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Um quarto das pessoas se diz doente ao voltar de férias

ferias

publicado no Terra

Voltar ao trabalho depois de uma viagem de férias pode ser traumático, principalmente se for no dia seguinte. De acordo com uma pesquisa da empresa de câmbio Travelex, um quarto das pessoas já disse estar doente pelo menos uma vez no dia de retorno, mesmo estando bem. Os dados são do jornal Daily Mail.

O levantamento ouviu a opinião de 2 mil trabalhadores que estavam de férias. Constatou que quase metade dos entrevistados admite voltar às atividades com distração e esquecimento. E essas atitudes típicas de quem estava relaxando tendem a irritar 30% dos colegas.

Ao retornar ao trabalho, cerca de um quarto passa sua hora de almoço sonhando com a próxima viagem. Quando se trata de se preparar para as férias, os turistas do sexo masculino tendem a fazer as malas no dia da partida, enquanto 40% das mulheres começam esse processo com uma semana de antecedência.

 

Bilionário Carlos Slim defende jornada de 3 dias por semana. O que você acha da ideia?

O segundo homem mais rico do mundo acredita que uma jornada de trabalho menor pode tornar os empregados mais produtivos

Publicado na Época

O bilionário mexicano Carlos Slim, em foto de 2013 (foto: LatinContent/Getty Images)

O bilionário mexicano Carlos Slim, em foto de 2013 (foto: LatinContent/Getty Images)

O mexicano Carlos Slim sabe fazer dinheiro. Aos 74 anos, ele é dono de uma das maiores empresas de telecomunicação e figura na lista da Forbes como o segundo homem mais rico do mundo – uma fortuna de US$ 79,2 bilhões, atrás apenas de Bill Gates. É natural, portanto, que suas opiniões sobre a organização no trabalho atraiam a atenção. Na semana passada, Slim deu uma palestra em Assunção, no Paraguai, e defendeu uma mudança completa na forma como encaramos nossa jornada de trabalho. Para o magnata mexicano, três dias de trabalho por semana são o suficiente.

Slim participou da conferência Growing Together – States and Enterprises, ao lado de empresários e lideranças de toda a América Latina. De acordo com o Financial Times, Slim disse na conferência que uma jornada de trabalho menor pode gerar riquezas e tornar os empregados mais produtivos. “Com três dias de trabalho por semana, nós poderemos ter mais tempo para relaxar, mais qualidade de vida. Ter quatro dias de folga seria muito importante para criar novas formas de entretenimento e outras maneiras de se manter ocupado”, disse.

Slim não defende a mudança por acaso. Ele está preocupado com os desafios que o aumento da expectativa de vida traz para a economia. Atualmente, as pessoas começam a se aposentar aos 50 ou 60 anos, dependendo do país. Mas com o aumento da expectativa de vida, elas poderiam trabalhar por mais tempo. Slim sugere que as pessoas trabalhem menos dias, mas que se aposentem mais tarde. Sua sugestão de jornada é a seguinte: de 10 a 11 horas por dia, mas apenas três dias por semana, e esticar a idade da aposentadoria para 75 anos.

O bilionário mexicano pode colocar suas ideias na prática e ver se elas realmente funcionam. Segundo ele, a Telmex, empresa onde é CEO, criou um tipo de contrato específico para que pessoas trabalhem quatro dias por semana. No entanto, ele não pretende seguir a risca seu conselho sobre a idade de aposentadoria. Aos 74 anos, ele não pensa em parar de trabalhar.

Inventor do Bina luta por patente e quer ser pastor de igreja

Publicado na Folha de S. Paulo

Aos 74 anos, o técnico Nélio Nicolai, famoso por ter inventado o identificador de chamadas de telefones, o Bina, diz que já depositou 44 pedidos de patente e luta há 16 anos na Justiça contra empresas de telefonia pelo direito de exploração comercial da tecnologia.

Hoje, trabalha com estudantes de 17 anos para desenvolver um aplicativo de tradução simultânea e diz que sonha em ser pastor.

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Depoimento:

Você sabe o que significa Bina, em hebraico? Significa sabedoria, inteligência.

Todo mundo acha que tenho um laboratório em casa, mas na verdade eu tenho um computador e olhe lá.

Montei o primeiro modelo industrial do [identificador de chamadas] Bina junto com dois colegas. Eu tinha muitos vizinhos bombeiros, que reclamavam dos trotes no 193.

Participei no começo dos anos 1980 de uma feira internacional e, quando a imprensa viu o Bina, fiquei famoso.

Registrei a primeira patente do Bina em 1980. Com o tempo entendi o que realmente é uma invenção. Eu achava que estava quebrando um galho, que era o tal do “jeitinho brasileiro”.

Depois de me formar na Escola Técnica de Minas Gerais, em 1967, fui trabalhar na Cemig como eletrotécnico. Na época em que surgiu o Bina, eu já estava na Telebrasília [hoje absorvida pela Oi].

Fui desenvolvendo uma capacidade de criar, mas não sabia que estava criando. Na época, o Brasil implantava muitas centrais telefônicas. Muitas vezes faltava equipamento, mas, mesmo assim, eu dava um jeito de
testá-las.

Quando surgiu o Bina, comecei a ser afastado do meu trabalho na Telebrasília, até ser demitido em 1984.

O pessoal da Telebrás e do Ministério das Comunicações dizia que países desenvolvidos jamais permitiriam o Bina porque seria uma quebra da privacidade das pessoas.

A partir de 1997, o celular começou a ficar popular no Brasil, graças à implantação do identificador nos aparelhos.

Naquele ano, assinei três contratos: um com a Ericsson, fabricante de centrais telefônicas; com a Telest [divisão da extinta Telebrás, hoje Oi], pela exploração do serviço que vem na conta telefônica; e com a Intelbras,
que fabricava o aparelho.

Nenhuma das três me pagou. [Procuradas, Ericsson e Oi afirmaram que não se pronunciariam sobre o caso.]

No ano seguinte, entrei na Justiça contra a Americel [hoje controlada pela Claro].

Em 2001, saiu a sentença e ela foi condenada a me pagar R$ 550 milhões. Em 2012 fiz um acordo com a Claro. [Ele não diz o quanto recebeu e a empresa não quis comentar.]

Estava sendo despejado da casa onde morava de aluguel, pois vendi tudo que tinha para manter o processo.

Contra a Intelbras, estou na Justiça desde 2000. [A empresa afirmou não ter nada a declarar, tendo em vista liminar de 2003 que suspendeu o efeito da patente do Bina.]

Hoje, trabalho com estudantes em um aplicativo de tradução simultânea no celular. A ideia é que, em uma ligação entre um japonês e um brasileiro, um entenderá o que o outro está falando.

Meu sonho é ser pastor, mas não consigo gravar o nome das pessoas. Até comecei um curso na igreja que frequento. Um dia vou ser.

Fogo na capela

foto: G1

foto: G1

Antonio Prata, na Folha de S.Paulo

Por uns dias, acreditamos que seria possível vencer sem Neymar, sem Thiago Silva, sem meio de campo, sem time: só no grito, no peito, na raça, no hino, mas a seleção a capela não pegou na banguela e morremos na praia -ainda que em Minas, tão perto do ouro, tão longe do mar.

Um poeta português que muito cantou o mar já disse que “Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena”, mas, com 5 a 0 antes dos 30 do primeiro tempo, comecei a duvidar da validade desses versos. Sabia tudo sobre o mar, o poeta, mas, desconfio, nada de futebol.

Desculpa, leitor, se eu fico aqui me escorando em versos, mas algum consolo este devastado cronista precisa buscar -e pega mal tomar cerveja na tribuna de imprensa.

Tá duro assistir ao Mineirão lotado e perplexo. Depois de quatro gols em seis minutos, engolimos a seco o “Eu acredito!” e passamos a desejar secretamente, ardorosamente, que nos fechássemos numa pusilânime retranca para não perder de dez, de 20. Foram sete. Sete! E poderia ter sido mais.

Se para algo servir o massacre, que seja para passarmos a acreditar menos na mágica e mais no trabalho, no treino, no planejamento, enfim, nessa coisa chata chamada realidade. Botar para enfrentar a Alemanha um time que nunca havia jogado, que nunca havia treinado, na fé de que a mística da camisa amarela daria conta do recado?!

Falou-se muito, antes da Copa, sobre o complexo de vira-lata, cunhado por Nelson Rodrigues. Por um momento, pareceu que o havíamos superado. Não, só invertemos o sinal. Crer que sem futebol é possível vencer no futebol apenas porque queremos mais do que os outros é um delírio de grandeza que só pode surgir de nosso imorredouro sentimento de inferioridade. Aliás, crer que nós queremos vencer mais do que os outros já é sinal de que algo não vai bem. Será que só conseguimos oscilar entre o cocô do cavalo do bandido ou super-heróis? Não podemos ser normais?

O futebol é um negócio engraçado. Como escreveu aqui o mestre Tostão, no início da Copa, ele serve para provar todas as teses. Nessa tenebrosa semifinal, queríamos provar que a garra era mais forte que a tática. Que o brado “a capela” batia uma orquestra afinada. Provou-se o contrário, o óbvio mais ululante com que mesmo o burro videoteipe vai concordar e repetir, “per saecula saeculorum“: que, às vezes, o melhor time ganha do pior. E que, quando o melhor time é muito melhor do que o pior, pode fazer sete gols. Sete! E poderia ter sido mais.

No fim, a fratura na vértebra do nosso maior craque parece uma imagem sob medida para essa seleção, uma seleção à qual faltava uma coluna vertebral e que, mesmo assim, acreditamos que seria capaz de levantar e andar, movida pelo exoesqueleto do delírio nacional.

Beber café no trabalho estimula a honestidade, diz pesquisa

Xícara com café

Café: bebida ajuda não deixar-se levar por apelos a uma conduta antiética

Uma xícara de café ajuda a resistir a apelos para agir fora do código de ética da empresa, segundo pesquisa publicada no Journal of Applied Psychology

Camila Pati, na Exame

São Paulo – Uma xícara grande de café vai além do combate a uma manhã ou tarde sonolentas no trabalho. A bebida pode ser uma “arma” para resistir à tentação de um apelo do chefe para agir de forma antiética.

A conclusão inusitada é de professores da área de negócios das universidades de Washington, do Arizona e da Carolina do Norte, em recente pesquisa publicada no Journal of Applied Psychology. De acordo com os pesquisadores, dormir pouco pode ser o “gatilho” para comportamentos antiéticos no trabalho.

É que a sonolência deixa as pessoas mais suscetíveis a influências sociais tais como um pedido do chefe para fazer alguma tarefa desonesta, segundo Michael Christian, professor de comportamento organizacional da UNC Kenan-Flagler Business School.

Por outro lado, um copo de café “resgata” a capacidade de controlar a tentação de sucumbir a estes tipos de atitudes desonestas, de acordo com as descobertas da pesquisa.

A cafeína ajuda a resistir porque turbina o autocontrole e ajuda a fortalecer a força de vontade de quem está simplesmente exausto, afirma Christian.

Por isso, os professores concluem que manter um código de conduta para funcionários pode não ser suficiente em um ambiente com cada vez mais pessoas dormindo menos do que a recomendação de médicos e fazendo expedientes de trabalho mais longos.

Além de mais máquinas de café nas empresas, salas de soneca, promoção de intervalos e desestímulo a horas extras são algumas das sugestões dos pesquisadores para as empresas.