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Fat Family perde 270kg e investe em música gospel

Longe do mercado pop, Fat Family se reinventa como grupo gospel e tira Jeito Sexy do repertório. “Vivíamos na escuridão”, diz Sueli, uma das vocalistas

Fat Family perde 270kg e investe em música gospel

Fat Family perde 270kg e investe em música gospel

Publicado na Caras Online

Fenômeno das rádios no final dos anos 90, o grupo Fat Family continua até hoje trabalhando com música, apesar de não ter o mesmo sucesso comercial do passado. Seu repertório não traz mais o hit Jeito Sexy, que fez os irmãos da família Cipriano se tornarem conhecidos no Brasil inteiro, e nem outras músicas que consideram ‘superficiais’. O foco deles agora é o público gospel.

“Nosso chamado agora é anunciar o reino de Deus. Não sentimos falta daquele tempo porque não tem como sentir falta de um tempo que você não tinha Deus. Vivíamos na escuridão, na mentira. Deus mostrou a verdade e nós não podemos mais perder nosso tempo com coisas superficiais. Hoje nós cantamos a palavra de Deus. Ela é poderosa, liberta e cura”, afirma Sueli, uma das integrantes da família, à CARAS Online.

O grupo não sente vergonha das músicas que cantava no passado. “Deus não leva em conta o tempo da ignorância, isso está escrito na Bíblia. Mas a partir do momento que a gente aprende, a gente tem que dar conta. Agora eu sou responsável por decidir o que eu faço”, justifica Sueli. “As pessoas iam nos nossos shows e continuavam com os mesmos problemas, mas agora quando a gente se reúne para adorar a Deus, o Senhor vai se revelando, as pessoas vão tendo clareza”, diz.

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A Família Gorda, tradução literal do nome do grupo, também mudou alguns hábitos alimentares. Quatro dos seis irmãos que continuam no grupo (Sidney morreu em 2011e Celinha deixou o grupo há sete anos) fizeram uma cirurgia de redução de estômago e, juntos, perderam cerca de 270kg. “A Kátia emagreceu mais de 80kg. A Suzete, o Celinho e eu emagrecemos praticamente a mesma coisa, cerca de 60 a 65 quilos cada um”, disse Simone, outro membro do grupo.

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A conversão do grupo ao evangelho começou há 14 anos, começando pela caçula Deise, que conheceu o universo gospel graças ao lutador Vítor Belfort. “Ele, a mãe dele e a irmã dele falavam de Jesus pra mim. Eu aceitei Jesus na casa deles. Depois eu fiquei preocupada com a minha família”, conta Deise, que levou os irmãos para o mesmo caminho cinco anos depois.

Em 2012, o Fat Family gravou um clipe com Mara Maravilha e outros artistas da gravadora Square Records, pela qual são contratados atualmente. Sobre a polêmica que a apresentadora se envolveu ao defender o projeto de cura gay, criticado por várias celebridades, Sueli diz: “Tudo que eu preciso saber é na Bíblia que eu procuro. Eu entendi a Bíblia como a verdade que Deus revelou, mas não é toda a verdade que ele tem para dizer. Mas o que o homem precisa saber, ele deixou na Bíblia. A Bíblia fala sobre um casamento, mas para frente ele fala que o homem vai deixar seu pai e sua mãe para começar uma nova família. Quando nossa vida está diferente de qualquer coisa que está na Bíblia, Ele tem o poder para colocar no lugar. Eu acredito que o homem pode se libertar”.

Com planos de lançar um DVD e CD para celebrar a nova fase, o Fat Family diz que está seguindo os ‘planos de Deus’, sem pressa. Cada integrante é de uma igreja diferente, mas todos se reúnem para ‘adorar a Deus em festas evangélicas’, segundo Sueli.

Ah, para os fãs mais antigos do grupo, uma boa notícia: apesar do repertório não ser mais o mesmo, a coreografia do ‘pescocinho’ continua. “É natural, não tem como não fazer, tá no sangue. Os fãs sempre pedem, não só nos shows, mas sempre que nos encontram por aí. É engraçado, é a marca registrada do grupo”, comenta Simone.

Relembre o sucesso Jeito Sexy:

O Fat Family em recente participação no Programa Raul Gil:

Mulher rica é quem mais compra pirataria

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Claudia Rolli, na Folha de S.Paulo

As mulheres da classe alta (A e B) estão entre a parcela da população que mais compra produtos piratas, segundo pesquisa realizada pelo instituto Data Popular.

O levantamento, feito em maio deste ano com 1.501 pessoas de cem cidades de todo o país, mostra que quase seis em cada dez brasileiros já compraram ao menos uma mercadoria pirata no último ano.

Do total de 56% dos brasileiros entrevistados que declararam ter comprado algum item que não fosse da marca original, 58% são homens e 55% das mulheres.

Mas é nas mulheres de alta renda que o dado se destaca: 73% das consumidoras da faixa A e B declararam ter adquirido produto pirata no período.

“O resultado surpreende. Somente 27% do total do público feminino de alta renda não teve esse tipo de experiência de consumo”, diz Renato Meirelles, presidente do instituto.

“Como a mulher de classe alta compra mais, geralmente é mais focada no status e conhece mais as marcas internacionais, desconfia-se menos que ela está usando um produto pirata”, completa.

A definição das faixas de renda que o Data Popular usou no levantamento segue os critérios estabelecidos pela SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) da Presidência da República.

Na alta renda (classes A e B) estão famílias com renda per capita acima de R$ 1.019. As com renda per capita inferior a R$ 291 estão na baixa renda (classes D e E). Pertencem à classe média (classe C) famílias com renda per capita de R$ 291 a R$ 1.019, faixa essa dividida em três subgrupos.

CRESCE APREENSÃO

A apreensão de mercadorias pirateadas cresceu (em valor) 59% entre 2010 e 2012, segundo dados da Receita Federal. Passou de R$ 1,275 bilhão para R$ 2,025 bilhões no período.

O assunto será debatido em seminário da Abiesv (Associação Brasileira da Indústria e Equipamentos e Serviços de Varejo) que discutirá a propriedade intelectual no varejo na quinta-feira, dia 22, em São Paulo.

“Houve um desmonte da fiscalização em cidades como São Paulo. Por outro lado, houve incremento no combate à pirataria nas áreas fronteiriças e em outras regiões do Brasil”, diz o advogado Márcio Costa de Menezes e Gonçalves, ex-secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, órgão consultivo do Ministério da Justiça.

Para especialistas no tema, a alta do dólar e inflação também levam o consumidor a optar por preços menores e contribuem para aumentar o consumo de mais itens não originais. Outro fator que influência a compra por essas mercadorias é a melhora na qualidade de produtos.

“Muitos varejistas desconhecem as graves consequências de comercializar produtos piratas” diz o advogado Maurício Braga, especialista em licenciamento de produtos esportivos. “Eles podem responder criminalmente da mesma forma que o falsificador”.

ENTRAVES E ACERTOS

O governo federal divulgou há três meses como serão as ações do 3º Plano Nacional de Combate à Pirataria, em vigor no país até 2016.

“Um dos pontos positivos é que o governo vai priorizar o combate principalmente nas cidades que sediarão os grandes eventos esportivos dos próximos anos”, afirma o ex-secretário.

Entre as ações, ele destaca ainda a implementação de um gabinete de gestão integrada nessas cidades e a ampliação do Programa Cidade Livre de Pirataria, criado em 2009, para “municipalizar” o combate a esse tipo de crime.

De acordo com informações publicadas no Diário Oficial da União, o trabalho será feito por meio de incentivos às prefeituras, que ficam responsáveis pela criação de mecanismos locais de prevenção e repressão.

O plano cita ainda a capacitação de agentes públicos para atuar especialmente no combate às infrações nas cidades-sede dos eventos esportivos, em parceria com a Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Outra ação do plano é a atuação em conjunto com a Frente Parlamentar Mista de Combate à Pirataria do Congresso Nacional – nesse caso, o objetivo é aprovar leis e discutir assuntos de interesse do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP).

Ao destacar a criação do 3º plano, o governo reconhece que “o Brasil não conta com um mapeamento e um diagnóstico da prática ilegal, tendo apenas informações difusas e desencontradas, que acabam por dificultar a implementação de políticas públicas direcionadas.”

“O maior desafio, desse plano, estruturado com ações nos âmbitos educacional, econômico e repressivo, ainda é conscientizar o consumidor”, diz o ex-secretário, hoje sócio do Siqueira Castro Advogados na área de propriedade intelectual. “Há muitos outros crimes e organizações criminosas que circundam a pirataria.”

Segundo especialistas, produtos como peças de carros e aviões e medicamentos estão entre os itens que ganham expansão no mundo da pirataria.

dica do Guilherme Massuia

Carta a um jovem casal sexualmente ativo

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Jonathan Menezes, no Escrever é Transgredir

Nosso mundo (sobretudo o cristão) ainda está permeado pela pretensiosa assunção de que casais de namorados cristãos das igrejas (ou sem-igreja), necessariamente, não são sexualmente ativos. Sim, a castidade continua sendo o ideal quando se fala de namoro cristão ainda em nossos dias. Nenhum problema com tal opção legítima, diga-se de passagem; o problema é reivindicá-la não como opção, facultativa a consciência e variável nível de maturidade de cada pessoa e de cada casal, mas como uma regra universal, um imperativo categórico (usando aqui o termo de Kant), como se pureza e a santidade de um namoro pudessem apenas ser avaliadas (embora eu pense que isso não se avalia) pela ausência da dimensão erótica. Tem-se preferido, assim, ignorar que boa parte dos casais de namorados hoje não vive de acordo com tal imperativo, consciente e saudavelmente, ou clandestina e culposamente.

As exigências da igreja com relação à sexualidade há um bom tempo têm sido hipócritas, presunçosas e legalistas, tudo em nome de uma idolatria biblicista travestida de fidelidade à Bíblia. Ignora-se, como lembra Robinson Cavalcanti, que “a Bíblia não é uma enciclopédia de prescrições para cada detalhe da vida do homem”.[1] O que ela nos oferece, em muitos casos, como o do sexo pré-matrimonial, por exemplo, ou são orientações para casos muito específicos e histórica e culturalmente situados ou princípios relacionais mais gerais fundamentados no amor a Deus, à própria vida e ao próximo.

O pior de tudo é que esse imperativo, como vocês já devem ter notado, é excludente, ou seja, ninguém, sendo cristã(o), em hipótese alguma poderia viver um tipo de namoro em que o sexo esteja presente, com sanidade e santidade. E não tem havido suficiente abertura para quem quer discutir ou para quem pensa diferente. E qual a razão para isso? A razão é a de sempre: porque o sexo, fora do casamento, é pecado e isto está “muito claro” na bíblia. Assim como eu, talvez vocês já tenham parado intrigados diante de tamanha certeza, e pensado: ou eu li a bíblia muito pouco ou li muito mal, pois onde é que nela se fala com tanta clareza assim sobre esse assunto e de modo tão categórico para que muitos cristãos – sobretudo os evangelicais – tenham propagado por tanto tempo isso como sendo verdade absoluta para todas as pessoas a despeito de qual seja o caso? Ora, que “chavão textual” meus possíveis críticos estarão pensando trazer à baila neste momento? A questão da fornicação? Que nosso corpo é templo do Espírito? O relato do casamento (“tornar-se uma só carne”) segundo Gênesis? A questão da santidade e da pureza? Textos sobre luxúria, lascívia, os desejos impuros, a prostituição? Bem, a lista pode ser grande e nem me preocuparei aqui em ser exaustivo quanto às referências, acho que vocês entenderam meu ponto, por isso vou direto a ele.

Não estou dizendo que estes preceitos não existem nem que não sejam válidos, mas sim que faltam discernimento e honestidade intelectual no momento em que os aplicamos, muitas vezes (senão na maioria delas) fora seu devido contexto. Parece que o bom senso e a criatividade são elementos cada vez mais deixados de fora de nossa leitura bíblica. No fim das contas, fica a impressão de que aquilo que os evangelicais sempre disseram ser o seu “lado forte”, isto é, seu zelo em relação às Escrituras, pode ser também seu lado fraco. Sobretudo, quando não percebem que a forma mais infantil de idolatria é aquela em que nos aferramos demais a uma coisa e perdemos nosso senso de independência e criticidade em nossa relação com ela. E é assim que muitos dos que com certa jactância se proclamam crentes bíblicos tratam a Bíblia: como um objeto de veneração, que acaba anulando a reverência à Palavra Divina, empobrecendo e enclausurando-a em seus preceitos humanos (demasiadamente humanos?).

Citarei o caso mais comum, apenas como ilustração, de uma das práticas não recomendadas na Bíblia chamada fornicação. Quando se pensa em “sexo fora do casamento”, por exemplo, é o primeiro princípio que aparece em muita das formas de argumentação contrária à “prática” – como se sua aplicabilidade fosse universal neste caso. O sentido bíblico da palavra “fornicação”, segundo Robinson Cavalcanti, é “relacionamento fortuito, descomprometido, sem envolvimento afetivo”.[2] É o típico sexo pelo sexo, casual, sem conexão, sem grande consideração pela pessoa com quem se faz sexo. Não quer dizer que todo sexo feito fora do contexto do matrimônio seja fornicação, e nem que todos aqueles que o praticam se encaixam na categoria de “fornicadores”. Mas acabam entrando na vala comum porque é mais fácil pensar a Bíblia como um manual de boa conduta, com regras específicas para tudo o que consideramos como má conduta, que como a Palavra de Deus que, em si, é um convite a uma obediência com discernimento e boa consciência diante de cada situação vivida.

Uma das interpretações mais honestas que já li a respeito do relacionamento sexual num contexto de namoro, envolvimento e comprometimento, vinda de um cristão, foi escrita por Robinson Cavalcanti, se não me engano em 1985. Segundo ele, nessas condições:

Supõe-se que a intimidade cresça à medida que crescem: a) os sentimentos; b) o conhecimento mútuo; c) o compromisso; d) a aproximação do vínculo matrimonial, formal ou informal. Sendo o bom relacionamento sexual uma das condições para o sucesso conjugal, algum indicador deve ser inferido ainda nesse período preparatório. Se a virgindade de ambos os sexos é um alvo ético cristão, a socialização dos custos sexuais (todo o mundo assumindo o ônus) é um mal menor do que a dicotomia virgindade de algumas vs. prostituição de outras, com umas “pagando a conta” das outras. (…) O que não se pode exigir das pessoas realmente comprometidas e que se amam, sob constrangedora tensão sexual, é que simplesmente “deixem para depois”, quando uma vez formados e com um bom emprego, montarem um belo apartamento, comprarem um carro etc. Enquanto isso…[3].

Meu objetivo particular com esta carta, porém, não é nem o de esvaziar o sentido e poder do pecado no ser – coisa impossível – nem banalizar o ato sexual, que é um dom divino, mas que pensemos juntos nas implicações de uma vida sexual ativa entre namorados, pressupondo que essa ou já é a realidade de vocês ou quem sabe esteja em iminência de ser. Parto aqui do pressuposto de que podemos falar, sim, em um namoro ou noivado com sexo que não seja meramente fornicatório, mas em que haja amor, compromisso e envolvimento afetivo cada vez mais cheio de sentido e em processo de amadurecimento para uma vida conjugal duradoura, isto é, um casamento. Corro aqui o risco de levar muitas pedradas, mas é o preço da honestidade e de não mais estar disposto a esse jogo de faz de contas que há muito grassa em nosso meio, ou seja, faz de conta que eu não sei que vocês transam e vocês fazem de conta que seguem a lei da abstinência pré-matrimonial. É preciso dar um basta nessa hipocrisia, mesmo que como gritos que serão ouvidos por poucos e execrados por muitos (estou me sentindo a própria bruxa de Salém agora).

Pois bem, nos foquemos menos no mundo externo, e mais no mundo interno de vocês. Quando decidiram dar esse passo importante no relacionamento – se é que isso partiu de uma decisão pensada e não apenas apaixonada (sem julgamentos aqui) – devem ter pensado na grandeza, beleza e também responsabilidade desse ato, imagino eu. Senão, creio que vale a pena pensar. Quer dizer, embora sejamos feitos de carne, ossos, nosso corpo tenha uma forma, tenhamos impulsos, desejo, e atração sexual, não estamos falando de pedaços de carne em atrito e fricção em busca de prazer pura e simplesmente, mas nos referimos a duas pessoas, que têm sentimentos, que sofrem, que choram, se emocionam, se fragilizam quando se decepcionam, quando amam, quando se machucam. Sim, uma relação em que o que rola vai muito além de sexo, tudo isso está envolvido. Vocês já pensaram que numa relação sexual podem não ser apenas os corpos que se tocam, mas nosso ser por inteiro? E, por mais que achemos que pelo desempenho, pela plasticidade do ato e a capacidade de dar e receber prazer, estamos no controle da situação, isso é ledo engano. Porque, como já disse, queiramos ou não, há sempre mais elementos envolvidos, ninguém manda completamente em si, controla seus sentimentos por inteiro, tampouco os do outro. É por isso que, mesmo os casos em que ambos têm um acordo de apenas se usar e se curtir mutuamente, não há garantias de que, no final, ninguém sairá machucado. Afinal, posso ter tratado minha parceira como mero “pedaço de carne” alguma vez na vida, mas quando sou tratado assim o sentido é outro, e mesmo o combinado pode sair caro nessas horas.

Mas, imagino também que tenham decidido ter relações sexuais porque se amam, porque o sexo é um complemento essencial do amor de vocês, e porque queriam ser “plenos” um no outro – estou sendo assertivo ou muito idealista? De qualquer modo, quando a gente quer algo assim, deve ser porque queremos (mesmo que inconscientemente) algo que dure a vida toda, ainda que isso seja relativamente muito tempo, dê muito trabalho, e esteja fora do alcance de nossos olhos e mente. O futuro, como se diz, a Deus pertence. A questão é que podemos decidir o que fazer com nosso presente, que pode ser um presente ou um tormento, depende de nós na maioria das vezes. Creio que Deus nos dá o poder de escolher com quem e de que jeito vamos nos relacionar, e assim abençoa nossas escolhas, se elas honram e dignificam a Deus, ao amante, à vida. A felicidade, se ela existe mesmo, é um bem que só se goza com intensidade quando partilhada.

Não pensem, portanto, que estou lhes escrevendo apenas para dizer que está tudo certo. Escrevo para dizer que está nas mãos de vocês o querer fazer certo, fazer bem, fazer com amor, fazer durar o relacionamento enquanto se é vivo, e isso também é dádiva divina. Porque o sexo pode ser muito prazeroso quando é só sexo, mas é muito melhor quando existe cumplicidade, quando o que existe é para durar, é para fazer sentido, é para gerar e inspirar vida. Espero que vocês entendam bem a profundidade disso, que o sexo pode ser instrumento de amor e vida, como de poder, competitividade e mera vaidade. É assim que acontece com todo grande poder.

Para nos ajudar, Jesus fez uma comparação interessante acerca disso em uma de suas parábolas: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12.47b, NVI). Em outra tradução (A Mensagem) se diz: “Grandes dádivas implicam em grandes responsabilidades; quanto maior a dádiva, maiores serão as responsabilidades”. E não é essa a frase que o tio Ben do Peter Parker disse para ele no primeiro filme do Homem-Aranha? “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”… O que isso implica? Implica que Deus nos chama por amor, por amor nos sustenta, e o maior poder de todos que nos oferece é o amor, sem o qual os demais “poderes”, incluso o sexo, podem gerar destruição e não vida. Isto, pois em essência o amor é um poder subversivo, uma vez que nos tira do controle, nos deixa vulneráveis e deixa o outro livre – não usa, não abusa, não explora.

A beleza da criação divina é que o Criador nos dá a chance de escolher o que vai ser, de como faremos uso das coisas que Ele mesmo nos presenteou na vida, de gerar algo bom ou ruim daí, ainda que em nós o bom se misture com o pior muito facilmente. Mas Ele já disse que espera que optemos pela vida. E pergunto, no atual nível de relacionamento, envolvimento e mútua responsabilidade em que se encontram, o que significa entre vocês optar pela vida? O que vocês querem e esperam dessa relação? O quanto têm lutado para ter, por muito tempo, uma vida em comum? Porque é isso, a visceralidade da aliança entre vocês dois, que torna o sexo divinamente abençoado e humanamente significativo. Não só fonte de prazer, mas de vida abundante.

dica da Leonara Almeida

Tenho 13 anos e nenhum dos meus amigos usa o Facebook

"Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais", defende Ruby Karp (foto: Wrangler/Shutterstock)

“Agora que temos idade suficiente para entrar na rede, não queremos mais”, defende Ruby Karp (foto: Wrangler/Shutterstock)

Ruby Karp, no Mashable [via Folha de S.Paulo]

Sou uma adolescente que mora em Nova York. Todos os meus amigos têm redes sociais –Instagram, Vine, Snapchat etc. Quando eu era mais nova, só falava sobre o Facebook. “Mãe, quero um Facebook!”, e outras queixas que só uma mãe suporta.

Mas agora, aos 13 anos, venho percebendo algo de diferente. O Facebook vem perdendo os adolescentes recentemente, e acho que sei o motivo.

Parte da razão para que o Facebook esteja perdendo a atenção de minha geração é que existem outras redes agora. Quando eu tinha dez anos, ainda não tinha idade para um Facebook.

Mas uma coisa mágica chamada Instagram havia acabado de aparecer –e nossos pais nem faziam ideia de que houvesse uma idade mínima para inscrição. Meus amigos todos logo tinham Instagrams.

Agora que temos idade suficiente para um Facebook, não queremos mais. Quando chegou o momento em que estávamos autorizados a ter um Facebook, todos estávamos obcecados com o Instagram.

Isso me conduz ao ponto seguinte. Ainda que eu tenha Facebook, nenhum dos meus amigos tem. Eles acharam que ter um seria perda de tempo.

Decidi ter uma conta no Facebook para descobrir qual era a graça do site. Logo descobri que o Facebook é inútil se você não tem amigos lá. Meu único amigo no site é, tipo, minha avó.

‘OI, BONEQUINHA’

Adolescentes são seguidores. É isso que somos. Se todos os meus amigos estão baixando uma coisa nova e bacana chamada Snapchat, é isso que eu quero também!

Todos os nossos pais e os amigos de nossos pais têm Facebook. Não é só por eu receber ocasionais mensagens do tipo “oi, bonequinha”. Mas meus amigos postam fotos que me colocam em encrenca com os pais.

Digamos que eu seja convidada a uma festa e haja menores bebendo lá. Eu não estou bebendo, mas alguém pega a câmera. Mesmo que eu não esteja com um copo na mão, talvez seja fotografada por trás de uma menina que está bebendo algo forte. Mais tarde naquela semana, um idiotinha decide postar fotos da festa “maravilhosa”.

Se minha mãe me visse em uma festa com pessoas bebendo, mesmo que eu não estivesse, eu estaria morta. Isso não é culpa do Facebook, mas acontece lá.

O Facebook também causa muito bullying no ensino médio. A molecada faz comentários malvados em uma foto sua, ou envia mensagens malvadas. Não é culpa do Facebook, mas, uma vez mais, é algo que acontece lá.

Se minha mãe ouvisse dizer que estou sofrendo bullying no Facebook, me forçaria a sair da rede na hora.

Quando eu era mais nova, minha mãe tinha Facebook. Eu entrava sempre, para resolver charadas, jogar etc. O Facebook era algo único. Era um grande sucesso, mas não deixava de ser cool por isso.

Com o passar dos anos, eu sempre quis um Facebook só para mim. Mas, quando abri minha conta, tudo começou a mudar. Havia coisas demais acontecendo. A mudança do velho Facebook para o modelo Timeline aconteceu muito repentinamente.

Basta ver algo como o Twitter –eles têm, tipo, quatro botões. As pessoas gostam mais de um design mais “simples”.

PROPAGANDA

O Facebook também se tornou uma grande ferramenta de marketing. O site toma seus interesses com base naquilo que você tenha “curtido” e veicula anúncios na sua página. Não quero ofender, mas, quando estou olhando meu Feed de notícias, não quero realmente saber sobre o novo produto da Pantene.

Não é mais o Facebook que existia quando eu tinha sete anos. Ficou complicado –a realidade é que “nós gostávamos dele como era. Por que vocês estão mudando tudo?”

Em resumo, o Facebook está se esforçando demais. Os adolescentes odeiam quando as pessoas se esforçam demais; isso causa rejeição. É como quando minha mãe me diz para não fazer alguma coisa –eu imediatamente sinto que devo fazê-la. E, quando ela me força a fazer alguma coisa, eu não tenho a menor vontade.

Os adolescentes gostam de aderir às coisas por vontade própria. Se você fica esfregando os novos recursos do Facebook na cara deles, eles se irritam e encontram novas mídias sociais.

O Facebook precisa dos adolescentes, porque em breve seremos nós as pessoas que o manterão. E os adolescentes sabem disso, o que os incomoda.

Eu amo o Facebook, de verdade. Espero que eles se recuperem e atraiam o pessoal da minha idade. Acho que a ideia do site é ótima, e desejo toda sorte a eles.

RUBY KARP, 13, mora em Nova York e está tentando descobrir como sobreviver ao ensino médio. Você pode encontrá-la no Twitter em @rubykarp, no Tumblr (the-perks-of-being-ruby.tumblr.com) ou em artigos semanais para o HelloGiggles (hellogiggles.com/author/ruby-karp).

Tradução: PAULO MIGLIACCI

dica do Guilherme Massuia

Avessa a rodeio, Aline Barros diz que show em Barretos é para quem ama Deus

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Publicado no UOL

Pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos, a cantora gospel Aline Barros vai levar para o rodeio nesta segunda-feira (19) seu novo show em comemoração aos 20 anos de carreira. Segundo ela, a apresentação terá “o que a Bíblia prega e tecnologia de ponta para um público diversificado”.

“Este show é para quem ama Deus e quer algo a mais para sua vida. É para celebrar, pular, gritar. Será também para quem gosta de uma boa música, de ver coisa bonita e de um cenário com tecnologia de ponta”, disse a cantora, que enfatiza que “famílias estarão presentes em seu testemunho”.

Bióloga e avessa a rodeios, Aline disse que já fez shows em festas do peão, mas prefere não acompanhar o momento em que há a disputa envolvendo os animais. Para ela, é preciso respeitar o evento porque tem um “lado social muito importante”. “Parte do dinheiro vai ser destinada ao Hospital do Câncer de Barretos. Ficamos felizes em poder estar contribuindo”, explicou. E acrescentou: “Ajudamos também espiritualmente, orando pelas famílias e abençoando aquela cidade. Isso é natural porque a Bíblia ensina para a gente”.

Com início na última quinta-feira (15), a Festa do Peão de Barretos conta com uma programação predominantemente sertaneja. São mais de 60 atrações do ritmo, entre elas estão Michel Teló, Luan Santana, Gusttavo Lima, Jorge e Mateus, Chitãozinho e Xororó.

Segundo a produção da festa, a expectativa é receber 900 mil pessoas nos 11 dias de festa. A 58ª edição terá também samba, funk, axé, eletrônico e gospel. Além de Aline Barros, Naldo e Belo também estarão em Barretos.

Novo CD

Depois de gravar quatro versões em espanhol, Aline Barros vai investir em um CD totalmente em inglês. A cantora começou a fazer aulas do idioma para ter mais fluência. “Cantar em uma língua que não é a sua, sempre é mais difícil. Mas eu adoro desafios”, disse ela, que lançou seu novo DVD em maio com canções como: “Você é de Deus”, “Deus do Impossível” e “Sem Limites”.

Aline pretende “levar a palavra de Deus contida em suas canções para fora do país”, investindo também em uma carreira internacional. Ela acredita que isso é necessário para “cumprir seu papel na terra”. “O dom que Deus me deu não pode ser limitado só ao Brasil. Estou me preparando e pedindo a Deus que me dê graças com esse trabalho”, finalizou.