Ian SBF, do Porta dos Fundos: ‘Não há nenhum tema proibido para a gente’

Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo
Ian SBF, fundador do canal Porta dos Fundos Simone Marinho / Agência O Globo

Publicado no O Globo

Único dos sócios fundadores do Porta dos Fundos que não é ator, o diretor Ian SBF, que será jurado do concurso The Walkers, de curtas para o YouTube, fala dos novos caminhos do audiovisual e diz que não abre mão da liberdade proporcionada pela internet.

Por que aceitou o convite para ser jurado do concurso de curtas para o YouTube?

Achei a ideia interessante, porque sou cria da internet. Eu até tinha um projeto semelhante com o Google, que não andou. Acho legal a ideia de revelar novos talentos. Vim disso aí. Se um concurso como esse tivesse acontecido anos atrás, antes do Porta, eu teria participado, com certeza, porque pra mim faz todo sentido.

A internet, para você, é um meio ou um fim para a sua produção?

Tenho dois momentos de relacionamento com a internet. Comecei a carreira tentando fazer cinema, mas era muito difícil, nunca consegui. Aí busquei a internet, com o canal de humor Anões em Chamas. Ao mesmo tempo, fui fazer TV, como produtor e diretor, impulsionado pelo sucessinho do canal. Logo percebi que a televisão não permitiria fazer tudo o que gostaria de fazer, como eu gostaria de fazer, e então criamos o Porta. Descobri que a internet era onde eu deveria estar.

Então a internet te dá a liberdade e o controle que você não tinha na TV ou no cinema?

Com certeza. Na internet, você não passa pelo critério de avaliação de ninguém, só o seu. O que acho legal nela é justamente isso: ali, é você e o público, sem intermediários, seu trabalho não passa por diretores gerais, acionistas, advogados. Você cria e vai direto para o público, tem uma respostas rápida.

A internet é o futuro do audiovisual?

Ela é apenas um meio de acesso aos produtos audiovisuais. O que vemos nela não é muito diferente do que se faz há quase cem anos nas mídias tradicionais. O que vemos na Netflix, por exemplo, é diferente do que vemos na TV convencional? Acho que a internet é só uma nova maneira de as pessoas assistirem a esse tipo de conteúdo.

O Porta já recebeu propostas para produzir conteúdo para a TV?

Já tivemos muitas ofertas, de TVs abertas e cabo. Mas o que apresentavam não era o modelo de produto que queríamos fazer. Aqui temos liberdade total, ganhamos dinheiro, então qual o motivo de fazer TV?

Quais os próximos passos do Porta?

Vamos lançar quatro séries temáticas ainda este ano, com quatro episódios cada uma, a serem disponibilizadas em quatro meses diferentes. Esperamos exibir a primeira ainda em abril. Já estamos escolhendo os assuntos e escrevendo os roteiros. E continuamos trabalhando em um longa-metragem para cinema, mas é uma projeto ainda muito embrionário.

Já esperavam tentativas de censura aos vídeos do Porta? Há algum tema proibido para vocês?

Na verdade, ficamos surpresos que as reações não tivessem sido mais fortes. Mas são problemas pontuais. As pessoas estão mais abertas a um tipo de humor mais pesado ou a conteúdos que não estavam preparadas para ver na TV. Hoje em dia, posso dizer que não há nenhum tema proibido pra gente. Se acharmos engraçado, fazemos. A coisa que mais prezamos é a liberdade de expressão.

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Menina de quatro anos produz, com a mãe, incríveis vestidos de papel inspirados em celebridades

Publicado no Catraca Livre

A experiência começou porque a mãe, Angie, queria ter momentos mais intensos com a filha de quatro anos – e, ao mesmo tempo, porque a menina vivia remexendo em seu armário para ver e experimentar suas roupas.

Daí surgiu uma experiência que mistura afeto, criatividade e beleza. Elas passaram a produzir juntas modelos feitos em papel – a mãe, diga-se, não tinha nenhuma experiência em design de moda.

O resultado virou uma galeria de bem-humoradas imagens.

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Selfie de Ellen Degeneres no Oscar é a foto mais retuitada da história

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Os presentes na selfie tirada neste domingo (2) são: Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Badley Cooper, Julia Roberts, Kevin Spacey, Jared Leto, Brad Pitt, Angelina Jolie, Lupina Nyong’o e seu irmão
Reprodução/Twitter

Publicado no R7

Em menos de 50 minutos, a selfie publicada por Ellen Degeneres rodeada de estrelas de Hollywood como Meryl Streep, Brad Pitt, Angelina Jolie, Julia Roberts, Jennifer Lawrence e batida por Bradley Cooper na cerimônia do Oscar se transformou o tweet mais retuítado da história, superando o milhão de RTs.

Até agora, a foto mais retuítada era a feita pelo presidente americano, Barack Obama, ao ganhar pela segunda vez as eleições dos Estados Unidos, em que abraçava sua esposa, Michelle Obama, e que, até agora, tinha sido republicada 778.329 vezes.

No entanto, a desbocada apresentadora do Oscar se propôs hoje a superar essa marca e o conseguiu em pouco tempo, além de oferecer um dos momentos mais divertidos da cerimônia, que apostou na informalidade e na proximidade com as primeiras fileiras da plateia, para chegar, até agora, a 1,1 milhão de RTs.

A popular apresentadora da televisão americana, vestida de branco, conseguiu enquadrar em uma só foto Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Badley Cooper, Julia Roberts, Kevin Spacey, Jared Leto, Brad Pitt, Angelina Jolie, Lupina Nyong’o e seu irmão.

Ellen Degeneres assumiu pela segunda vez as rédeas da cerimônia de entrega dos prêmios mais importantes da indústria do cinema, e dividiu pizza entre algumas das estrelas presentes.

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Novo crachá rastreia conversas e tempo de funcionários no banheiro

Business Microscope é capaz de rastrear a localização exata do funcionário dentro do escritório

Publicado no Terra

Dispositivo possui um chip que registra a conversa dos funcionários (Foto: Divulgação)
Dispositivo possui um chip que registra a conversa dos funcionários (Foto: Divulgação)

Um novo dispositivo criado pela empresa de eletrônicos Hitachi promete seguir todos os passos dos funcionários, segundo informações publicadas pelo site do jornal Daily Mail. O Business Microscope é um crachá de identificação que possui um chip capaz de rastrear a localização exata do funcionário dentro do escritório, registrar as conversas com outros membros da equipe e ainda o tempo que o trabalhador ficou no banheiro durante o dia.

Segundo a publicação, o objetivo é descobrir quais os funcionários passam o dia vagando sem rumo pelo escritório fofocando com os amigos. O dispositivo envia os dados das conversas ao chefe por meio dos chips, que se sincronizam quando são aproximados. Além disso, quando os sensores se aproximam, eles gravam sinais do rosto e do corpo do funcionário.

Em comunicado, a Hitachi afirmou que a tecnologia foi projetada para aumentar os níveis de eficiência no local de trabalho e ajudar os empregadores a perceber problemas que passam despercebidos.

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‘Facebook é maior perda de tempo que já conheci’

14031786Marion Strecker, na Folha de S. Paulo

Hoje comecei um teste. Decidi experimentar ficar sem o Facebook no meu celular. Se der certo, vou estender o experimento ao iPad e, quem sabe, também ao computador.

Impetuosa, botei o dedo sobre o ícone do aplicativo e esperei ele começar a tremelicar, como é a regra no iPhone. Ele tremelicou. Respirei fundo e apertei o pequeno xis, que simboliza o apagar. Veio o alerta: se apagar o aplicativo, todos os dados serão apagados também.

Que ameaça! Sei bem que não basta apagar o aplicativo para todos os dados pessoais sumirem do Facebook. Isto requer outro tipo de iniciativa. Então por que mentem? O Facebook vai dizer que é coisa da Apple. A Apple pode responder que trabalha com “padrões de mercado”. E a gente que reclame nas redes sociais!

Suponho que esse tipo de ameaça seja apenas um dos maus hábitos da indústria de aplicativos (ou “‘éps”, da abreviatura em inglês “apps”, como os mais pedantes se referem a “software” hoje em dia). Nessa indústria, o número de “usuários” valoriza um negócio, ainda que os “usuários” sejam “inativos”, o que a empresa só vai informar se não tiver como ocultar. Isto me lembra Rubens Ricupero, aquele ministro da Fazenda que, sem saber que o sinal já estava aberto para antenas parabólicas, disse à TV Globo: “O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde-se!”

O fato é que sumi com o aplicativo do Facebook. Senti uma sensação boa. Aproveitei o entusiasmo e apaguei também os aplicativos do LinkedIn, do Lulu (que instalei para testar e achei simplesmente péssimo) e até do Viber (algo entre o Skype e o WhatsApp). Combinei comigo mesma que vou observar o que acontecerá com as minhas mãos da próxima vez que ficar à toa com o telefone na mão. Será que vou tremer? Será que entrarei na App Store e baixarei tudo de novo? Ou vou me esquecer aos poucos dessa mania de ficar fazendo a ronda na internet, checando as atualizações das redes e esperando reações a cada coisa que publico, nem sei bem por quê?

Sério mesmo: o Facebook é a maior perda de tempo que conheci na vida. Quanto mais amigos eu “faço”, mais me distancio das pessoas que são realmente importantes para mim. A fatalidade é que sempre perco informações de quem me importa no meio da balbúrdia da multidão a que estou conectada.

Quando fiz essa observação outro dia, o engenheiro Luís Villani comentou que eu havia descoberto o “segredo de Tostines”. Evocava a memória de uma velha propaganda de televisão, que explorou o seguinte mote: o biscoito vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? O Facebook é relevante porque estamos conectados a pessoas relevantes ou o Facebook é medíocre porque nossos “amigos” são medíocres? Ou uma rede social teria a capacidade de deixar as pessoas medíocres?

Será que nós, brasileiros, parecemos tão “sociáveis” porque achamos rude não aceitar “pedidos de amizade”? Será que supervalorizamos nossa imagem “popular”, por isso colecionamos conexões como se fossem figurinhas de um álbum da Copa? Vamos fazer o quê? Começar de novo? E por que não?

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