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Advogado tenta anular condenação e sentença da morte de Jesus Cristo

Queniano está tentando processar a República da Itália e o Estado de Israel.

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Publicado no Techmestre

Um advogado queniano pediu à Corte internacional de Justiça para anular o julgamento e condenação de Jesus Cristo, assim como sua sentença de morte. Dola Indidis, ex-porta-voz do Judiciário no Quênia, está tentando processar a República da Itália e o Estado de Israel.

Ele tenta o ato através da Corte sediada na Holanda, que tem o hábito de ouvir questões de direito internacional. De acordo com o advogado, e segundo os preceitos bíblicos, Jesus foi condenado e crucificado sob acusação de blasfêmia, apesar de ser inocente.

Indidis questiona o modo como Jesus foi julgado, além dos castigos impostos a Ele enquanto não se tinha condenação definida. Especialistas no segmento acreditam que o caso não tenha competência legal para seguir adiante. De qualquer maneira vamos aguardar para ver como este caso se desenrola.

Dica do Deiner Urzedo

Toda oração é linda

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Genetom Moraes Neto, no Facebook

Toda demonstração coletiva de fé é comovente. A passagem do Papa Francisco pelas ruas do Rio certamente terá cenas bonitas.

Independentemente de qualquer coisa, a opção do Papa pelo despojamento e por uma simplicidade franciscana já criou uma imagem simpática a ele – desde o primeiro dia.

Eu me lembro de duas cenas marcantes. Nunca me esqueci da aparição sorridente do recém-eleito Papa João Paulo I na sacada do Vaticano. Um onda de simpatia se espalhou em questão de horas pelo planeta ( hoje, seria em questão de segundos ). Trinta e três dias depois, ele estava morto.

E aquela imagem de João Paulo II se contorcendo em dores e tentando abençoar a multidão, numa janela da Praça de São Pedro ?

O citadíssimo Nélson Rodrigues escreveu uma vez: “Toda oração é linda. Duas mãos postas são sempre tocantes, ainda que rezem pelo vampiro de Dusseldorf”.

Disse tudo, em dezessete palavras.

Para ser sincero: minha fé é aérea. Quando estou em terra firme, sou devastado por dúvidas. Quando me aproximo do aeroporto, começo a me converter. Durante as turbulências, minha fé explode, fervorosa. Nestes momentos, comparado comigo, o Papa não passa de um reles ateu. De volta à terra firme, no entanto, meus embates teológicos comigo mesmo se reiniciam, ferozes. Um dia, se resolverão.

Sempre achei os ateus extremamente pretensiosos, porque se julgam donos de um conhecimento capaz de negar algo obviamente superior a todos nós : a força inexplicada que move a máquina do mundo. Que maquinação é esta que incendeia protóns, elétrons, átomos, energias ? Ninguém conseguiu até hoje produzir uma explicação indiscutível.

Os crentes também não me convencem, porque, na esperança de um dia serem salvos, passaram a acreditar cegamente em impossibilidades físicas e em dogmas cientificamente desmontáveis ( se não fosse assim, aliás, não seriam dogmas ) .

E o silêncio dos céus ? Numa bela passagem do livro O Nariz do Morto, o grande escritor ( católico ) Antônio Carlos Vilaça pediu às estátuas e aos crucifixos: “Falai !” :

“Ó paredes, dizei-me. “Eu quero a estrela da manhã !”. Dizei-me o endereço dela. Ó sala capitular, ó claustros, ó antifonários com iluminuras, ó sinos brônzeos, estatuazinhas , capitéis, afrescos, casulas, pesadas estalas, pedras, faces, madeiras e ouro, tapetes, cálices, relicários , retábulos e móveis, crucifixos e virgens, falai ! Um sussurro que nos chegue. Que monólogo é este, dia e noite entretido ? Sombras, sombras, sussurrai-me, segredai-me. Todo esse passado, esse peso, essa pátina, pureza, pecado”.

Por fim : por menor que seja, a fé é, sempre, uma vitória pessoal contra o silêncio. Quando demonstrada coletivamente, como acontecerá nos próximos dias no Brasil, jamais deixa de ser tocante.

A casa é sua, Francisco !

Quem era o jovem fotógrafo que filmou a própria morte no Egito

Ahmed Samir Assem fez a imagem mais emblemática de um país mergulhado no caos.

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Ahmed Samir Assem

Publicado no EL Hombr

Ele tinha 26 anos e era fotógrafo free lancer. Estava cobrindo os levantes no Egito após o golpe militar que tirou o presidente Mohamed Mursi do poder. Acabou produzindo a imagem mais impressionante e emblemática da situação caótica por que passa o país.

Ahmed Samir Assem filmou sua própria morte. Ele registrava a ação de um franco atirador no topo de um edifício. O soldado, de acordo com testemunhas, disparava contra a multidão (naquele dia, 51 pessoas pereceram).

O homem dá alguns tiros — e então aponta seu fuzil para Assem. A câmera para de operar nesse momento.

Seu equipamento ensanguentado foi encontrado num dos acampamentos improvisados no local. Assem estava nas manifestações desde a primeira hora. Gente que apoiava a Irmandade Muçulmana (grupo do qual Mursi fazia parte) se ajoelhava para rezar quando foi atingida. O exército afirma que estavam tentando invadir uma instalação militar.

Ahmed Abu Zeid, editor de cultura do jornal para o qual Assem estava trabalhando, conta que um homem apareceu dizendo que um de seus colegas havia sido ferido. “Cerca de uma hora mais tarde, eu tive notícias de que Assem fora alvejado na testa por um atirador enquanto filmava e tirava fotos na cobertura dos prédios. A câmera de Ahmed será utilizada como prova das violações que foram cometidas”.

Assem fazia pós-graduação do departamento de comunicação da Universidade do Cairo e era, segundo os amigos e familiares, um profissional dedicado. Reuniu um acervo de 10 mil fotos desde que começou na profissão, há três anos. Costumava trabalhar para o jornal Al-Horia Wa Al-Adala, órgão oficial do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade Muçulmana. Sua página no Facebook é repleta de fotos de manifestantes e posts contra os militares, ao lado de imagens de casamentos e de outros serviços que prestou. Agora há preces e convocações para seu funeral.

O assassinato de Assem será usado politicamente. A imagem de sua morte é o retrato mais eloquente de um conflito que está começando. “No final das contas, Ahmed estava fazendo apenas o que se esperava dele: trabalhando”, disse um amigo. E num país mergulhado no caos como o Egito, ele pagou um alto preço por isso.

 

Pai faz um desenho por dia nos saquinhos de lanche dos filhos

David começou tentando desenhar no próprio pão, com um material próprio, mas acabou preferindo os saquinho

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publicado no Blog Criativo

Há quase 5 anos, o pai David LaFerriere inventou uma técnica para que os lanches dos seus filhos se tornassem inconfundíveis: ele ilustra, todos os dias, os saquinhos de sanduíche que os meninos levam para a escola. “Eles amam, e nada me faz mais feliz do que ouvir reação deles no final do dia”, conta ao Flickr.

O pai é designer gráfico e teve esta ideia quando os meninos tinham apenas 9 e 10 anos. Evan, agora com 15 anos, e Kenny, com 14, levam os lanches caseiros até hoje, e a graça é que eles não podem ver os desenhos até a hora do intervalo.

David começou tentando desenhar no próprio pão, com um material próprio, mas acabou preferindo os saquinhos. Além de ser um agrado aos filhos, a ação do pai é uma forma de estimular sua própria criatividade, essencial no seu ambiente de trabalho.

No total, ele já fez mais de 1100 ilustrações. Veja boa parte delas em sua galeria no Flickr.