Paris: parte de ponte cede sob peso dos “cadeados do amor”

O local teve de ser evacuado; ninguém ficou ferido

publicado no Terra

Parte do alambrado da parisiense Pont des Arts, onde os turistas colocam os chamados “cadeados do amor” aos milhares, desabou na tarde de domingo, o que fez a ponte de ser evacuada.

Segundo a polícia parisiense, o incidente não causou vítimas.

A prefeitura está investigando as causas do desabamento.

A “Pont des Arts” ou “Passerelle des Arts”, que atravessa o rio Sena na altura do Museu do de Paris, é conhecida em todo o mundo pelos milhares de “cadeados de amor” que os casais deixam presos ao longo de suas grades como símbolo de sua união, e depois jogam a chave nas águas.

Muitos reclamam desse hábito, alegando que atentam contra a segurança dos habitantes e a qualidade de vida da cidade.

Lisa Anselmo e Lisa Taylor Huff , duas americanas radicadas na capital francesa, lançaram no fim de março um abaixo-assinado para proibir os “cadeados do amor” em todas as pontes e monumentos da cidade – muitos deles tombados pelo patrimônio histórico e cultural.

Para as americanas o costume não passa de depredação da paisagem de Paris, “privando os parisienses de qualidade de vida nos espaços públicos” e poluindo o rio Sena “com as milhares de chaves que são lançadas”.

Em 2013 um vereador parisiense já havia pedido a proibição da prática, alegando que o peso põe em risco a estrutura das pontes.

Recentemente, foram encontrados cerca de 40 cadeados presos no ponto mais alto da Tour Eiffel.

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Astrônomos descobrem uma mega-Terra que pode abrigar vida

O planeta Kepler-10c é muito maior do que todas as super-Terras descobertas até hoje. “Ele é o Godzilla das Terras”, disse o astrônomo Dimitar Sasselov

O planeta Kepler-10c, uma "mega-Terra"

Vanessa Daraya, na Exame.com

Uma equipe de astrônomos anunciou nesta segunda-feira (02) a descoberta de um novo tipo de planeta.

Este planeta é muito maior do que todas as super-Terras descobertas até hoje.

Por isso, os astrônomos dizem que esse planeta é uma mega-Terra.

“Ele é o Godzilla das Terras”, disse o astrônomo Dimitar Sasselov. “Mas ao contrário do filme de monstro, Kepler-10c tem implicações positivas para a vida.”

Kepler-10c orbita uma estrela como o Sol uma vez a cada 45 dias.

Ele está a cerca de 560 anos-luz da Terra, na constelação de Dragão.

Essa distância indica que ele está mais longe do que “Kepler-186f”, o primeiro planeta descoberto fora do sistema solar com um tamanho comparável ao da Terra e em que pode existir água em estado líquido.

O nome Kepler-10c é uma homenagem ao nome do satélite que o detectou pela primeira vez, o Kepler.

Mas foi com ajuda de um instrumento do Telescópio Nazionale Galileo (TNG), nas Ilhas Canárias, que os cientistas mediram a massa desse planeta.

Foi durante essa análise que os astrônomos descobriram que o planeta pesava 17 vezes mais do que a Terra. Isso mostrou que Kepler-10c deve ter uma composição densa de pedras e outros sólidos.

Os astrônomos estimam que a idade do planeta é de 11 bilhões de anos.

Ou seja, Kepler-10c nasceu três bilhões de anos depois do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

Essa é uma prova de que planetas do tipo terrestre também se formaram muito cedo na história do universo.

Essa descoberta faz os cientistas saírem em busca de planetas potencialmente habitáveis em regiões antes ignoradas, como nas estrelas mais antigas do cosmos.

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NASA transmite imagens da Terra em tempo real

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Publicado no Estadão

A estação espacial internacional ISS iniciou um experimento para mostrar a Terra em tempo real através de um streaming de vídeo. Quatro câmeras foram acopladas do lado de fora da estação para a captação contínua das imagens.

O projeto se chama High Definition Earth Viewing (HDEV), ou Visualização da Terra em Alta Definição, e está sendo feito em parceria com estudantes do ensino médio inscritos em um programa de criação de hardware com a agência espacial. Os alunos ajudaram a projetar algumas partes das câmeras, que também servirão para estudar os efeitos da radiação solar nos equipamentos.

O sinal da transmissão está sujeito a falhas, o que pode deixar a tela cinza. A visibilidade também ficar prejudicada quando a estação está sobrevoando o lado escuro do planeta. Mesmo assim, é possível ver imagens espetaculares ao longo do trajeto que a ISS realiza em torno do planeta azul a cada 90 minutos.

Assista no player abaixo:

Live streaming video by Ustream

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Cuidar da Mãe Terra e amar todos os seres

”Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não poderás morrer jamais” (G.Marcel)

Publicado por Leonardo Boff

O amor é a força maior existente no universo, nos seres vivos e nos humanos. Porque o amor é uma força de atração, de união e de transformação. Já o antigo mito grego o formulava com elegância: “Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a Terra. Antes, tudo era silêncio, desprovido e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento”. O amor é a expressão mais alta da vida que sempre irradia e pede cuidado, porque sem cuidado ela definha, adoece e morre.

Humberto Maturana, chileno, um dos expoentes maiores da biologia contemporânea, mostrou em seus estudos sobre a autopoiesis, vale dizer, sobre a auto-organização da matéria da qual resulta a vida, como o amor surge de dentro do processo evolucionário. Na natureza, afirma Maturana, se verificam dois tipos de conexões (ele chama de acoplamentos) dos seres com o meio e entre si: uma necessária, ligado à própria subsistência e outro espontânea, vinculado a relações gratuitas, por afinidades eletivas e por puro prazer, no fluir do próprio viver.

Quando esta última ocorre, mesmo em estágios primitivos da evolução há bilhões de anos, ai surge a primeira manifestação do amor como fenômeno cósmico e biológico. Na medida em que o universo se inflaciona e se complexifica, essa conexão espontânea e amorosa tende a incrementar-se. No nível humano, ganha força e se torna o móvel principal das ações humanas.

O amor se orienta sempre pelo outro. Significa uma aventura abraâmica, a de deixar a sua própria realidade e ir ao encontro do diferente e estabelecer uma relação de aliança, de amizade e de amor com ele.

O limite mais desastroso do paradigma ocidental tem a ver com o outro, pois o vê antes como obstáculo do que oportunidade de encontro. A estratégia foi e é esta: ou incorporá-lo, ou submete-lo ou eliminá-lo como fez com as culturas da África e da América Latina. Isso se aplica também para com a natureza. A relação não é de mútua pertença e de inclusão mas de exploração e de submetimento. Negando o outro, perde-se a chance da aliança, do diálogo e do mútuo aprendizado. Na cultura ocidental triunfou o paradigma da identidade com exclusão da diferença. Isso gerou arrogância e muita violência.

O outro goza de um privilégio: permite surgir o ethos que ama. Foi vivido pelo Jesus histórico e pelo paleocristianismo antes de se constituir em instituição com doutrinas e ritos. A ética cristã foi mais influenciada pelos mestres gregos do que pelo sermão da montanha e prática de Jesus. O paleocristianismo, ao contrário, dá absoluta centralidade ao amor ao outro que para Jesus, é idêntico ao amor a Deus.

O amor é tão central que quem tem o amor tem tudo. Ele testemunha esta sagrada convicção de que Deus é amor(1 Jo 4,8), o amor vem de Deus (1 Jo 4,7) e o amor não morrerá jamais (1Cor 13,8). E esse amor incondicional e universal inclui também o inimigo (Lc 6,35). O ethos que ama se expressa na lei áurea, presente em todas as tradições da humanidade: “ame o próximo como a ti mesmo”; “não faça ao outro o que não queres que te façam a ti”. O Papa Francisco resgatou o Jesus histórico: para ele é mais importante o amor e a misericórdia do que a doutrina e a disciplina.

Para o cristianismo, Deus mesmo se fez outro pela encarnação. Sem passar pelo outro, sem o outro mais outro que é o faminto, o pobre, o peregrino e o nu, não se pode encontrar Deus nem alcançar a plenitude da vida (Mt 25,31-46). Essa saída de si para o outro a fim de amá-lo nele mesmo, amá-lo sem retorno, de forma incondicional, funda o ethos o mais inclusivo possível, o mais humanizador que se possa imaginar. Esse amor é um movimento só, vai ao outro, a todas as coisas e a Deus.

No Ocidente foi Francisco de Assis quem melhor expressou essa ética amorosa e cordial. Ele unia as duas ecologias, a interior, integrando suas emoções e os desejos, e a exterior, se irmanando com todos os seres. Comenta Eloi Leclerc, um dos melhores pensadores franciscanos de nosso tempo, sobrevivente dos campos de extermínio nazista de Buchenwald:

“Em vez de enrijecer-se e fechar-se num soberbo isolamento, Francisco deixou-se despojar de tudo, fez-se pequenino, colocou-se, com grande humildade, no meio das criaturas. Próximo e irmão das mais humildes dentre elas. Confraternizou-se com a própria Terra, como seu húmus original, com suas raízes obscuras. E eis que a ‘nossa irmã e Mãe-Terra’ abriu diante de seus olhos maravilhados um caminho de uma irmandade sem limites, sem fronteiras. Uma irmandade que abrangia toda a criação. O humilde Francisco tornou-se o irmão do Sol, das estrelas, do vento, das nuvens, da água, do fogo e de tudo o que vive e até da morte”.

Esse é o resultado de um amor essencial que abraça todos os seres, vivos e inertes, com carinho, enternecimento e amor. O ethos que ama funda um novo sentido de viver. Amar o outro, seja o ser humano, seja cada representante da comunidade de vida, é dar-lhe razão de existir. Não há razão para existir. O existir é pura gratuidade. Amar o outro é querer que ele exista porque o amor torna o outro importante.”Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não poderás morrer jamais” (G.Marcel); “tu deves existir, tu não podes ir embora”.

Quando alguém ou alguma coisa se fazem importantes para o outro, nasce um valor que mobiliza todas as energias vitais. É por isso que quando alguém ama, rejuvenesce e tem a sensação de começar a vida de novo. O amor é fonte de suprema alegria.

Somente esse ethos que ama está à altura dos desafios face à Mãe Terra devastada e ameaçada em seu futuro. Esse amor nos poderá salvar a todos, porque abraça-os e faz dos distantes, próximos e dos próximos, irmãos e irmãs.

dica do Ronaldo Dos Santos Junior

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12 paisagens da Terra que parecem ter saído de um sonho

Publicado no Hype Science

Selecionamos imagens de lugares que parecem ter saído de outro planeta, ou de um sonho. Por incrível que pareça, é tudo real. Alguns lugares podem estar até pertinho de você, no Brasil.

1. Cânion Antelope (EUA)

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Entre os diversos cânions dos EUA, o Cânion Antelope se destaca por ser muito estreito. A entrada de luz pela parte superior do cânion cria cenas incríveis lá dentro.

2. Lençóis Maranhenses (Brasil)

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O parque dos Lençóis Maranhenses é um dos lugares mais lindos do Brasil, e sem dúvidas do mundo. As dunas de areia lembram o deserto do Saara. A diferença é que o local é cheio de encantadoras piscinas naturais.

3. Travertinos de Pamukkale (Turquia)

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Os Travertinos de Pamukkale formam uma paisagem tão bela e surreal que o local é usado de “spa” desde os romanos antigos. Eles consideravam as piscinas sagradas, e o local ainda está cheio de ruínas de colunas de mármore de templos romanos.

Atualmente, Pamukkale é o local preferido de banhistas que querem relaxar na Turquia. A água quente, cheia de cálcio, forma pequenas cascatas sobre falésias. Quando essa região esfria, o cálcio branco e brilhante se aglomera e forma as piscinas naturais.

4. Praia Vermelha (China)

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A Praia Vermelha está localizada no rio Liaohe, na China. Recebe esse nome por causa de uma alga marinha vermelha que cresce no solo salino-alcalino. A planta começa a crescer no mês de abril e permanece verde durante o verão.

No outono, acontece o fenômeno que originou o nome da área, quando a cor da alga vira um vermelho vivo. Parece até que alguém resolve cobri-la com um tapete vermelho gigante. Apenas uma pequena parte da Praia Vermelha é aberta aos turistas, pois a área é uma reserva natural.

5. Dragoeiros (Iêmen)

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O dragoeiro é uma árvore incomum, nativa dos arquipélagos das Canárias, Madeira e Açores. No pequeno arquipélago de Socotra, no Iêmen, as árvores formam uma paisagem exótica. Os dragoeiros crescem lentamente, precisando de uma década para atingir apenas um metro de altura.

6. Sossusvlei (Namíbia)

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Se algum dia você visitar a Namíbia, lembre-se de ir até o remoto deserto Sossusvlei. No Namib-Naukluft Park, as dunas de areia de até 300 metros criam uma beleza inspiradora. As dunas desse deserto estão entre as mais altas do mundo, e diz-se que subir no topo de uma delas é uma experiência inesquecível.

7. Terraços de arroz (Indonésia)

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Os campos de arroz em Bali, na Indonésia, parecem intermináveis sobre os montes e vales.

8. Porta do Inferno (Turcomenistão)

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A Porta do Inferno, no Turcomenistão, é um buraco de 100 metros de largura cheio de fogo. Geólogos resolveram perfurar o local em 1971, mas criaram acidentalmente uma cratera enorme, que libera gases tóxicos. Cientistas atearam fogo no local tentando dissipar os gases, e desde lá as chamas nunca se extinguiram.

9. Calçada dos Gigantes (Irlanda do Norte)

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A Calçada dos Gigantes reúne cerca de 40 mil colunas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas. A formação natural ficou conhecida graças à capa do álbum Houses of the Holy, da banda britânica de rock Led Zeppelin, que mostra uma imagem do local.

10. Túnel do Amor (Ucrânia)

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O Túnel do Amor é um lugar escondido na Ucrânia que lembra um sonho ou um filme de fantasia. Trens passam por esse túnel, que atrai fotógrafos e casais apaixonados.

11. The Wave (Estados Unidos)

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The Wave (A Onda) revela uma das mais belas paisagens do sudoeste dos EUA. A formação rochosa está situada no Arizona.

12. Capadócia (Turquia)

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A Capadócia é uma região histórica e turística da Anatólia central, na Turquia. É o local mais visualmente impressionante do país, especialmente pela “paisagem lunar”, provocada pela erosão que formou cavernas, fendas e dobras na rocha vulcânica macia.

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