Dedé Santana admite ciúme quando só falam de Renato Aragão: ‘Acho que também mereço respeito’

Dedé está em cartaz no musical “Os saltimbancos trapalhões” Foto: Roberto Moreyra
Dedé está em cartaz no musical “Os saltimbancos trapalhões” Foto: Roberto Moreyra

Publicado o Extra

O nome de batismo é Manfried, mas ele já foi conhecido artisticamente como Picolé, Telé e Bonitão. Há 50 anos, no entanto, vem sendo consagrado pelo público como Dedé Santana, o eterno companheiro de Renato Aragão. Dedé e Didi começaram como uma dupla, no início dos anos 1960, e assim seguem em suas trapalhadas, após a dolorosa despedida à formação como quarteto dos Trapalhões e um período de separação nunca totalmente compreendido pelos fãs e muito menos bem explicado pelos dois. No palco da Grande Sala da Cidade das Artes, na Barra, em temporada com o musical “Os saltimbancos trapalhões”, Dedé, aos 78 anos, revive a infância no circo e a saudade dos companheiros Mussum e Zacarias, com quem rodou o filme homônimo, de 1981. “Não tem uma só apresentação em que eu não me emocione, de uma forma ou de outra”, conta ele, com os olhos marejados.

Quais são suas lembranças mais remotas?
Nasci numa barraca de circo, em São Gonçalo. Minha família é descendente de ciganos. Pai, mãe, irmãos, tios… a maioria já falecida. Sou sobrinho do Colé Santana, que foi um dos maiores comediantes do cinema e da TV no Brasil. Entrei no picadeiro pela primeira vez aos 3 meses de idade, no colo da minha mãe, fazendo o filho da escrava que ela interpretava. Depois, fiz um pouco de cada coisa sob a lona: me apresentei no globo da morte, no trapézio, na barra, na acrobacia, como palhaço… É um grande orgulho ter levado esse humor de circo para a televisão, de dar tapa na cara, cair no chão, pular…

Já teve um circo próprio, que levasse o seu nome?
Recentemente, nos meus 50 anos de carreira, levantei a lona de um parente meu em São Gonçalo durante um mês, só para celebrar. Foi para mim mesmo… Lotava todo dia, muito legal!

É verídica a história do palhaço que em cena faz o público rir e nos bastidores se esvai em lágrimas de tristeza?
No meu caso, mais real impossível. Vou contar: viajei com o circo da família até meus 15 ou 16 anos. Numa das últimas vezes, fomos para Santos, no litoral paulista. Lá, mesmo sem dinheiro, compramos tinta e todo o material necessário para deixar o circo bonito para a estreia. No primeiro dia de apresentações, meu pai foi atropelado e morreu. Perguntei, desesperado, à minha mãe: “E agora?”. E ela: “Agora, vamos trabalhar, senão não vamos ter dinheiro nem para enterrar seu pai”. E assim foi. Eu e meu irmão de palhaços em cena, o povo rindo e aplaudindo. A gente virava as costas chorando, no caminho para velar meu pai. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida.

Triste mesmo… Pouca gente sabe que seu nome real é Manfried.
Tenho nome de alemão, cara de baiano e nasci nas redondezas de Niterói, vejam só! Stanislaw Ponte Preta dizia que Niterói é onde o urubu voa de costas…

Dedé é um apelido antigo?
É, sim… Fui usar bem mais tarde, como artista, porque antes eu era o palhaço Picolé. Depois, mudei para Telé e, em seguida, assumi o Dedé Santana, quando fiz o primeiro filme com o Renato.

O “Na onda do iê-iê-iê”?
É… Nós temos mais de dez filmes só os dois sozinhos. Foi um sucesso tremendo, meu Deus do céu! Em preto e branco, e bateu recordes de bilheteria. Foi nosso primeiro grande encontro na arte. No início, eu dizia: “Se atira pela janela!”, e ele fazia. “Agora, você vai dar um salto mortal”, eu explicava. E ele: “Mas eu nunca dei…”. “Bota o pé aqui que eu te jogo pra cima”, eu argumentava. E ele seguia as instruções. Sempre admirei essa coragem do Renato. Hoje, somos dois senhores, ele é só um ano mais velho que eu, e bem mais atrevido. Em mim, dói coluna, pé…

Renato passou pelo susto de um infarto recentemente. E você, tem cuidado da saúde?
Eu não faço nada, menina. Como de tudo, abuso. O médico briga comigo porque tenho que caminhar por pelo menos 20 minutos por dia. Renato vive falando: compra um par de tênis e vai andar, cara. Ele faz esteira, hidroginástica, se cuida muito. Eu sou muito relaxado. Tive um infarto há mais de 20 anos, que não deixou sequelas. Depois engordei muito, emagreci outro tanto com uma cirurgia no intestino. Agora me sinto bem, com a corda toda.

É vaidoso?
Não muito. Tenho a obrigação de me cuidar um pouco porque estou no palco, na TV. O artista se mostra para o público a toda hora. Não entro em cena sem maquiagem, por exemplo. Já fiz uma plástica no rosto, mas não sou mais disso. Estou numa idade que tenho que aparentar ter.

Está casado?
Estou sim. Dos oito filhos, só dois ainda moram comigo. Os outros estão encaminhados, me deram oito netos. Minha filha Yasmim, de 18 anos, disse que vai seguir os passos do “tio Renato”: se formar advogada, mas trabalhar como atriz. Mas ela gosta é de teatro e dança, não quer saber de TV, não.

Hoje, você mora onde?
No Sul do país, em Itajaí, Santa Catarina. A cidade me recebeu de braços abertos. Foram seis anos me apresentando lá, com o Beto Carrero. Mas hoje fico bastante no Rio por conta do teatro e porque sou contratado da Globo. A emissora me solicita para os especiais e eu venho correndo.

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Você acha que o humor do quarteto Os Trapalhões sobreviveria nos dias atuais?
Difícil… Quando nós começamos, tínhamos o direito de errar. Se não dava certo, mudávamos aqui e ali. Lembro que, no início, a gente pensava que ia trabalhar só para crianças, e os adultos começaram a se interessar pelo nosso tipo de humor. Essa turma nova vive a ditadura do descartável. Não acertou, está fora.

Muita gente achava o Dedé muito sério, perante as palhaçadas do Didi, do Mussum e do Zacarias…
Ah, sim… Eu era acusado de não ser tão engraçado quanto eles. Ora, fui palhaço de circo, sei dos truques para fazer o público rir, se precisar. O que muita gente não sabe é que eu não estava ali para fazer graça, mas para servir de “escada” para os três. Minha função era preparar as piadas e me dirigir a cada um de maneira diferente. Senão, o grupo não funcionava como um todo.

Na vida pessoal, você é mais tímido ou mais líder?
Sou mais diretor, nasci para isso. Sou muito detalhista, gosto de estar explicando, ensinando: “Dá um tempo maior na piada”, “Fica mais no canto de lá”, “Aqui dá para cair”… e por aí vai. Dirigi vários filmes dos Trapalhões, shows e alguns programas. Lembro que na parte dos “Saltimbancos”, o filme, que foi rodada nos Estados Unidos, eu ficava guiando meus companheiros. Ah, que saudade!

Você se sentiu frágil no período em que ficou longe do Renato?
Fiquei em depressão. Cheguei a engordar 35kg. Mas Renato não tinha o poder para me recontratar… Depois que “Os trapalhões” acabou, chegamos a ter um programa juntos em Portugal por quatro anos, foi maravilhoso! Mas quando voltamos, ele continuou na Globo por ser embaixador da Unicef e cabeça do “Criança esperança”. Para mim, não havia mais lugar. Fui para a “Escolinha do barulho”, na Record, onde fiquei dois anos. Depois, fiquei quatro anos no SBT, com “Dedé e o comando maluco”. E, quando Beto Carrero morreu, Renato me convidou para voltar a Globo. Nesse tempo todo, nunca deixamos de nos falar. Dedé e Didi são como marido e mulher: brigam, brigam, mas estão sempre juntos. Costumo dizer que quero terminar meus dias como artista, ao lado dele. Começamos juntos, temos que ficar juntos até o fim. E acho que ele sente a mesma coisa… Outro dia, me emocionei quando perguntaram a ele sobre projetos futuros e ele respondeu que não faz mais nada na vida sem que eu esteja por perto.

A figura do Didi é sempre muito festejada. Você sente ciúme por não ser tão lembrado quanto ele?
Realmente fico triste quando me esquecem. Se estamos juntos e só falam nele… poxa! Não se trata de vaidade, acho que também mereço respeito. Ele é o comediante, e no Brasil se costuma cultuar o primeiro nome do humor. Nos Estados Unidos é o contrário. Primeiro, vem o escada. Por exemplo: Dean Martin & Jerry Lewis, o Gordo e o Magro. Eu me dedico muito ao Renato, fico nervoso em dias de estreia. Não por mim, um cara acostumado a improvisar no picadeiro, mas por ele. Na estreia de “Os saltimbancos trapalhões” a minha preocupação era toda com ele, que nunca tinha feito teatro na vida. Quando acabou e eu percebi que ele tinha se saído bem, me tranquilizei. Ele está cada dia melhor!

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Malafaia diz que Justin Bieber é um ‘mau exemplo’ para a juventude

Publicado no F5

Cresce cada vez mais o time de gente que não gosta de Justin Bieber.

O pastor Silas Malafaia, inimigo declarado da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT), descascou o cantor teen em entrevista a Raul Gil que

“Ele é um mau exemplo para a juventude do Brasil e do mundo”, declarou Malafaia.

Sobre a briga com a associação gay, Malafaia se defendeu dizendo que “não é contra os gays, só contra a Associação”.

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“Eles querem implantar uma ideologia no Brasil. Eles estão trabalhando para uma coisa que chama ideologia de gênero, é para destruição da família”, definiu o pastor.

Questionado sobre sua idoneidade financeira, Malafaia disse que “não deve nada a ninguém”.

“Dou um relatório de tudo o que acontece na minha igreja, falo tudo o que vamos fazer com o dinheiro”, conta.

A entrevista vai ao ar neste sábado (22), às 14h15, no “Programa Raul Gil” (SBT).

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Zoboomafoo morreu hoje no Duke Lêmure Center

Sifaka lêmure que atuou no programa infantil “Zoboomafoo” da PBS, morreu nesta segunda-feira com mais de 20 anos de idade no Duke Lêmure Center. Saiba os detalhes.

Publicado no Notícias Brasil

Sifaka lêmure de 20 anos, que atuou no programa infantil “Zoboomafoo” da PBS morreu nesta segunda-feira (10), no Duke Lêmure Center. Aqui você poderá ter todos os detalhes dessa triste noticia.

Atuando em mais de 65 episódios, e muito conhecido pelo publico infantil, por ficar saltando por todos os lados do set de gravação, o lêmure marrom e branco estava no ar desde 1999 até o ano de 2001.

Os irmãos Martin e Chris Kratt foram os resposáveis pela a criação do show, que ensinava as crianças sobre a vida selvagem, escolheram como o anfitrião do programa o pequeno lêmure, chamado de Zoboo para ajudar nos ensinamentos pela tv.

Jovian era a estrela do show, no qual poderiam ser substituído por mais dois lêmures treinados para aparecer no programa.

“Provavelmente, você poderá ter visto os três na tv, mais Jovian era a grande estrela”, dizia a mensagem no blog do programa.

A idade média de vida de um lêmure é de 15 anos, “Zoboomafoo” viveu por mais cinco, ou seja, tivemos a oportunidade de conviver por mais tempo com essa joia rara da natureza, disse um dos criadores. Jovian morreu por insuficiência renal.

Voce sabia que ele teve até um jogo de vídeo game? Confira aqui no link o jogo desenvolvido pela Nintendo.

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‘Vida que segue’, diz Jô em primeiro programa após a morte do filho

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De preto, em luto pela morte do filho, Jô Soares dá seu tradicional ‘beijo do gordo’ no programa de hoje

Publicado no Notícias da TV

Três dias depois da morte de seu filho, Rafael Soares, o apresentador Jô Soares voltou ontem (3) a gravar seu programa na Globo. A edição exibida na madrugada desta terça (4) foi dedicada ao filho, que morreu aos 50 anos na última sexta (31). Ao final do programa, emocionado, Jô olhou para a câmera e disse: “Então é isso: vida que segue. A vida é pra isso mesmo, pra gente viver”. Foi aplaudido de pé. Nas redes sociais, a homenagem comoveu o público.

“Meu filho, Rafael Austregésilo Soares, o Rafinha, esteve no mundo durante 50 anos e foi uma criança especial. Como era autista, permaneceu menino até o fim. Ele passou a vida inteira na realidade do seu próprio mundo, com corpo de adulto e coração e alma de criança. Tinha ouvido absoluto, por isso tocou piano e adorava música”, disse ao abrir o programa.

Ainda na abertura, Jô contou uma passagem que justifica o fato de voltar ao trabalho ainda em luto. “Gostaria de contar uma história que dá uma ideia das coisas que eu aprendi com o Rafinha. Uma vez, numa livraria, ele chegou junto ao caixa carregando uma dúzia de livros. Eu estranhei: ‘Rafa, é muito. Escolhe seis’. E ele: ‘Então eu não quero nenhum. Eu prefiro não escolher’. ‘Mas por que não?’. ‘Porque escolher é perder sempre’. Levei todos. Hoje, eu também não preciso escolher. Como ele nunca faltou ao seu trabalho, também não posso faltar ao meu”, disse o apresentador.

Jô se referia ao “trabalho” de Rafael em uma “rádio”, que o filho produzia e mantinha em casa, como apresentador, e que não tirava do ar nem na hora de apagar as velas do bolo de aniversário. A rádio tinha uma programação ‘fechada’, apenas para os moradores da casa. Jô mostra uma das vinhetas da emissora do filho no programa desta noite.

Na atração, Jô recebeu o maestro Isaac Karabtchevsky, que completa 80 anos em dezembro, a modelo angola Sharam Sharam, uma das angels da Victoria’s Secrets, e ator Felipe Titto, o mordomo Wagner de Amor à Vida (2013).

Ao final, após dedicar o programa ao filho, Jô agradeceu ao auditório. “Obrigado, plateia, por todo carinho, afeto e senso de humor de vocês hoje. O programa começou difícil, e a graças a vocês foi se tornando mais leve e alegre.”

Nas redes sociais, telespectadores demonstraram solidadariedade ao apresentador. “Meus respeitos ao Jô Soares pela magnífica abertura do seu programa no dia de hoje… Talvez seu melhor momento na TV até hoje”, escreveu no Twitter o produtor Arnaldo Saccomani.

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Telão do Programa do Jô exibe foto de Jô Soares com o filho, Rafael, ainda criança

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Para pagar TV, Valdemiro exige que fiéis doem R$ 15 milhões

Ricardo Feltrin, no UOL

Valdemiro Santiago (foto: Isadora Brant/Folhapress)
Valdemiro Santiago (foto: Isadora Brant/Folhapress)

O apetite de Valdemiro Santiago por dinheiro parece ser insaciável. O autointitulado “apóstolo” e líder da Igreja Mundial acaba de lançar mais um “carnê-desafio” destinado a arrecadar uma fortuna. Ele quer que 50 mil fiéis de sua igreja se mobilizem e se voluntariem a doar R$ 300, cada um, para a igreja. E essa doação tem de ser feita até o próximo dia 30. Segundo o pastor, o dinheiro será usado para pagar horários de TV que ele compra na TV aberta e os canais por assinatura que ele mantém.

“Também tem aluguéis das igrejas”, brada Santiago em pregação exibida pela TV Ideal (ex-MTV). O religioso também subiu o tom de seu discurso, quase que menosprezando fiéis que não teriam como colaborar. “Eu prego só para quem acredita, quem não acredita que fique de fora, não me importo.”

Depois, tentou se desculpar pelo tom mais agressivo. “Desculpem estar azedo, mas tenho muitas responsabilidades.”

A Igreja Mundial enfrenta grave crise financeira há quase dois anos, desde que uma longa reportagem exibida no “Domingo Espetacular” denunciou Santiago por apropriação de doações da igreja em benefício próprio, para compra de fazendas, gado e outros imóveis e propriedades.

Investigado pelo Ministério Público (e possivelmente pela Receita Federal), acabou tendo de vender muitos bens, inclusive a suntuosa fazenda e o gado que apareceram na reportagem da Record. A denúncia causou ainda um êxodo de fiéis assustados com a denúncia, mas outro tanto acreditou no discurso do pastor: era tudo intriga e perseguição da Igreja Universal (de Edir Macedo, dono da Record).

Macedo literalmente acabou por tirar Santiago quase que completamente da TV aberta, comprando quase todos os horários de outras emissoras que eram vendidos para a Mundial.

Entre outras TVs, a Universal conseguiu tirar o canal 21 da Mundial, que o havia alugado da Band. O motivo da rescisão de contrato da Band foi justamente devido a atrasos constantes no pagamento do aluguel. A Universal também passou a ocupar as madrugadas da Band no lugar da Mundial.

Graças à fiscalização tacanha e quase inexistente e a uma legislação arcaica, nebulosa e jamais obedecida, a compra de horários de TVs por igrejas e demais programas de televendas (os chamados caça-níqueis)  não é fiscalizada e nem sequer disciplinada pelo Ministério da Comunicação ou Anatel — órgãos que pouco ou nada fazem para coibir que muitos vendilhões ocupem horários de TVs.

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