 15 milhões de usuários em todo o mundo. O diferencial, segundo o empreendedor, está na segurança dos dados dos cadastrados. Há pelo menos duas razões para isso: o Tuenti não permite que os perfis de usuários sejam indexados por buscadores a privacidade máxima é padrão na configuração das contas. Ainda de acordo com o fundador, a startup incentiva o compartilhamento de conteúdo apenas com amigos próximos: “O usuário pode conversar com qualquer contato, mas só compartilha fotos e informações pessoais com os amigos de verdade”, diz. O modelo de negócio adotado pelo Tuenti para a publicidade também difere do mercado de redes sociais. O serviço apenas vende espaços para anúncios na versão web e na linha do tempo do usuário no formato de um banner. Portanto, não são exibidos posts patrocinados, como ocorre nos similares. Na entrevista a seguir, Dentzel conta como pretende enfrentar a supremacia do Facebook no Brasil.

Porque você decidiu trazer o Tuenti para o Brasil? Queremos apresentar uma alternativa a outras plataformas e acreditamos que há um espaço interessante no mercado para um serviço que aposta na privacidade como um diferencial. O Tuenti é uma rede social e um serviço multiplataforma de mensagens instantâneas que funciona na versão web e também em aplicativos. Trata-se, dessa forma, de uma ferramenta de comunicação social privada, segura e gratuita, disponível em doze idiomas para Android, iPhone, Blackberry, Windows Phone e Firefox OS. Os usuários podem desfrutar de uma plataforma social e de um chat graças ao serviço “cross-platform”, que inclui também recursos na nuvem.

Qual é a principal diferença entre o Tuenti e o Facebook? O Tuenti inclui as melhores funcionalidades de mensagem instantânea e rede social. O serviço é focado na privacidade e na simplicidade e supera, nesse sentido, limitações importantes de outras ferramentas. O Tuenti é muito mais privado e seguro do que o Facebook. Além de ser multiplataforma, todas as conversas e todas as informações não dependem de um único computador ou de um telefone – você pode começar uma conversa no smartphone e terminá-la em um PC. Essa é uma grande vantagem em relação à maioria dos serviços de mensagens instantâneas.

Por que você acha importante compartilhar alguns conteúdos apenas com amigos próximos? A privacidade e a intimidade ganharão relevância à medida que os usuários tenham consciência do seu valor. Oferecemos um produto mais completo, melhor e mais atrativo, que aposta precisamente na privacidade e na relação com os amigos próximos. Na realidade, ninguém tem milhares de amigos e os amigos dos amigos não precisam ter acesso ao que você compartilha. Nossa abordagem desde o início do Tuenti segue esse princípio: o usuário pode conversar com qualquer contato, mas só compartilha fotos e informações pessoais com os amigos de verdade.

Divulgação/Tuenti
Divulgação/Tuenti

Quais são suas expectativas em relação ao Tuenti no Brasil? O país é a segunda maior comunidade no Facebook. Como isso pode ajudar o Tuenti a se tornar uma rede social relevante por aqui? No setor de internet, o produto é chave. Estamos apresentando uma alternativa que poder ocupa um espaço interessante no mercado, principalmente se levarmos em conta que nosso diferencial é a privacidade. O boca a boca é uma grande ferramenta que funciona muito bem quando um serviço atende às necessidades do usuário. Isso agrega valor ao produto. Começamos com o pré-lançamento, há alguns meses, e nosso objetivo é explicar como vemos o futuro da comunicação social e como a nossa ferramenta pode ajudar nesse novo cenário.

Quem são seus principais investidores? O Tuenti foi lançado em 2006. Ao longo de nossa história, tivemos muitos investidores, mas desde 2010 a Telefónica se tornou nosso maior e principal investidor. Trata-se de um sócio estratégico de grande relevância. As duas companhias são de comunicação e isso nos ajudará a crescer.

Quantos brasileiros estão cadastrados no Tuenti? A rede possui mais de 15 milhões de usuários na versão web e 6 milhões na versão mobile em todo o mundo. Embora seja verdade que o Tuenti já possua milhares de cadastrados no Brasil, ainda é cedo para pensar em resultados. O público ainda não conhece a ferramenta e a chegada do serviço ao país vai despertar o interesse dos brasileiros.

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Designer cria série de pôsteres para casais geeks apaixonados

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Márcia Garbin, no Virgula

A designer norte-americana Nicole Martinez resolveu unir dois universos: dos nerd e das cantadas amorosas.

Para isso, ela criou a série de ilustrações intitulada como “Nerdy Dirty – Illustrations for Nerds in Love”.

As imagens fazem referências à termos geeks e ao mesmo tempo as mensagens trazem declarações de amor. Algumas deas só farão sentido se você prestou atenção naquela aula de física e química.

As ilustrações da artista, que é fã da série “The Big Bang Theory”, fizeram tanto sucesso que viraram também cartões, à venda aqui a partir de R$ 13.

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Influência de blogueiros atrai anunciantes

Pavarini: “Somando tudo, o alcance de minhas redes é de cerca de 5 milhões de pessoas por semana”.

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Martha Funke, no Valor Econômico

O tamanho exato é incerto. Mas o universo dos blogs no Brasil é imenso e cada vez mais rentável. O autor Marcos Lemos, que assina o e-book “Blogar: O processo de criação de Blogs”, e que criou o “Ferramentas Blog”, estimou a existência de mais de 2,5 milhões de blogs em português, com mais de 55 milhões de páginas criadas ou atualizadas nos seis meses anteriores, indexadas pelo Google.

A empresa de anúncios em mídias digitais Boo Box contabiliza 80 mil blogs entre os mais de 430 mil sites de nicho que monetiza no país. “Tem blog feito como hobby que só conosco tira mais de R$ 5 mil por mês”, diz o fundador do serviço, Marcos Gomes.

Muitos blogueiros já ultrapassaram esse status há muito tempo. A atividade movimenta verbas em anúncios, patrocínios, direitos de imagem, participação em eventos e até licenciamento. Alguns já criaram suas páginas virtuais de olho no rendimento. Com estruturas mais ou menos turbinadas e diferentes níveis de conhecimento sobre tecnologia ou técnicas de internet, mídia, planejamento, jornalismo ou comunicação, eles têm em comum a escolha de um tema segmentado no qual se tornaram referência para seus leitores.

Veja o exemplo de Samantha Shiraishi, a Sam, jornalista com dez anos de prática que ao se mudar de Curitiba para São Paulo, em 2005, com filhos de 2 e 4 anos, começou a escrever sobre consumo de cultura em família, descrevendo passeios e dicas. A atividade com o blog “A Vida como a Vida Quer”, hoje hospedado no portal do grupo pernambucano “Diário do Nordeste”, avançou, passou a incluir cidadania, carreira, consumo, educação e casa e a levou a ser reconhecida como especialista no ramo, o que rendeu convites para projetos relacionados.

Um deles foi o M de Mulher, da Editora Abril, que chegou a abrigar mais de um centena de blogueiros. Hoje, Sam é curadora de 35 blogueiros no portal Viva Positivamente, da Coca-Cola, e dona da produtora Otagai (reciprocidade, em japonês), focada em mídias sociais. Seu blog, na semana passada, exibia logotipo da Coca-Cola e banner da Schutz. “A publicidade já está em decadência. Os patrocínios, no geral, têm a ver com a chancela de algum produto”, diz.

Samantha costuma usar um selo criado por um grupo de blogueiros para assinar ações patrocinadas. Outros, como Camila Coutinho, do “Garotas Estúpidas”, o GE, focado em moda, estilo e entretenimento, coloca a observação com mais sutileza em imagens e tags, palavrinhas que organizam o tema dos textos publicados, ou posts. “No início não sinalizava. Todo mundo começou como amador e era normal uns errinhos. Agora com mercado maior tem coisas mais éticas”, pondera Camila, cujo blog, criado em 2006, hoje tem cerca de 70 mil visitantes únicos diários e é abrigado no portal NE10, do grupo pernambucano ” Jornal do Commercio “.

Aquilo que começou como uma brincadeira entre amigas hoje tem suporte de estrutura comercial em Recife e em São Paulo, colunista de beleza, gerente financeiro e webmaster. “Estão surgindo coisas de licenciamento. Adoro criar novos produtos, inclusive que não dependam de mim”, diz Camila.

Outros já começaram de olho no faturamento. O “Blog da Mimis”, hoje com 213 mil seguidores, surgiu depois que a fisioterapeuta Michelle Franzoni emagreceu 30 quilos e resolveu se concentrar na divulgação de temas relacionados a qualidade de vida e publicar uma espécie de reality show de seu dia a dia de alimentação e treinos.

No início do ano, contratou uma empresa de mídia digital para reformular o site e uma agência de assessoria de imprensa para divulgá-lo. O esforço rendeu verbas em anúncios e posts de marcas que vão de roupas a hotéis e viagens – a primeira fatura, no valor de R$ 1,5 mil, foi emitida para a etiqueta Fit and Chic. Michelle mantém olho atento nos resultados do Google Analytics para conhecer dados como reação e horários de preferência do público e chegou a recusar anunciantes como uma marca de maionese. “Não quero me queimar”, diz ela, que está desenvolvendo um aplicativo para celular a ser oferecido a operadoras que queiram divulgar conteúdos relacionados a qualidade de vida.

Ainda pequeno, o “Blog do Caminhoneiro” foi criado em 2011 pelo motorista de ônibus Rafael Brusque Toporowicz, de São Mateus do Sul (PR), também com algum espírito negocial, além do gosto por caminhões. Segundo ele, o site conta com patrocínios eventuais – recentemente ele fechou com a Volvo banner e divulgação – e estimulou seu ingresso no mundo das comunicações.

Hoje ele produz textos institucionais e press releases para a empresa em que trabalha. A chegada dos anunciantes foi resultado de persistência. “Corri atrás das equipes de marketing e relacionamento com a imprensa, tentando parcerias para sorteios de brindes e divulgação.” Depois começou a ser convidado a participar de eventos. Hoje com cerca de 7 mil acessos diários, Rafael tem como meta a autossuficiência do blog, para não precisar do emprego. “Vou começar um programa de rádio falando de caminhoneiros e agregar serviços, como empregos ou compra e venda de caminhões”, antecipa.

Pavarini: newsletter tem 208 mil assinantes e 240 mil seguidores no Twitter foto: Alex Fajardo
Pavarini: newsletter tem 208 mil assinantes e 240 mil seguidores no Twitter
foto: Alex Fajardo

Já o “Pavablog”, do jornalista Sérgio Pavarini, teve origem menos amadora. Ex-editor e gerente de marketing do meio editorial, ele assumiu os veículos eletrônicos de orientação evangélica que assinava para uma editora, vendida a um grupo estrangeiro. Passou a assinar tudo com seu próprio nome e hoje só na newsletter publicada duas vezes por semana soma 208 mil assinantes. São mais 240 mil seguidores no Twitter. “Somando tudo, são cerca de 5 milhões de pessoas por semana”, diz.

Além de anunciantes, principalmente do meio editorial, o blogueiro criou uma empresa, com apoio de uma equipe de dez pessoas, para gerenciar iniciativas de mídia social e a interface com outros blogueiros. Hoje sua rede Pavablogs soma 2 mil endereços. “Um blogueiro é um formador de opinião”, diz.

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Câmara quer enterrar “cura gay”, PEC 37 e mais projetos que desgastam a imagem da Casa

foto: Veja
foto: Veja

título original: Câmara quer encerrar discussão sobre “cura gay”

Erich Decat, na Agência Estado [via A Tarde]

Numa ação paralela à criação de uma pauta positiva para o Legislativo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (foto), trabalha nos bastidores para enterrar até o início de julho as propostas que desgastam a imagem da Casa. O peemedebista acionou a assessoria da Câmara para encontrar uma brecha no regimento interno para que ele possa avocar a decisão de levar ao plenário projetos polêmicos que são foco de protestos nas ruas. O projeto conhecido como “cura gay” é o primeiro da lista.

A matéria de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira, 18. O texto suspende trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que proibiu profissionais da área de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento e cura de homossexualidade, além de vedar manifestação que reforcem preconceitos sociais em relação aos homossexuais.

O projeto ainda precisa ser discutido e votado pelas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça antes de ir para o plenário da Casa. A estratégia de Henrique Eduardo Alves é encurtar a tramitação do texto restringindo a discussão ao plenário, em que considera que há poucas chances de ser aprovado.

Ao acelerar a conclusão da votação, o peemedebista acredita que diminuirá a exposição da Casa em um momento em que os parlamentares são alvo de protestos em quase todo o País. “Essa proposta é um absurdo. Discriminatória e preconceituosa. Ela não pode ficar aí pairando, gerando desgastes e a serviço de campanhas”, disse Henrique Alves ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. “Acredito que ela seja derrotada no plenário”, acrescentou. Segundo ele, até terça-feira (25) deverá ter uma resposta se poderá ou não encaminhar a votação direto ao plenário.

Outra proposta que está com os dias contados na Casa é a PEC 37, que elimina poderes de investigação do Ministério Público. Uma última reunião do grupo de trabalho composto por deputados, integrantes do MP e da Polícia Federal deve ocorrer na quarta-feira (26) da próxima semana. Seguindo a mesma estratégia adotada em relação ao projeto da “cura gay”, a PEC 37 deve ser levada ao plenário mesmo sem consenso.

“Mesmo sem acordo, votamos a PEC no próximo dia 3. Só não será nesta semana porque devemos ter problema de quórum em razão das festas de São João. Mas está decidido que será dia 3. Temos que dar uma resposta à sociedade”, afirmou Alves.

Além da tentativa de encerrar a discussão de projetos contestados pelos manifestantes nas ruas, o presidente da Câmara acredita que consegue por em votação, nesta semana, a proposta que cria novas regras para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e iniciar a discussão do projeto que destina 100% dos royalties do petróleo para a Educação.

O posicionamento do deputado ocorre dois dias depois do encontro com a presidente Dilma Rousseff do qual também participaram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Questionado sobre a reunião, Alves se limitou a dizer que o momento é de se trabalhar pelo Legislativo.

dica do Guilherme R Basilio

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Após manifestações, senador propõe acabar com partidos e fala em revolução

Em discurso no Senado, Cristovam Buarque defendeu a extinção das legendas. Proposta é uma resposta ao movimento que tomou às ruas nos últimos dias

publicado na Gazeta do Povo

A expressiva rejeição aos partidos políticos nos protestos que tomam conta do país reacendeu com força no Congresso a ideia de promover uma Assembleia Constituinte exclusiva para promover a reforma política. E já começam a surgir propostas que até há pouco tempo eram impensáveis para a classe política. Em discurso ontem, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a extinção dos partidos políticos no Brasil para que eles ressurjam reformulados em um novo formato. Também propôs a possibilidade de a legislação permitir que pessoas possam se candidatar nas eleições sem estar filiadas a legendas.

“Talvez eu radicalize agora. Mas acho que, para atender o que eles querem, nós precisaríamos de uma lei com 32 letras: ‘Estão abolidos os partidos, estão abolidos todos os partidos’. Isso sensibilizaria a população lá fora”, disse Buarque. “Hoje, nada unifica mais todos os militantes e manifestantes do que a ojeriza, a desconfiança, a crítica aos partidos políticos.”

Geraldo Magela/Ag. Senado
Geraldo Magela/Ag. Senado

O senador disse que será necessário colocar “outra coisa” no lugar das atuais legendas – sem dizer o que seria isso. “Nossos partidos não refletem mais o que o povo precisa com seus representantes, nem do ponto de vista do conteúdo, nem do ponto de vista da forma.”

Para reorganizar os agentes políticos brasileiros e a maneira de fazer política, ele defendeu a realização de uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir reforma política, com prazo máximo de um ano para a conclusão dos trabalhos. A reforma, na opinião de Buarque, deve incluir permissão para o chamado “voto avulso”, em candidatos independentes, não filiados a nenhum partido.

“Creio que essa é uma proposta que poderia levar à revolução. Não há manifestação de um milhão de pessoas em um dia que não exija uma revolução”, prosseguiu Buarque. Na opinião do senador, os milhares de manifestantes não vão aceitar nada menos que uma “revolução” no país, começando pela reforma política.

Apoios e críticas

Os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Pedro Simon (PMDB-RS) também defenderam a convocação de uma Constituinte para discutir exclusivamente a reforma política. “Quando o senador Cristovam fala em convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, eu entendo o porquê. É porque ele, como toda a sociedade, não acredita no Congresso Nacional, duvida que nós façamos alguma emenda positiva a favor do povo brasileiro”, disse Simon.

Em movimento contrário, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, criticou ontem a rejeição do movimento de rua aos partidos. Para ele, o país corre o risco de virar uma ditadura sem siglas políticas que representem a sociedade.

“Quando se grita ‘Sem partido’ [nas manifestações], nós vemos aí um grande pedido. E não há democracia sem partido. Não há democracia sem uma forma mínima de instituição. Sem partido, no fundo, é ditadura. Temos de ficar muito atentos a isso”, afirmou Carvalho.

Legislativo

Congresso prepara agenda positiva para responder apelo das ruas

Folhapress

Em tentativa de responder às manifestações de rua em todo o país, o Congresso Nacional planeja tirar da gaveta projetos que atendam à agenda dos protestos, que cercaram duas vezes na semana a sede do Legislativo. Os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encomendaram às assessorias levantamento de medidas em tramitação nas duas Casas que contemplem a “pauta das ruas”. A ideia é resgatar propostas para as áreas de segurança, saúde, educação e transporte público.

Um dos alvos da onda de manifestações, o projeto que limita o poder de investigação do Ministério Público deve ser colocado em votação no dia 3 de julho, antes do recesso, segundo Alves.

Originalmente, a votação da PEC 37 ocorreria na próxima quarta-feira. Mas, a pedido de representantes do Ministério Público e das polícias, foi postergada.

Também para evitar novos desgastes, aliados da presidente Dilma Rousseff prometem mudar de estratégia para aprovação do projeto que inibe novos partidos. O texto afeta Marina Silva, que reúne assinaturas para fundar sua “Rede da Sustentabilidade”. A orientação é empurrar a votação da proposta até outubro, prazo final da legislação eleitoral. As dúvidas sobre a viabilidade jurídica das novas siglas dificultariam a migração de governistas.

 

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