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Panicat sustenta pai em estado vegetativo

Apesar do brilho no rosto no ‘Pânico’, Carol Dias revela que, no ano passado, seu pai sofreu um AVC

Carol Dias já chegou a ter apenas água e pão em sua geladeira

Carol Dias já chegou a ter apenas água e pão em sua geladeira

Publicado originalmente no Diário SP

Há dois meses no “Pânico na Band”, a panicat Carol Dias, 26 anos, vem se destacando na atração, com reportagens externas. Apesar do brilho no rosto durante as gravações,  ela revela que, no ano passado, o pai dela, de 63 anos, sofreu um AVC e ficou em estado vegetativo.  Sendo assim, atualmente, a renda dela é a maior da casa – ela tem a mãe e outros dois irmãos – e o dinheiro é usado para pagar a clínica onde o pai vive e recebe tratamentos de fisioterapia e acompanhamento médico.

“Na verdade, ele é consciente, mas não toma banho, não anda, não faz nada sozinho.  Então, para ele, é melhor ficar por lá. Eu gostaria de ficar mais com ele, mas preciso aproveitar o momento para trabalhar”, diz.

Mesmo assim, a moça não lamenta a vida que leva. “Eu vejo o lado bom e sou muito família. Há seis anos, passamos por uma situação muito difícil”, conta. Na ocasião, a família de Carol tinha uma loja de cama mesa e banho e acabou perdendo tudo. “Cheguei a ter  pão e água na minha geladeira”, conta a morena, que, na época, teve de trabalhar em três lugares diferentes. “Às 5h eu levantava e ia para uma academia. Depois, trabalhava num shopping e à noite fazia eventos numa balada”, lembra-se a moça.

E se surgirem propostas para revistas masculinas ela vai aceitar, sim. “Não vejo problema algum. É um trabalho bacana. Com certeza, um dinheiro muito bem-vindo”, finaliza.

Recordação

Antonio Prata, na Folha de S.Paulo

“Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”, ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: “Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado”.

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: “Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás… Fazer o que, né? Se Deus quis assim…”.

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um “Sinto muito”. “Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela.” “Cê não tem nenhuma?” “Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?” “Isso.”

“Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar.” “E aí?!” “Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: ‘Entra’. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: ‘É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação’.”

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. “Olha a data aí no cantinho, embaixo.” “Primeiro de junho de 1988?” “Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?”

Na BA, Zé Ramalho critica boato de morte na web: ‘Quanta maldade’

Músico está na cidade de Ilhéus, sul do estado, para realizar um show.
Após a apresentação na Bahia, o cantor retornará para o Rio de Janeiro.

Publicado originalmente no G1

Post feito pelo cantor Zé Ramalho no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)

Post feito pelo cantor Zé Ramalho no Facebook
(Foto: Reprodução/Facebook)

O músico paraibano Zé Ramalho criticou, na tarde deste sábado (8), boatos espalhados na internet sobre a sua suposta morte.

Em nota divulgada na página oficial do cantor no Facebook, Zé Ramalho afirma que há “maldade escondida sob o anonimato da internet”.

O cantor, que tem 63 anos, está no município de Ilhéus, sul da Bahia, para a realização de um show no centro de convenções da cidade. A assessoria de imprensa do artista disse ao G1 que Zé Ramalho está bem e trabalhando normalmente.

Os boatos da morte do cantor se espalharam por redes sociais durante a manhã deste sábado, diz a assessoria, que afirma ainda ter recebido diversos telefonemas sobre o ocorrido. Várias postagens de fãs e pessoas próximas ao cantor foram deixadas na página oficial dele na rede social.

“Ninguém faz matéria de jornal para dizer que você está ótimo, que está super bem de saúde após a cirurgia, que está cantando melhor do que nunca, que bateu todos os recordes e expectativas dos médicos… . Mas são capazes de inventar e espalhar, criminosamente, uma matéria mentirosa, alegando que você está no hospital, ou que se foi…”, diz a postagem no Facebook.

Após o show na cidade de Ilhéus, o cantor retornará para o Rio de Janeiro.

No dia 10 de março, Zé Ramalho deixou o Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após ser internado no dia 4, com quadro de angina instável. Na ocasião, ele foi submetido a um cateterismo e a uma revascularização miocárdica.

reprodução

Printscreen de matéria postada no site do MSN em 8 de março. O post foi excluído somente hoje.

Maior feira evangélica de negócios da América Latina, ExpoCristã é desalojada por falta de pagamento

Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013 foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)

Camisetas à venda na expo cristã de 2011, em São Paulo; a edição de 2013 foi desalojada por falta de pagamento (foto: Apu Gomes 24.nov.2011/Folhapress)

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

A ExpoCristã, maior feira evangélica de negócios da América Latina, foi desalojada do pavilhão do Anhembi por falta de pagamento.

O espaço abrigaria a 12ª edição do evento, entre os dias 7 e 10 de agosto. A empresa responsável pela feira, Do4C, negociava a locação com a SPTuris, que cuida do pavilhão.

O contrato não foi assinado por conta da “não quitação de débitos”, segundo a empresa paulistana de turismo. O valor do aluguel, de acordo com a DoC4, era de R$ 540 mil.

O prazo venceu na terça (4). A SPTuris afirma que o evento ainda pode acontecer, mas dificilmente na data anunciada.

A sãopaulo apurou que há dívidas pendentes de edições anteriores da ExpoCristã –que era gerida por uma empresa diferente.

Para a locação deste ano, uma entrada no valor de R$ 54 mil foi paga em dezembro. O dinheiro, no entanto, teria sido absorvido por dívidas herdadas de edições passadas, segundo a gestora atual da feira.

O restante, R$ 486 mil, seria quitado em maio –o que não aconteceu. A DoC4 diz que o evento ainda vai acontecer: nova data, mesmo lugar.

Nos bastidores do segmento gospel, fala-se em três letras que resumiriam o ocaso da ExpoCristã: FIC (Feira Internacional Cristã).

Trata-se da nova investida das Organizações Globo com evangélicos. Produzida pela Geo Eventos, empresa do grupo, a feira concorrente será em julho, na Expo Center Norte, também em São Paulo.

ELEIÇÕES

A ExpoCristã calculou ter movimentado, no ano passado, R$ 100 milhões. Vendeu produtos que iam de livros do pastor Silas Malafaia a drinques sem álcool –como o “Beijo de Judas”, com caju, maracujá, grenadine e leite condensado (R$ 4 no estande “Cocktail Gospel”).

A menos de uma semana das eleições, políticos como José Serra (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB), então candidatos à Prefeitura de São Paulo, desfilaram no Anhembi ao lado de lideranças evangélicas.

Serra, por exemplo, posou fazendo o “V de vitória” ao lado da equipe do filme “Três Histórias, Um Destino”, baseado em best-seller do missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Já Chalita passeou pela feira acompanhado do pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus (Ministério Madureira, o segundo maior da igreja).

Ex-Femen fica noiva e funda grupo feminista que aceita homens

 Sara Winter, em protesto no centro do Rio de Janeiro (foto: Silvia Izquierdo/Associated Press)

Sara Winter, em protesto no centro do Rio de Janeiro (foto: Silvia Izquierdo/Associated Press)

Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

“Mesmo que o topless dos meninos não choque tanto quanto os nossos, eles são agora bem-vindos”, diz Sara Winter, 20. Ela foi a fundadora da célula brasileira do Femen, grupo feminista exclusivamente feminino nascido na Ucrânia em que mulheres protestam nuas.

Agora que se desligou da grife de protesto, Sara criou um grupo feminista próprio, no qual homens serão aceitos: o BastardXs –se lê “bastardos” (o xis no lugar da letra “o” é para não determinar o gênero dos participantes). “Já somos três meninos e três meninas”, diz ela.

Por mais que o protesto de debute esteja marcado para a Copa das Confederações, Sara diz que o grupo só entra em atividade, mesmo, depois que estiver estruturado.

“Vamos abrir uma microempresa, para ter CNPJ e comprar uma máquina de fazer camisetas e assim gerar renda para nos manter”, explica. A logomarca do BastardXs, que se inspira no “A” dos anarquistas, mas o substitui por um “B”, está para ser registrada.

Além de ter uma marca diferente do grupo anterior, o novo composto também difere em ideias. “Vamos tirar tudo aquilo que desagradava no Femen. Não vamos mais mexer com religião, por enquanto. Respeitaremos mais o direito à fé.”

Representantes do Femen ucraniano dizem que o grupo virá ao Brasil para organizar um braço nacional no segundo semestre.

FEMINISTA FEMININA

Sara também deu uma chance aos meninos na vida pessoal. Ficou noiva do namorado, que conheceu no Carnaval carioca, e se muda hoje para o Recife, onde morarão juntos.

Ela até gravou uma declaração de amor, como parte de uma promoção de Dia dos Namorados de uma loja. O vídeo recebeu em redes sociais comentários como “Era só achar uma p#*a mesmo que ia deixar de ser feminista”.

Ao que ela responde: “Estou impressionada com a quantidade de pessoas que não sabem que feministas não precisam ser lésbicas. E que podem se apaixonar!”

A feminista garante não ter amolecido só porque está amando. Conta que perdeu o celular quando foi assaltada nesta semana em São Carlos (interior de São Paulo), mas não sem luta. “Saí na porrada com o bandido. O cara colocou o dedo nas minhas costas, como se fosse uma arma, e mandou eu passar o telefone. Quando virei e vi que não tinha arma, dei-lhe um murro na nuca.”

Vale lembrar que a polícia não recomenda, a homens nem a mulheres, reagir em caso de assalto.

 Sara Winter e o noivo Itallo Marcel (foto: Facebook)

Sara Winter e o noivo Itallo Marcel (foto: Facebook)