Influência de blogueiros atrai anunciantes

Pavarini: “Somando tudo, o alcance de minhas redes é de cerca de 5 milhões de pessoas por semana”.

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Martha Funke, no Valor Econômico

O tamanho exato é incerto. Mas o universo dos blogs no Brasil é imenso e cada vez mais rentável. O autor Marcos Lemos, que assina o e-book “Blogar: O processo de criação de Blogs”, e que criou o “Ferramentas Blog”, estimou a existência de mais de 2,5 milhões de blogs em português, com mais de 55 milhões de páginas criadas ou atualizadas nos seis meses anteriores, indexadas pelo Google.

A empresa de anúncios em mídias digitais Boo Box contabiliza 80 mil blogs entre os mais de 430 mil sites de nicho que monetiza no país. “Tem blog feito como hobby que só conosco tira mais de R$ 5 mil por mês”, diz o fundador do serviço, Marcos Gomes.

Muitos blogueiros já ultrapassaram esse status há muito tempo. A atividade movimenta verbas em anúncios, patrocínios, direitos de imagem, participação em eventos e até licenciamento. Alguns já criaram suas páginas virtuais de olho no rendimento. Com estruturas mais ou menos turbinadas e diferentes níveis de conhecimento sobre tecnologia ou técnicas de internet, mídia, planejamento, jornalismo ou comunicação, eles têm em comum a escolha de um tema segmentado no qual se tornaram referência para seus leitores.

Veja o exemplo de Samantha Shiraishi, a Sam, jornalista com dez anos de prática que ao se mudar de Curitiba para São Paulo, em 2005, com filhos de 2 e 4 anos, começou a escrever sobre consumo de cultura em família, descrevendo passeios e dicas. A atividade com o blog “A Vida como a Vida Quer”, hoje hospedado no portal do grupo pernambucano “Diário do Nordeste”, avançou, passou a incluir cidadania, carreira, consumo, educação e casa e a levou a ser reconhecida como especialista no ramo, o que rendeu convites para projetos relacionados.

Um deles foi o M de Mulher, da Editora Abril, que chegou a abrigar mais de um centena de blogueiros. Hoje, Sam é curadora de 35 blogueiros no portal Viva Positivamente, da Coca-Cola, e dona da produtora Otagai (reciprocidade, em japonês), focada em mídias sociais. Seu blog, na semana passada, exibia logotipo da Coca-Cola e banner da Schutz. “A publicidade já está em decadência. Os patrocínios, no geral, têm a ver com a chancela de algum produto”, diz.

Samantha costuma usar um selo criado por um grupo de blogueiros para assinar ações patrocinadas. Outros, como Camila Coutinho, do “Garotas Estúpidas”, o GE, focado em moda, estilo e entretenimento, coloca a observação com mais sutileza em imagens e tags, palavrinhas que organizam o tema dos textos publicados, ou posts. “No início não sinalizava. Todo mundo começou como amador e era normal uns errinhos. Agora com mercado maior tem coisas mais éticas”, pondera Camila, cujo blog, criado em 2006, hoje tem cerca de 70 mil visitantes únicos diários e é abrigado no portal NE10, do grupo pernambucano ” Jornal do Commercio “.

Aquilo que começou como uma brincadeira entre amigas hoje tem suporte de estrutura comercial em Recife e em São Paulo, colunista de beleza, gerente financeiro e webmaster. “Estão surgindo coisas de licenciamento. Adoro criar novos produtos, inclusive que não dependam de mim”, diz Camila.

Outros já começaram de olho no faturamento. O “Blog da Mimis”, hoje com 213 mil seguidores, surgiu depois que a fisioterapeuta Michelle Franzoni emagreceu 30 quilos e resolveu se concentrar na divulgação de temas relacionados a qualidade de vida e publicar uma espécie de reality show de seu dia a dia de alimentação e treinos.

No início do ano, contratou uma empresa de mídia digital para reformular o site e uma agência de assessoria de imprensa para divulgá-lo. O esforço rendeu verbas em anúncios e posts de marcas que vão de roupas a hotéis e viagens – a primeira fatura, no valor de R$ 1,5 mil, foi emitida para a etiqueta Fit and Chic. Michelle mantém olho atento nos resultados do Google Analytics para conhecer dados como reação e horários de preferência do público e chegou a recusar anunciantes como uma marca de maionese. “Não quero me queimar”, diz ela, que está desenvolvendo um aplicativo para celular a ser oferecido a operadoras que queiram divulgar conteúdos relacionados a qualidade de vida.

Ainda pequeno, o “Blog do Caminhoneiro” foi criado em 2011 pelo motorista de ônibus Rafael Brusque Toporowicz, de São Mateus do Sul (PR), também com algum espírito negocial, além do gosto por caminhões. Segundo ele, o site conta com patrocínios eventuais – recentemente ele fechou com a Volvo banner e divulgação – e estimulou seu ingresso no mundo das comunicações.

Hoje ele produz textos institucionais e press releases para a empresa em que trabalha. A chegada dos anunciantes foi resultado de persistência. “Corri atrás das equipes de marketing e relacionamento com a imprensa, tentando parcerias para sorteios de brindes e divulgação.” Depois começou a ser convidado a participar de eventos. Hoje com cerca de 7 mil acessos diários, Rafael tem como meta a autossuficiência do blog, para não precisar do emprego. “Vou começar um programa de rádio falando de caminhoneiros e agregar serviços, como empregos ou compra e venda de caminhões”, antecipa.

Pavarini: newsletter tem 208 mil assinantes e 240 mil seguidores no Twitter foto: Alex Fajardo
Pavarini: newsletter tem 208 mil assinantes e 240 mil seguidores no Twitter
foto: Alex Fajardo

Já o “Pavablog”, do jornalista Sérgio Pavarini, teve origem menos amadora. Ex-editor e gerente de marketing do meio editorial, ele assumiu os veículos eletrônicos de orientação evangélica que assinava para uma editora, vendida a um grupo estrangeiro. Passou a assinar tudo com seu próprio nome e hoje só na newsletter publicada duas vezes por semana soma 208 mil assinantes. São mais 240 mil seguidores no Twitter. “Somando tudo, são cerca de 5 milhões de pessoas por semana”, diz.

Além de anunciantes, principalmente do meio editorial, o blogueiro criou uma empresa, com apoio de uma equipe de dez pessoas, para gerenciar iniciativas de mídia social e a interface com outros blogueiros. Hoje sua rede Pavablogs soma 2 mil endereços. “Um blogueiro é um formador de opinião”, diz.

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Câmara quer enterrar “cura gay”, PEC 37 e mais projetos que desgastam a imagem da Casa

foto: Veja
foto: Veja

título original: Câmara quer encerrar discussão sobre “cura gay”

Erich Decat, na Agência Estado [via A Tarde]

Numa ação paralela à criação de uma pauta positiva para o Legislativo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (foto), trabalha nos bastidores para enterrar até o início de julho as propostas que desgastam a imagem da Casa. O peemedebista acionou a assessoria da Câmara para encontrar uma brecha no regimento interno para que ele possa avocar a decisão de levar ao plenário projetos polêmicos que são foco de protestos nas ruas. O projeto conhecido como “cura gay” é o primeiro da lista.

A matéria de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) na última terça-feira, 18. O texto suspende trecho da resolução do Conselho Federal de Psicologia de 1999 que proibiu profissionais da área de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento e cura de homossexualidade, além de vedar manifestação que reforcem preconceitos sociais em relação aos homossexuais.

O projeto ainda precisa ser discutido e votado pelas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça antes de ir para o plenário da Casa. A estratégia de Henrique Eduardo Alves é encurtar a tramitação do texto restringindo a discussão ao plenário, em que considera que há poucas chances de ser aprovado.

Ao acelerar a conclusão da votação, o peemedebista acredita que diminuirá a exposição da Casa em um momento em que os parlamentares são alvo de protestos em quase todo o País. “Essa proposta é um absurdo. Discriminatória e preconceituosa. Ela não pode ficar aí pairando, gerando desgastes e a serviço de campanhas”, disse Henrique Alves ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. “Acredito que ela seja derrotada no plenário”, acrescentou. Segundo ele, até terça-feira (25) deverá ter uma resposta se poderá ou não encaminhar a votação direto ao plenário.

Outra proposta que está com os dias contados na Casa é a PEC 37, que elimina poderes de investigação do Ministério Público. Uma última reunião do grupo de trabalho composto por deputados, integrantes do MP e da Polícia Federal deve ocorrer na quarta-feira (26) da próxima semana. Seguindo a mesma estratégia adotada em relação ao projeto da “cura gay”, a PEC 37 deve ser levada ao plenário mesmo sem consenso.

“Mesmo sem acordo, votamos a PEC no próximo dia 3. Só não será nesta semana porque devemos ter problema de quórum em razão das festas de São João. Mas está decidido que será dia 3. Temos que dar uma resposta à sociedade”, afirmou Alves.

Além da tentativa de encerrar a discussão de projetos contestados pelos manifestantes nas ruas, o presidente da Câmara acredita que consegue por em votação, nesta semana, a proposta que cria novas regras para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e iniciar a discussão do projeto que destina 100% dos royalties do petróleo para a Educação.

O posicionamento do deputado ocorre dois dias depois do encontro com a presidente Dilma Rousseff do qual também participaram o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Questionado sobre a reunião, Alves se limitou a dizer que o momento é de se trabalhar pelo Legislativo.

dica do Guilherme R Basilio

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Após manifestações, senador propõe acabar com partidos e fala em revolução

Em discurso no Senado, Cristovam Buarque defendeu a extinção das legendas. Proposta é uma resposta ao movimento que tomou às ruas nos últimos dias

publicado na Gazeta do Povo

A expressiva rejeição aos partidos políticos nos protestos que tomam conta do país reacendeu com força no Congresso a ideia de promover uma Assembleia Constituinte exclusiva para promover a reforma política. E já começam a surgir propostas que até há pouco tempo eram impensáveis para a classe política. Em discurso ontem, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a extinção dos partidos políticos no Brasil para que eles ressurjam reformulados em um novo formato. Também propôs a possibilidade de a legislação permitir que pessoas possam se candidatar nas eleições sem estar filiadas a legendas.

“Talvez eu radicalize agora. Mas acho que, para atender o que eles querem, nós precisaríamos de uma lei com 32 letras: ‘Estão abolidos os partidos, estão abolidos todos os partidos’. Isso sensibilizaria a população lá fora”, disse Buarque. “Hoje, nada unifica mais todos os militantes e manifestantes do que a ojeriza, a desconfiança, a crítica aos partidos políticos.”

Geraldo Magela/Ag. Senado
Geraldo Magela/Ag. Senado

O senador disse que será necessário colocar “outra coisa” no lugar das atuais legendas – sem dizer o que seria isso. “Nossos partidos não refletem mais o que o povo precisa com seus representantes, nem do ponto de vista do conteúdo, nem do ponto de vista da forma.”

Para reorganizar os agentes políticos brasileiros e a maneira de fazer política, ele defendeu a realização de uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir reforma política, com prazo máximo de um ano para a conclusão dos trabalhos. A reforma, na opinião de Buarque, deve incluir permissão para o chamado “voto avulso”, em candidatos independentes, não filiados a nenhum partido.

“Creio que essa é uma proposta que poderia levar à revolução. Não há manifestação de um milhão de pessoas em um dia que não exija uma revolução”, prosseguiu Buarque. Na opinião do senador, os milhares de manifestantes não vão aceitar nada menos que uma “revolução” no país, começando pela reforma política.

Apoios e críticas

Os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Pedro Simon (PMDB-RS) também defenderam a convocação de uma Constituinte para discutir exclusivamente a reforma política. “Quando o senador Cristovam fala em convocar uma Assembleia Nacional Constituinte, eu entendo o porquê. É porque ele, como toda a sociedade, não acredita no Congresso Nacional, duvida que nós façamos alguma emenda positiva a favor do povo brasileiro”, disse Simon.

Em movimento contrário, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, criticou ontem a rejeição do movimento de rua aos partidos. Para ele, o país corre o risco de virar uma ditadura sem siglas políticas que representem a sociedade.

“Quando se grita ‘Sem partido’ [nas manifestações], nós vemos aí um grande pedido. E não há democracia sem partido. Não há democracia sem uma forma mínima de instituição. Sem partido, no fundo, é ditadura. Temos de ficar muito atentos a isso”, afirmou Carvalho.

Legislativo

Congresso prepara agenda positiva para responder apelo das ruas

Folhapress

Em tentativa de responder às manifestações de rua em todo o país, o Congresso Nacional planeja tirar da gaveta projetos que atendam à agenda dos protestos, que cercaram duas vezes na semana a sede do Legislativo. Os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encomendaram às assessorias levantamento de medidas em tramitação nas duas Casas que contemplem a “pauta das ruas”. A ideia é resgatar propostas para as áreas de segurança, saúde, educação e transporte público.

Um dos alvos da onda de manifestações, o projeto que limita o poder de investigação do Ministério Público deve ser colocado em votação no dia 3 de julho, antes do recesso, segundo Alves.

Originalmente, a votação da PEC 37 ocorreria na próxima quarta-feira. Mas, a pedido de representantes do Ministério Público e das polícias, foi postergada.

Também para evitar novos desgastes, aliados da presidente Dilma Rousseff prometem mudar de estratégia para aprovação do projeto que inibe novos partidos. O texto afeta Marina Silva, que reúne assinaturas para fundar sua “Rede da Sustentabilidade”. A orientação é empurrar a votação da proposta até outubro, prazo final da legislação eleitoral. As dúvidas sobre a viabilidade jurídica das novas siglas dificultariam a migração de governistas.

 

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Mais 5 mitos sobre produtividade desbancados pela ciência (e pelo bom senso)

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Por Guilherme Souza, no Hype Science

Você provavelmente já ouviu alguém dizer que seria mais produtivo “se o dia tivesse 30 horas” ou que “uma mesa bagunçada acaba com a produtividade”. Seguindo a linha de um artigo anterior, o site Lifehacker reuniu esses e outros mitos que foram contrariados por estudos científicos.

Mito #1: Mais horas de trabalho = mais resultados

Em 2011, a Organização Internacional do Trabalho publicou uma compilação de uma série de pesquisas sobre produtividade e horas de trabalho. A conclusão principal é a de que, ao invés de ajudar, uma carga horária maior pode justamente atrapalhar, resultando em trabalhos de menor qualidade e em uma diminuição da qualidade de vida da pessoa.

Outro material, publicado pela Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho, analisou 16 países da União Europeia e mostrou que pessoas com horários mais flexíveis ou que trabalham em meio período são, em geral, mais comprometidas com seu trabalho e têm uma vida pessoal mais tranquila, em comparação com quem tem uma rotina de trabalho mais longa – e esse fenômeno foi observado também fora da Europa, em outros estudos.

De modo geral, uma carga horária de 30 horas semanais seria o limite ideal para se conseguir o máximo de produtividade. Como não é algo ao alcance de todo mundo, a dica é fazer pausas periodicamente durante a execução de tarefas e, na medida do possível, se abstrair do trabalho quando estiver fora do expediente, para poder, de fato, “recarregar as baterias”.

Mito #2: É bom e necessário fazer várias coisas ao mesmo tempo (multi-tasking)

Enquanto você escreve um e-mail, pensa no relatório que tem que entregar amanhã, liga para um fornecedor, marca uma reunião e responde a uma mensagem no celular. Parece produtivo? De acordo com o pesquisador David E. Meyer, da Universidade de Michigan (EUA), multi-tasking, ou fazer multi-tarefas, não apenas diminui a produtividade, mas também aumenta as chances de se cometer erros nas diversas tarefas, por causa da falta de foco.

O segredo, de acordo com Meyer e diversos outros pesquisadores, é se focar em uma tarefa de cada vez, mas ter flexibilidade para, se necessário, focar em outra (parar de escrever um e-mail para poder atender a um telefonema, por exemplo), ao invés de pensar em várias ao mesmo tempo.

Mito #3: Procrastinar é sempre ruim

O “fantasma da procrastinação” está à espreita de praticamente todo mundo, seja de quem “gosta de trabalhar sob pressão”, seja de quem simplesmente tem dificuldade em fazer as coisas com antecedência. O problema é que combater esse fenômeno a todo custo pode levar a pessoa a desvalorizar os momentos de descanso, como se cada minuto “improdutivo” fosse, necessariamente, um desperdício de tempo.

De acordo com um artigo publicado em 2009 no Journal of Neuroscience, “sonhar acordado” (algo típico de momentos de procrastinação) é saudável e pode ajudar a pessoa a aumentar o foco na hora de voltar ao trabalho. Outro estudo, feito em 2011 por pesquisadores da Universidade de Limerick (Irlanda), mostrou que o tédio (um “primo” da procrastinação), além de ser um estado mental saudável e normal, pode impulsionar interações sociais positivas.

Dependendo do momento, procrastinar pode ser justamente uma estratégia para aumentar sua produtividade – mas nada de abusar.

Mito #4: Para ser produtivo, é preciso ter um ambiente de trabalho limpo e organizado

Vamos com calma nesse aqui: existem estudos que dão suporte a locais de trabalho organizados como estratégia de produtividade, e estudos que mostram que a “bagunça” pode ser benéfica. O segredo, no caso, é descobrir o que funciona para você. Uma mesa cheia de coisas tira sua concentração? Organize-a. Excesso de ordem faz com que você se sinta “preso”, sem espaço para criatividade? Bagunce-a na medida em que julgar certa.

Mito #5: Produtividade é sinônimo de “fazer muitas coisas”

Embora não haja estudos específicos para contrariá-lo, esse mito pode ser combatido pelas evidências mostradas nos estudos citados acima. Não adianta ter um monte de “resultados” no final de um dia de trabalho, se o trabalho não tiver sido bem-feito – e é difícil fazer as coisas direito quando não se mantém o foco em uma tarefa de cada vez, ou quando se ignora a necessidade que o corpo e a mente têm de descansar de vez em quando.

Além disso, uma carga de trabalho elevada não garante que sua disposição para lidar com ela será igualmente grande (e quem já passou horas a fio trabalhando em uma tarefa sabe que força de vontade tem limites).

No fim das contas, seu conjunto de métodos para se manter produtivo deve ajudar você a fazer as coisas bem e em menos tempo, e isso envolve um olhar atento aos próprios limites e à própria personalidade – afinal, nem todo mundo pensa da mesma forma, e uma estratégia que funciona para uma pessoa não necessariamente vai funcionar para outra.

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‘Quero participar disso’, diz missionário americano em protesto em SC

Josue Viller estuda teologia e missões no Brasil. Ele ajudou a bloquear uma das pontes de acesso a Florianópolis

Missionário americano Josue Viller participou dos protestos em Florianópolis (Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra)
Missionário americano Josue Viller participou dos protestos em Florianópolis (Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra)

Fabrício Escandiuzzi, no Terra

Um jovem missionário norte-americano estava entre os quase 10 mil manifestantes que bloquearam as pontes de acesso à Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, na noite de terça-feira.

Carregando um cartaz com os dizeres “Brasil, I Love You”, Josue Viller disse amar o País e sentir orgulho de participar das manifestações. “Faço trabalhos sociais e adoro morar aqui. Me sinto muito feliz de ter a oportunidade de participar disso”, afirmou. “Os brasileiros estão dando uma lição ao mundo. E eu estou participando.”

Viller trabalha como missionário e estuda teologia e missões no País. Ao mesmo tempo, ele atua em organizações sociais nas áreas mais carentes de Florianópolis e realiza estudos bíblicos com crianças.

Com o cartaz na mão, Josué atravessou uma das pontes tentando acompanhar os gritos entoados pelos manifestantes. “Tudo que busca o bem, a melhoria da qualidade de vida, deve receber o apoio da sociedade”, afirmou.

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