Minissérie bíblica é uma das maiores audiências da TV a cabo americana

Roma Downey, atriz e co-produtora de 'The Bible'
Roma Downey, atriz e co-produtora de ‘The Bible’

Fernanda Furquim, na Veja on-line

Uma minissérie que narra diversas passagens bíblicas é o novo sucesso de audiência da TV a cabo americana. A audiência de estreia não conseguiu ultrapassar o público conquistado pelo primeiro episódio de Hatfields & McCoys, mas desbancou a estreia da terceira temporada de The Walking Dead, a série sobre zumbis (entre o público geral). O curioso é que Hatfields & McCoys e The Bible são duas produções do History Channel, que apenas recentemente começou a investir na produção seriada.

Em sua primeira noite, Hatfields & McCoys conquistou cerca de 13.9 mihões de telespectadores ao vivo, com 4.8 milhões entre o público alvo. Com as reprises na mesma noite, a estreia desta produção chegou a 17 milhões. Em outubro de 2012, o AMC estreou a terceira temporada de The Walking Dead, que bateu o recorde entre o público alvo, conquistando cerca de 7.2 milhões dos telespectadores na faixa etária entre 18 e 49 anos, sendo que a estreia conquistou 10.9 milhões entre o público geral. Em fevereiro, a estreia dos novos episódios da terceira temporada de The Walking Dead conseguiu ultrapassar seu próprio recorde, chegando a 12.3 milhões, com 7.7 milhões entre o público alvo.

Agora The Bible, que teve seu primeiro episódio exibido no último domingo (3/3) nos EUA, conquistou 13.1 milhões, com 3.3 milhões entre o público alvo. Somando a reprise na mesma noite, ela chegou a 14.8 milhões, com 5 milhões entre o público alvo.

A crítica não gostou da abordagem que Mark Burnett, do reality Survivor, e sua esposa, Roma Downey, atriz da série O Toque de um Anjo, deram ao adaptar as histórias da Bíblia. Mas isto parece não ter influenciado o público, que respondeu de forma positiva ao apelo de Burnett no Twitter. Nas vésperas da estreia da minissérie, o produtor organizou uma campanha na rede social convocando o público a assistir The Bible. O tempo dirá quantos continuarão a acompanhar a produção.

Para o History, foi mais uma noite bem sucedida, a qual é considerada pela mídia americana como a de maior audiência na trajetória do canal. Isto porque, além da estreia de The Bible, o canal também começou a exibir a série Vikings, produção que também conquistou uma grande audiência para a TV a cabo: 6.2 milhões, com 2 milhões entre o público alvo. Somando a reprise na mesma noite, Vikings chegou a 8.3 milhões de telespectadores com 3.4 milhões entre o público alvo.

A Bíblia também é responsável pela boa audiência conquistada pelas minisséries da TV Record no Brasil, que já exibiu A História de EsterSansão e Dalila, Rei Davi e atualmente apresenta José do Egito. O canal já prepara Os Milagres de Jesus Cristo (2013), título provisório, Os Dez Mandamentos (2014) e A Vida de Jesus Cristo (2015).

Informações sobre The Bible aqui e sobre Vikings aqui.

Cliquem na foto para ampliar. Abaixo, chamada do segundo episódio de The Bible.

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Comissão de Direitos Humanos da Câmara terá pastor Marco Feliciano como presidente

marco3Sueli de Freitas, no UOL

O Partido Social Cristão confirmou, nesta terça-feira (5), que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal será presidida pelo pastor Marco Feliciano (SP), cujo nome foi envolto em uma série de acusações de racismo e homofobia desde que a presidência da comissão ficou a cargo do partido cristão. A decisão foi tomada em reunião da bancada do partido nesta tarde.

Outros três parlamentares haviam colocado o nome à disposição da legenda: Zequinha Marinho (PSC-PA), Lauriete (PSC-ES) e Antonia Lúcia (PSC-AC).

Até então, o PT da presidente Dilma Rousseff comandava a CDHM, sob a direção do deputado Domingos Dutra, mas o partido preferiu assumir as comissões de Constituição e Justiça e Cidadania; de Seguridade Social e Família e de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

A provável indicação do Pastor Feliciano gerou protestos de ativistas de direitos humanos, porque o deputado tem um discurso que pode ser considerado polêmico.

Em 2011, ele usou o Twitter para dizer que os descendentes de africanos seriam amaldiçoados. “A maldição que Noé lança sobre seu neto, Canaã, respinga sobre o continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”, escreveu.

Em outra ocasião, o pastor postou na rede social que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime e à rejeição”. No ano passado, o pastor defendeu em debate no plenário os tratamentos de “cura gay”.

No último domingo (3), a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) publicou nota de protesto contra a indicação do pastor evangélico. Um abaixo-assinado no site Avaaz, no qual são disponibilizadas petições públicas, diz que “é inaceitável que a comissão fique nas mãos de alguém que irá lutar contra qualquer avanço em direção ao reconhecimento dos direitos humanos no Brasil”. Os ativistas lembram que Feliciano é “conhecido por comentários racistas e homofóbicos, além de não respeitar as religiões de matriz africana”.

Disputa na web

Quando foi anunciado que o PSC ficaria com a presidência da comissão, vários abaixo-assinados começaram a se espalhar pela internet, contra e a favor da indicação de Feliciano para o cargo.

Na semana passada, uma petição no site Avaaz pedia que ele fosse deposto da comissão. Em seguida, o próprio deputado cricou uma petição em seu site defendendo sua indicação.

Agora, uma petição no site Change.org assinada por um grupo de religioso diz que nem todos os evangélicos apoiam Feliciano.

Mensagem que foi postada no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagada
Mensagem que foi postada no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagada

dica do Felipe Nogs

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Vendas de ‘Banana Kong’ crescem 500% no Brasil após tuíte do Ministério da Defesa

Rafael Capanema, na Folha de S.Paulo

“Alcancei 370 metros no Banana Kong. Obtenha-o na App Store e tente fazer melhor”.

Publicado pela conta oficial do Ministério da Defesa no Twitter neste domingo (3), o tuíte acima fez explodirem no Brasil as vendas de “Banana Kong”, jogo para iPhone e iPad que custa US$ 0,99 na App Store, loja de aplicativos da Apple: houve um aumento de 500% de um dia para o outro.

Publicação do Ministério da Defesa no Twitter sobre pontuação no game "Banana Kong"
Publicação do Ministério da Defesa no Twitter sobre pontuação no game “Banana Kong”

A postagem teve mais de 3.000 retuítes antes de ser removida, algumas horas depois.

Ainda não se sabe se o tuíte foi publicado por um funcionário do Ministério da Defesa ou se a conta foi invadida. A assessoria de imprensa afirmou que o ministério está apurando o caso e que, como medida de segurança, alterou a senha.

Descrito como “uma jornada emocionante por florestas, cavernas e topos de árvores”, “Banana Kong” é um jogo de plataforma protagonizado pelo macaco Kong.

Enquanto corre para percorrer a maior distância possível, o jogador precisa coletar bananas e desviar de obstáculos, como crocodilos e piranhas.

Thomas Kern, um dos sócios-gerentes da produtora de “Banana Kong”, a FDG Entertainment, baseada em Munique, soube do episódio por meio da Folha e parabenizou o Ministério da Defesa pela pontuação.

Leia abaixo a entrevista que ele concedeu por e-mail nesta segunda-feira (4).

Tela do jogo "Banana Kong", para iPhone e iPad, à venda por US$ 0,99 na App Store, loja de aplicativos da Apple
Tela do jogo “Banana Kong”, para iPhone e iPad, à venda por US$ 0,99 na App Store, loja de aplicativos da Apple

*

Folha – Você soube do episódio?

Thomas Kern - Não sabíamos até que você nos contou. :)

As vendas de “Banana Kong” aumentaram no Brasil?

Sim, os números de ontem (3) acabaram de chegar. Houve um grande salto de vendas, de mais de 500%.

“Banana Kong” e outros jogos da FDG vendem bem no Brasil?

Sim, o Brasil é um bom mercado para os jogos da FDG. “Banana Kong” é um game popular no mundo inteiro desde o seu lançamento e até chegou ao primeiro lugar nos EUA. Também esteve no top 10 no Brasil.

Você vê alguma relação entre “Banana Kong” e o setor militar?

“Banana Kong” é um jogo leve com uma grande audiência, e acho que todos podem apreciá-lo. Eu não diria que há uma conexão direta, mas acho que o jogo pode ser uma distração leve muito bem-vinda em um dia duro de trabalho no setor militar.

O que você diria ao Ministério da Defesa?

Eu o parabenizaria pela pontuação –e daria dicas para ele melhorar!;)

dica do João Marcos

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Deputado considerado racista e homofóbico pode comandar Comissão de Direitos Humanos

Publicado originalmente no BOL

Mensagens de 2011 que foram postadas no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagadas
Mensagens de 2011 que foram postadas no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagadas
Internautas reagiram no Facebook à possibilidade do pastor evangélico e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) vir a assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
Voltou a circular na rede social, nesta semana, uma imagem contendo mensagens publicadas em 2011 – e depois apagadas – no perfil de Feliciano no Twitter. Na ocasião, o parlamentar teria escrito: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss. Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome… Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre canaã toca seus descendentes diretos, os africanos (sic)”.
Polêmico por suas declarações contra a homossexualidade, Feliciano foi um dos deputados que manifestou a intenção de ficar com o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP) Edson Silva/Folhapress
Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP)
Edson Silva/Folhapress

Em acordo entre os partidos para a divisão de cargos em comissões da Casa, na quarta-feira (27), o PSC de Feliciano ficou com o direito de indicar um nome para comandar o colegiado.

O líder do PSC, André Luis Dantas Ferreira (SE), afirma que o partido ainda não decidiu quem vai ser escolhido. Ao todo, o partido possui 16 parlamentares na Câmara. Uma reunião foi marcada para a próxima terça-feira (5) para a escolha do indicado pelo partido.
O site de ciberativismo Avaaz.org já possui uma petição querendo a imediata destituição do deputado. “É inaceitável que a comissão fique nas mãos de alguém que irá lutar contra qualquer avanço em direção ao reconhecimento dos direitos humanos no Brasil, uma matéria ainda tão frágil em nosso país”, diz o texto da petição, que até a publicação desta notícia contava com 16 mil adesões.

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Bancada evangélica da Câmara deve presidir Comissão de Direitos Humanos

Pastor Marcos Feliciano, virtual novo presidente do colegiado, escreveu em 2011 que amor entre pessoas do mesmo sexo levava ao ódio e ao crime

Bruno Lupion e Ricardo Chapola, no O Estado de S. Paulo

O PSC quer indicar o deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Em 2011, Feliciano foi protagonista de uma polêmica ao escrever, em sua página no Twitter, que o amor entre pessoas do mesmo sexo levava “ao ódio, ao crime e à rejeição” e que os descendentes de africanos seriam “amaldiçoados”.

Feliciano avalia que a Comissão se tornou um espaço de defesa de 'privilégios' de gays - Divulgação
Feliciano avalia que a Comissão se tornou um espaço de defesa de ‘privilégios’ de gays – Divulgação
Um acordo de lideranças na quarta-feira, 27, estabeleceu que a presidência da comissão ficará com o Partido Social Cristão. O PT, que tradicionalmente comandava esse colegiado, abriu mão da vaga em favor da sigla que faz parte da base de apoio do governo Dilma Rousseff. Feliciano confirmou ao Estado que, no partido, seu nome é o escolhido para o cargo.

Ele avalia que a comissão hoje se tornou um espaço de defesa de “privilégios” de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais e defendeu “maior equilíbrio”. “Se tem alguém que entende o que é direito das minorias e que já sofreu na pele o preconceito e a perseguição é o PSC, o cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra”.

A possibilidade de Feliciano assumir a presidência da comissão gerou revolta entre parlamentares. O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-SP) afirmou ser “assustador” que o pastor assuma o órgão. “Ele é confessadamente homofóbico e fez declarações racistas sobre os africanos”, afirmou.

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a escolha do pastor marca uma fase “obscura” do colegiado, pois a postura de Feliciano atentaria contra os princípios básicos dos direitos humanos. “Corremos o risco de mergulharmos no obscurantismo e negarmos a história da comissão. (O nome de Feliciano) não nos tem dado segurança. Posturas homofóbicas e racistas atentam contra os princípios básicos dos direitos humanos”, disse.

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