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Internauta antecipa que ganhador da Mega-Sena seria de GO

Felipe J, no Terra2698719-2295-it2

Dezesseis dias antes do sorteio da Mega da Virada, que premiou com R$ 81,5 milhões os três acertadores das dezenas sorteadas na noite de segunda-feira, 31 de dezembro, um internauta usou o Orkut para antecipar que um dos vencedores seria de Aparecida de Goiânia, em Goiás.

“Eu não deveria estar falando isso aqui. Mas meu tio é um dos diretores responsáveis pela ‘Mega da Virada’. Ele me afirmou que, neste ano, o ganhador vai ser da cidade de Aparecida de Goiânia. Podem printar’, escreveu o internauta anônimo em um fórum na rede social, em mensagem publicada no dia 15 de dezembro. Na tarde desta quinta-feira, o post foi apagado do fórum no Orkut.

Conforme previa o internauta, uma das apostas vencedoras foi feita no município de Aparecida de Goiânia. Os outros dois premiados são das cidades de Franca e São Paulo. Os números sorteados foram 33-14-52-36-32-41. O prêmio total de R$ 244,7 milhões foi o maior já pago pelas loterias Caixa em 50 anos. No total, foram vendidos 85 milhões de bilhetes, e arrecadados R$ 640,5 milhões.

Caixa descarta fraude
Em nota, a Caixa negou qualquer possibilidade de fraude no sorteio, e afirmou que “todos os processos de sorteio e apuração das Loterias Federais passam por recorrentes verificações de órgãos de controle interno e externo, como o Tribunal de Contas da União (TCU), e a Controladoria Geral da União (CGU)”.

A Caixa afirma ainda manter um processo rigoroso de captação e processamento das apostas que impossibilita a adulteração de dados, e impede inserção de novas apostas após o início do sorteio. Os apostadores premiados são identificados, e seus dados são repassados à Receita Federal.

“Os sorteios das Loterias Federais são realizados em lugares abertos, com a presença e participação da população local e de órgãos de imprensa, que podem verificar e atestar a transparência e lisura de todos os processos envolvidos”, garante.

Os apostadores que recebem um prêmio das Loterias Federais nas agências da Caixa são identificados. Dados como nome, CPF e número de identidade são registrados e, posteriormente, são repassados à Receita Federal, ficando assim, à disposição dos órgãos públicos competentes.

“O ganhador tem o direito, por questões relativas à sua segurança e de seus familiares, de não ter seu nome e sua imagem divulgados ao público em geral. Porém, a Caixa sempre que instada a fazê-lo por órgãos que constitucionalmente detenham essa competência, disponibiliza essa informação”, afirma a nota.

A Caixa ressalta ainda que “é aliada e parceira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) na prevenção ao crime de lavagem de dinheiro e se submete às suas determinações, enviando, rotineiramente, informações sobre os pagamentos de prêmios e obedecendo a parâmetros definidos por aquele Órgão”.

“Vejo muitas pessoas se aproveitando do nome de Luiz Gonzaga”, diz sobrinho do Rei do Baião

Jénerson Alves, para o Pavablog

Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga completaria 100 anos no próximo dia 13. Segundo especialistas, o cantor, cujo trabalho é um marco na história da música social, foi peça importante na formação da identidade do Nordeste brasileiro.

O sanfoneiro Joquinha Gonzaga, sobrinho do Rei do Baião e herdeiro do trono do monarca, reclama da ausência da participação da família em eventos comemorativos ao monarca da música. “Eu vejo muitas homenagens, muitas comemorações com as pessoas se aproveitando do nome de Luiz Gonzaga, da cultura dele, querendo aparecer mais do que quem deveria aparecer”, critica.

“Muitas vezes eu vejo um qualquer lá, falando sobre Luiz Gonzaga, de algo que

Foto: site do Joquinha Gonzaga

ele leu em um livro. Eu não gosto disso. Eu acho que as pessoas que participaram da vida de Gonzaga devem estar nessas homenagens. Estando alguém da família de Gonzaga, é um fiscal, que pode atestar se realmente aconteceu isso ou aquilo”, ressalta. Mesmo assim, Joquinha menciona que tais comemorações têm o aspecto positivo de enaltecer a figura do Rei do Baião. “Isso eu acho bonito”, diz o músico, cujo nome artístico foi ‘batizado’ por Gonzagão.

Joquinha ainda revela à nossa reportagem que planeja gravar um documentário narrando a história do Rei do Baião. “Eu estou pensando com mais seriedade sobre a história do meu tio. Estou querendo fazer um documentário em DVD, pois eu estou preocupado com a história do meu tio. Inclusive, essas comemorações do centenário fizeram com que eu pensasse mais sobre isso, pois estou vendo muitas distorções, muita gente distorcendo a história. Acho que está na hora de eu me articular e fazer um documentário a respeito da nossa família, que tem uma história grande, uma cultura que precisa ser preservada, uma preservação com mais seriedade”, comenta o sanfoneiro.

Ele ainda acredita que a linhagem real da música nordestina será dada continuidade. O trono do Rei do Baião poderá ser ocupado pelo filho de Joquinha, Luiz Januário, de apenas 6 anos. “Ele tem tendência para ser músico. Ele canta. Eu coloco sanfona no peito dele, está tirando retrato, subindo comigo no palco, com chapéu de couro. Eu espero que ele seja uma continuação. Eu me preocupo com isso”, declara.

Para comemorar o centenário do tio, Joquinha está lançando um CD com canções do Rei. Porém, ele garante que a obra tem um diferencial, pois contém músicas não muito conhecidas do repertório gonzagueano. “Eu gravei dez músicas dele, mas músicas que nem todo mundo conhece, para não ficar a mesma coisa, as pessoas estão repetindo muito. Eu gravei dez músicas e o trabalho ficou muito bonito, me surpreendeu. Estou começando a distribuir agora”, elenca. Músicas como ‘Coroné Pedro do Norte’, ‘Casamento Improvisado’ e ‘Meu Pé de Serra’ fazem parte do disco.

Talento familiar

Luiz Gonzaga veio de uma família de músicos. O pai dele, Januário José dos Santos, tocava sanfona. Além de Luiz, sua irmã mais nova, Chiquinha (morta em 2011), era sanfoneira e compositora. Gonzaguinha, filho de Luiz Gonzaga, morto em 1991, também foi um ícone da música popular. Sabe-se que a família Gonzaga, ainda, era composta por diversos artistas, muitos dos quais permaneceram no anonimato. Entre outros, o músico Daniel Gonzaga, neto de Gonzagão e filho de Gonzaguinha, atualmente realiza um trabalho profícuo na área musical.

Rosemary, Rose, Rosa

Ruth de Aquino, na Época

Quando Rosemary saiu das sombras de seu chefe direto, Lula, e ficou mais famosa do que vilã de novela, ao ser demitida por Dilma, a fofoca correu o Brasil: “Sabia que ela era amante de Lula?”. Um amigo me dizia saber de fonte segura e insuspeita, do Palácio. Outro comentava apenas que era óbvio: “Eles viajavam juntos para todo lado, ela era uma secretária com superpoderes e com passaporte diplomático”.

O assunto começou a me dar asco. Creio que muitas mulheres já se viram em situação parecida. Foi promovida? É porque deu para o chefe. Viajaram juntos, foram para o mesmo hotel? É claro que transaram.

Inicialmente, nenhuma reportagem deixou claro que os dois teriam uma relação amorosa ou sexual. Mas todos os eufemismos foram usados. Rose é “amiga íntima” de Lula. Dona Marisa Letícia “não gosta de Rose”. Rose chama Lula de “tio”. Lula chama Rose de “Rosa”. Pedidos de Rosa para ajeitar a vida da filha e do ex-marido eram como ordens. Rose “rodou o mundo” com Lula. A Polícia Federal “gravou 122 ligações pessoais entre Rose e Lula”.

Não me interessa saber se o PR – sigla usada por Rosemary para tratar do então presidente em e-mails – e sua ex-chefe de gabinete em São Paulo trocavam carinhos. Se havia um caso consensual entre dois adultos, isso interessa apenas à ex-primeira-dama. A julgar pela ausência de Dona Marisa em evento do Calendário Pirelli, no Rio de Janeiro, onde Lula se aboletou sobre o decote de Sophia Loren, ele não escapará da CPI doméstica.

O importante para todos nós é que Rosemary, falastrona, não só pedia favores pessoais em nome de Lula. Para obter o que queria, ela se identificava como sua “namorada”. Se for verdade, e ela usou o sexo ou o amor como trampolim para defender interesses privados, isso é imoral, ilegal, irregular. Mulheres assim prestam um desserviço à categoria. E Lula, até que ponto ele permitiu que sua intimidade contaminasse suas decisões como líder político? Não é imoral apaixonar-se. Mas um presidente não pode misturar vida privada e pública, sob pena de, nas suas próprias palavras, “ser apunhalado pelas costas”. Dilma não gostou.

A imprensa sempre protegeu a vida particular de Fernando Henrique Cardoso e nunca fuçou suas aventuras ou romances extraconjugais. Era tabu falar de filhos de FHC fora do casamento, por ser um assunto estritamente privado. O adultério do senador Renan Calheiros só veio à tona porque havia uma empreiteira no meio do amorzinho com Mônica Veloso, a mineira que escancarou na Playboy os bens materiais de Renan.

Esquecendo o lado picante – já que Rose não é nenhuma Mônica Veloso e nem com plástica seria convidada a posar nua –, os maiores estragos morais vêm do abominável “pequeno poder” de nossa República. Instalado por um governo queprometia ética, ética, ética. As revelações diárias da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, sobre as tramoias dos personagens envolvidos com o escritório da Presidência da República em São Paulo chocam, de certa maneira, até mais que o mensalão, um escândalo da alta política.

A Porto Seguro mostra a teia da baixa política. Um dos fios podres é a desmoralização de agências reguladoras. Com a indicação de Rose e a cumplicidade do senador “incomum” José Sarney, o Congresso aprovou raposas para regular os galinheiros. Foi o caso de Paulo Vieira, cuja incompetência técnica para dirigir a Agência Nacional de Águas (ANA) tinha sido atestada por especialistas.

Paulo chamou alguém do mesmo sangue, Rubens, para dirigir a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os irmãos Vieira são acusados de coordenar um esquema de pareceres irregulares que favorecem amigos, senadores e parentes. Diplomas falsos, avaliações de faculdades no MEC, cargos apadrinhados em autarquias do governo, construções de portos e mansões particulares em ilhas de cabras e bagres. Violando regras e procedimentos. Rose e Paulo, amigos há dez anos, planejavam abrir um curso de inglês em São José dos Campos, Red Balloon (ou Balão Vermelho). É uma história muito brega, se não fosse perigosa.

Lula agora precisa explicar direitinho quem o apunhalou. Nunca antes na história um presidente foi tão traído. Duvido que fale antes da viagem de duas semanas que fará, a partir desta sexta-feira, para Paris, Berlim, Doha e Barcelona.

Há outra pergunta que não sai da minha cabeça. Qual foi o motivo da demissão fulminante de Rose?

1) um ato de coragem e retidão de Dilma por não compactuar com a corrupção?

2) um ato de irritação com uma personagem de cujo caráter Dilma suspeitava havia anos, tendo alertado Lula em vão?

3) uma manobra para evitar que Rose deponha no Congresso (governistas se opõem a sua convocação alegando que ela já foi demitida)?

Se a afobada Rose diz que não fez nada “imoral, ilegal ou irregular”, vamos dar a ela a chance de se defender. Não?