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Feliciano e seu ‘babalorixá’

Novos horizontes

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Lauro Jardim, na Veja on-line

Marco Feliciano, embora evangélico linha dura, parece estar ampliando sua fé e apelando para outras entidades.

Hoje, o gabinete de Feliciano disparou um e-mail com texto de apoio ao deputado pastor assinado por Pai Uzeda – folclórica figura que costuma perambular entre gabinetes do Congresso se apresentando como babalorixá para aparecer – para os 513 deputados da Casa.

No comunicado, Uzeda pede aos opositores de Feliciano que pensem antes de julgá-lo e conclui com o clichê: “deixem o deputado trabalhar”. Como pode se ver, está valendo tudo para Feliciano.

dica do Israel Anderson

Criança que ajuda irmão com paralisia cerebral se torna inspiração na web

Pedro Zambarda, no TechTudo

Cayden Long é uma criança de sete anos com paralisia cerebral. Seu irmão mais velho, Connor, tem nove anos e o leva para passear de bicicleta em um carro traseiro improvisado. O menino mais velho diz que gosta de ver seu irmão “sorrido e dando risada” enquanto ele anda nas ruas. Os irmãos Long chegaram a participar de competições de triathlon com uma bicicleta juntos. Mesmo sem ganharem a prova, eles terminaram a prova juntos e se transformaram em uma inspiração de companheirismo na Internet.

Os irmãos Connor e Cayden se tornaram inspiração na web (Foto: Reprodução/Mashable

Os irmãos Connor e Cayden se tornaram inspiração na web (Foto: Reprodução/Mashable

Connor diz que fica “louco” quando pessoas falam mal da deficiência de seu irmão Cayden. O menino diz em um vídeo que “embora ele tenha esse problema, o jovem ainda tem sentimentos e percebe o que as pessoas querem dizer”.

A mãe dos garotos diz que Connor se sentiu mal quando soube que o irmão mais novo não poderia sair e brincar como ele fazia. O triathlon, que é uma prova com várias modalidades de corrida, incluindo bicicleta, se tornou um esporte que uniu as duas crianças. Cayden passou a acompanhar o irmão mais velho, que fez de tudo para ter sua companhia.

Os irmãos Long foram escolhidos pela revista Sports Kids como “as crianças esportivas de 2012″. Na cerimônia de nomeação, Connor falou emocionado com a plateia sobre sua experiência ajudando Cayden.

Confira o vídeo dos irmãos:

9 dicas para gerenciar melhor o tempo em 2013

Luiza Tenente, na Revista PEGN

Saiba como ser eficiente e administrar seu horário, sem sacrifícios

Empreendedores, normalmente, não têm rotina. Querem aproveitar o expediente para resolver o maior número possível de tarefas. Além de sentirem-se exauridos, têm dificuldade de conciliar a correria da profissão com a família, o descanso, a consulta médica, o horário de almoço… É possível ser eficiente e não se estressar? Quem tenta resolver esse desafio dos negócios é Christian Barbosa, empreendedor, especialista em gerenciamento de tempo e fundador da Triad Productivity Solutions, consultoria em produtividade. Confira as dicas dele:

1. Sempre registre suas tarefas: É comum que os empreendedores sintam-se perdidos porque não organizam os compromissos do dia. “Mas não adianta fazer umas anotações em post-its, outras no computador e algumas na agenda”, afirma Barbosa. “Eleja uma única plataforma e registre tudo ali.”

2. Não deixe tudo para a última hora: Ao escrever quais são as suas tarefas, pense sempre no prazo de três dias. Não adianta, pela manhã, planejar o que fará na mesma data. Ter um tempo à frente facilitará sua organização.

3. Planeje em conjunto: Não adianta seguir a estratégia de registrar as tarefas sozinho. “O ideal é que, toda sexta-feira, a equipe faça uma reunião de meia hora para eleger quais são os compromissos mais urgentes da semana seguinte”, diz o empreendedor.

4. Aprenda a delegar: De acordo com Barbosa, é comum que o empreendedor tenha aberto um negócio por possuir uma habilidade individual. E que, por isso, ele centralize a maior parte das tarefas da empresa. Mas não caia nessa cilada: delegue e faça com que todos da equipe criem um trabalho excepcional. “Treinar os funcionários, ouvir os clientes e prestar atenção na concorrência são deveres do empreendedor. Ele deve parar de fazer e aprender a olhar”, diz o especialista. Isso colaborará para que sobre tempo na sua agenda.

5. Descanse: Não adianta querer se enganar. Nenhum empreendedor conseguirá tirar férias de um mês e abandonar a empresa nesse período. No entanto, sobrecarregar-se é prejudicial à saúde. Como solucionar esse problema? Barbosa sugere que, logo no começo do ano, preste atenção ao calendário e eleja pequenos períodos de descanso. Se o Carnaval não afeta o movimento do negócio, é uma boa opção para fazer uma pausa. No caso dos comerciantes, basta pensar em datas de menor demanda. Dois dias, emendados ao fim de semana, já ajudam a relaxar.

6. Desligue-se: A tendência é sempre estar conectado – sair do trabalho e checar o e-mail pelo celular constantemente. É normal que se sinta irresponsável por abster-se dessas tecnologias. Uma alternativa é combinar com a equipe que as decisões e comunicados urgentes devem ser feitos por telefone.

7. Inclua a família no trabalho: “É impossível separar totalmente a vida profissional da pessoal”, diz Barbosa. Para ele, o ideal é estipular qual a carga horária necessária para que as tarefas sejam executadas e para que sobre um tempo para a família. Oito horas? Então, não ultrapasse isso. Outra dica do empreendedor é envolver os filhos na empresa. “Um garoto no ensino médio já pode fazer um estágio na empresa”, afirma.

8. Faça intervalos durante o dia: Um amigo de Barbosa possui um restaurante e acorda às 4h da manhã para receber os alimentos. Como ele vai ao dentista? Aproveita o intervalo entre 15h30 e 19h, quando o movimento cai, para ficar com a família e resolver os problemas pessoais. Às 19h30, retorna ao estabelecimento. “Ache um horário na agenda para você. Emendar é pedir para se estressar”, diz.

9. Use aplicativos a seu favor: Se há afinidade com tecnologias, uma boa ideia é usar aplicativos móveis para gerir o tempo. “Google Tasks, Remember the Milk e Neotriad são boas opções”, afirma Barbosa. Mas nada impede que se use o bom e velho caderno.

Corinthians enfrenta rótulo de time dos pobres

Rodrigo Capelo, na Época Negócios

O futebol está cheio de preconceitos. Todo torcedor tem seus rótulos, e um deles diz que o corintiano é, por regra, pobre e pouco instruído. Uma bobagem. Afinal, se a torcida do Corinthians é a mais numerosa de São Paulo, é também, por lógica, a que mais tem fãs situados nas classes A e B. E o mais inacreditável é que tem gente que deixa de fazer negócio por preconceito.

A SPR, empresa responsável por administrar as franquias Poderoso Timão, tem mais de 100 unidades abertas e um faturamento de R$ 178 milhões em 2011 só com o Corinthians, mas ainda enfrenta a resistência de shoppings voltados para as classes abastadas. O Higienópolis, o Anália Franco, entre outros, alegam que as lojas corintianas “têm um conceito muito popular”.

É por esta razão que a SPR e o Corinthians inauguram neste mês de novembro um novo modelo de Poderoso Timão, mais luxuoso, nos shoppings Ibirapuera e Paulista. Na prática, é uma maneira que a dupla encontrou para dizer ao mercado que as lojas alvinegras podem, sim, atender aos mais ricos.

A gestora pretendia usar recursos próprios para financiar a abertura das duas primeiras lojas para incentivar outros empresários a apostar no novo modelo. Não precisou. Dois empreendedores apareceram interessados em assumir, sob o modelo de franquia, as novas unidades. Para iniciar o negócio, eles terão de investir quase R$ 1 milhão, quando as lojas tradicionais custam R$ 200 mil.

O preço para abrir uma Poderoso Timão “premium”, por assim dizer, é maior porque a SPR teve de refinar seus produtos. A empresa está em fase final de negociação com um estilista, uma fabricante de relógios internacional, uma de joias e um pintor. Outro modo de tentar agradar aos torcedores com mais dinheiro foi fechar uma parceria com o time de polo a cavalo do Corinthians, que também é administrado por um terceiro, para ter seus produtos nas lojas. Tudo para ganhar um tom mais elitista.

Se o Corinthians atingir a sua meta, ter dez lojas premium em atividade até o fim de 2013, irá colocar mais uma pá de terra sobre o preconceito que atinge seus torcedores. Um exemplo a ser seguido, sobretudo, pelo Flamengo, cuja torcida também carrega, por ser numerosa, a pecha de pobre. E, certamente, uma lição ao mercado: rótulos podem ser engraçados para torcedores, na hora da piada, mas quem quer ganhar dinheiro deve levar futebol a sério.