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Garçom vira herói ao se recusar a servir cliente que destratou criança com síndrome de Down

0,,69808082,00Michael Garcia se revoltou com atitude preconceituosa em restaurante do Texas

Publicado originalmente na Crescer

Uma criança de apenas 5 anos de idade foi vítima de preconceito em uma steakhouse na cidade de Houston, no Texas. Enquanto almoçava ao lado da família, Milo, que é portador de síndrome de Down, foi alvo de comentários agressivos por parte de um homem que estava sentado na mesa ao lado. O crime, porém, não passou batido: Michael Garcia, garçom do restaurante, questionou a ofensa e se recusou a servir aquele cliente, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

O homem, que também estava acompanhado da família, primeiramente pediu para mudar de mesa e sentar longe do menino. Em seguida, disse: “Crianças especiais deveriam ser especiais em outro lugar”.

Ao ouvir o comentário, Michael, abismado, foi até o cliente tirar satisfação. “Como é que você pode falar uma coisa dessas? Como pode falar isso de um lindo anjo de apenas 5 anos?”, disse. Sabendo que poderia perder seu emprego, o garçom pediu desculpas, mas falou que não iria servir aquela mesa.

Milo e seus parentes, até o momento, não haviam notado nada. Eles só ficaram sabendo do acontecido quando um colega de trabalho de Michael os contou. Os pais do menino agradeceram e disseram que já se consideram clientes fiéis da casa.

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Criador do ‘The Voice’ leva a fé para nova minissérie

    Getty Images    Executive producer Mark Burnett

Getty Images
Executive producer Mark Burnett

John Jannarone, no The Wall Street Journal [via Valor Econômico]

Mark Burnett fez fama por ser a força por trás de programas de reality TV de grande sucesso, como “Survivor” e, mais recentemente, “The Voice”. Agora, ele está voltando sua atenção para outro tipo de TV: uma série bíblica.

Burnett está prestes a terminar uma minissérie de 10 horas, “The Bible” (A Bíblia), baseada em histórias como a da arca de Noé e Daniel na cova dos leões. A série, que deve ir ao ar no início do ano que vem no History Channel, é o primeiro trabalho de Burnett em programas de TV com roteiro pré-escrito.

É também um projeto que toca fundo no coração de Burnett. Nos últimos dois anos, esse ex-paraquedista militar de 52 anos diz que se tornou profundamente religioso, uma transição que ele atribui a Roma Downey, sua esposa desde 2007. “Foi só quando conheci Roma que realmente compreendi a minha fé, e isso vem sendo uma mudança dinâmica para mim”, disse Burnett.

Ele também dá à mulher o crédito da ideia da série. “Minha esposa tinha a sensação de que há muita coisa por aí que parece estar difamando a Bíblia”, disse ele. “Roma disse que deveríamos filmar a verdadeira história.”

Nos últimos anos, Burnett e Downey fizeram amizade com o famoso televangelista Joel Osteen, pastor de uma igreja de Houston, no Texas, que é a sede da maior congregação dos Estados Unidos. Osteen está dando assessoria a Burnett na série.

“Ele veio [à nossa igreja] várias vezes e nós fomos jantar na sua casa e coisas assim”, disse Osteen.

Mark Burnett e a esposa, Roma Downey, estão produzindo ‘A Bíblia’. A série foi filmada este ano no Marrocos. Durante a produção, Downey passou quase seis meses ininterruptos no país. Burnett voltava de avião para a Califórnia semanalmente para produzir a edição americana “The Voice”, viagem que leva até 30 horas em cada sentido.

O projeto de US$ 20 milhões, financiado pelo History Channel e pela Hearst Corp., dona de 50% do canal, ocorre num momento em que o gênero reality show dá sinais de já ter chegado ao pico.

Desde a estreia de “Survivor”, em 2000, na rede americana CBS Corp., a televisão do país foi inundada por reality shows sem roteiro prévio, desde “Extreme Makeover”, da rede ABC, mostrando cirurgias plásticas, até “Here Comes Honey Boo Boo”, da TLC, estrelando uma criança candidata a um concurso de beleza.

Burnett tem atualmente cinco reality shows no horário nobre em três redes de TV nos EUA, a maior presença na carreira do produtor. O que mais se destaca é “The Voice”, na NBC, rede da Comcast Corp. A série “Survivor” já está agora em seu 13º ano.

Embora o público de “Survivor” nos EUA seja hoje menor que o máximo de quase 30 milhões que atingiu em 2001, ainda consegue uma saudável média de 12 milhões de espectadores e continua sendo o programa de maior audiência em seu horário, segundo a Nielsen.

Burnett disse que está havendo um excesso de programas de reality TV, em especial nos canais a cabo. “Os programas da TV a cabo [...] não podem ser todos sobre gente que tem um emprego estranho sendo seguida pelas câmeras”, disse ele.

Ele disse acreditar que as redes muito dependentes de reality shows vão se afastar dessa fórmula. “A TV a cabo está evoluindo”, disse. “Aposto que daqui a cinco anos um terço dos programas da TV a cabo terá algum tipo de roteiro, com narrativa.”

No ano passado, ele vendeu para a Hearst uma participação de 50% na maioria dos seus negócios, incluindo programas como “The Voice”, fazendo com eles uma sociedade em que Burnett vai criar programas de TV.

Embora preferisse não dar detalhes sobre outros planos para programas com roteiro, ele disse que “A Bíblia” não será uma iniciativa isolada. “Estamos desenvolvendo ativamente uma tonelada de material roteirizado nesse momento [...]. Meu instinto me diz que provavelmente vamos acabar fazendo mais programas roteirizados do que reality shows nos próximos 10 anos.”

A Hearst espera que “A Bíblia” agrade a muita gente. Nos EUA, “há um grande número de cristãos, talvez 60 milhões ou mais, que vão à igreja toda semana”, disse Scott Sassa, presidente de entretenimento e distribuição da Hearst.

Estudante de 17 anos é presa por matar aula

Publicado no O Globo

Um juiz de Houston (Texas, EUA) determinou pena de 24 horas de prisão para a estudante Diane Tran, de 17 anos. O crime: matar aula.

Na verdade, a pena foi aplicada porque Diane é reincidente.

A aluna disse que trabalha demais e que, às vezes, exausta, não consegue acordar para ir à escola.

Além da detenção de um dia, Diane terá que pagar multa de 100 dólares, de acordo com a TV KHOU.

Como a ciência explica o que chamamos de pressentimento (e por que precisamos dele)

Ana Carolina Prado, na Superinteressante

Você vê um amigo de longe e, em questão de pouquíssimos segundos, tem o “pressentimento” de que há algo errado. Quando os dois se sentam para conversar, ele conta que realmente está passando por problemas sérios. Como você sabia? O neurocientista David Eagleman, que dirige o Laboratório de Percepção e Ação do Baylor College of Medicine no Texas, traz uma explicação no livro “Incógnito – As Vidas Secretas do Cérebro”.

Para entender, imagine outra situação: você e outras pessoas estão diante de uma mesa com quatro baralhos. Cada um precisa escolher uma carta a cada rodada – e o que aparecer nela pode significar perdas ou ganhos em dinheiro. Mas há um detalhe: dois desses baralhos têm mais cartas boas (ou seja, fazem você ganhar dinheiro) e dois têm mais cartas ruins. Quem escolhe o baralho é o próprio participante que está tirando a carta. Em todas as rodadas, enquanto toma a decisão, cada pessoa é interrogada sobre quais baralhos acredita serem bons ou ruins. Quanto tempo você acha que levaria para descobrir isso?

Um neurocientista chamado Antoine Bechara e alguns colegas fizeram um experimento exatamente assim em 1997 e descobriram que os participantes precisavam tirar, em média, 25 cartas para sacar quais baralhos eram bons ou ruins.

Mas havia um detalhe: eles também mediram, durante toda a tarefa, as reações elétricas da pele de cada participante – que seriam um reflexo da atividade do sistema nervoso autônomo, responsável pela reação de luta ou fuga, por exemplo. Assim, quando a pessoa se sentisseameaçada, isso seria indicado por esse medidor.

E foi isso que permitiu uma descoberta espantosa: o sistema nervoso autônomo conseguia decifrar a estatística dos baralhos bem antes que a consciência dos participantes: por volta da13ª carta. A essa altura, cada vez que um deles estendia a mão para pegar a carta de um baralho ruim, havia um pico de atividade elétrica em sua pele – em outras palavras, uma parte do seu cérebro lhes enviava um sinal de alerta, como que dizendo “Cuidado, cara! Esse baralho vai te fazer perder dinheiro!”.

Mas acontece que a mente consciente dessas pessoas ainda não era capaz de captar a mensagem claramente. Isso se manifestou, então, na forma de um “pressentimento”: elas começavam a escolher os baralhos bons antes mesmo de poderem explicar o porquê.

Esse pressentimento é necessário para fazermos boas escolhas. O experimento foi repetido com voluntários que tinham danos na área do cérebro responsável pela tomada de decisões – o córtex pré-frontal ventromedial. Descobriu-se que essas pessoas não eram capazes de formar aquele sinal elétrico de alerta na pele. Ou seja, seu cérebro não conseguia compreender as estatísticas tão rápido e, assim, não os advertia. Mas, mesmo quando sua mente consciente finalmente compreendeu quais eram os baralhos bons e ruins, eles continuaram a escolher as cartas dos montes errados. Se a sua consciência sabia o que fazer, mas mesmo assim eles não o faziam, isso indicaria que a atividade “escondida” do cérebro (que se manifesta nesse caso na forma do que chamamos de “pressentimentos”), é essencial para a tomada de decisões vantajosas.

Reconhecendo rostos

O resultado desses estudos condiz com uma descoberta posterior relacionada a pessoas consideradas prosopagnósicas – aquelas que são incapazes de reconhecer rostos. Fazendo essa medição dos impulsos elétricos de sua pele, pesquisadores concluíram que elas apresentavam uma atividade maior quando viam o rosto de uma pessoa que conheciam. Uma parte do seu cérebro ainda era capaz de distingui-los. O problema é que isso não chegava à sua mente consciente.

Voltando ao caso do primeiro parágrafo: o “pressentimento” que você teve em relação ao seu amigo pouquíssimos segundos após olhar para ele provavelmente tem uma explicação parecida. Antes que sua mente consciente sequer tomasse conhecimento de que ele estava ali, é possível que seu cérebro já tivesse analisado sua linguagem corporal e registrado sinais de que havia algo de errado com ele.

Isso ensina que: 1) Apesar de sua mente consciente (ou aquilo que você considera você) levar o crédito por tudo, ela sabe muito pouco das atividades todas que rolam na sua cabeça – no máximo, ouve sussurros dela. Mas isso não é um problema porque 2) graças a esses “pressentimentos”, podemos tomar decisões vantajosas mesmo sem estarmos conscientes da situação.

Quer tomar a decisão certa? Jogue uma moeda

Se a nossa mente consciente sabe tão pouco do mundo em comparação com o que está inconsciente, como podemos acessar as informações que não chegam até ela e tomar boas decisões?

O neurocientista David Eagleman dá a dica: pegue uma moeda, determine qual face equivale a qual decisão e vá no cara ou coroa. Não, não é que você vai decidir assim, pelo acaso. O truque é avaliar sua sensação depois que a moeda cair. Caso se sinta levemente aliviado com o resultado, essa é a decisão correta para você. Se, em vez disso, se irritar e achar isso ridículo, talvez devesse escolher a outra opção.

Andar de montanha-russa deixa as pessoas mais fáceis

Publicado originalmente na Superinteressante

Quem está de paquera e tem vergonha de dizer, aproveita e tenta a sorte… Na saída da montanha-russa. Pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) abordaram 300 homens e mulheres em um parque de diversões — metade enquanto esperavam na fila para entrar e os outros logo após saírem do passeio na montanha-russa.

teste era simples: os participantes viam uma foto de uma pessoa do sexo oposto e tinham que dizer o quão atraente achavam que ela era. Alguns avaliavam também o sex appeal da pessoa que iria ou tinha acabado de ir no brinquedo ao seu lado.

E, segundo os pesquisadores, o pessoal saía da montanha-russa muito mais facinho: eles tendiam a achar os modelos das fotos (e também os parceiros de carrinho) consideravelmentemais bonitos do que quem ainda estava na fila para entrar.

A explicação, diz o estudo, está em algo que os cientistas chamam de teoria da transferência de excitação — a ideia de que resíduos da empolgação causada por um estímulo amplificam a empolgação causada por um outro estímulo que vem logo em seguida.

foto: flickr.com/michaelpatrick