Ministério da Cultura indica ‘O Som ao Redor’ para disputar vaga no Oscar

o-som-ao-redorcena-piscina

Publicado no Terra

O Ministério da Cultura anunciou, nesta sexta-feira (20), que o longa O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, representará o Brasil na disputa por uma vaga ao prêmio de melhor filme em língua estrangeira na 86ª Premiação Anual da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, o Oscar 2014. A escolha foi divulgada em Brasília pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), Leopoldo Nunes.

Segundo a nota oficial, a Comissão Especial de Seleção se reuniu no Gabinete da SAv/MinC no fim desta manhã, com o intuito de escolher uma das 14 obras inscritas para a disputa nacional. Além do filme vencedor, a lista foi composta por Cine Holliúdy, Colegas, Cores, Elena, Faroeste Caboclo, Gonzaga de Pai para Filho, Meu Pé de Laranja Lima, O Dia que Durou 21 Anos, O que se Move, O Tempo e o Vento, Porto dos Mortos, Uma História de Amor e Fúria e Xico Stockinger.

“Os filmes foram admitidos para a seleção nacional a partir dos critérios da Academia Norte Americana de predominância de diálogos em língua não inglesa e de exibição pública com fins comerciais pela primeira vez no Brasil, por pelo menos sete dias consecutivos no período entre 1º de outubro de 2012 a 30 de setembro de 2013, em sala de cinema comercial”, explicou a nota.

O filme

Dirigido por Kléber Mendonça, O Som ao Redor retrata a vida em uma rua de classe média na zona sul do Recife, que toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranquilidade para alguns, mas tensão para outros, em uma comunidade que parece temer muita coisa. Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho.

Leia Mais

Mercado de produtos eróticos se adapta para conquistar público evangélico

sexshop-gospel
O casal Andrei Marsiglia e Thais Plaza, sócios da Doce Sensualidade, loja erótica que não usa o termo “sexshop”

Publicado na Folha de S. Paulo

“REALIZE SEUS SONHOS. PERGUNTE-ME COMO” — é o que se lê na camiseta vermelha de Mônica Alves, 45. Quem “pergunta como”, no caso, são mulheres evangélicas em busca das novidades que ela traz numa bolsa com 18 letrinhas bordadas no canto: “A Sós – Vocês Podem Tudo”.

Mônica já foi revendedora de produtos da Avon e da Natura. Hoje, a adepta da igreja Renascer sai da casa em São Bernardo do Campo (SP) carregada com 6 kg de itens bem diferentes, que vão de calcinhas comestíveis de chocolate (alguns maridos degustam com uísque) ao kit “50 Tons de Prazer”, com chicote, vela e venda.

Para as vendas, usa o codinome “Munik”. Como Mônica, quer emplacar carreira musical (canta em igrejas e centros espíritas, de Ivete Sangalo a repertório gospel).

Num salão de beleza no Sumaré (zona oeste), é Munik quem mostra à manicure Frances do Nascimento, 45, a “camisolinha da Nicole Bahls, a moça da ‘Fazenda’” (modelo semitransparente com estampa de oncinha).

Sua melhor freguesa aprova: “Não é porque a gente vai pra igreja todo dia que precisa ser santa”.

“As irmãs a-do-ram os produtos”, diz Frances sobre colegas do culto. Ela frequenta “todos os dias” a Igreja Mundial do Poder de Deus, do pastor Valdemiro Santiago, aquele que aparece na TV com chapéu de cauboi. Contribui com cerca de R$ 300 de dízimo por mês à igreja. Calcula dar até mais dinheiro para a revendedora.

“Ela gasta bem”, confirma Mônica.

Recém-separada do segundo marido, com um filho de um ano, Frances a-do-ra o “Boca Loca” – minivibrador em formato de batom (R$ 33).

Ela faz parte de uma legião de consumidores que vem chamando atenção do mercado. O censo do IBGE aponta que, entre 2000 e 2010, a porcentagem de evangélicos na população subiu de 15% para 22% (de 26 para 42 milhões de pessoas).

MERCADO QUENTE

Bom exemplo do apetite gospel está nos livros: a média de leitura dos fiéis é de 7,1 obras por ano, estima a entidade Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes), enquanto a nacional não passa de 4,7.

Vendido na Feira Literária Cristã, em junho, “Celebração do Sexo“, do americano Douglas Rosenau, declara a que veio na dedicatória: “Obrigado, Senhor, pelo gozo íntimo e pela união calorosa do companheirismo sexual”.

Descrito como um guia para o “presente de Deus no casamento: o prazer sexual”, o livro traz ilustrações de posições sexuais e um capítulo inteiramente dedicado ao sexo feito “sem tirar a roupa”.

O autor, que se identifica como terapeuta sexual cristão, não economiza adjetivos em sua tese. Para Rosenau, a “diversão erótica” entre companheiros vestidos é “um prelúdio amoroso sutil, penetrante, espontâneo, eletrizante e sensual”.

Fiel da igreja Arca Sagrada, em Diadema (SP), a atendente de petshop Nilza Antunes, 29, é casada há seis anos, tem dois filhos, cabelo pintado de loiro platinado, aparelho dental com elásticos laranjas, piercing no nariz e uma curiosidade.

“Pode usar no corpo inteiro?”, ela questiona Mônica/Munik sobre o desodorante íntimo com essência de morango (R$ 20,70).

Sanar a dúvida é importante: desde que passou a usar produtos eróticos, diz que sua média de relações sexuais saltou de duas vezes por semana para todos os dias.

Vontade de explorar a própria sexualidade, diz a revendedora, toda mulher tem, seja qual for sua religião. Mônica testa todos os produtos no marido. Ele, 12 anos mais moço, ganha café da manhã (cappuccino e cuscuz com manteiga) na cama e “festinha à noite” todo dia. “Numa noite, eu já cheguei pulando em cima. E ele: ‘Amor, tô com dor de cabeça’.”

Mas nem todas são desinibidas como Mônica, Nilza e Frances.

Discrição, nesse meio, costuma ser a alma do negócio. “Católicos têm mais preconceito. Os religiosos que mais aparecem são mesmo os crentes”, conta Thaís Plaza, 33, sócia da loja erótica Doce Sensualidade, na Vila Mariana (zona sul).

Um em cada quatro clientes seus é evangélico — e não por acaso.

Em vez de se definir como sexshop, o espaço usa termos como “romantismo” e “sentimentos” em sua divulgação. Objetos fálicos ficam escondidos em gavetas para “não assustar” a freguesia.

As paredes são brancas ou rosas, com imagens florais. Nas prateleiras, substituindo algemas ou couro, acha-se esmaltes, bichos de pelúcia, cremes e velas coloridas.

“As evangélicas não entram em lugares com fotos de pessoas nuas e próteses penduradas. Querem ser atendidas por ‘amigas’”, diz Thaís.

Frequentadora da Congregação Cristã no Brasil, uma das clientes mais assíduas da loja repete sempre o mesmo ritual. “Ela se esconde atrás daquela árvore e me liga. Quando abro a porta, a mulher entra correndo, suspira e pede para fechar.”

Funciona: toda semana, a visitante secreta bate ponto no arbusto.

ELES vs. ELAS

Em um ponto, consultoras e clientela são unânimes: o mercado erótico gospel é restrito às mulheres.

“Eles são mais conservadores. Preciso fazer um trabalho cuidadoso com a cliente para o marido não ficar enciumado ou desconfiar da fidelidade dela”, conta a representante Tarciana Valente, 29.

Os campeões de vendas são produtos mais “leves”, ela continua. Entre eles, gel lubrificante (“importante porque muitas são reprimidas sexualmente e não têm lubrificação”) e óleos perfumados (“elas gostam porque melhora o sexo oral”).

Já as vendas de vibradores são mais raras. Diferente do público convencional, os religiosos preferem modelos não realistas, em formato de borboleta, polvo ou ursinhos.

“Próteses parecidas com membros reais chocam. Eles logo associam com promiscuidade”, diz Estela Fuentes, 26, estudante de psicologia que comercializa R$ 300 em produtos eróticos por semana.

“Meu maior desafio é mostrar que prazer não é pecado. Todo mundo precisa ter orgasmos na vida”, afirma.

SEM CENSURA

Os vídeos do pastor Cláudio Duarte, 45, da Igreja Batista, falando sobre sexo fazem sucesso na internet. É dele o livro “Sexualidade Sem Censura”, publicado pela Central Gospel, editora do amigo Silas Malafaia. Para Cláudio, “a rotina é um assassino do relacionamento sexual, um ‘brochante’ terrível”.

Contra isso, ele aconselha seus seguidores: para cativar seu público fiel (o cônjuge), trate de armar “um bom espetáculo”. “Vai inovando, como o Cirque du Soleil”.

Esse circo, contudo, pega fogo nas congregações evangélicas. Cláudio, certa vez, falou de sexo durante um culto na igreja. No fim da pregação, surgiu o questionamento.

“Uma senhora disse que eu não deveria tratar daqueles assuntos porque lá é local santo. Perguntei se tinha falado alguma mentira. Ela disse que falei verdades que não deveriam ser ditas.”

Mônica, a consultora da bolsa bordada, trabalha escondida do pastor de sua igreja (a Renascer). Ela também evita entrar em detalhes sobre o assunto com sua mãe, uma senhora de 76 anos.

“Ela acha que vibrador dá câncer no útero”, explica.

E o que diria se o líder da sua igreja descobrisse? “Pastor, desculpa, preciso ganhar meu dinheiro.”

Dica do Etewaldo Júnior

Leia Mais

Fat Family perde 270kg e investe em música gospel

Longe do mercado pop, Fat Family se reinventa como grupo gospel e tira Jeito Sexy do repertório. “Vivíamos na escuridão”, diz Sueli, uma das vocalistas

Fat Family perde 270kg e investe em música gospel
Fat Family perde 270kg e investe em música gospel

Publicado na Caras Online

Fenômeno das rádios no final dos anos 90, o grupo Fat Family continua até hoje trabalhando com música, apesar de não ter o mesmo sucesso comercial do passado. Seu repertório não traz mais o hit Jeito Sexy, que fez os irmãos da família Cipriano se tornarem conhecidos no Brasil inteiro, e nem outras músicas que consideram ‘superficiais’. O foco deles agora é o público gospel.

“Nosso chamado agora é anunciar o reino de Deus. Não sentimos falta daquele tempo porque não tem como sentir falta de um tempo que você não tinha Deus. Vivíamos na escuridão, na mentira. Deus mostrou a verdade e nós não podemos mais perder nosso tempo com coisas superficiais. Hoje nós cantamos a palavra de Deus. Ela é poderosa, liberta e cura”, afirma Sueli, uma das integrantes da família, à CARAS Online.

O grupo não sente vergonha das músicas que cantava no passado. “Deus não leva em conta o tempo da ignorância, isso está escrito na Bíblia. Mas a partir do momento que a gente aprende, a gente tem que dar conta. Agora eu sou responsável por decidir o que eu faço”, justifica Sueli. “As pessoas iam nos nossos shows e continuavam com os mesmos problemas, mas agora quando a gente se reúne para adorar a Deus, o Senhor vai se revelando, as pessoas vão tendo clareza”, diz.

fat2

A Família Gorda, tradução literal do nome do grupo, também mudou alguns hábitos alimentares. Quatro dos seis irmãos que continuam no grupo (Sidney morreu em 2011e Celinha deixou o grupo há sete anos) fizeram uma cirurgia de redução de estômago e, juntos, perderam cerca de 270kg. “A Kátia emagreceu mais de 80kg. A Suzete, o Celinho e eu emagrecemos praticamente a mesma coisa, cerca de 60 a 65 quilos cada um”, disse Simone, outro membro do grupo.

fat3

A conversão do grupo ao evangelho começou há 14 anos, começando pela caçula Deise, que conheceu o universo gospel graças ao lutador Vítor Belfort. “Ele, a mãe dele e a irmã dele falavam de Jesus pra mim. Eu aceitei Jesus na casa deles. Depois eu fiquei preocupada com a minha família”, conta Deise, que levou os irmãos para o mesmo caminho cinco anos depois.

Em 2012, o Fat Family gravou um clipe com Mara Maravilha e outros artistas da gravadora Square Records, pela qual são contratados atualmente. Sobre a polêmica que a apresentadora se envolveu ao defender o projeto de cura gay, criticado por várias celebridades, Sueli diz: “Tudo que eu preciso saber é na Bíblia que eu procuro. Eu entendi a Bíblia como a verdade que Deus revelou, mas não é toda a verdade que ele tem para dizer. Mas o que o homem precisa saber, ele deixou na Bíblia. A Bíblia fala sobre um casamento, mas para frente ele fala que o homem vai deixar seu pai e sua mãe para começar uma nova família. Quando nossa vida está diferente de qualquer coisa que está na Bíblia, Ele tem o poder para colocar no lugar. Eu acredito que o homem pode se libertar”.

Com planos de lançar um DVD e CD para celebrar a nova fase, o Fat Family diz que está seguindo os ‘planos de Deus’, sem pressa. Cada integrante é de uma igreja diferente, mas todos se reúnem para ‘adorar a Deus em festas evangélicas’, segundo Sueli.

Ah, para os fãs mais antigos do grupo, uma boa notícia: apesar do repertório não ser mais o mesmo, a coreografia do ‘pescocinho’ continua. “É natural, não tem como não fazer, tá no sangue. Os fãs sempre pedem, não só nos shows, mas sempre que nos encontram por aí. É engraçado, é a marca registrada do grupo”, comenta Simone.

Relembre o sucesso Jeito Sexy:

O Fat Family em recente participação no Programa Raul Gil:

Leia Mais

Cristianismo abstrato

abstrato2

Ed René Kivitz

abstrato adj. que não se prende à representação da realidade tangível. Em outras palavras: abstarto é aquilo que não se pega, não se vê, e não tem cheiro nem gosto.

1. Cristianismo abstrato é aquele de quem acredita nas realidades espirituais mas não interage com elas. Por exemplo, acreditar em Deus pode ser o mesmo que acreditar na existência de Barak Obama sem nunca ter apertado sua mão, ou na existência da Austrália e no Amazonas sem nunca ter visitado o país ou navegado as águas do rio. Isto é, “acreditar na existência de” é diferente de “se relacionar com”. Quem acredita na existência de Deus ,mas não se deixa afetar por Ele, não tem vantagem alguma sobre o diabo, que também acredita que Deus existe (Tiago 2.19).

2. Cristianismo abstrato é aquele basedao em ritualismo litúrgico, sem afeto: “Esse povo faz um grande show, dizendo as coisas certas, mas o coração deles não está nem aí para o que dizem. Fazem de conta que me adoram, mas é tudo encenação”, reclama Deus pela boca do profeta Isaías (29.13 – A Mensagem) – espiritualidade sem lágrimas, culto sem paixão, devoção mecânica, rituais automatizados e bailado de bonecos.

3. Cristianismo abstrato é aquele onde as convicções doutrinais têm primazia sobre a prática da generosidade. A experiência de fé dogmática arrebata o fiel para o mundo das ideias, onde não existe corpo, carne e sangue, não existem pessoas, apenas grandes cérebros sem qualquer capacidade de amar. Gasta-se muito tempo discutindo se o teísmo é aberto ou fechado, e, conclusões feitas, surgem os julgamentos e as agressões pessoais que negligenciam a generosidade, a fraternidade, e a mínima educação e o respeito que devemos uns aos outros, todos esquecidos de que “o conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica”, ou que “o coração humilde pode nos ajudar muito mais do que a mente orgulhosa” (1Coríntios 8.1 – A Mensagem).

4. Cristianismo abstrato é aquele que supervaloriza o moralismo em detrimento do engajamento social. O conceito de vida piedosa fica restrito aos pecados íntimos, notadamente relacionados com sexo, considerando os pecados estruturais e sociais, como a pobreza, a injustiça e a corrupção, coisa de menor importância. Os moralistas se escandalizam mais facilmente com homossexuais andando de mãos dadas na Avenida Paulista do que com mendigos embriagados estirados nas calçadas.

5. Cristianismo abstrato é aquele que proclama a expectativa do céu sem a consequente convocação para a responsabilidade histórica. A utopia do reino de Deus, que deveria ser inspiração para o cuidado da criação de Deus é transformado em argumento de fuga escatológica: “já que o mundo vai acabar mesmo, e vamos para o novo céu e a nova terra, que se dane o leontopithecus rosalia”.

6. Cristianismo abstrato é aquele que se relaciona com o mundo dos espíritos sem a contrapartida da participação no mundo dos homens. Meu amigo tinha uma carranca do folclore peruano em seu gabinete pastoral. Alguém entrou na sala e disse que aquilo era coisa do diabo e deveria ser destruída. O pastor perguntou, “em quem você votou na última eleição?”. Após a resposta, meu amigo concluiu, “Não adianta nada amarrar o diabo nas religiões celestiais e deixá-lo solto aqui em baixo”. Risos.

7. Cristianismo abstrato é aquele onde a religião está separada da vida. O mundo é dividido entre religioso e secular: de um lado ficam os santos redimidos pelo sangue do Cordeiro e do outro os pagãos que marcham céleres para o inferno. A igreja deixa de ser sal da terra e passa a ser “sal no saleiro”.

8. Cristianismo abstrato é aquele que se sustenta em clichês a respeito de como a vida deve ser sem a coragem para encarar a vida como ela é. O elevado padrão ético do evangelho não pode desconsiderar a realidade concreta das pessoas e das comunidades cristãs, que convivem com pedófilos, corruptos, abusadores, gente dissimulada e mal caráter de todo tipo e práticas imorais de toda sorte. Quem proclama o evangelho não pode brincar de “tapar o sol com a peneira”.

9. Cristianismo abstrato é aquele fundamentado no “eu” sem “nós”. Tem gente que confunde pessoalidade (O Senhor é o meu pastor) com individualismo (O pão é nosso, não apenas meu). O privatismo egocêntrico prevalece sobre a comunhão solidária, e todo mundo tenta se relacionar com Deus enquanto olha apenas para o próprio umbigo.

10. Cristianismo abstrato é aquele onde a religião é à la carte, sem sujeição à autoridade da revelação de Deus, que conhecemos como Bíblia. Quando cada um escolhe o que crer, de acordo com sua própria lógica e suposto bom senso, a mensagem cristã acaba sendo transformada num mix barato de folclore popular, filosofia em gotas, misticismo pagão e auto-ajuda espiritualista.

11. Cristianismo abstrato é aquele onde prevalecem as questões de foro íntimo sem satisfações comunitárias. Uma fé sem dimensões públicas, com ênfase exagerada em privacidade e preservação da intimidade, negligencia o fato de que “somos membros uns dos outros, e quando um membro do corpo sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele” (1Coríntios 12.26).

12. Cristianismo abstrato é aquele onde existe carisma sem caráter. Muita profecia, muito exorcismo em nome de Jesus, sem submissão à vontade de Deus. Muita lingua estranha que nem mesmo o Espírito Santo entende. No dia do juízo, muita gente cheia de carismas vai se espantar quando ouvir Jesus dizer, “Tudo o que vocês fizeram foi me usar para virar celebridades. Fora daqui” (Mateus 7.23 – A Mensagem).

13. Cristianismo abstrato é aquele tem um Deus de invocação e outros muitos de devoção. Tem muita gente que invoca o Deus é pai de nosso senhor Jesus Cristo em suas orações, mas toma decisões no dia-a-dia e organiza a vida ao redor do dinheiro, da família, de um romance, da carreira profissional ou de qualquer outra pseudo sutil divindade idolátrica.

14. Cristianismo abstrato é aquele de quem ora “vem nós tudo, ao vosso reino nada” (ser servido versus servir). As pessoas ouviram que “Jesus Cristo é o Senhor” e acreditaram que nesse caso ele pode fazer tudo por elas, em vez de concluírem o óbvio, a saber, que elas devem fazer tudo por Jesus.

15. Cristianismo abstrato é aquele que se contenta com “amor” a Deus sem amor ao próximo, esquecido de que “ver a face do irmão é como contemplar a face de Deus” (Gênesis 33.10), ou quem sabe, que a única maneira de contemplar a face de Deus é contemplando a face do irmão, pois para enxergar o Deus que não se vê, é preciso enxergar o irmão que está bem diante dos olhos (1João 4.20).

fonte: Facebook

Leia Mais

Festa junina de Caruaru não terá noite gospel este ano

Segundo organizador, Prefeitura não vai repassar verba necessária para promover evento gospel

foto: Diogenes Barbosa
foto: Diogenes Barbosa

Jénerson Alves, especial para o Pavablog

Mesmo estando na programação oficial, o Chama Viva (‘noite gospel’) no Pátio de Eventos poderá não acontecer este ano. O evento, que já foi realizado nos últimos dois anos e reuniu cerca de 40 mil pessoas em cada edição, deve ser cancelado em 2013.

A informação foi publicada no site evangélico ‘Presentia On Line’. Segundo o organizador do evento, Jaelcio Tenório, a prefeitura não irá repassar neste ano a verba necessária para a apresentação de grupos evangélicos.

A princípio, a noite gospel aconteceria em 19 de junho. A banda local Brasas no Altar, uma das que se apresentariam, já contava com ampla publicidade promovida por fãs nas redes sociais.

Conhecida por utilizar ritmos juninos na proclamação do Evangelho, a Banda Som e Louvor seria a atração principal deste ano. No site da banda ainda consta a apresentação em Caruaru.

Com essa decisão, a Prefeitura ‘jogou um balde de água fria’ no Chama Viva. A notícia provocou protestos entre os internautas. Neide Oliveira afirmou no Facebook estar revoltada diante da possibilidade de cancelamento da festa. “Estou sem palavras para expressar minha indignação com o possível  cancelamento do evento”.

A internauta Letícia Alves também demonstrou descontentamento: “Era só o que faltava, a prefeitura pode investir um valor altíssimo para trazer à cidade outras bandas e um evento gospel com o custo mínimo não pode? Revoltante!”, lamentou.

Por conta do fenômeno de expansão do estilo gospel, festas e eventos oficiais de vários estados, capitais e municípios estão incluindo artistas do segmento na programação, atraindo novo público para as apresentações.

Nas edições anteriores em Caruaru, cantores e grupos regionais – a exemplo de Erasmo Miguel e Brasas no Altar – gravaram DVDs das apresentações ao vivo no Pátio de Eventos. No ano passado, a grande atração foi o cantor Mattos Nascimento, que aproveitou o show para contar sua experiência com as drogas e relatar como abandonou o vício.

 

Leia Mais