Direitista e esquerdista

direita e esquerda

Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo.

Frei Betto, no Brasil de Fato

Nada mais parecido a um esquerdista fanático, desses que descobrem a nefasta presença do pensamento neoliberal até em mulheres que o repudiam, do que um direitista visceral, que identifica presença comunista, inclusive em Chapeuzinho Vermelho.

Os dois padecem da síndrome de pânico conspiratório. O direitista, aquinhoado por uma conjuntura que lhe é favorável, envaidece-se com a claque endinheirada que o adula, como um dono ao seu cão farejador. O esquerdista, cercado de adversários por todos os lados, julga que a história resulta da sua vontade.

O direitista jamais defende os pobres e, se eventualmente o faz, é para que não percebam quão insensível ele é. Mas nem pensar em vê-lo amigo de desempregados, agricultores sem terra ou crianças de rua. Ele olha os deserdados pelo binóculo de seu preconceito, enquanto o esquerdista prefere evitar o contato com o pobre e mergulhar na retórica contida nos livros de análises sociais. O esquerdista enche a boca de categorias teóricas e prefere o aconchego de sua biblioteca a misturar-se com esse pobretariado que nunca chegará a ser vanguarda da história.

O direitista adora desfilar suas ideias nos salões, brindado a vinho da melhor safra e cercado por gente fina que enxerga a sua auréola de gênio. O esquerdista coopta adeptos, pois não suporta viver sem que um punhado de incautos o encarem como líder.

O direitista escreve, de preferência, para atacar aqueles que não reconhecem que ele e a verdade são duas entidades numa só natureza. O esquerdista não se preocupa apenas em combater o sistema, também se desgasta em tentar minar políticos e empresários que, a seu ver, são a encarnação do mal.

O direitista posa de intelectual, empina o nariz ao ornar seus discursos com citações, como a buscar na autoridade alheia a muleta às suas secretas inseguranças. O esquerdista crê na palavra imutável dos mentores do marxismo e não admite outra hermenêutica que não a dele.

O direitista considera que, apesar da miséria circundante, o sistema tem melhorado. O esquerdista vê, no progresso, avanço imperialista e não admite que seu vizinho possa sorrir, enquanto uma criança chora de fome na África.

O direitista é de uma subserviência abjeta diante dos áulicos do sistema, políticos poderosos e empresários de vulto, como se em sua cabeça residisse a teoria que sustenta todo o edifício de empreendimentos práticos que asseguram a supremacia do capital sobre a felicidade geral. O esquerdista não suporta autoridade, exceto a própria, e quando abre a boca plagia-se a si mesmo, já que suas minguadas ideias o obrigam a ser repetitivo.

O direitista é emotivo, prepotente, envaidecido. O esquerdista é frio, calculista e soberbo.

O direitista irrita-se aos berros, se encontra no armário a gola da camisa mal passada. O esquerdista é dedicado às grandes causas, e as pequenas coisas são o seu calcanhar de Aquiles.

O direitista detesta falar em direitos humanos, e é condescendente com a tortura. O esquerdista admite que, uma vez no poder, os torturados de hoje serão os torturadores de amanhã.

O direitista esbraceja, por ver tantos esquerdistas sobreviverem a tudo que se fez para os exterminar: ditaduras militares, fascismo, nazismo, queda do Muro de Berlim, dificuldade de acesso aos media etc. O esquerdista considera o direitista um candidato ao fuzilamento.

Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lénin, da doença infantil do comunismo.

Embora mineiro, não fico em cima do muro. Sou de esquerda, mas não esquerdista. Quero todos com acesso a pão, paz e prazer, sem que os direitistas queiram reservar tais direitos a uma minoria, e sem que os esquerdistas queiram impedir os direitistas de acesso a todos os direitos – inclusive o de expressar suas delirantes fobias.

imagem: internet

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Acabe com o estresse no fim de ano: veja 9 dicas

Pode parecer estranho, mas o otimismo não funciona para todo mundo Foto: Getty Images
Pode parecer estranho, mas o otimismo não funciona para todo mundo

Publicado originalmente no Terra

A época é para ser de tranquilidade, mas final de ano pode acabar virando motivo de estresse. As festas estão se aproximando, junto com a obrigação das compras de Natal, reuniões familiares e metas a serem atingidas no trabalho. É natural, todo mundo fica pressionado a corresponder as expectativas que envolvem o fim do ano. Por isso, o site Huffington Post listou nove maneiras cientificamente comprovadas para acabar com o estresse. Confira a seguir.

Sem cobrança: não se cobre tanto e aprenda a olhar para os seus erros com compreensão. Estudos mostram que pessoas menos críticas são mais felizes, otimistas, menos deprimidas e mais bem sucedidas. A maioria das pessoas acredita que as cobranças e o perfeccionismo são formas de aprender com os erros, mas reduzir o estresse melhora o desempenho. Dê uma pausa!

Veja por outros ângulos: tudo o que você precisa fazer pode ser visto e pensado de outra maneira. Por exemplo, praticar exercícios pode ser descrito como “ficar saudável” ou “atingir 10 km/h”, depende de como você vê.  Pensando no geral, o trabalho que você faz pode ser energizante e produtivo em vez de estressante. Assim, quando ficar aquela hora extra em um dia de trabalho cansativo, pense como isso vai contribuir para sua carreira e não em frases como “preciso responder e-mail por mais uma hora”.  Isso ajuda a dar pique para continuar.

Acredite em rotina: se alguém pedir para você listar as principais causas de estresse, sem dúvida, os prazos, carga de trabalho e burocracia estarão nesta lista. Isso porque, toda vez em que é preciso tomar uma decisão – seja em uma reunião, contratação de um novo funcionário ou cereais no café da manhã – é criado um estado de tensão mental. A solução é escolher uma hora do dia para tomar todas as decisões possíveis. Programe seu dia. Rotinas simples podem reduzir ansiedade.

Dez minutos livres: não importa o que você vai escolher, tire cinco ou dez minutos diários para fazer o que gosta. Uma pesquisa recente mostrou que o tempo livre, mesmo que em curto período, reabastece a energia para continuar a fazer suas obrigações.

Lista de afazeres: não basta ter apenas uma lista de obrigações, é preciso programar onde e quando realizá-las. Isso evita pendências no final do dia e, consequentemente, deixa o estresse de lado. Planejar é a melhor maneira para ajudá-lo a atingir qualquer objetivo. De acordo com estudos, tudo o que fizer na vida – desde dietas a planilha de trabalho – têm duas vezes mais chances de dar certo se tiver planejamento.

Trabalho é progresso, não perfeição: durante o trabalho, é comum que as pessoas queiram realizar tudo com perfeição e (mesmo que inconscientemente) se comparam a outros funcionários da empresa. Assim, começam a duvidar da própria capacidade quando alguma coisa não sai como planejado, o que cria estresse e ansiedade. Ironicamente, o excesso de preocupação com suas habilidades podem levar ao fracasso. Em vez de querer atingir a perfeição e ser melhor que os outros, foque em fazer progressos.

“Se”: uma forma de combater o estresse é imaginar situações. Estudos recentes mostram que toda vez em que alguém questiona “e se…?” para alguma situação, ajuda a controlar respostas emocionais para sentimentos de medo, tristeza, cansaço e insegurança.  Basta pensar em um tipo de resposta que você deseja para determinada situação, por exemplo: “se eu tiver muitos e-mails na minha caixa de entrada, vou ficar calmo e relaxado”. Tudo bem, pode parecer estranho, mas funciona.

Relembre suas conquistas: qualquer pequena vitória vai ajudá-lo a ter energia e vontade de continuar. Refletir sobre o que já foi realizado até agora é uma forma de enfrentar os desafios futuros.

Otimismo ou pessimismo: pode parecer estranho, mas o otimismo não funciona para todo mundo. Para algumas pessoas, trabalho se resume a oportunidades de realização, com foco de maximizar ganhos. Por outro lado, outras envolvem o trabalho com segurança e o fato de minimizar perdas, tentando se agarrar o que já foi conquistado. Cada um age de uma forma para alcançar o mesmo objetivo. Você passa a vida atrás de elogios ou cumprindo responsabilidades? É preciso descobrir o que mais funciona com você.

Foto: Getty Images

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‘Documentário’ que liga Gangnam Style ao fim do mundo faz sucesso na internet

Publicado por Zero Hora

Vídeo sugere que música do coreano Psy faria parte de profecia de Nostradamus

Psy Foto: John Shearer / AP
Psy
Foto: John Shearer / AP

Se os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estão prestes a descer na Terra, parece que um deles virá da Coreia do Sul, montado em um corcel invisível ao som do sucesso Gangnam Style. Redes sociais e sites da Coreia do Sul estão em polvorosa nos últimos dias por causa de uma previsão atribuída ao vidente francês do século 16 Nostradamus, sugerindo que o cantor Psy não é o gentil e sorridente cantor de 34 anos que ele parece ser.

– Na calma manhã, o fim virá quando o número de círculos do cavalo dançante chegar a nove – diz a profecia que circula em sites, Facebook e Twitter.

Claramente falsa, a citação tem origem num “documentário” enganoso de cinco minutos do Youtube que já foi visto por 1,5 milhão de pessoas e que liga Nostradamus e Psy à profecia de 21 de dezembro dos Maias, que prevê o fim do mundo.

Veja o documentário:

A Coreia do Sul é conhecida como a “terra da manhã calma”, o “cavalo dançante” é a dança que Psy criou para suas apresentações e os nove círculos são os nove zeros que o seu clipe Gangnam Style terá quando for visto por um bilhão de pessoas no Youtube. No momento, o vídeo foi visto 972 milhões de vezes, e poderia chegar a um bilhão por volta do dia 21 de dezembro.

O “documentário” é narrado por uma voz sinistra que nota a “dominação cultural de Psy sobre a civilização ocidental” com imagens do cantor dançando com Britney Spears e o líder das Nações Unidas Ban Ki-moon.

– O mal tão sedutor, que parece ‘cool’, vai entortar a mente das pessoas com um comportamento contagiante – diz a voz, com imagens de grupos de pessoas executando o “cavalo dançante” em “flash mobs” por todo o mundo.

A paródia fez muito sucesso na Coreia do Sul, talvez como distração para o povo que busca alívio após o lançamento de um foguete, na semana passada, pela Coreia do Norte e das eleições presidenciais de quarta-feira.

“É hilário… pelo visto, circular um boato bobo na internet é algo que acontece no mundo todo”, escreveu uma pessoa no twitter.

“Agora Psy está sendo comparado a Nostradamus? Isso mostra como ele ficou popular!” afirmou outra pessoa no Twitter.

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Após cristãos e mulçumanos, sem-religião são 3º maior grupo no mundo

ateusPublicado no BBC Brasil [via Terra]

O grupo dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião em todo o mundo só fica atrás daqueles que se dizem cristãos e muçulmanos. Na média, 8 em cada 10 habitantes do planeta se declaram religiosos.

Os dados são do primeiro relatório Global Religious Landcaspe (Panorama Global da Religião), feito com dados de quase todo o planeta e organizado pelo Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, parte da organização independente Centro de Pesquisas Pew, em Washington.

No total, 31,5% da população mundial se considera cristã (incluindo católicos romanos, ortodoxos e protestantes). Em seguida vêm os muçulmanos (sunitas e xiitas), com 23,2% do total.

Os que se declaram ateus, agnósticos ou não-filiados a alguma religião formam 16,3% da população mundial, percentual superior ao de hindus, 15%, budistas (7,1%), seguidores de religiões étnicas ou folclóricas (5,9%) e judeus (0,2%).

No Brasil, 7,9% dizem não ter religião ou não acreditar em divindade, sendo que 88,9% se declaram cristãos.

As conclusões do estudo não diferenciam as diversas divisões dentro de cada grupo – católicos e protestantes, por exemplo, estão agrupados como cristãos.

Cerca de 2,8% dos brasileiros dizem pertencer a religiões étnicas, como o candomblé. Outros grupos, como judeus e muçulmanos, são menos de 1%.

Por se tratar da primeira base de dados do gênero, não é possível, ainda, traçar tendências de crescimento ou declínio.

Distribuição

A maior parte dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião estão em países comunistas ou ex-comunistas, onde tradicionalmente a religião não foi vista com bons olhos. Na China, 52,2% estão nesse grupo. Em Cuba, 23%.

Na América Latina, o país menos religioso é o Uruguai, com 40,7% da população dizendo não pertencer a nenhuma denominação – entre elas está o presidente do país, José Mujica, que se diz agnóstico.

As Américas, assim como a Europa e a África subsahariana, são o lar da maioria dos cristãos do planeta. O cristianismo também é a religião com maior capilaridade no mundo, segundo o estudo.

Os muçulmanos estão em sua maioria concentrados na Ásia, no Oriente Médio e na África. Chama a atenção, no entanto, o grande percentual de muçulmanos na Europa. Os seguidores do Islã já são 43,5 milhões, equivalente quase à população da Espanha (de 47 milhões). No Brasil são 40 mil.

Os hindus estão quase todos concentrados na Índia.

Já os judeus são majoritários apenas em Israel, onde formam 75,6% da população e somam 5.610 milhões de pessoas. O número é menor que o da população judaica americana, de 5,690 milhões. No Brasil são 110 mil judeus.

charge: Internet

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Estudo: vício em pornografia online pode causar perda de memória

Publicado originalmente no Terra

Pessoas viciadas em assistir a pornografia na internet correm o risco de sofrer perda de memória a curto prazo, indica uma pesquisa feita por cientistas alemães. O estudo da Universidade de Duisburg-Essen investigou a parte do cérebro responsável por manter uma informação na mente enquanto executa uma tarefa, área fundamental para a compreensão, raciocínio, resolução de problemas e tomadas de decisões. As informações são do jornal inglês Daily Mail

O estudo teve 28 homens heterossexuais com idade média de 26 anos, que olharam para uma sequência de imagens em um computador, algumas pornográficas. A cada imagem, eles tinham que responder se aquela foto havia sido mostrada quatro slides antes ou não. A média de acerto quando uma imagem pornográfica era mostrada foi de 67%, número que subiu para 80% com imagens sem conteúdo sexual.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas podem ajudar psicólogos a entenderem por que alguns pacientes viciados em pornografia online se esquecem de dormir, perdem compromissos, se esquivam de responsabilidades profissionais ou negligenciam relacionamentos. “A excitação sexual e seus impactos sobre os processos cognitivos podem explicar parte destes efeitos negativos”, escreveram os pesquisadores.

O estudo ainda está na primeira fase, segundo os cientistas, e precisam ser testados com relação ao gênero e à orientação sexual.

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