‘Obra de Deus’, megatemplo aumenta segurança e comércio no Brás


Publicado por TV UOL

O entorno do Templo de Salomão, inaugurado nesta quinta (31) pela Igreja Universal na zona leste de São Paulo, aproveita da movimentação que gera a obra. O bairro do Brás, que já foi industrial, é hoje uma área de comércio popular e concentra muitas igrejas de várias denominações.

Leia Mais

95% dos turistas que vieram para a Copa querem voltar

Estrangeiros permaneceram em média 13 dias no país

Publicado na Época Negócios

Turistas assistem a jogo da Copa do Mundo em São Paulo (foto: Agência EFE)
Turistas assistem a jogo da Copa do Mundo em São Paulo (foto: Agência EFE)

A Copa do Mundo atraiu para o Brasil turistas de 203 nacionalidades, a maioria deles (61%) nunca havia estado no país. As informações fazem parte de um balanço elaborado pelo Ministério do Turismo, em pesquisa na qual 92,3% afirmaram que vieram ao país em função da Copa e 95% declararam intenção de retornar.

Foram ouvidos até o momento 6,6 mil turistas em aeroportos e fronteiras terrestres – o levantamento continua até o dia 23 de julho. O tempo de permanência média no país do turistas estrangeiros foi 13 dias, passando por 378 cidades.

Os brasileiros que circularam pelo país durante a Copa foi superior a 3 milhões, sendo São Paulo o principal Estado emissor de turistas nacionais, como 858.825, seguido por Rio de Janeiro (260.527) e Minas Gerais (220.021).

O Ministério também informou que a hospitalidade e a gastronomia foram os itens mais bem avaliados pelos estrangeiros, com 98% e 93%, respectivamente. A pesquisa ouviu também a opinião da imprensa internacional, que apontou como item mais bem avaliado os atrativos turísticos brasileiros (98,4% de aprovação), além da vida noturna e informações turísticas (96,2%).

Aeroportos
A movimentação nos 21 aeroportos que atenderam demandas da Copa do Mundo de Futebol foi de 16,7 milhões de passageiros, entre 10 de junho e 13 de julho, de acordo com a Secretaria de Aviação Civil. O aeroporto que mais recebeu passageiros (3,81 milhões) foi o de Guarulhos, em São Paulo. Já o aeroporto do Galeão registrou no período 1,8 milhão de passageiros. A lista apresentada pela SAC segue com Brasília (1,66 milhão), Congonhas (1,31 milhão) e Confins (1,1 milhão). O balanço também revela que o índice médio de atrasos acima de 30 minutos foi de 7,03%.

Leia Mais

Aplaudir pôr do sol, abraçar… Veja o que surpreendeu os estrangeiros

Turistas que vieram para a Copa listam o que acharam mais surpreendente.
Pão de queijo, compras parceladas e falta de pontualidade foram citados.

O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (foto: Arquivo pessoal)
O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (foto: Arquivo pessoal)

Flávia Mantovani, no G1

O americano Joe Bauman, que veio para a Copa do Mundo no Brasil, achou estranho ver que todo mundo colocava algo que parecia areia na comida. Foi assim que ele descobriu a farofa e virou adepto. “Comecei a colocar farofa em tudo”, conta ele, que também ficou surpreso com as paisagens naturais, a obrigatoriedade de votar nas eleições e o interesse das brasileiras pelos gringos.

O G1 perguntou a Joe e a outros 11 estrangeiros que visitaram o Brasil durante o Mundial o que eles acharam mais curioso ou diferente aqui em relação a seus países de origem. As respostas foram variadas, mas um ponto se repetiu em quase todos os depoimentos: a surpresa positiva com o jeito alegre e receptivo do povo. Confira a seguir o que os turistas responderam:

O canadense Florent Garnerot (foto: Florent Garnerot/Arquivo pessoal)
O canadense Florent Garnerot
(foto: Florent Garnerot/Arquivo pessoal)

Florent Garnerot, do Canadá

- Na praia, os brasileiros ficam de frente para o sol, e não para o mar. Achei interessante!

- Os brasileiros se encontram, bebem juntos e dividem a conta. No Canadá, cada um paga o que consome.

- Aqui os casais se beijam e demonstram afeto em público, o que não acontece no Canadá.

- As mulheres sempre usam joias, maquiagem… Elas se arrumam muito.

- Quando quero encontrar um amigo no Canadá, preciso planejar com pelo menos uma semana de antecedência. Eles precisam falar com suas mulheres, etc. No Brasil, isso é muito mais espontâneo.

Joe, dos EUA (foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)
Joe, dos EUA (foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)

Joe Bauman, dos Estados Unidos

- Quando cheguei aqui, me perguntava por que todo mundo colocava areia na comida. Depois provei e vi que tinha gosto de bacon. E finalmente comecei a colocar farofa em tudo.

- Os brasileiros bebem muito. Todos os compromissos sociais envolvem amigos e cerveja.

- Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos EUA, só os ricos têm. Fiquei um pouco desconfortável de ver que uma estranha ia fazer minha cama, lavar minha roupa ou preparar meu café da manhã.

- Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você.

- Fiquei impressionado de saber que os adultos são obrigados a votar. Nos Estados Unidos, temos taxas vergonhosamente baixas de comparecimento nas eleições.

- Fiquei maravilhado com as belezas naturais. As montanhas, as praias, a vegetação, tudo é diferente de onde eu moro. Não podia acreditar que existisse um parque do tamanho do da Tijuca dentro de uma grande cidade como o Rio.

- Fiquei impressionado de saber que foram criadas tantas Constituições no país e que a versão atual recebeu tantas emendas. É muito diferente da Constituição americana, que é muito antiga e foi modificada poucas vezes.

- Achei meio nojento ver que aqui jogam o papel higiênico na lixeira [e não no vaso sanitário]. Não fica um cheiro ruim?

- Aqui passam muitos programas de TV americanos, mas tudo da década de 1990. Achei engraçado ver que os brasileiros adoram o seriado “Friends”, que não vai ao ar nos EUA há mais de dez anos.

- As brasileiras parecem adorar os gringos. Estranho, né? Mas achei isso ótimo. Aliás, minha parte favorita do Brasil, com certeza, foram as brasileiras. Eu me apaixonei. Mais de uma vez. Certamente voltarei um dia ao Brasil para encontrar minha futura mulher.

- O coração e a alma deste país maravilhoso são os brasileiros. Eles queriam me mostrar tudo e se certificar de que eu tivesse uma boa experiência – e eu certamente tive!

O esloveno Luka (foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)
O esloveno Luka (foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)

Luka Jesih, da Eslovênia

- Os brasileiros falam alto, quase gritando, e muito rápido.

- Vocês comem MUITO. Muito mesmo. Passei uma semana com uma família brasileira e sempre tinha alguma comida ou fruta na mesa.

- Na Europa, tudo é mais calmo. No Brasil, quando as pessoas cantam o hino, elas choram, cantam alto e com muita emoção.

Richard Diaz (foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)
Richard Diaz (foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)

Richard Diaz, do Chile

- Fiquei surpreso de ver como é rápido fazer amigos aqui, tanto na favela quanto nos condomínios mais exclusivos.

- Percebi que os homens são muito machistas. Eles tratam as parceiras como empregadas deles, especialmente em relação às tarefas domésticas.

Adam, Pete e Dave (foto: Flávia Mantovani/G1)
Adam, Pete e Dave (foto: Flávia Mantovani/G1)

Adam Burns, David Bewick e Pete Johnston, da Inglaterra

- Achamos estranho ver que aqui vocês comem coração de galinha.

- Os brasileiros são muito vivos e cheios de energia. Vocês se mexem muito, estão sempre se mexendo.

- Vocês também sorriem muito.

Mohamed, da Argélia (foto: Flávia Mantovani/G1)
Mohamed, da Argélia (foto: Flávia Mantovani/G1)

Mohamed Moulkaf, da Argélia

- Na Argélia, não há mulheres que dirigem motos.

- Quase todas as lojas daqui parcelam as compras em várias vezes sem juros. Gostei disso. Dá para pagar o mesmo preço dividindo até em dez meses.

- Os seguranças de banco aqui andam armados. Lá, não é assim.

Kyle Dreher (foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal)
Kyle Dreher (foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal)

Kyle Dreher, do Canadá

- Quando você conhece alguém, dá dois beijinhos na bochecha. Isso é muito diferente do aperto de mão que a gente dá no Canadá.

- Adorei o queijo coalho com orégano na praia! E o milho também! Todo dia eu comia.

- No Brasil, as pessoas aproveitam mais a vida e o presente que no Canadá. Lá, todo mundo é muito focado em trabalho, dinheiro e status.

- Na favela perto de onde eu estava hospedado, soltavam fogos de artifício toda hora, de dia e de noite. No começo, achei que fossem tiros de revólver, mas depois descobri que é um sinal de que as drogas estão chegando por lá. Acabei me acostumando.

O chileno Rodrigo Escobar Rebolledo (foto: Rodrigo Escobar/Arquivo pessoal)
O chileno Rodrigo Escobar Rebolledo
(foto: Rodrigo Escobar/Arquivo pessoal)

Rodrigo Escobar Rebolledo, do Chile

- A amabilidade, a forma de receber as pessoas, a alegria e a simplicidade do povo brasileiro foram o que mais me chamou a atenção. Fomos tão bem recebidos em Cuiabá, que isso me marcou. Você perguntava algo e te indicavam tudo, te convidavam para churrascos.

- Vocês sempre têm um sorriso para mostrar. Nós chilenos também somos acolhedores, mas somos mais sérios, formais, calados.

- As garotas são lindas, carinhosas e simpáticas. Quero um dia ter uma esposa brasileira.

- Os brasileiros são muito relaxados, mais até do que se deve, às vezes. A turma marca de se encontrar “amanhã às 10h” e ninguém aparece.

- A parte ruim foi encontrar muita obra inacabada, pelo menos em Cuiabá.

Elsa (foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal)
Elsa (foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal)

Elsa Saks, da Estônia

- Estranhei o arroz com feijão. No início, pensei: “É sério isso?”. Mas acabei achando superdelicioso.

- Gostei muito do pão de queijo. Tão bom! Adorei.

- Músicos não são pagos pelo bar onde tocam, mas pelo couvert que os clientes pagam.

- Brasileiros jantam tarde. É normal comer às 22 horas.

- Os brasileiros não são bons em pontualidade.

Lukas (foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal)
Lukas (foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal)

Lukas Bärtschi, da Suíça

- Foi ótimo ver todo mundo na rua usando roupas amarelas, desde uma senhora idosa com chapéu do Brasil até uma criança com a camisa da Seleção.

- Ficamos surpresos de ver como tudo foi bem organizado. O ônibus para o estádio, as informações para o aeroporto, tudo funcionou muito bem.

- Muita gente se esforçava para falar inglês. Quando estive no Brasil antes, há seis anos, ninguém falava nem uma palavra.

- Foi muito especial ver que cada estádio servia a comida típica da região. E todas eram muito gostosas.

- As pessoas são todas alegres e recebem você de braços abertos.

O inglês Daniel com a mulher, que é brasileira (foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal)
O inglês Daniel com a mulher, que é brasileira
(foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal)

Daniel Lane, da Inglaterra

- Os brasileiros muitas vezes usam roupas muito apertadas.

- As pessoas chegam atrasadas para tudo.

- Vocês abraçam muito mais.

- Vocês falam “Boa praia!” para as pessoas.

- As pessoas são bem mais religiosas – geralmente, nós só somos religiosos quando queremos muito uma coisa: por exemplo, que nosso time avance na Copa do Mundo.

George mostra o ingresso para um jogo da Copa (foto: George Woolley/Arquivo pessoal)
George mostra o ingresso para um jogo da Copa
(foto: George Woolley/Arquivo pessoal)

George Woolley, dos EUA

- As pessoas aplaudem o pôr do sol na praia do Rio. Isso nunca aconteceria nos Estados Unidos.

- Poder beber cerveja em público também é algo que não acontece nos EUA, exceto em lugares como Nova Orleans.

- O fato de que as pessoas são tão felizes por estarem vivas é algo muito diferente e palpável.

Leia Mais

Taxista devolve 40 ingressos perdidos por mexicanos em seu táxi

img_20140612_172318Publicado no G1

O taxista Adilson Luiz da Cruz, de 43 anos, devolveu a um grupo de mexicanos os ingressos que dois deles haviam esquecido dentro de seu táxi. Eram 40 ingressos no total, deixados dentro de uma bolsa no banco de trás na madrugada de quinta-feira (12), em São Paulo.

O taxista afirma que deixou os estrangeiros no Novo Hotel São Paulo Morumbi, na Zona Sul da capital. Ele enviou o relato pelo VC no G1.

Os homens aparentavam estar alcoolizados e, segundo o taxista, derramaram cerveja no interior do veículo. Ao limpar o carro, Cruz se deparou com uma pasta esquecida no banco de trás com aproximadamente 40 ingressos para o mundial dentro. Cruz decidiu voltar ao hotel.

“Quando eu cheguei e casa, abri a porta do banco de trás e encontrei a pasta com 40 ingressos”, afirmou. “Às vezes cai na mão de pessoas que não têm preocupação [em devolver] e corre o risco de perder”, disse. Ele reconheceu os passageiros através de um celular de um amigo deles.

O taxista contou que voltou ao hotel para buscar os donos dos ingressos o quanto antes, pois o primeiro jogo do México é nesta sexta-feira (13), contra Camarões. “Espero que eles tenham cuidado a partir de agora”, afirmou.

Leia Mais

Brasileiro vende ‘ar enlatado’ para turistas durante a Copa do Mundo

foto_1_1600x1200

Publicado no G1

Existem muitas formas de se lembrar de uma viagem: os sabores, as paisagens, as experiências, os passeios…. Mas o curitibano Alessandro Catenaci, de 37 anos, teve a ideia de vender aos turistas o “cheiro” do Brasil. Enlatado, o ar brasileiro pode ser encontrado em várias lojas de souvenires pelo país.

A ideia, embora estranha, não é novidade, segundo Catenaci. Ele diz que há 20 anos, viu algo parecido em uma viagem a Paris, na França. “Eu viajo com alguma frequência. Em Paris, vendiam a água do Rio Sena e tinha uma lata com o ar de Paris”, conta.

A iniciativa dos franceses ficou na mente do curitibano, que também é dono de uma agência de viagens e câmbio. Com a chegada da Copa do Mundo, ele encontrou uma oportunidade para colocar a ideia no mercado. Em 2013, ele foi um dos beneficiados com o Projeto Sou Curitiba, uma iniciativa do Sebrae com a Prefeitura de Curitiba.

dsc_5001_1600x1200

“Fiz de Curitiba e achava que seria só da cidade. O negócio pegou bem. Se destacava por ser inusitado”, explica o curitibano. Além da capital paranaense, há latinhas com o ar de Foz do Iguaçu, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, bem como uma sexta, com o ar “genérico” de todo o Brasil.

As latinhas, na verdade, possuem, uma brincadeira, diz Catenaci. O propósito maior é divulgar os pontos turísticos de cada cidade e também do país. Em cada lata, a “fórmula” do ar local traz detalhes que podem fazer as pessoas lembrarem dos locais onde passaram ao visitar as cidades. “Ela alivia a saudade com boas lembranças”, afirma. Embora o presente seja o ar, Catenaci sugere que os compradores evitem abrir a latinha. “Podem perder todo o ar da cidade”, brinca.

O curitibano conta que fazer as latinhas referentes ao Brasil e às outras cidades foi fácil. O problema maior foi com a primeira, que tratava de Curitiba. “Foi preciso retomar a visão de um turista, andar na Linha Turismo, conversar com historiadores”, lembra. A latinha curitibana, conforme Catenaci, trata da diversidade cultural da cidade. A arte que a enfeita tem desenhos do Museu Oscar Niemeyer, Jardim Botânico, do Bondinho da Rua XV de Novembro, entre outros.

Cada latinha pode ser encontrada por valores que variam entre R$ 9,00 e R$ 10,00, diz Catenaci. Segundo ele, a ideia deve crescer após a Copa. Ele prevê nos próximos meses mais latinhas, com o ar de diversas cidades turísticas do Brasil. “É um souvenir pequeno, numa faixa que concorre com os imãs de geladeira. A pessoa acaba comprando mais de um”, pontua.

dsc_5153_1600x1200

Leia Mais