Arquivo da tag: Toronto

Pessoas acima do peso podem viver mais do que as magras, diz estudo

Ao contrário da imagem que costuma ser divulgada, os pesquisadores afirmam que pessoas acima do peso não são mais propensas a morrer de repente.

Homem-na-balança

 

Publicado originalmente no Sou Gordinha Sim

A preocupação com a saúde costuma passar pela balança, mas pesquisadores afirmam que magreza nem sempre é sinônimo de uma vida longa. De acordo com a revisão de mais de cem estudos da área, publicada no Journal of the American Medical Association, quem está acima do peso pode apresentar expectativa de vida acima do esperado, quando comparado a pessoas magras.

Sobrepeso não diminui expectativa de vida.

Através do cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), os cientistas determinaram em que patamar os voluntários se encontravam em relação ao peso. Este índice avalia o percentual de gordura no corpo do indivíduo. Os resultados apontaram que os mais gordinhos apresentam 6% menos chances de morrer até o final do estudo, em comparação aos voluntários de peso normal.

Este não é o primeiro estudo a sugerir que o sobrepeso pode significar uma vida mais longe. Uma pesquisa da Toronto’s York University sugere que permanecer acima do peso pode ser melhor do que estar constantemente em dieta. Os cientistas analisaram milhares de voluntários e concluíram que uma em cada três pessoas gordinhas era perfeitamente saudável, apresentando apenas ligeiros problemas de saúde.

Pessoas acima do peso podem ser menos propensas a problemas cardíacos
Ao contrário da imagem que costuma ser divulgada, os pesquisadores afirmam que pessoas acima do peso não são mais propensas a morrer de repente. Na verdade, os pesquisadores acreditam que eles apresentem menos risco cardíaco quando comparado a voluntários com peso norma

Dica do Francisco Thiago Almeida

Postar foto de comida pode indicar distúrbio alimentar, diz psiquiatra

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz.

foodstagram

 

Por Ana Ikeda, no Gigablog

Se você acha que postar um monte de fotos de comida no Instagram não é lá tão normal assim, digamos que há motivo para preocupação. Publicar compulsivamente fotos de comida em redes sociais pode indicar que a pessoa sofre de algum distúrbio alimentar. A afirmação é da chefe de psiquiatria do Hospital da Mulher da Universidade de Toronto, Valerie Taylor.

A psiquiatra diz ter pacientes em tratamento de problemas alimentares que tentam lutar contra esse hábito da comida virar o centro das interações sociais na internet – o que comem, quando comem e quando vão comer de novo.

Ao “Huffington Post”, Valerie disse que embora a prática de compartilhar fotos de comida nas redes sociais seja comum, em alguns casos ela pode demonstrar a exclusão de outras coisas importantes da vida.

“A preocupação começa quando tudo o que eles fazem é enviar fotos de comida. Tiramos fotos de coisas que são importantes para nós e, para algumas pessoas, a comida em si se tornou central; o local, a empresa e outros elementos são só pano de fundo”, diz.

Para Valerie, a comida está adquirindo um papel importante demais na vida das pessoas. “Já não se trata mais de simples combustível”, diz. Outro exemplo semelhante ao da publicação de fotos de comida são as tatuagens com o tema. “Como as tatuagens de ‘Eu amo o McDonald’s’ substituindo as de ‘Eu amo minha mãe’.”

Tirar foto de comida também é assunto polêmico quando se trata de etiqueta. Alguns críticos dizem que embora a prática seja prazerosa para quem tira a foto, pode incomodar quem está em volta naquele momento. Há ainda quem aproveite as fotos de comida para criar grupos de apoio à la Vigilantes do Peso virtual.

Restaurantes proíbem que clientes postem fotos de comida no Instagram

Vários locais renomados pedem ao menos que seus clientes não utilizem o flash do celular

comida

Eduardo Tello, no Conteúdo Nerd

A prática já é bastante popular. Usuários da rede de fotografia Instagram (e Flickr, ou 500px) vivem fotografando tudo o que veem nas ruas da cidade onde residem, ou das que visitam. Algo bastante popular principalmente na rede hipsters, é a fotografia de comidas. Fotografar pratos chiques em restaurantes utilizando o celular, e depois aplicar efeitos vintage para publicar nas redes sociais é algo extremamente popular hoje. Todo mundo faz, ou ao menos tentou.

O problema desta prática é o uso do flash, geralmente necessário à noite devido à pouca luminosidade. Estabelecimentos começaram a proibir o uso do flash pois outros clientes reclamam que a luz atrapalha sua noite, é incômodo. E eles têm razão. É muito chato você estar aproveitando um delicioso prato com outras pessoas quando do nada alguém tira um iPhone do bolso e começa a fotografar o que está comendo, utilizando o flash.

Em Nova Iórque, o restaurante Momofuku Ko já aderiu a proibição. Também na grande cidade, o Chef’s Table também avisa que os clientes não devem tirar fotos, pelo menos não com o flash ativado. E não apenas em NY, mas por todo o mundo: Seiobo, em Sidney; Shoto, em Toronto; Per Se, Le Bernardin e Fat Duck. Não duvido que estabelecimentos no Brasil logo vão aderir à proibição.

Você até pode fotografar o que está comendo em um restaurante, mas pelo menos desative o flash. Dica: ligue o modo HDR.

Estudo lista as mentiras que os pais mais contam aos filhos

Sean Coughlan, no BBC [via UOL]

Para pesquisadores, mentiras 'instrumentais' podem deixar marcas duradouras

Para pesquisadores, mentiras ‘instrumentais’ podem deixar marcas duradouras

A maioria dos pais mente para os filhos em uma tentativa de mudar o seu comportamento, segundo um estudo feito entre famílias americanas e chinesas, que registrou as mentiras mais frequentes contadas nesses dois países.

O estudo, publicado no International Journal of Psychology, foi feito por pesquisadores dos departamentos de psicologia da Universidade da California, nos EUA, da Zhejiang Normal University, na China, e da Universidade de Toronto, no Canadá.

Ele analisou a utilização da “mentira instrumental” em cerca de 200 famílias, registrando histórias inventadas pelos adultos que vão desde a fada do dente até ameaças de que as crianças podem ficar cegas se não comerem alguns legumes.

A mentira mais frequente observada no estudo foi a de pais que ameaçavam abandonar os filhos sozinhos na rua ou outro local público se eles não se comportassem.

“A forte ocorrência dessa mentira pode estar relacionada ao fato de que um desafio universal enfrentado pelos pais é o de deixar um lugar contra a vontade dos filhos”, os pesquisadores explicam.

Outra mentira comum tanto nos EUA quanto na China é a falsa promessa de comprar um brinquedo em um ponto indefinido no futuro: “Não trouxe dinheiro comigo hoje. Podemos voltar outro dia”, costumam dizer alguns pais.

Categorias

No estudo, os pesquisadores estabeleceram diferentes categorias de mentiras.

Uma delas reúne “declarações falsas relacionadas ao mau comportamento”. Podem ser, por exemplo, “Se você não se comportar, vou chamar a polícia” ou “Se você não se acalmar, aquela senhora ali vai ficar com raiva com você”.

No que foi registrado na categoria de “falsas declarações relacionadas com sair ou ficar”, o pai de uma criança chegou a ser gravado dizendo: “Se você não for comigo, um sequestrador vai sequestrá-lo enquanto eu estiver fora”.

Algumas mentiras são motivadas pelo desejo de proteger os sentimentos da criança – sendo classificadas como “falsas declarações relacionadas a sentimentos positivos”.

Tal categoria inclui, por exemplo, “Seu animal de estimação foi viver na fazenda de seu tio, onde ele terá mais espaço para correr.”

Outras mentiras envolvem “personagens fictícios”, como o Papai Noel, evocado para encorajar bom comportamento no período que antecede o Natal.

Diferenças

A pesquisa não encontrou diferenças entre as mentiras contadas por mães e pais. Mas os níveis de “mentiras instrumentais” foram mais altos entre chineses que entre americanos (embora sejam altos nos dois grupos).

Segundo o estudo, os pais em geral aceitam que mentiras devem ser contadas para fazer com que os filhos adotem um comportamento social desejável.

Por exemplo, a mentira de que “quem come brócolis cresce mais” termina sendo um incentivo a hábitos alimentares saudáveis.

O estudo levanta a questão do efeito de longo prazo sobre o hábito de mentir para as crianças, sugerindo que poderia ter um impacto duradouro sobre as relações familiares.

Como seria estar por trás dos olhos de um autista?

Gustavo Serrate, no Obvious

“O autismo me prendeu dentro de um corpo que eu não posso controlar” – conheça a história de Carly Fleischmann, uma adolescente que aprendeu a controlar o autismo para se comunicar através de palavras escritas em um computador após 11 anos de enclausuramento dentro de si mesma, e assista também o video interativo “Carly’s Café”, no qual você poderá vivenciar alguns minutos da experiência de um autista por trás dos olhos de um.

Carly 01.jpg

Lê se na tela de um computador: “Meu nome é Carly Fleischmann e desde que me lembro, sou diagnosticada com autismo”, a digitação é lenta, a idéia não é concluída sem algumas interrupções, é assim que Carly trava contato com o mundo. Carly é uma adolescente de Toronto, Canadá, e atravessou uma batalha na vida. Ajudada pelos pais, ela conseguiu superar a barreira máxima do isolamento humano.

“Quando dizem que sua filha tem um atraso mental e que, no máximo atingirá o desenvolvimento de uma criança de seis anos, é como se você levasse um chute no estômago”, diz o pai de Carly. Ela tem uma irmã gêmea que se desenvolvia naturalmente, e aos dois anos, ficou claro que havia algo de errado. Ela estava imersa no oceano de dados sensoriais bombardeando seu cérebro constantemente. Apesar dos esforços dos pais, pagando profissionais, realizando tratamentos, ela continuava impossibilitada de se comunicar e de ter uma vida normal. O pai de Carly explica que ela não era capaz de andar, de sentar, e todos doutores recomendavam: “Você é o pai. Você deve fazer o que julgar necessário para esta criança”.

Carly 002.jpg

Eram cerca de 3 ou 4 terapeutas trabalhando 46 horas por semana. Os terapeutas acreditavam que Carly fosse mentalmente retardada, portanto, sem esperanças de algum dia sair daquele estado. Amigos recomendavam que os pais parassem o tratamento, pois os custos eram muito altos. O pai de Carly, no entanto, acreditava que sua criança estava ali, perdida atrás daqueles olhos: “Eu não poderia desistir da minha filha”.

Subitamente aos 11 anos algo marcante aconteceu. Ela caminhou até o computador, colocou as mãos sobre o teclado e digitou lentamente as letras: H U R T – e um pouco depois digitou – H E L P. Hurt, do inglês “Dor”, e Help significa “Socorro”. Carly nunca havia escrito nada na vida, nem muito menos foi ensinada, no entanto, foi capaz de silenciosamente assimilar conhecimento ao longo dos anos para se comunicar, usando a palavra pela primeira vez, em um momento de necessidade extrema. Em seguida, Carly correu do computador e vomitou no chão. Apesar do susto, ela estava bem. “Inicialmente nós não acreditamos. Conhecendo Carly por 10 anos, é claro que eu estaria cético”, disse o pai.

Os terapeutas estavam ansiosos para ver provas e os pais incentivavam Carly ao máximo para que ela se comunicasse novamente. O comportamento histérico de Carly permanecia exatamente como antes e ela se recusava a digitar. Para força-la a digitar, impuseram a necessidade. Se ela quisesse algo, teria que digitar o pedido. Se ela quisesse ir a algum lugar, pegar algo, ou que dissessem algo, ela teria que digitar. Vários meses se passaram e ela percebeu que ao se comunicar, ela tinha poder sobre o ambiente. E as primeiras coisas que Carly disse aos terapeutas foi “Eu tenho autismo, mas isso não é quem eu sou. Gaste um tempo para me conhecer antes de me julgar”.

A partir dai, como dizem os pais, Carly “encontrou sua voz” e abriu as portas de sua mente para o mundo. Ela começou a revelar alguns mistérios por trás do seu comportamento de balançar os braços violentamente, e de bater a cabeça nas coisas, ou de querer arrancar as roupas: “Se eu não fizer isso, parece que meu corpo vai explodir. Se eu pudesse parar eu pararia, mas não tem como desligar. Eu sei o que é certo e errado, mas é como se eu estivesse travando uma luta contra o meu cérebro”. Continue lendo