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Balanço: o que a Igreja me deu, o que não me deu e o que joguei fora

imagem: Internet

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Osvaldo Luiz Ribeiro, no Peroratio

1. Na eleição em que Collor e Lula disputaram, votei Collor.

2. Lá fui eu, votar na igreja onde eu mesmo era membro: a Primeira Igreja Batista de Mesquita. De bandeira do Brasil no bolso – isso já dizia tudo, à época. Eu era filho da mídia e neto de um votante da ARENA. Não se podia esperar muita coisa de mim…

3. Os jovens da PIB eram petistas – ainda são? Tanto tempo… O que era a Teologia da Libertação agora é Renovação Carismática Católica! Será que os jovens petistas da PIB de Mesquita agora são PSDB? Marina? Não sei… O mundo muda…

4. Eles me esculacharam. De leve. Mas esculacharam. E aprendi. Na eleição seguinte, estava com bandeira do PT no comício de Nova Iguaçu – único em que fui: catarse. Desde então, Lula e PT, a despeito de não ter me filiado nunca nem pensar nisso.

5. Por que conto essa história?

6. Porque ontem à noite eu dizia à turma de Teologia que não devo nada à Igreja no que diz respeito a valores. “Deus”, quem me ensinou foi minha mãe e avó. Quando me converti, foi de medo: o pregador me disse que se eu não fosse lá na frente, Deus ia me abandonar. Terrorismo psicológico. Capitulei. A isso, chamamos conversão. Então, tá… Não fui à frente para ter Deus – fui com medo de perdê-lo, que é a ameaça que o pregador fez…

7. Vieram, então, as doutrinas, que me foram enfiadas até a próstata. Engoli todas e me fiz doutrinal até a alma: se era isso que Deus queria, Deus teria… Em 10 anos, já tinha vomitado tudo. Não sobrou nenhuma doutrina. Se o próprio Deus é uma questão-problema, quanto mais as doutrinas!

8. Os valores, todavia, já os tinha. Não xingo palavrão (em público) por causa de minha mãe. Não fumo, por causa dela. Não bebo (em público), por causa dela. Meus pecados que cometo cometo-os a despeito do que ela me ensinou. Foi mãe e foi avó a me moldarem moralmente – quando conseguiram. A Igreja apenas repetiu para mim os valores que elas já haviam me dado..

9. Assim, não devo Deus à Igreja, não devo os valores, e as doutrinas que ela me deu, não as carrego mais.

10. O que é, então, que a Igreja me deu e eu mantenho?

11. Bel. Fui à PIB de Mesquita para conhecer Bel. Modo de dizer. Conheci-a em 1984, casamos em 1987. Ela e eu, fomos para lá, somente para isso: nos conhecer…

12. A Bíblia. Não a larguei nesses quase 30 anos. É, ainda, o livro que mais estudo. De paixão. Não pelas razões que me enfiaram cabeça a dentro – criei eu mesmo as minhas razões para estudar: e quanto mais crítica faço, mais preciso estudá-la. Quem a “ama”, por aí, sequer a lê. Nem a conhece. E quem a lê, pobre criatura, lê alegorias – tem escamas nos olhos…

13. A esquerda. Tornei-me de “esquerda” por causa daqueles jovens, do que me disseram, do que aprendi com eles, e depois, aprendi nos livros, na História e, principalmente, na Teologia.

14. Das melhores coisas da vida, que tenho, a Igreja me deu: Bel, a Bíblia e minha posição política. O refugo, o dispensável, a cica, o amargo, ficou pelo caminho, graças a Deus.

dica do William Koppe

Aposentadoria faz mal à saúde, diz estudo

A aposentadoria pode gerar prejuízos para a saúde física e mental, revelou uma nova pesquisa.

foto: Internet

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Publicado originalmente por BBC Brasil

O estudo, publicado pelo centro de estudos Institute of Economics Affairs (IEA) com sede em Londres, descobriu que a aposentadoria leva a um “drástico declínio da saúde” no médio e longo prazos.

Segundo a IEA, a pesquisa sugere que as pessoas devem trabalhar por mais tempo por razões de saúde e também financeiras.

O estudo, realizado em parceria com a entidade beneficente Age Endeavour Fellowship, comparou aposentados com pessoas que continuaram a trabalhar mesmo após terem alcançado a idade mínima para a aposentadoria e também levou em conta possíveis fatores

Philip Booth, diretor da IEA, disse que os governos deveriam desregular os mercados e permitir que as pessoas trabalhassem por mais tempo.

“Trabalhar mais não será apenas uma necessidade econômica, mas também ajudará as pessoas a viverem vidas mais saudáveis”, disse ele.

Edward Datnow, president da Age Endeavour Fellowship, acrescentou: “Não deveria haver uma idade ‘normal’ para a aposentadoria no futuro”.

Na Grã-Bretanha, o governo já planeja elevar a idade mínima para a aposentadoria.

“Mais empresários precisam pensar sobre como podem capitalizar em cima da população mais velha e aqueles que querem se aposentador devem refletir duas vezes sobre essa questão”.

O estudo, focado na relação entre atividade econômica, saúde e política pública de saúde na Grã-Bretanha, sugere que há uma pequena melhora na saúde imediatamente depois da aposentadoria, mas constata um declínio significativo no organismo desses indivíduos no longo prazo.

Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico.

O efeito é o mesmo em homens e mulheres. Já as chances de ficar doente parecem aumentar com a duração da aposentadoria.

YouTube funcionará como uma emissora de TV, diz Google

Felipe Zmoginski, na INFO

O principal executivo do Google para um de seus produtos mais populares, o indiano Shiva Rajaraman, afirmou hoje, em entrevista a INFO, que o YouTube deve se aproximar de um modelo que o transforme em uma espécie de “televisão online”, em que o usuário sintoniza o conteúdo que deseja e passa a consumi-lo de forma ininterrupta.

Diretor do YouTube, Rajaraman disse ainda que o serviço de vídeos fará um grande esforço nos próximos meses para facilitar a veiculação de vídeos ao vivo em sua plataforma e criará novas características para permitir que os produtores de conteúdo possam ser remunerados pela audiência que obtêm no serviço.

Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, diz que a plataforma irá se transformar em uma espécie de "televisão online"

Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, diz que a plataforma irá se transformar em uma espécie de “televisão online”

Por qual razão o YouTube vai incentivar a transmissão de vídeos ao vivo? Nós acreditamos que o próximo passo para o YouTube é tornar-se um canal de vídeos em que as pessoas podem acompanhar eventos em tempo real. Vamos incentivar emissoras de TV e produtores de vídeos a criar talk shows, espetáculos de música e conteúdos criativos para transmiti-los ao vivo pelo YouTube.

Como vocês farão isso? Estamos buscando uma série de acordos com estúdios que produzem conteúdo em larga escala e com qualidade. Ao mesmo tempo, criamos uma API de analytics que permitirá a esses produtores monitorar de forma mais precisa a audiência de seus vídeos e ajudá-los a entender como podem melhorar sua performance e monetizar seu conteúdo.

Transmissões ao vivo são mais difíceis de serem monitoradas? Não há o risco, por exemplo, de usuários enviarem vídeos de sexo, violência ou com conteúdos ofensivos com maior frequência do que já ocorre atualmente? Há riscos, mas nós sabemos gerenciar isso. Temos uma comunidade muito apaixonada, que nos ajuda a monitorar tudo o que vai ao ar e coloca “flags” nos conteúdos que considera impróprios. Isso funciona muito bem hoje e não vejo motivo para não funcionar bem no futuro.

Você acredita que será possível desenvolver softwares que analisem vídeos veiculados no YouTube e sejam capazes de descobrir se há nudez em uma determinada imagem ou, então, se há veiculação de conteúdo protegido por copyright? Estas tecnologias são bastante complicadas e, no momento, não recorremos a elas. Alguns testes com softwares deste tipo demonstram, por exemplo, que uma imagem de um bebê nu pode ser confundida com algo impróprio. Então, confiamos no trabalho de nossa comunidade e, claro, temos pessoas dentro da divisão do YouTube que se dedicam apenas a ver vídeos e analisá-los sob o ponto de vista de nossos termos de serviço.

Quantas pessoas fazem isso atualmente? Não falamos sobre números, mas posso dizer que somos muito eficientes e conseguimos ver grande parte do conteúdo publicado em nossa plataforma.

Recentemente, o Google pediu para a Microsoft tirar do ar um app do YouTube para Windows Phone. Essa atitude não pune os usuários de uma plataforma rival, no caso, um competidor do Android?  Na verdade, qualquer usuário do Windows Phone pode acessar os vídeos do YouTube, sempre que quiser. Ele pode usar o browser, por exemplo, e nós estaremos lá. Somos um produto ´webbased´.

Sim, mas o app poderia oferecer uma experiência mais confortável… Não somos contra apps do YouTube para outras plataformas. Esse aplicativo específico a que você se refere, porém, feria nossos termos de serviço, feria nossas regras de desenvolvimento e, por enquanto, precisou ser retirado da loja de apps da Microsoft.

Guia da sobrevivência religiosa

Mulher na praia!!!

Ricardo Gondim

Suspeite de quem sabe mostrar ares de piedade. Algumas pessoas aprendem a arquear as sobrancelhas para baixo como jeito de exibir um elevado grau de pureza; elas são perigosíssimas. Prefira os mais soltos, os mais debochados, os menos cientes de suas virtudes. Gente espirituosa é melhor companhia que circunspectos sisudos, que se arrastam pela vida com chumbo nos pés.

Evite sentar na roda de quem exige rigor semântico até na hora da conversa fiada. Nada mais intolerável do que conviver com quem adora corrigir os outros. Se alguém diz, vou à igreja, ele dispara: “a igreja somos nós, não um prédio”; se confessa, ando desanimado, ele engatilha um versículo: “mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças”.

Apure rigorosamente todo relato de milagre. Prefira ser cético a simplório. A verdade não teme análise, questionamento, suspeita. Pergunte também pelas motivações. Queira saber os porquês por detrás dos relatórios de eventos fantásticos. Exageros, prodígios forçosos, números evangelásticos, em sua esmagadora maioria se prestam a alimentar os músculos financeiros do narcisista ou pretensão messiânica da igreja ou da agência missionária . Critique toda correria para alcançar os primeiros lugares na seara de Deus.

Reconheça as mentes sórdidas escondidas no rigor moralista. Quem passa muito tempo se exasperando contra os pecados da carne vem sendo escravo da lascívia há muito tempo. Rigidez puritana não abranda o fogo da libido, só o adoece. As taras mais grotescas – sadismo, masoquismo, pedofilia e zoofilia – se proliferam em ambientes austeros e probos. Os que vivem uma sexualidade lúdica conseguem ser menos adoecidos.

Faça qualquer coisa – fuja, esconda-se, dê o fora, encontre um escape – para evitar os tapetes azuis do poder. Se for nomeado síndico, presidente de honra da quermesse ou venerando líder da igreja, considere os perigos avassaladores de qualquer cargo. Abra mão de ostentar títulos em cartão de visita, no perfil de redes sociais. Placa de bronze ou acrílico, diploma e medalha não passam de confetes, lixo da quarta-feira de cinza.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

‘Preferia que meu filho tivesse câncer’, diz pai em anúncio

Publicado por BBC Brasil [via UOL]

Alex Smith abraça seu filho Harrison, de seis anos, que tem rara doença genética degenerativa

Alex Smith abraça seu filho Harrison, de seis anos, que tem rara doença genética degenerativa

“Eu preferiria que meu filho tivesse câncer”. Com essa frase provocativa, o britânico Alex Smith criou um anúncio publicitário publicado em dois conhecidos jornais britânicos.

Seu objetivo era despertar a opinião pública para seu filho Harrison, de seis anos, portador da Distrofia de Duchenne, uma doença genética incurável que causa a degeneração progressiva dos músculos. Segundo Smith, a expectativa de vida de seu filho é de apenas 25 anos.

“Não há chances [de recuperação] ou medicamentos para ajudar, apenas a certeza de uma vida muito curta, marcada por uma doença debilitante que o deixará incapaz de se mover até que seu coração ou pulmões desistam de sua batalha”, diz Alex, no site www.harrisonsfund.com.

O anúncio causou polêmica: a frase original, em inglês -”I wish my son had cancer”-, pode ser lida simplesmente como “gostaria que” ou “quem me dera meu filho tivesse câncer”.

“Como eu poderia desejar que meu filho tivesse uma doença tão terrível? Mas a verdade é que o diagnóstico de câncer, ainda que duro, é preferível ao diagnóstico do meu filho”, declarou Smith à BBC.

“A maioria dos cânceres infantis são curáveis atualmente. Harrison não tem essa chance. E eu faria qualquer coisa para que meu filho vivesse mais do que eu.”

Pesquisas

Com o anúncio, Smith pede doações para a causa. “Minha única esperança é levantar o máximo de dinheiro possível para pesquisas científicas” que curem ou ao menos amenizem a doença, diz a peça publicitária.

Mas, ciente de que a cura pode não chegar a tempo para salvar Harrison, Smith disse que deseja também “iniciar a conversa sobre a doença”, da qual ouviu falar pela primeira vez em 2011, quando seu filho foi diagnosticado.

“É muito difícil conseguir financiamento [para pesquisas a respeito da doença]. Não há histórias bonitas de sobrevivência. Então precisei aumentar o volume [para ser ouvido]“, afirmou à BBC. “Harrison tem uma rara mutação [do mal de Duchenne], então a expectativa de cura é pequena. Mas esperamos poder ajudar outras pessoas como ele.”

A Distrofia de Duchenne afeta, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um a cada 3,5 mil crianças do sexo masculino. É um mal genético ligado ao cromossomo X, em que a ausência de uma proteína provoca a degeneração progressiva dos músculos.

Em muitos casos, as crianças perdem a capacidade de andar aos 12 anos de idade.

Smith – que é casado e tem outro filho, de quatro anos – conta que Harrison é hoje um menino extrovertido que gosta de correr, mas que está perdendo cada vez mais a habilidade de fazê-lo. “Ele luta para conseguir se levantar do chão e não corre mais com facilidade. É frustrante para ele e de cortar o coração para nós.”

O pai ainda não contou ao filho a baixa expectativa de vida associada à doença. “Não é algo que uma criança de seis anos precise saber. Mas vai chegar um momento em que ele vai ‘googlar’ a respeito e teremos que ter essa conversa.”