Freira participa do “The Voice” na Itália e surpreende

Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa
Freira Cristina Scuccia surpreende na versão italiana do programa

Publicado por Comunidade Shalom

Na noite da última quarta-feira, 19, durante a segunda edição italiana do The Voice, uma das candidatas agitou a plateia e surpreendeu o júri.

Tratava-se de Irmã Cristina, uma freira de 25 anos que impressionou com sua ousadia ao participar do programa. A irmã cantou “No one”, de Alicia Keys.

O júri composto por J-Ax, Noemi, Piero Pelù e Raffaella Carrà, ficou boquiaberto ao girar a cadeira e ter diante dos olhos uma freira. Além de fazer vários elogios, o júri questionou sua decisão de participar do The Voice. J-Ax, aquele que foi escolhido por Irmã Cristina para segui-la na competição, emocionou-se verdadeiramente ao ver a ousadia da irmã.

“Mas o que você acha que o Vaticano dirá por você ter se apresentado no The Voice?”, indagou Raffaella Carrà.

“Olha, eu não sei, espero um telefonema do Papa Francisco de saudação. Ele nos convida a sair, evangelizar, a dizer que Deus não nos tira nada, pelo contrário, nos dá ainda mais. Eu estou aqui por isso.”

Confira a apresentação de Irmã Cristina:

Leia Mais

O programa “The Voice” é um estelionato em forma de show de calouros

Didi, Dedé, Mussum e Zacarias
Didi, Dedé, Mussum e Zacarias

Publicado no Diário do Centro do Mundo

O reality show “The Voice” é um dos maiores estelionatos da TV desde o “Baú da Felicidade”. É um concurso de calouros que promete revelar novos valores da música. A Voz. Uma invenção holandesa, hoje espalhada por mais de 20 países, da China aos Emirados Árabes Unidos.

O prêmio é um cheque de 500 mil reais e um “contrato com uma grande gravadora” (grande gravadora!). No mundo todo, nunca se ouviu falar de um cantor ou cantora que tenha surgido ali e que tenha tido uma carreira consistente. A notícia mais recente sobre a vencedora da edição brasileira passada, Ellen Oléria, era de uma apresentação no Festival de Cultura de Oeiras, no sul do Piauí. Nada contra o Piauí.

É assim em outras paragens. Na Inglaterra, a ganhadora de 2012, Leanne Mitchell, vendeu menos de mil cópias de seu CD. A deste ano, Andrea Begley, ficou em trigésimo lugar nas paradas por uma semana e logo desapareceu novamente.

A coisa toda é, na verdade, um novelão disfarçado. Gente humilde que veio de longe e que encontra uma chance de entrar pela porta da esperança. Geralmente, são acompanhados dos pais. Enquanto o rapaz ou a moça cantam, pai e mãe torcem e se descontrolam emocionalmente nos bastidores.

Como se trata de um tiro só, em que o artista precisa causar impacto, a única estratégia possível é soltar a voz na estrada. O resultado é que todos soam da mesma maneira — e todos soam como uma mistura de Christina Aguilera com Cauby Peixoto. Se João Gilberto ou Nara Leão aparecessem, seriam enxotados.

Quem se dá bem são os jurados (que funcionam como técnicos dos cantores que adotam). A saber: Claudia Leitte, Daniel, Carlinhos Brown e Lulu Santos. Eles cantam e tocam durante a atração. Nenhum deles parece ter ouvido um disco inteiro na vida. Não citam ninguém, não contextualizam nada. Todos se amam e trocam elogios.

Lulu, em particular, está vivendo uma prorrogação na carreira. É o mais talentoso deles. Quando toca sua guitarra, há bons momentos. Seu slide ainda é incrível. Mas isso vai para o espaço quando ele começa a falar em seu tom afetadíssimo (chega a chorar em suas atuações). Lulu parece viver embasbacado com os próprios ternos brilhantes.

“The Voice” é um pátio dos milagres em que as pessoas se humilham (o júri as ouve de costas) em troca de, basicamente, uma esmola. Tem a ver com tudo — corrida de obstáculos, trote de faculdade, novela, Big Brother –, menos com música.

Leia Mais

Guitarrista do Queen diz que programa The Voice é um insulto à música

Em seu site, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”.

131572626JD060_MTV_Europe_M

 

Publicado originalmente no Rock Nordeste

Parece que o lendário guitarrista do Queen, Brian May, quer mesmo comprar briga com o pessoal da BBC e toda uma legião de fãs do programa The Voice, que aqui no Brasil é conhecido por The Voice Brasil. Em seu site na  internet, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”. A postagem já tem quase um mês que foi feita, mas só agora parece que fez o efeito desejado pela grande mídia britânica.

Outros adjetivos foram dados ao  musical, como “estúpido” e “depressivo”. Ele defendeu ainda que o programa acabe o mais rápido possível, naturalmente, quando as pessoas irão perder o gosto por isso.

“Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer”, disse o músico que emendou ainda afirmando que “ é totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato”.

O The Voice foi lançado originalmente na Holanda e atualmente tem edições em diversos países, inclusive no Brasil. Na atração, os jurados selecionam os candidatos de costas e apenas se viram para os competidores caso aprovem sua performance. Na versão da BBC, o programa é comandado Jessie J  e Will.iam e Tom Jones.

E aê, o que vocês acharam da opinião do virtuoso guitarrista, Phd em astrofísica e reitor da Universidade John Moores de Liverpool? Vocês concordam ou não?

Segue a íntegra da declaração do guitarrista do Queen.

“Desculpe, eu odeio ser negativo – mas eu tenho que dizer isso.

Na minha opinião, o ‘The Voice’ é absolutamente o programa mais irritante, estúpido e depressivo na televisão. É também um insulto à música e aos músicos.

Toda vez que eu vejo jovens cantores arrebentando suas entranhas para tentar conquistar a atenção de alguém, que está grosseiramente sentado de costas para o cantor… eu me sinto enojado.

O programa rebaixa o ato de cantar a um nível de um obstáculo estúpido. Isso não é definitivamente o sentido da música.

Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer. A apresentação é tudo que um músico pode oferecer… sua voz, seu som, sua linguagem corporal, sua expressão facial, um contato visual íntimo. É totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato. Para mim, isso não faz o menor sentido. É totalmente venenoso para o crescimento de jovens músicos.

Eu odeio ver o ótimo  Tom Jones preso nesse cenário, que parece depravar todos a perderem sua dignidade.

Eu espero que esse programa tenha uma morte natural em breve.”

Leia Mais

Mentores e candidatos do “The Voice EUA” cantam “Hallelujah” em homenagem às vítimas do massacre em Connecticut

Kavad Medeiros, no POPline

A última sexta-feira (14) ficou marcada nos Estados Unidos pelo horror causado por um massacre em escola na cidade de Newtown, no estado de Connecticut.

Não só os Estados Unidos ficaram em choque com o acontecido, mas o mundo inteiro.

No primeiro episódio dos dois que marca a final da terceira temporada do “The Voice EUA”, os quatro mentores e seus pupilos se juntaram para homenagear as vítimas do massacre e cantaram a música “Hallelujah”.

Veja o vídeo:

Leia Mais