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Por que paramos de ver OVNIs nos céus?

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Stuart Walton, no GizModo

Em uma noite do começo do verão de 1981, acordado e deitado em minha cama no topo de uma casa em Manchester, eu encontrei umas luzes brilhantes piscando na parede. Tudo o que eu conseguia ver através da janela no lado oposto da sala era um pedaço do céu nublado. A luz piscante estava vindo de dentro, ou talvez por trás de um grupo de nuvens. Continuei observando e um objeto se materializou de dentro da nuvem, avançando até parar em uma visão plana do céu noturno.

Era algum tipo de nave surpreendentemente grande, achatada e com bordas arredondadas, como uma frigideira antiga, ou quem sabe um enorme muffin inglês. Era um prateado cintilante coberto por um padrão de luzes brancas piscantes. Após pairar por alguns segundos, começou a se mover pelo céu, e assim que chegou ao lado direito da minha janela, eu me inclinei para o lado da cama para continuar vendo. Em um certo momento ela parou seu progresso e, no mesmo ritmo calmo, rezes a rota de volta ao ponto de partida. Lá permaneceu por mais alguns segundos antes de se retirar para as nuvens até que suas efêmeras luzes piscantes tinham inteiramente desaparecido de vista.

Eu não estava bebendo nem usando drogas, não tinha cochilado e reacordado, e não estava em um estado de agitação. Era uma noite perfeitamente normal: eu tinha ido para a cama e estava esperando para cair no sono. Nada remotamente similar tinha acontecido antes, nem aconteceu depois. Se todo mundo pode passar por pelo menos uma experiência inexplicável ou paranormal, esta foi a minha.

Avistamento de OVNIs, assim como todas as outras formas de atividades paranormais, eram bem comuns ao redor do mundo. Stuart Walton, da Aeon Magazine, explica porque eles não acontecem mais.

Avistamentos de OVNIs atingiram seu ápice aproximadamente após uma década do lançamento do fascinante filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), de Steven Spielberg. Um bom motivo para acreditar que nunca existiu nenhum OVNI é que mais ninguém viu nenhum. Antes, os céus eram cheios de naves alienígenas, e agora eles voltaram a ser um vazio, retornando apenas estática para telescópios de rádio, e oferecendo chuvas de meteoro esporádicas para os olhos.

Não são apenas os discos voadores que sumiram na história. Eles foram acompanhados, mais gradualmente, por um declínio nas aparições de fantasmas, relatos de assombrações, afirmações de psicocinese e todo o resto. Muitas pessoas com interesse na indústria do supernatural resistem a admitir isso, mas existe menos credulidade entre o público para contos do extraordinário do que existia há algumas gerações. A explicação padrão atribui isso ao crescimento do ceticismo. Mas, como é apropriado para o paranormal, pode ter muitas forças misteriosas por trás disso.

Filmar agora é algo que está ao alcance de todos com smartphones. Circuito fechado de televisão (CFTV) agora observa o nada que está para acontecer em ruas desertas durante a noite. Câmeras de vídeo eram usadas para eventos significativos da vida (casamentos, aniversários), mas agora não são nada com o YouTube. No auge das histórias de fantasmas, o cálice elusivo era uma fotografia ou um filme com alguma emanação espectral. Não deve haver nenhum obstáculo técnico para oferecer isso, e ainda assim tudo o que vemos é um borrão estranho branco que pode ser uma marca na tela.

A dignidade das histórias assustadoras era que, diferentemente de mentiras comuns, elas conseguiam cruzar a linha que divide o altamente improvável com o crível. Se não podiam ser provadas, também não podiam ser desmentidas – exceto ao apontar as leis da física, em linguagem alienadora dita por especialistas que não conseguiam esconder o desprezo pela ingenuidade comum. Agora que muito da cultura do espetáculo evoca a mesma resposta, as leis da física não têm mais direito de dar um ponto final a vídeos mal produzidos no YouTube.

As câmeras de programas de história natural não perdem nada, nem mesmo a nível celular, mesmo na escuridão, e ainda assim tudo parece que é culpa do vídeo. Existem aqueles que continuam acreditando que a chegada do homem na Lua foi falsa só porque a evidência em filme parece fake, e poderia facilmente ser produzida em um estúdio. Em contraste, as imagens em preto-e-branco da autópsia de um alienígena em Roswell, Novo México, são uma fraude óbvia e ofensiva, e pessoas educadas tranquilizaram outras quando o filme surgiu em 1995, esquecendo por um momento que o absurdo não está na cinematografia, e sim na ideia de uma criatura espacial humanoide.

Na era da mídia de massa eletrônica, com tantos flashes ao redor do mundo instantaneamente, quando vídeos, em uma palavra comum, “se tornam virais”, não deve haver dúvida sobre o que é real e o que não é. Ainda assim a massa crítica não é mais crítica. Há um ar de aparência, de “facticidade”, sobre o que nos fazem olhar. O fato de gritar por atenção pública tende a se voltar contra ele.

Alguns anos atrás, eu vi um documentário sobre o declínio dos avistamentos de OVNIs no Reino Unido. Várias pessoas que relataram eles no passado foram convidadas para reviverem as experiências, frequentemente indo aos lugares onde os incidentes ocorreram. Alguns dos entrevistados ainda estavam convencidos da realidade concreta do que viram como estavam na época, embora a orientação do programa era para as explicações prováveis contra um fascínio cultural geral que existiu no passado na ideia de civilizações alienígenas. Um homem viu um misterioso objeto no céu, em algum momento dos anos 1980. Ele desenhou um rascunho logo depois. Por incrível que pareça, era idêntico ao meu.

Crédito da imagem: Getty.
Este artigo foi reproduzido parcialmente com permissão da Aeon Magazine. Para ler a versão completa, clique aqui.

Técnicos da Nasa também se divertem ao som de “Harlem Shake”; veja

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publicado na Folha de S. Paulo

Depois de ter atingido o topo da lista de hits da revista “Billboard”, causar a demissão de um grupo de mineiros na Austrália e a prisão de uma turma de jovens na Rússia, a canção que faz sucesso nas redes sociais “Harlem Shake” colocou agora uma equipe de técnicos da Nasa para dançar.

A versão “espacial” da música de Baauer foi filmada no Wallops Flight Facility, na Virgínia, no sudeste dos Estados Unidos. Lá fica uma das principais dependências da Nasa, sendo um centro de lançamento de foguetes e de apoio a missões espaciais.

Em menos de uma semana, o filme já conta com mais de 35 mil visualizações no Youtube e no Facebook.

Uma equipe da Nasa já havia publicado uma versão de “Gangnam Style”, fenômeno viral lançado pelo sul-coreano PSY, e do “We’re NASA and We Know It”, adaptação do sucesso dos LMFAO.

Facebook apresenta novo feed de notícias nesta quinta-feira

Usuários deverão poder filtrar o conteúdo exibido por categorias, como fotos, músicas e aplicativos

Mudança deve agradar aos anunciantes, que vinham pressionando a companhia por uma plataforma mais atraente para propagandas

Mark Zuckerberg apresenta mural representando as interações dentro da rede social Reuters/Arquivos

Mark Zuckerberg apresenta mural representando as interações dentro da rede social Reuters/Arquivos

Publicado originalmente em O Globo

O Facebook vai anunciar nesta quinta-feira uma reformulação visual no chamado “feed de notícias”, a seção principal do site, onde o internauta vê o conteúdo compartilhado por seus amigos. O objetivo é que o novo design faça com que os membros passem ainda mais tempo na rede social, atraindo mais anúncios.

A empresa agendou para esta tarde entrevista com jornalistas em Menlo Park, Califórnia, onde fica sediada, para apresentar a novidade, que já havia sido insinuada em janeiro pelo fundador e diretor-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, durante conferência com analistas financeiros. Na ocasião, ele adiantou que a ideia era transformar o feed em um espaço mais generoso para fotos, exibindo mais vídeos e “anúncios mais interessantes”, segundo o “New York Times”.

— Anunciantes querem coisas realmente importantes, como amplas fotos ou vídeos, e, historicamente, a gente não tem entregado isso — disse Zuckerberg naquela conferência.

Introduzido há sete anos, o feed de notícias jamais sofreu mudança significativa. Segundo um empregado da rede social informou ao site especializado TechCrunch, a nova seção permitirá que o internauta filtre o conteúdo exibido ali por categoria.

No topo da página deverá haver múltiplas opções de feed para escolher, como o de imagens, que só exibirá fotos postadas no próprio Facebook ou no Instagram, que pertence à companhia. É provável que também haja um feed de música, que mostrará o que os contatos estão ouvindo, em quais shows tem ido etc. Também especula-se que haverá categorias dedicadas a notícias, vídeos e aplicativos.

Especialistas afirmam que a segregação de conteúdo permitirá a veiculação de anúncios direcionados de forma mais eficaz. Também entende-se que, ao favorecer fotos maiores, a rede social abrirá espaço para propagandas mais relevantes no formato de imagem.

O Facebook não comentou os rumores sobre a reformulação. No momento, a rede social também implementa mudanças visuais na Linha do Tempo, que reúne informações e conteúdo compartilhado por determinado membro.

Apartamentos minúsculos em Hong Kong vistos de cima

publicado na Zupi

No meio do ano passado, o “The Economist” lançou um ranking das cidades mais habitáveis ​​do mundo, e Hong Kong ficou no topo da lista. Mas, o que muitas pessoas não sabem é que existe uma porcentagem de pessoas em Hong Kong que vivem em condições horríveis.

Em uma tentativa de chamar a atenção para o problema, a organização de direitos humanos recentemente encomendou uma série de fotografias que mostra um grande número de espaços inaceitáveis para se viver.

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O tempo e o acaso no jogo da vida – Eclesiastes 9.11

Imagem: Google

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Ricardo Gondim

A vida se parece com um jogo de cartas; cinqüenta e duas são embaralhadas e distribuídas entre os que se propõem jogar. Importa que todos participem em pé de igualdade. Jogam-se várias partidas. As cartas não priorizarão ninguém. Pelas leis da probabilidade, quanto mais partidas, menos entrará o fator sorte. No baralho, ninguém pode ser privilegiado pelo acaso.

Na vida, sempre alguém recebe uma “boa mão”. Como só vivemos uma vez, alguns nascem “privilegiados”, “predestinados”, “abençoados”, “afortunados” (pela deusa Fortuna). Os demais, para permanecerem no jogo, precisam se desdobrar. Para compensar a “má sina”, arriscam, suam, varam madrugadas, sobem ladeiras.

Tanto no desenrolar do jogo como na existência, os privilégios devem se alternar. Quem começa bem, não tem garantia de continuar com a mesma “sorte”. Os que amargam um péssimo início não precisam se desesperar: mais cedo ou mais tarde, pela matemática, todos se nivelarão. Quem perde hoje pode ganhar amanhã; os vencedores atuais, se permanecerem na mesa, chorarão. Se vivêssemos em uma sociedade perfeita, as gerações se alternariam no topo da escada. Acontece que os poderosos usam de todos os mecanismos para nunca permitir que os desventurados saiam da condição em que se encontram.

Comparar a vida a um jogo carrega, portanto, significados éticos. As cartas não podem ser marcadas. Não vale trapacear. Assim, como o “dealer” não antecipa a vitória de qualquer um, a divindade não premia ou amaldiçoa ninguém.

Comparar a vida a um jogo, esvazia conceitos religiosos deterministas. Basta que um cromossomo não se encaixe no código genético e a criança terá alguma anomalia genética e isso não vem prescrito desde a eternidade como sina. Caso uma membrana cardíaca, uma válvula, não cresça durante a formação intra-uterina, o bebê precisará de uma intervenção cirúrgica na hora do parto. A incubadora não é câmara de castigo, que purga o recém nascido de pecados da vida passada. Quem depende de uma cadeira de rodas para se locomover não está sob maldição, preso às forças cegas do destino. No decorrer dos anos, tempo e acaso podem mutilar, cegar, ensurdecer (Eclesiastes 9.11).

A genialidade herdada pela feliz combinação da erudição materna com a perspicácia paterna – ou vice versa – pode trazer ao mundo um menino prodígio. Mozart encantou a corte europeia antes dos dez anos de vida. A luminosidade de Shakespeare, Leonardo da Vinci, Voltaire, Karl Marx, Heidegger, Thomas Edson, Gandhi, Simone Weil, Garrincha, Pelé, Michael Jordan e Nelson Mandela não pode ser explicada senão por uma gratuidade fortuita.

A menina vende doce no sinal de trânsito; por que nasceu em alguma choupana imunda da periferia? Que outra opção lhe foi dada? Por que não em algum palácio real? O que explica o garoto ver-se condenado a passar a maior parte da infância convivendo com traficantes, sem conhecer abraço ou elogio paterno? Os olhos azuis da atriz, os seios volumosos, a aptidão para decorar, encenar, dançar, a tornaram milionária, mas quem orquestrou tais privilégios em um mundo em que ao contrário do caráter, estética conta para o sucesso?

Depois ainda há a longa estrada que, a qualquer instante, pode surpreender a todos. A partida, a jornada, que começou esplendidamente pode tornar-se trágica. Aviões caem, matando todos a bordo: o empresário e o mecânico, os noivos em lua de mel e o piloto, o padre e o cafetão. O poeta pode ficar cego; o escultor, aleijado; o atleta, sem uma das pernas; o general, sem os dois rins; e o presidente da república, cair com leucemia.

Todos estão sujeitos a tempestades, raios fulminantes, balas perdidas. Princesas lindas e queridas morrem prematuramente, basta que o carro, dirigido por um motorista alcoolizado, bata contra a parede do túnel. O contrário também pode acontecer: o menino galgar as estreitas malhas da peneira econômica para tornar-se músico erudito; do gramado de um vilarejo, nascer o craque que encanta o mundo com dribles mirabolantes.
Quem seriam vencedores e perdedores? Na complexidade do jogo da vida, perder ou ganhar não tem receita simples. Quem junta dinheiro não triunfa, necessariamente. A vida simples do camponês não é insignificante. A história foi entulhada por personagens que jamais alcançaram uma existência inspiradora, apesar da riqueza – ouro foi a maldição de Midas!

Integridade não se restringe a jogar de acordo com as regras, e sim desistir do desejo de suplantar os pares. No jogo de baralhos, o intuito não é vencer, mas tornar o instante lúdico.

Na vida, “jogamos” não para ultrapassar os demais. Somos convocados a repartir as boas cartas com os menos privilegiados e estender as mãos aos que não conseguiram sequer entrar no jogo. No outro extremo, quem para de lamentar as péssimas cartas distribuídas, aceita as mãos estendidas sem se sentirem humilhados. Assim, triunfos gratuitos perdem a força de escravizar com egoísmo e desgraças deixam de ser sinônimo do esconjuro divino. E grandeza pode significar outra coisa que chegar primeiro, ganhar mais, pisotear o próximo: é mudança de atitude, deixar de ver cada movimento do jogo como uma batalha e fazer da “partida” um desafio de coexistência. Adversários hoje podem vir a ser parceiros amanhã.

Soli Deo Gloria

Fonte: Blog do Ricardo Gondim