15 carreiras onde há equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional

Guia turístico e salva-vidas são algumas das profissões onde há mais equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, segundo site da carreiras Glassdoor - Montagem/Arquivo O Globo
Guia turístico e salva-vidas são algumas das profissões onde há mais equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, segundo site da carreiras Glassdoor – Montagem/Arquivo O Globo

Publicado em O Globo

Quem não gostaria de ter mais tempo livre para a vida pessoal, sem abrir mão da carreira? Em algumas profissões, isso é possível. A rede social profissional Glassdoor, que reúne profissionais de todo o mundo, inclusive do Brasil, listou as profissões que melhor equilibram a vida profissional com a pessoal. A lista foi feita com base na opinião dos próprios usuários da rede, que avaliaram suas carreiras com notas que variavam de zero a cinco, sendo nota 1 para muito insatisfeito com a relação vida pessoal e profissional, nota 3 para satisfeito e nota 5 para muito satisfeito.

Em primeiro lugar da lista, aparece a carreira de cientista de dados, com nota 4,4. Também aparecem guia turístico e analista de investimentos, com 4,3 e 4,0, respectivamente. Confira a lista completa, com 15 profissões:

1. Cientista de dados – 4,4

2. Especialista em SEO (ferramenta de buscas) – 4,3

3. Guia turístico – 4,3

4. Salva-vidas – 4,3

5. Gerente de mídias sociais – 4,3

6. Instrutor de academia – 4,2

7. Designer de experiência de usuário – 4,2

8. Gerente de comunicação corporativa – 4,1

9. Bombeiro – 4,1

10. Operador (trader) da bolsa de valores – 4,0

11. Assistente jurídico – 4,0

12. Analista de investimentos – 4,0

13. Assistente administrativo – 4,0

14. Auxiliar de escritório – 3,9

15. Representante de vendas -3,9

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A preguiça é necessária

Para surgirem ideias, é preciso não fazer nada. Na madrugada, fumo charuto e deixo o pensamento fluir

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Walcyr Carrasco, na Época

Sempre me perguntam sobre como é meu processo de criação. Como surgem personagens, textos? Pois bem, eu não seria nada se não fosse preguiçoso. A preguiça é uma vantagem para a sobrevivência, que faço questão de exercer.

Desde menino, ficava acordado até mais tarde, escondido de meus pais. De manhã, não conseguia levantar para ir à escola, a não ser depois de ameaças de minha mãe – como jogar um balde d’água na cama. Pior, quem dorme até tarde é tratado como preguiçoso, no pior dos sentidos. Em certa época de minha vida, trabalhei numa revista, onde ficava dois dias por semana até as 4 horas da manhã. Chegava em casa às 5 horas, tomava um banho, deitava lá pelas 6. Às 10, minha mãe (se estava de visita) batia na porta do meu quarto, gritando:

– Acorda, preguiçoso!

Não sossegava até me arrancar da cama.

Talvez por ser chamado de preguiçoso desde pequeno, me organizei para isso. Tratei de conseguir empregos onde entrava de tarde, para dormir de manhã. Isso me ajudou bastante ao longo da vida profissional, pois meus trabalhos eram menos burocráticos, exigiam ideias. Alguém que dá ideias tem mais oportunidades, seja onde for.

Para surgirem ideias, é preciso não fazer nada. Claro, a gente sempre tem uma atividade. Quando escrevo uma novela, trabalho pesado, no diálogo dos personagens, na construção de cenas etc. A história, porém, acontece quando sento para fumar meu charuto, já de madrugada, e fico pensando no nada, deixando o pensamento fluir. Ou de tarde, após uma agradável aula de pilates, quando sento para tomar um cafezinho, e a mente vaga sem objetivo. Não só na questão das novelas. Já resolvi um número imenso de questões da vida pessoal ou financeira simplesmente não fazendo nada. Diz a lenda que Newton descobriu a lei da gravidade quando, deitado debaixo de uma árvore, uma maçã caiu sobre sua cabeça. Gosto de imaginar que foi realmente assim. E que ele estava nesse estado, em que a mente viaja. Agora, imaginem se ele estivesse colhendo maçãs em cima de uma escada, sob o sol, suando. Não descobriria lei da gravidade nenhuma. Muitas grandes descobertas, até matemáticas, acontecem depois de uma noite de sono, quando o cérebro passeia, sem objetivo predefinido.

Conheço gente ferozmente empenhada em seu trabalho, que nunca teve uma ideia na vida. As empresas, a grande maioria ainda, apreciam a ideia de tirar o sangue do funcionário. Quanto mais trabalha, melhor ele é. Até ser substituído por alguém com boas ideias que, de alguma maneira na vida, encontrou espaço para relaxar. As empresas de internet descobriram que o funcionário precisa de horas vagas. Soube de uma que fez até uma pista de skate. Também abdicaram de roupas formais. Cada um vai como quer. Já trabalhei numa firma que pegou pesado com uma funcionária que usava decotes grandes demais, vestidos transparentes. Há empresas que incentivam a meditação – uma boa forma de tirar o cotidiano da cabeça e descobrir algo novo. Acredito muito no home office. Em boa parte dos empregos, não há necessidade nenhuma de o funcionário comparecer à empresa todo dia. Trabalha em casa, bem tranquilo, sem sapatos, come quando quer. Tenho uma prima que foi dona de uma corretora de produtos químicos durante anos. Fazia tudo por telefone. Vi-a várias vezes sentada na praia, ao sol, de celular na mão, combinando a retirada e entrega de caminhões de algum produto. Nunca houve um erro. Nunca perdeu um cliente.

Sofro para explicar a meus amigos que trabalho quando não faço nada. Como sabem que escrevo de madrugada, me ligam para um jantar. Digo que não vou. O argumento:

– Mas você vem, janta, bate um papo, depois vai escrever.

– Não é assim. Preciso ficar sem fazer nada. Sem conversar também, só comigo mesmo.

Do outro lado, um silêncio de horror. Para muita gente, a ideia de ficar consigo mesmo é aterrorizante. Preferem falar com estranhos. As empresas também gostam do que chamam de “organização”. Adoram cartões de ponto, horários, métricas. Chamam isso de “produtividade”. Se dariam melhor se dessem aos funcionários seus momentos de preguiça diários. Não falo só de trabalhos da área artística, mas também técnica. Uma boa ideia na área técnica não economiza milhões?

Olhar a parede com a cabeça solta é excelente. As pessoas, e as empresas também, ainda descobrirão o valor da preguiça. Torna a vida mais leve. E, muitas vezes, mais lucrativa.

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Amor pode fazer você se dar bem no trabalho

foto: flickr.com/calamity_photography
foto: flickr.com/calamity_photography

Carol Castro, no Ciência Maluca

Amor e carreira podem até parecer coisas distintas, mas não é bem assim. Seu sucesso no trabalho depende da personalidade da pessoa com quem você se relaciona.

É o que mostra um estudo de psicólogos da Universidade Washington em St. Louis, nos Estados Unidos. Durante cinco anos, eles acompanharam a vida de 2,5 mil casais, com idade entre 19 e 89 anos. Todos os participantes foram entrevistados ainda no início da pesquisa para que os psicólogos conhecessem a personalidade de cada um. A ideia era ver quão aberto, extrovertido, neurótico, empático, e atencioso eles eram.

Para saber se esse pessoal se saía bem no trabalho, os pesquisadores perguntaram como eles se sentiam em relação ao emprego (satisfeito, empolgado, decepcionado, etc), quais eram as chances de receber uma promoção e se haviam conseguido um aumento salarial. A pesquisa era repetida a cada ano.

E sabe quem eram os trabalhadores mais bem-sucedidos? Aqueles casados com alguém atencioso e cuidadoso. E funcionava tanto para homem quanto para mulheres.

Não é assim tão difícil entender os motivos. Segundo a pesquisa, pessoas casadas com um parceiro atencioso conseguem relaxar mais. Afinal, eles sabem que podem sempre contar com alguém para dividir os afazeres domésticos, como pagar contas, fazer compras, limpar a casa, etc. E assim chegam bem menos estressados no trabalho. Isso sem contar o aprendizado: eles acabam copiando os bons hábitos de seus cônjuges – e se tornam funcionários mais confiáveis.

É, seu relacionamento se enfia em todas as áreas da sua vida. Por isso é bom escolher direitinho.

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Escutar 15 minutos de música pode ser bom para a concentração

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Publicado no Estadão

Escutar música com fones de ouvido pode ser um sinal de distração na rotina de muitos escritórios, um sinal de que a mente do ouvinte está em algum outro lugar que não no seu trabalho. Mas um estudo publicado por uma psicóloga norte-americana, doutora Teresa Lesiuk, afirma que o efeito pode ser o contrário. Ao ouvir música, o indivíduo consegue incrementar sua capacidade de resolver problemas e de realizar tarefas.

Segundo o doutor Amid Sood, especialista em estresse consultado pela fastcompany, a música pode ser biologicamente benéfica, aumentando a nossa felicidade e foco. Outros especialistas acreditam que indivíduos mais contentes também se mostram mais produtivos.

Autora do estudo, Teresa acredita que a melhor forma de potencializar o efeito da música é deixar com que cada um escute o que gostar mais. Por isso, nada de caixas de som espalhadas por todo o escritório. Ela afirma, entranto, que o tempo necessário para obter esse efeito varia de 15 minutos à meia hora de música é o suficiente para retomar a concentração perdida.

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Torcedora que chamou Aranha de “macaco” é afastada do trabalho

 Torcedora gremista chama goleiro do Santos de macaco (foto: Reprodução/Imagens ESPN)
Torcedora gremista chama goleiro do Santos de macaco (foto: Reprodução/Imagens ESPN)

Jeremias Werneck e Marinho Saldanha, no UOL

A torcedora do Grêmio Patrícia Moreira deixou o anonimato ao ser flagrada pelas câmeras do canal fechado “ESPN” chamando de “macaco” o goleiro Aranha, do Santos, em partida disputada em Porto Alegre na última quinta-feira (28). E as primeiras repercussões na vida dela já começaram a acontecer: nesta sexta-feira, ela foi afastada do trabalho por causa da atitude.

Patrícia prestava serviços ao Centro Odontológico da Brigada Militar. Não tinha vínculo empregatício com a corporação, mas era contratada por uma empresa que prestava serviço. Por causa da conduta inadequada durante período de folga, ela foi afastada do emprego e substituída em suas funções.

“Informamos que a torcedora filmada ontem, xingando o goleiro do Santos, já foi afastada de sua função na Policlínica”, divulgou a Brigada Militar em seu perfil oficial no Twitter. A reportagem do UOL Esporte confirmou que a substituição já até aconteceu.

Ainda na noite de quinta-feira, os xingamentos racistas proferidos por Patrícia geraram reações incisivas em redes sociais. Ela cancelou sua conta no Twitter para evitar o enfrentamento.

O Santos confirmou nesta sexta que o goleiro Aranha irá registrar um Boletim de Ocorrência e o clube irá “até o fim” para coibir tais atos. O Grêmio divulgou na madrugada uma nota de repúdio e prometeu punir os torcedores racistas.

As ofensas racistas direcionadas a Aranha aconteceram no segundo tempo de Grêmio 0 x 2 Santos, partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O árbitro Wilton Pereira Sampaio ignorou o incidente na versão inicial da súmula, mas acrescentou o episódio em adendo feito nesta sexta-feira.

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