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Site da “Agência Nacional de Autorregulação da Internet” entra no ar e sobram dúvidas

Esta semana finalmente entrou no ar o site de uma instituição que vem causando muita curiosidade da internet: a ANARNET, Agência Nacional da Autorregulação da Internet. 

foto: internet

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Publicado no You Pix

Esta semana finalmente entrou no ar o site de uma instituição que vem causando muita curiosidade da internet: a ANARNET, Agência Nacional da Autorregulação da Internet. Infelizmente, pouca coisa foi explicada. Pior, o pouco que foi revelado só gerou mais dúvidas.

Há duas semanas, notícias sobre essa “agência” renderam muitas opiniões negativas, de desconfiança e suspeita. Repercutiu bastante a crítica de que a ANARNET #NãoNosRepresenta. Quem pegou mais leve disse que ela até era uma boa ideia, mas que parecia ambiciosa e poderia se perder na pretensão. Em uma pesquisa olhada em quase duas mil pessoas no Twitter, não encontrei ninguém batendo palmas.

Mas o que afinal de contas será essa ANARNET? Com o site oficial, era de se esperar que fossem dadas algumas respostas. Só que não.

O primeiro problema surge com o nome. Agência reguladora é um conceito de direito administrativo bem específico. No Brasil, todas agências foram criadas por lei e compõem o Estado. Daí que soa bem mal usar esse nome para uma associação privada.

A impressão é de uma usurpação marota (“se colar, colou”) ou de um total desconhecimento (“foi mal, não sabia”). Com boa vontade, pode-se até admitir que seria um caso de criatividade brasileira, de quem quer ajudar o país a resolver pela sociedade um problema que o governo está patinando para enfrentar com o Marco Civil da Internet.

Mas aí vem outro problema: quem é a ~sociedade~ que vai “autorregular” a internet?
Sim, porque a ~rede mundial de computadores~ não vai se autorregular. Regulação é para as pessoas que usam a Internet. E como são muitos os usos possíveis, as tretas são inevitáveis. A ideia da ANARNET seria resolver esses debates ali mesmo entre os envolvidos, sem recorrer ao Estado, sem leis, sem decisões judiciais.

Para isso ela iria produzir normas de autorregulamentação, que “poderão se materializar em contratos, convênios, eventos e parcerias” (XVIII) e que elas “vincularão apenas seus associados e aderentes” (XII). Quem é que vai produzir? Os associados, pelos associados e para os associados.

Então, se apenas associados precisam seguir as normas da ANARNET, e precisa pagar para participar, qual seria então a utilidade de se filiar a ANARNET, seja uma empresa ou uma pessoa? Permitir que, agindo como o CONAR, ela possa remover meus vídeos? Com que poder, se não está ligada ao Estado? Vai ter sanção econômica?

Está dito também que essas normas internas não representarão “qualquer direito de responsabilização civil ou criminal” (XIV). Como assim, Bial?! E se uma parceria entre associados violar direitos de um consumidor não associado? Não vale reclamar na Justiça? Pois a ANARNET se declara “imune a qualquer interferência estatal”. De novo: como assim!? Como ela pode se dizer IMUNE ao Estado? Se tiver desvio de verba, a polícia não poderia agir? Se houve uma lei sobre o assunto, ela não se aplica? Um decisão judicial não valeria?

Parece picuinha, mas se é pra confiar, não dá pra deixar passar barato. Ainda mais se o projeto é promover e executar a “regulação de todas as áreas e extensões em que a internet se operacionaliza”. Lendo assim, parece que eles vão cuidar até de regular o tamanho padrão dos rage faces. Desculpe, mas “todas as áreas” são muitas áreas quando o assunto é internet. E na verdade, o que não falta são autoridades para lidar com a regulação da web: CGI, ICANN, W3C, ITU. Onde entra a ANARNET nessa sopa (opa!) de letrinhas?

Fato é que o site está no ar. A missão e a visão que eles assumem parecem inofensivas e fazem algum sentido. Mas tem muito tempo que eu aprendi a não confiar em site em que não tem NENHUM NOME de pessoa física. A seção “quem somos” não diz quem eles são. A página da Diretoria não revela os diretores. O mesmo para o conselho superior e o conselho fiscal.

A conclusão é que tudo que sei sobre a ANARNET continua suspeito demais e secreto demais para merecer confiança. Se fosse um email na minha caixa de entrada, ia ficar junto com os convites para aumentar meu pênis e ajudar banqueiro nigeriano.

Depois de polêmica, Lobão e Mano Brown decidem tocar juntos na Virada Cultural de SP; Mano Brown não confirma

Publicado originalmente no UOL

foto: Caio Duran/AgNews

foto: Caio Duran/AgNews

Depois da polêmica sobre declarações de Lobão dadas à “Folha de S.Paulo”, o cantor disse no Twitter, na tarde desta sexta-feira (3), que conversou com o rapper Mano Brown e que eles “conseguiram se entender”. “Atenção, enfim, uma linda notícia,o Mano Brown acabou de me ligar, tivemos uma conversa franca e decidimos que vamos fazer um som juntos”. E acrescentou: “Vamos nos encontrar e vamos tocar juntos na Virada. Queremos mostrar pra galera que podemos divergir e ao mesmo tempo caminhar juntos”.

Mano Brown estará na Virada Cultural de São Paulo com o Racionais MCs no domingo (19) às 15h, no Palco Júlio Prestes. Já Lobão se apresenta no Palco São João, no sábado (18) às 18h.

O perfil oficial dos Racionais no Twitter, no entanto, desmentiu e ironizou durante a madrugada a afirmação de Lobão. “O Lobinho agora está falando que conversou com Brown. Mentiroso!”, escreveram em tuíte que foi compartilhado por Mano Brown na rede social.

Entenda o caso

Na entrevista, Lobão alfinetou o novo rap e disse que o ritmo faz parte de “anseios de intelectuais petistas”. Logo depois, recebeu diversas mensagens de artistas reclamando do conteúdo de suas declarações e de seu novo livro “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”. “Você segura o Lobão que vai ter uma fila pra bater! Kkkk até eu fui esculhambada! Vamos cobrar royaltes desse livro!”, escreveu a empresária Paula Lavigne para o rapper Mano Brown, escreveu no Twitter nesta quinta-feira (2).

“Conheci o Lobão em 1996. Cumprimentei e depois disso nunca mais o vi. Sinceramente não tenho o que falar da pessoa dele. Estranho o Lobão falar de mim sem nunca ter me conhecido. Não entendo a postura dele agora. Ele que pregava a ética e rebeldia, age como uma puta para vender livro. Nos anos 80 as ideias dele não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, nem ele comigo. O Lobão está sendo leviano e desinformado. Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui”, escreveu Mano Brown em uma série de publicações.

Outros músicos também foram citados e também se defenderam via rede social.

Depois de atingir a marca de 150 mil exemplares vendidos com sua autobiografia, Lobão volta às livrarias com um livro no qual se propõe a falar sobre o “estado de paralisia” em que acredita que o Brasil se encontra.

dica do Ronaldo Junior

afinal, vão ou não tocar juntos? :-)

Atualização:

O UOL publicou um comunicado de Mano Brown desmentindo a informação passada por Lobão. Segue: 

“Informamos que o Mano Brown não ligou e não conversou com o Lobão. Eles não irão tocar juntos na Virada Cultural como está sendo noticiado na imprensa. Pedimos que os veículos de comunicação que estão noticiando esse fato esclareçam a questão com a verdade, pois o Lobão mentiu e não haverá esse show do Racionais com o Lobão”.

Richard Dawkins lidera lista com os maiores intelectuais do mundo

Responsável pela invenção do termo ‘meme’, evolucionista é popular na internet
Ranking de revista recebeu mais de 10 mil votos de mais de 100 países

O biólogo Richard Dawkins foi eleito o maior intelectual do mundo no ranking da revista Prospect Divulgação

O biólogo Richard Dawkins foi eleito o maior intelectual do mundo no ranking da revista Prospect Divulgação

Publicado originalmente em O Globo

O biólogo evolucionista Richard Dawkins desbancou ganhadores do Prêmio Nobel e foi considerado o maior intelectual do mundo pelos leitores da revista Prospect. Atrás dele vêm o político afegão Ashraf Ghani, o psicólogo Steven Pinker, o ex-ministro iraquiano Ali Allawi e o economista Paul Krugman. O ranking foi publicado após mais de 10 mil votos de mais de 100 países.

Ateu, Dawkins é autor dos livros “Deus, um delírio” e “O gene egoísta”, que introduziu o termo “meme”, em uma referência à menor unidade do pensamento. Hoje, o conceito é frequentemente usado para definir conteúdos que se espalham pela internet na forma de textos, imagens e vídeos. O biólogo, inclusive, é popular na web: ele tem quase 700 mil seguidores no Twitter, onde costuma falar muito de religião.

Em relação à primeira lista, de 2005, uma novidade entre os mais votados foi o físico inglês Peter Higgs, que contribuiu para o desenvolvimento da teoria do Bósson de Higgs, a chamada “partícula de Deus” descoberta no ano passado que dá massa a outras partículas elementares. O cientista é um dos mais cotados para o Nobel este ano.

Chama a atenção a ausência de mulheres entre os dez primeiros colocados. A mais bem classificada, no 15º lugar, é a escritora e ativista da Índia Arundhati Roy, uma crítica proeminente das injustiças no país.

O ranking foi baseado em 65 nomes escolhidos por especialistas. O critério para fazer parte da seleção era ter exercido “influência nos últimos 12 meses” e uma importância “para as grandes questões do ano” – o que pode explicar a ausência de pensadores renomados, como Noam Chomsky e Stephen Hawking, por exemplo.

Confira a lista completa

Pesquisa diz que adolescentes estão abandonando as redes sociais

National Texting Championship Held in Times Square

Ismael dos Anjos, na Abril

Tudo tem um fim: inclusive as redes sociais. E aparentemente para a maioria delas, ele está se aproximando. De acordo com uma pesquisa feita pelo banco de investimentos PiperJaffray entre março/abril de 2012 e o mesmo período de 2013, os jovens estão cada vez menos interessados em sites como Facebook, Twitter, Google + e Flickr.

Em 2012, 32,5% dos 5 mil adolescentes entrevistados consideravam o Facebook a principal rede social disponível. Em 2013, esse número caiu para cerca de 22.5%. O mesmo fenômeno negativo afetou também – embora em menor escala – páginas como YouTube, Twitter, Google + e Flickr (só o Pinterest escapou). Confira os dados no quadro abaixo*:

teen-pesquisa

Tá, mas para onde estão indo esses adolescentes insatisfeitos? Desligando o computador e indo ler um livro? Aparentemente não: eles estão migrando. Redes sociais menos centradas em perfis, mas com um forte fluxo de mensagens e atualizações – como Snapchat (com cerca de 100 milhões de mensagens compartilhadas por dia) e Kik (que agora tem 30 milhões de usuários) – cresceram de importância no mesmo período.

Embora a pesquisa seja centrada apenas em opiniões, é bem possível que os dados de uso dos sites passem a refletir esse sentimento de insatisfação. Ou como observou John Herrman, do BuzzFeed: talvez já estejam refletindo. “Considerando o quanto algumas dessas companhias evitam falar sobre seus usuários mais novos, talvez o êxodo já esteja a caminho”.

Ozzy canta sobre disputa entre Deus e o diabo em “God Is Dead?”, nova do Black Sabbath; ouça

 A faixa foi divulgada simultaneamente em rádios do mundo todo e instantes depois já era um dos assuntos mais comentados no Twitter. 

sabbath

 

Publicado originalmente no UOL

Seis meses antes de vir ao Brasil, o Black Sabbath lançou na tarde desta quinta-feira (18) sua primeira música após o retorno aos palcos. “God Is Dead?” faz parte de “13″, primeiro álbum de estúdio da banda em 35 anos com Ozzy Osbourne no vocal, previsto para sair em 10 de junho. A faixa foi divulgada simultaneamente em rádios do mundo todo e instantes depois já era um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Na música –a primeira a ser divulgada do novo trabalho–, Ozzy canta sobre uma disputa entre Deus e o diabo em tons sombrios. O tema religioso é um dos favoritos da banda desde o início da carreira.

“Estou perdido na escuridão”, diz no início. “Não acredito que Deus está morto”, diz no refrão, após um longo solo de Tony Iommi. A música é inspirada na mesma frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que aparece na capa do single. E também relembra os temas religiosos que os consagraram.

Com quase nove minutos, a música tem um ritmo lento, bastante similar ao estilo do trabalho solo de Ozzy Osbourne, mas com riffs mais intensos e um baixo marcante, especialmente nos refrões.

A voz do vocalista, com 64 anos, parece não ter sentido o efeito da passagem dos anos e é um dos principais destaques da faixa.

A ausência do baterista Bill Ward que saiu da banda no começo de 2012, é sentida especialmente nos trechos mais calmos da música, quando a voz de Ozzy se destaca. Mas o baterista do Rage Against the Machine, Brad Wilk, que o substituiu, consegue manter a qualidade do trabalho.

A partir do sexto minuto, a faixa apresenta uma mudança e traz os riffs que mais lembram a fase mais celebrada da banda, uma das fundadoras do gênero hoje conhecido como heavy metal.

No Twitter, fãs e famosos repercutem o lançamento. “A nova música do Sabbath é muito boa. Eu estou impressionado. É excelente!”, escreveu Slash, ex-guitarrista do Guns ‘n’ Roses.

A música termina com intensidade, demonstrando um trabalho que possivelmente estará no setlist da apresentação que virá ao Brasil em outubro.

Iommi: “Queríamos que soasse como antigamente”

Em entrevista ao jornal “Birmingham Mail”, Iommi falou sobre o álbum. ”Acho que ele encaixa em nossos três primeiros álbuns –’Black Sabbath’, ‘Paranoid’ e ‘Master Of Reality’”, disse. “Queríamos que soasse como a forma que tocávamos no começo, de volta ao básico, e nós gravamos quase tudo ao vivo, como uma banda”.

O guitarrista também comentou a saída em turnê enquanto trata um câncer. “Não estou pronto para ir ainda, ainda tenho muito o que fazer”.

O disco “13″ será o primeiro desde “Never Say Die!”, lançado em 1978, que terá a participação dos membros originais da banda Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler. Em 1998, a formação clássica da banda se reuniu para gravar o álbum ao vivo “Reunion”, com apenas duas músicas inéditas.

“13″ será lançado em diferentes formatos, com uma versão clássica em CD, edição de luxo com dois discos (que incluirá uma edição com material extra de estúdio), vinil e uma edição com o documentário “Black Sabbath – The Reunion”.

O Black Sabbath tem shows marcados para outubro em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Megadeth está escalado para fazer a abertura.

A letra do single pode ser conferida aqui.

dica do Israel Herison