Marina sinaliza com possível virada inédita em eleições presidenciais

Nunca um candidato começou o horário eleitoral atrás nas pesquisas e acabou vencendo a disputa

Marina Silva

Publicado por Fernando Rodrigues

A pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (26.ago.2014) mostra que a disputa presidencial pode ter uma virada inédita.

Nunca um candidato que começou o horário eleitoral atrás nas intenções de voto conseguiu vencer esse tipo de disputa.

Segundo o Datafolha, nos dias 14 e 15 de agosto, a corrida presidencial tinha Dilma Rousseff (PT) com 36%, seguida por Marina Silva (PSB), com 21%, e Aécio Neves (PSDB), com 20%.

O horário eleitoral com propagandas no rádio e na TV teve início em 19 de agosto. Agora, o Ibope realizado de 23 a 25.ago.2014 mostra que Dilma tem 34% contra 29% de Marina. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Aécio Neves tem apenas 19%. Há sinais de que o tucano derreteu neste momento com a entrada da pessebista na disputa.

Mais relevante do que o cenário de primeiro turno é o que o Ibope aponta para o segundo turno. Na hipótese de o confronto ser entre Dilma e Marina, a petista pontuaria 36% contra robustos 45% de Marina.

A “Folha de S.Paulo” publicou reportagem em sua edição de hoje (26.ago.2014) com dados de todas as eleições presidenciais diretas pós-ditadura militar. Nota-se que sempre houve um padrão: quem estava à frente nas pesquisas de intenção de voto no início do horário eleitoral acabava vencendo a disputa –independentemente de quanto tempo disponível tinha para fazer comerciais na TV e no rádio.

Se confirmar o seu desempenho nas urnas em 5.out.2014, Marina Silva poderá protagonizar uma virada inédita em uma eleição presidencial brasileira.

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Brasileiros estão no topo de ranking de pirataria de seriados

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Publicado no Olhar Digital

O brasileiro é campeão de pirataria de programas de televisão. Um estudo feito pela empresa Tru Optik diz que entre abril e junho deste ano, 7,2 milhões de endereços de IP brasileiros recorreram aos sites de distribuição de arquivos por P2P para download de seriados de TV.

O país está no topo do ranking dos “pirateiros”, mas sem muita folga em relação ao segundo colocado, os Estados Unidos, que tem tiveram 6,7 milhões de IPs recorrendo aos torrents para download de seriados. O pódio é fechado pela Austrália, bem atrás, com 5,3 milhões de IPs.

O levantamento também leva em consideração quais são os principais alvos de pirataria no mundo. Sem grandes surpresas, o maior fenômeno da atualidade é Game of Thrones, que recebeu teve quase 300 milhões de downloads no período, quase cinco vezes mais do que o segundo colocado, o humorístico The Big Bang Theory.

Confira abaixo a lista completa das séries mais baixadas no período:

1) Game of Thrones: 298,9 milhões de downloads
2) The Big Bang Theory: 63,2 milhões
3) Orange is The New Black: 60,8 milhões
4) Mad Men: 55,7 milhões
5) Arrow: 53,2 milhões
6) How I Met Your Mother: 51,5 milhões
7) The 100: 50,1 milhões
8) Fargo: 46,8 milhões
9) Modern Family: 44,7 milhões
10) 24: Live Another Day: 43,8 milhões

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Ator e comediante Robin Williams é encontrado morto

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Publicado no Kron 4

A polícia está investigando a morte do ator e comediante Robin Williams. Ele atuou em filmes como “Sociedade dos poetas mortos” e “Gênio indomável”.

Ele tinha 63 anos e foi encontrado inconsciente nesta segunda por volta de meio-dia (horário local) em sua residência. Os policiais suspeitam de suicídio por asfixia, mas aguardam o término das investigações.

Atualização

Assessora do ator, Mara Buxbaum afirmou que Williams estava lutando contra a depressão. “Essa é uma trágica e repentina perda”, disse ela em comunicado. “A família respeitosamente pede para que seja mantida sua privacidade neste momento muito difícil de luto”.

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5 séries muito boas para você ver agora e ficar enturmado

Por Cláudia Croitor, no Legendado

Se você me perguntar “que série devo assistir?”, eu tenho uma lista enorme, obviamente, e cheia de séries que já terminaram e tiveram várias temporadas, todas excelentes e imperdíveis e blablablá. Tipo não deixe de ver “Breaking Bad”, por favor veja “Sopranos”, “The Wire” é a melhor coisa já feita para a TV, “Arrested Development” tem três temporadas perfeitas etc etc.

Mas vamos deixar isso para outra hora.

Porque agora você me pergunta “que série devo assistir?, lembrando que não tenho muito tempo para ver mil temporadas e, ao mesmo tempo, gostaria de não ficar tão por fora quando todo mundo só fala de séries”. Sim, leitor, todo mundo só fala de séries, eu sei. Então é preciso assisti-las, no mínimo para não ficar desenturmado.

Digo. Estamos no meio de 2014 e você ainda nem começou a ver “Breaking Bad”. É feia a coisa, amigo leitor. Tem muito atraso para ser tirado aí. Mas o Emmy está logo ali, então antes de se jogar na incrível história de Walter White ou se apaixonar por Don Draper, é hora de ser prático.

Então vamos falar de 5 séries que acabaram de estrear – ou estrearam há pouco tempo – e, sendo assim, têm poucos episódios, você pode ficar em dia rapidinho e parar de ficar por fora da conversa dos seus amigos e do papo do almoço no trabalho. E não são óbvias. E ainda vai arrasar e impressionar ao soltar frases do tipo “a graça de ‘Fargo’ e também o que irrita na série é que a história meio que anda em círculos”, ou “Matthew McConaughey está melhor em ‘True Detective’ que em todos os seus filmes juntos” e ainda “realmente, Mike Judge é um gênio”. Vem comigo.

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1. “True Detective”. Só se falou dessa série há uns meses atrás. Simplesmente porque é a melhor coisa que passou na TV em bastante tempo. E porque é o tipo de série que é o exemplo perfeito de como a televisão já é faz tempo muito melhor que o cinema etc. Matthew McConaghey brilha no papel de um detetive perturbado que investiga um crime macabro numa cidadezinha da Louisiana. Woddy Harrelson é seu parceiro, igualmente perfeito no papel. E a história é demais, explorando a relação dos dois e a investigação, no passado e no presente. Só teve uma temporada, curtinha, e agora todo mundo está à espera do que vai vir no segundo ano. Corre lá, depois você me agradece.

2. “Fargo”. O primeiro episódio só não é melhor que o primeiro episódio de “TD”, que é imbatível. Mas que piloto lindo. A série é baseada no filme de mesmo nome, dos irmãos Coen. Uma cidadezinha cheia de neve lá no Minessota é palco de uma série bizarra de crimes que começa depois da chegada do esquisitão Lorne Malvo, vivido por Billy Bob Thorton. Uma policial com um ar meio ingênuo é a única ali que parece entender o que está acontecendo. A série anda um pouquinho em círculos (o que me irritou de leve) e é cheia de personagens peculiares. E é impecável em tudo. Atores, roteiro, direção, fotografia. Pega bem assistir e ainda assim é boa demais. E é curtinha.

3. “Masters of Sex”. A segunda temporada acabou de começar. A primeira começa média, e vai evoluindo episódio a episódio. Ali pelo meio da temporada você já está deslumbrado e apaixonado pela história real do dr. Masters, que fez um estudo revolucionário sobre sexo nos anos 60, com a ajuda de sua secretária e futura esposa Virginia.

4. “Sillicon Valley”. Nerds geninhos do vale do Silício, uma start-up, bilionários do vale do Silício e nada levado muito a sério. Fica mais besta a cada dia, no melhor e mais refinado dos sentidos, e mais engraçada. Oito episódios de meia horinha cada um, é baba assistir. Se não gostar do primeiro, dê uma chance ao segundo. Ao chegar no oitavo você vai vir aqui me dar um abraço, aguarde. Ou não, mas aí a culpa vai ser sua.

5. “House of Cards” (a da foto aí de cima). Eu ia sugerir “Hannibal”, que na minha opinião humilde é bem melhor. Mas o negócio aqui é ficar por dentro, e todo mundo vê “House of Cards”, e é série original e caríssima do netflix, e tem o Kevin Spacey e, como não, é excelente, sim. Estreou no ano passado, mas nada grave, você vê rapiditnho. Me irrita um pouquinho o tanto que o presidente dos EUA é bundão e o tanto que o Francis é f**ão, mas tirando isso é uma coisa linda de se ver. Política, manipulação, falta de caráter, uma linda direção, belas atuações. Coisa fina, enfim. São duas temporadas.

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Série com Jesus negro desperta ira de conservadores nos EUA

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Publicado no Terra

Estreou nos Estados Unidos o seriado humorístico americano Black Jesus (Jesus Negro) que, mesmo antes de ir ao ar, já havia despertado a ira de grupos cristãos e de conservadores.

A série do canal de TV a cabo Adult Swim tem como protagonista um sorridente Jesus Cristo negro que bebe, fuma maconha e fala palavrões ao passear de túnica branca pelas ruas de Compton, um bairro pobre de maioria negra em Los Angeles.

No primeiro episódio, que foi ao ar na quinta-feira (7), o personagem transforma água mineral em conhaque e tenta transformar um terreno baldio em um jardim comunitário – onde pretende plantar legumes e verduras e maconha.

Os produtores tinham lançado apenas um trailer de dois minutos antes do episódio de quinta-feira, mas já foi suficiente para que a série fosse taxada de blasfema e que grupos lançassem campanhas para não deixá-la ir ao ar.

O idealizador da série, Aaron McGruder, é autor do polêmicoThe Boondocks, quadrinhos que foram transformados em um seriado de animação que aborda temas complexos como o racismo e a luta de classes nos Estados Unidos.

A sátira é contada da perspectiva de irmãos negros que vivem na casa do avô em um bairro de maioria branca em Chicago.

Interpretação possível

De acordo com o Adult Swim, uma programação para adultos que só vai ao ar à noite no canal Cartoon Network, Black Jesus representa um “filho de Deus em sua missão para difundir o amor e a bondade pelo bairro de Compton, ajudado por seu pequeno e fiel grupo de seguidores oprimidos”.

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Em uma nota, o canal disse à BBC que a série é uma sátira e uma interpretação possível da mensagem de Jesus, contextualizada por contos morais do dia a dia. Além disso, afirmam que “embora alguns possam considerá-la uma representação polêmica de Jesus, não é nossa intenção ofender qualquer raça ou grupo religioso”.

A explicação do Adult Swim parece não ter convencido organizadores de campanhas para que a série não vá ao ar, como a Um Milhão de Mães, parte da conservadora Associação Americana da Família (AFA, na sigla em inglês).

Para o grupo, o trailer é “desagradável” porque mostra Jesus Cristo “bebendo e fumando erva”, falando palavrões e “utilizando o nome de Deus em vão diversas vezes”. “Há violência, tiroteios, drogas e outros gestos impróprios que distorcem a figura de Jesus completamente. Isto é blasfêmia!”, afirmam os responsáveis de Um Milhão de Mães, que também destacam que o Adult Swim não “se atreveria a ridicularizar Maomé ou os muçulmanos”.

A organização de mães não está só em sua batalha contra Jesus Negro. O Christian Broadcasting Network, por exemplo, lançou um abaixo-assinado contra o seriado. Eles dizem que são contra a série não porque Jesus Cristo é representado por um ator negro, mas sim pelas qualidades que os produtores lhe dão e pelo ambiente em que a trama se desenrola.

Estereótipos raciais

O programa também irritou congregações de maioria afro-americana, como a Igreja Cristã da Esperança em Beltsville, no Estado de Maryland, cujo bispo, Harry Jackson, pediu um boicote por acreditar que o seriado “reforça estereótipos raciais negativos em um tempo em que se tenta minar o respeito da sociedade aos cristãos e suas crenças bíblicas”.

Já a Nação Messiânica Africana, uma organização que se opõe à representação eurocêntrica de Jesus, também rechaçou a série, argumentando que ela ataca o conceito de um “Messias negro” pelo qual vêm lutando há anos.

“A representação que Jesus Negro faz de Jesus Cristo é uma desgraça para todos que na última década dedicaram as suas vidas à promoção de uma imagem de um Messias negro”, afirmou à BBC Mundo Paul Scott, fundador da organização.

A polêmica era esperada pelo professor Edward Blum, da Universidade Estatal de San Diego, na Califórnia e autor do livro A Cor de Cristo, no qual analisa diferentes representações de Jesus Cristo ao largo da história.

“Nos Estados Unidos, qualquer questão racial se transforma em polêmica. O mesmo acontece com questões religiosas. Ou seja, se misturarem raça e religião no mesmo assunto, a polêmica é ainda maior”, disse à BBC Mundo.

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