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Não é só homofobia: 10 erros do texto ‘Parada gay, cabra e espinafre’ publicado na Veja

Manu Barem, no Jezebel

Você já deve ter visto que o texto opinativo“Parada gay, cabra e espinafre”, publicado por J.R. Guzzo na Veja que foi às bancas neste fim de semana, está causando comoção nas redes sociais. Tanto no Twitter, como no Facebook e em blogs, o texto é classificado como homofóbico por se posicionar contra a luta pela causa gay. Os exemplos grosseiros utilizados para defender a postura contra o casamento gay como “Um homem também não pode se casar com uma cabra, por exemplo; pode até ter uma relação estável com ela, mas não pode se casar” geraram raiva e piadas contra a revista. Porém, o texto ainda contém outros erros tão graves quanto estes: o autor apresenta verdades sem checar as informações, baseia-se em clichês populares perigosos e estabelece uma lógica nos argumentos que é preguiçosa e conduz o pensamento do leitor para um caminho errado.

Para começar, o emaranhado de parágrafos do texto de J.R. Guzzo tenta defender que a a luta pelos direitos homossexuais é uma guerra que está gerando mais animosidade do que efeitos positivos. Premissa que eu, particularmente, derrubo logo que ela se apresenta. Podemos concordar com Guzzo que todo movimento social corre o risco ou acaba por perder o foco em algum ponto da sua argumentação ou ações, gerando efeitos colaterais inesperados. Porém, se estes efeitos colaterais não dominam o objetivo central de um movimento, não formam algo suficiente para eliminá-lo.

O primeiro erro grave de J.R. Guzzo é dizer que o “movimento gay”, e consequentemente a “comunidade gay” e a “causa gay”, não existem, já que são compostos por indivíduos diferentes, com vontades diferentes, apenas com “suas preferências sexuais” em comum. Com isso, vemos o quanto é fácil teorizar sobre um movimento em cima de um discurso lógico quando não há nem a leve intenção de conhecer realmente a razão dele existir.

O movimento gay, assim como qualquer movimento social que luta contra qualquer coisa, existe por uma premissa básica: a sociedade é injusta com os indivíduos que o compõem. O mesmo acontece no movimento negro ou feminista, por exemplo. Estes grupos são tratados de formas diferentes pelas outras pessoas e/ou sofrem violências de diversos tipos, níveis e formas. Muito antes de se unirem para decidir o que é melhor para a classe — no texto, J.R. Guzzo coloca isso dizendo “[Os gays] Adotam posições opostas em política, religião ou questões éticas” — eles estão juntos para pedir que a sociedade respeite o que eles são.

Quando alguém não compreende isso, todo e qualquer argumento, por mais que seja bem apresentado, cai por terra. É triste e preocupante quando algo irresponsável como este é dito para um público de, no mínimo, 8 milhões de leitores.

Dez erros do texto “Parada gay, cabra e espinafre”

10 — A analogia do Projeto Apollo e da frigideira 

Erro leve, mas já que algo tão distante do assunto foi utilizado como analogia, também é passível de correção. O motivo deste erro são alguns 20 anos de diferença, como lembra Carlos Orsi. Este artigo do Chicago Tribune mostra que a NASA apenas usou o Teflon nas produção dos trajes dos astronautas que foram à Lua em 1961 por ele ser antiaderente, mas ele havia sido inventado em 1941.

9 — O kit gay é um incentivo ao “homossexualismo”

Já não era para o “kit gay”, apelido maldoso dado ao “kit antihomofobia”, uma das grandes polêmicas da campanha para prefeito em São Paulo, ter sido superado ou ao menos devidamente esclarecido?

No texto, J.R. Guzzo requenta a polêmica, simplesmente porque ela é fácil de emplacar, dizendo:

O kit gay, por exemplo, pretendia ser um convite à harmonia – mas acabou ficando com toda a cara de ser um incentivo ao homossexualismo, e só gerou reprovação.

Porém, a iniciativa de Fernando Haddad enquanto Ministro da Educação não foi para frente porque o material estava incompleto: era necessário, além de apresentar a homossexualidade e discuti-la com as crianças, acrescentar o combate ao bullying ao material.

8 — Não há violência contra gays apenas pelo fato deles serem gays

Ao defender que não há violência contra gays, mas a sociedade como um todo está sofrendo, J.R. Guzzo combina relativização com falta de checagem de dados. Ele diz:

Pelos últimos números disponíveis, entre 250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil. Mas, num país onde se cometem 50000 homicídios por ano, parece claro que o problema não é a violência contra os gays; é a violência contra todos. Os homossexuais são vítimas de arrastões em prédios de apartamentos, sofrem sequestros-relâmpago, são assaltados nas ruas e podem ser mortos com um tiro na cabeça se fizerem o gesto errado na hora do assalto – exatamente como ocorre a cada dia com os heterossexuais; o drama real, para todos, está no fato de viverem no Brasil.

Indo atrás destes dados números utilizados no texto (“250 e 300 homossexuais foram assassinados em 2010 no Brasil”) o que encontramos são números relacionados a crimes de ódio aos gays, estritamente. Os dados são da ONG Grupo Gay Bahia (GGB), considerada uma das primeiras instituições a lutarem pelos direitos homossexuais do País e a única que se preocupa em coletar e formar um banco de dados com números de mortes de gays e travestis. (O Governo Federal não tem preocupação parecida e a GGB já o denunciou à ONU e Comissão dos Direitos Humanos da OEA por não desenvolver este trabalho).

O relatório do primeiro semestre de 2012 revelou que 165 gays haviam sido assassinados, um aumento de 28% em relação aos números do mesmo período do ano anterior. Eles se baseiam em notícias das páginas policiais dos jornais brasileiros que mostram crimes de ódio contra gays e travestis e atualmente mantém atualizado o blog Quem a Homofobia Matou Hoje. Se alguém ainda tiver a dúvida inocente de que alguém morre apenas por ser gay basta dar uma olhadinha neste wordpress sangrento.

7 — A sociedade brasileira não agride os gays, quem faz isso são os delinquëntes

E as agressões gratuitas praticadas contra gays? Não há o menor sinal de que a imensa maioria da população aprove, e muito menos cometa, esses crimes; são fruto exclusivo da ação de delinquentes, não da sociedade brasileira.

J.R. Guzzo entende como “sociedade brasileira” seus colegas de redação, vizinhos de prédio e sujeitos engravatados da padaria perto da sua casa? Nosso conceito de “sociedade”, às vezes, é bem restrito, né?

De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência, a maioria das agressões contra homossexuais acontece dentro de casa. Um relatório divulgado em julho deste ano analisou quase sete mil denúncias de violência motivadas por homofobia feitas em 2011, de acordo com registros da ouvidoria do SUS, da Secretaria de Políticas para Mulheres e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação. O resultado mostrou que 62% das agressões vieram de parentes ou vizinhos e 42% aconteceram na casa das vítimas. Aonde está a “sociedade brasileira” de J.R. Guzzo, afinal?

6 — “Pregar o ódio aos gays” não é o mesmo que “dizer que não gosta de gays”

Qualquer artigo na imprensa que critique o homossexualismo é considerado “homofóbico”; insiste-se que sua publicação não deve ser protegida pela liberdade de expressão, pois “pregar o ódio é crime”. Mas se alguém diz que não gosta de gays, ou algo parecido, não está praticando crime algum – a lei, afinal, não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais, ou de espinafre, ou de seja lá o que for. Na verdade, não obriga ninguém a gostar de ninguém; apenas exige que todos respeitem os direitos de todos.

Esclarecendo: no primeiro caso, você levanta a bandeira contra os gays, o que é diferente do segundo, quando você apenas é um cara sincero, ainda que babaca.

5 — Gays não podem doar sangue

O texto diz que:

Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias.

E, com isso, diz implicitamente que um gay não pode doar sangue. Porém, pode sim, é claro. Desde 2010, o Ministério da Saúde implantou o teste NAT como uma forma de permitir que gays doassem sangue sem sofrer preconceito. O NAT é um teste de biologia molecular com objetivo de reduzir a janela imunológica — intervalo de tempo entre a infecção e a detectação por exames da produção de anticorpos pelo corpo. O teste torna a triagem das bolsas mais confiável e reduz, por exemplo, de 70 para 20 dias esse período de detecção, no caso de Hepatite C, e de 21 para 10 dias, do HIV. Por isso, se um funcionário de um hemocentro disser que um gay não pode doar sangue poderá ser denunciado.

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Hacker de 15 anos é condenado a seis anos sem internet

Publicado originalmente em Olhar Digital.

Um hacker de 15 anos, que atende pelo pseudônimo ‘Cosmo the God’, foi condenado pela corte da Califórnia, EUA, a ficar seis anos sem acesso a computadores e à internet. A exceção é para uso educacional, desde que supervisionado.

O adolescente lidera o UG Nazi, grupo que só perde para o Anonymous em notoriedade. Segundo a Wired, o jovem é culpado por organizar ataques a sites da CIA, UFC e NASDAQ, além de invasão a contas no Twitter e na Amazon. Em julho deste ano, ‘Cosmo’ já havia sido preso em uma operação do FBI.

“Ele é obrigado a entregar todos os logins e senhas e a informar, por escrito, quais dispositivos estão sob seu poder para acessar a internet. Ele está também proibido de se comunicar com membros do UG Nazi ou Anonymous, além de uma lista específica de outros indivíduos”, informa um comunicado oficial.

De acordo com a Wired, Cosmo assumiu a responsabilidade em troca de liberdade condicional. O hacker declarou-se culpado por outras acusações feitas contra ele, como fraude de cartão de crédito, roubo de identidade e ameaças.

Representantes da corte californiana recusaram-se a comentar o caso porque o hacker é menor de idade. Pelo mesmo motivo, sua real identidade foi preservada.

As 50 melhores frases do Twitter em 2012

Car­los Wil­li­an Lei­te, no Jornal Opção

Entre os meses de janeiro e outubro de 2012, pedimos a colaboradores, leitores e seguidores que enviassem as melhores frases publicadas no Twitter em 2012. Das centenas de frases recebidas, separamos 50 — política, economia, religião, literatura e, sobretudo, humor — que sintetizaram, em 140 caracteres, o sexto ano do Twitter.

Mania que nego tem de dizer “então faz melhor” pra quem faz uma crítica. Mané faz melhor, não sei fazer melhor mas tá uma bosta isso aí.
(@Alelex88)

A vingança é um prato que se quebra na cara da pessoa.
(@AnonimoFamoso)

Os homens querem mulheres que são santas na TL e putas na DM.
(@anarina)

De todos os movimentos separatistas atuais, o mais perigoso é o que prega a separação entre o sujeito e o verbo principal com a vírgula.
(@aomirante)

Respeito a opinião de todos que concordam comigo.
(@aperteoalt)

O Iphone 5 tirará fotos panorâmicas. Vem aí uma revolução no Instagram. Agora, em vez de fotos só de pratos, teremos fotos do buffet inteiro.
(@arbustus)

Imagina um suicida que twitta “acho que vou fazer uma besteira”, o corretor ortográfico muda para esteira e todo mundo estimula o cara.
(@arnaldobranco)

Você é a favor da vida? Que tal começar a cuidar mais da sua então?
(@ateucristao)

Nao apenas gostar de Crepúsculo, mas ir ao Fantástico opinar sobre chifre alheio é a prova que o fundo do poço tem subsolo.
(@bqeg)

Nos EUA os atletas praticam esportes pra ganhar bolsa nas universidades. Aqui os caras viram jogadores de futebol pra não precisar estudar.
(@bicmuller)

E aí, hipocrilândia? Foi consensual.
(@catarroverde)

A gente paga o IPTU tudo direitinho e nada de botarem ar condicionado na rua.
(@choracuica)

Comprovado cientificamente que os elementos mais encontrados no Universo são o hidrogênio e a estupidez.
(@DeniseRossi)

Mulheres, vocês gostam de homens românticos ou preferem os héteros?
(@Deeercy)

Lewandowski está sendo zoado pelos colegas. Terá que recorrer à OEA por bullying.
(@diegoescosteguy)

Só na TIM o infinito acaba rápido, o ilimitado tem limites e o sem fronteiras só vai até a esquina…
(@DraDoAmor)

O sábio tem resposta para tudo, mas o chato vai além, afinal ele tem respostas até para coisas que ninguém perguntou.
(@Eddiemasses)

Dê um peixe a um homem e ele comerá por um dia. Dê a ele uma religião e ele vai morrer de fome rezando pra cair peixe do céu.
(@EdsonAran)

No carnaval as mina pira. 9 meses depois as mina pari.
(@edutestosterona)

Todo macho alfa é no fundo uma bicha beta.
(@FabioRex)

Um nome para banda: Protógenes Não Lê Sinopse.
(@filipequintans)

Toda mulher sem celulite curiosamente o nome sempre termina com .jpg.
(@_fransuel)

O Twitter é tipo a cozinha onde as pessoas vêm pra falar mal da festinha na sala (Facebook).
(@georgemacedo)

Nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem nem hétero com iPhone branco.
(@harpias)

Um deputado pra chamar Dirceu.
(@jampa)

O Instagram é um fotolog acima de cinco salários mínimos.
(@LeilaGermano)

O clichê é imortal. É infinito. É onipresente. Conforta os medíocres e protege os cagões.
(@Marcello_Serpa)

I Kant porque o instante is Nietzsche/ e a minha vibe anda complexa/ não sou a Lessie e nem sou Mickey/ sou o Pateta.
(@marcoscaiado)

Debater com um fanático é tipo jogar xadrez com um pombo: ele derruba as peças, caga na mesa e volta pro bando dizendo que ganhou.
(@martorelli)

Pensando em abrir uma revista de funk que se chame CatraCapital.
(@MSavarese)

Embrulhando peixe com o jornal do dia. O jornalismo acabou.
(@mauriciostycer)

Ano que vem nascendo vários filhos com o nome “Sálvio Corinthians”.
(@mirandanilo)

Dica de beleza: tem gente pior.
(@Nataliaporra)

Gestão de Haddad será “laboratório de políticas públicas”. Seremos os ratos.
(@neiduclos)

Essa seleção tem tudo para ser campeã da copa do mundo se todos os adversários forem iguais a China.
(@osprimitivos)

Inventei meu próprio “botão de dislike” no Facebook. Funciona assim: vejo o status do indivíduo, acho uma merda, ignoro e sigo minha vida.
(@Pi4noBl4ck)

Bruno Mazzeo disse que pessoas inteligentes não usam Twitter. Concordo, inclusive elas também não assistem os filmes dele.
(@poxaduduh)

Arquitetos deveriam saber que a melhor forma de melhorar a estética de um ambiente é colocando Wi-Fi nele.
(@procrastino)

EITA, grupo separatista do Nordeste.
(@prosopopeio)

É comunista, mas coloca senha no wifi.
(@redator)

No futuro, as próximas gerações serão todas descendentes de Mc Catra.
(@RenataLocutora)

Argumento de burro é coice.
(@rosana)

Zeca Camargo tá feliz, agora vai poder usar todos os vestidos da Patrícia Poeta no Fantástico.
(@samara7days)

Para que serve o Ministério da Pesca? Para dar emprego ao ministro da Pesca.
(@SandroVaia)

Eu acho o termo Gorda muito pesado.
(@sarcasmomento)

Estamos lendo pouco, escrevendo menos, pensando pequeno, se importando o mínimo e se achando muito. Tem mais é que se foder mesmo.
(@tiodino)

David Beckham foi a Yoko Ono das Spice Girls? Discorra.
(@Tonkiel)

Você tem uma carinha de quem posta “boa noite faces!”
(@vitrorino)

E a galera que falava mal de crepúsculo mas tá lendo 50 tons de cinza?
(@vyktorb)

Se um dia ficar provado que ondas de celular causam câncer quem usa TIM estará a salvo.
(@zorzanelli)

dica do João Marcos

Miss Bumbum confirma romance e detona mulher de Romário: ‘Evangélica tem muita fé e deve acreditar em milagre’


Cibelle num momento de intimidade com Romário Foto: Arquivo pessoal

título original: Romário nega, mas Miss Bumbum afirma romance e detona mulher do craque: ‘Ela acredita em Papai Noel’

Rafael Godinho, no Extra

Indignada com a declaração que Romário deu no Twitter, nesta terça-feira, que a desmente, a representante do Ceará no Miss Bumbum, Cibelle Ribeiro, diz ter provas suficientes para provar que o craque mantinha um relacionamento com ela desde setembro. “Não tem como ele negar. Já fui vista com ele várias vezes na noite carioca e inclusive tenho registro dos nossos momentos de intimidade, todas as mensagens dele marcando nossos encontros estão no meu celular e a chave do flat dele ainda está comigo. Se eu quisesse me promover com essa história já tinha a divulgado desde o início”, disparou a Miss Bumbum.

Os dois brindando com amigos numa festa
Os dois brindando com amigos numa festa Foto: Arquivo pessoal

Cibelle contou a coluna que ficou abalada com a declaração de Romário que a diminui perante a ex-mulher e disparou: “Se ele quer voltar para Isabella tudo bem. Ela é do tipo que acredita até em Papai Noel, por isso deve acreditar nele. Evangélica tem muita fé e deve acreditar em milagre. Até torço por eles, porque sou a favor da família. Mas o que ele me falava era bem diferente. Para ele a volta com a ex não rolava porque ela queria o transformar num homem que ele não é. Romário é da noite e gosta de farra”.

Romário e Cibelle durante uma viagem ao Ceará
Romário e Cibelle durante uma viagem ao Ceará Foto: Arquivo pessoal

A loura afirma ter conhecido o ex-jogador solteiro, por isso não sente peso na consciência de ter tido um caso com o baixinho e acredita não ser a única mulher com quem ele se relacionou durante a crise no casamento. “Eu conheci o Romário quando ele já estava separado, livre para se relacionar comigo ou qualquer outra pessoa. Eu achei estranha a postura dele. Não tem motivos para ele esconder o romance. Mas ele é do tipo que se preocupa muito com o que os outros vão pensar”, declarou a moça.

Cibelle com amigos no flat de Romário antes de ir para um show com o craque
Cibelle com amigos no flat de Romário antes de ir para um show com o craque Foto: Arquivo pessoal

A candidata ao Miss Bumbum também contou que o craque sempre corria atrás dela, dando indícios de que o namoro ia bem. “Desde quando nos conhecemos ele me ofereceu para ficar no flat dele na Barra e eu nunca aceitei. Até o dia que ele me deu uma cópia da chave do apartamento e eu passei a ficar lá quando viajava para o Rio a trabalho. Inclusive, já fui vista lá por um casal de amigos da Isabella, que o visitou com a filhinha que é amiga da filha dele”, disse a loura.

Thiago Martins recebeu Romário e Cibelle no camarim de um show do Trio Ternura
Thiago Martins recebeu Romário e Cibelle no camarim de um show do Trio Ternura Foto: Arquivo pessoal

O Bispo Macedo reclama de “Salve Jorge” mas exibe “A Fazenda de Verão”

Diego Schaun, no Terra Magazine

Quando o cientista Willard Libby descobriu a datação por carbono-14, ele não tinha a mínima noção do problema que acabava de criar. Nos anos quarenta, com toda a loucura da II Guerra Mundial, afirmar com exatidão a idade de fósseis, porcelanas, madeiras, tecidos e outros objetos arqueológicos, era um perigo. Por quê? Porque qualquer coisa que fosse instigante, perfeita, letal ou inovadora poderia cair em mãos erradas, a exemplo do avião, da bomba atômica e das armas de fogo. Até a persuasão, coitada, persuadiu-se em bocas bigodudas.

As coisas importantes surgem em épocas comuns. Nossos ancestrais viviam bem melhor do que nós quando ainda não existia a roda. Sem juros, novelas do SBT ou twitter… Mas a roda surgiu. Ninguém sabe ao certo quem inventou a simplória e genial máquina rotativa. Na era do bronze as pessoas não pegavam nenhuma cor. Por isso algumas civilizações cultivavam o ato da pintura corporal (isso foi uma piada). E assim qualquer relógio de hoje consegue fazer tic tac e informar a hora certa.

Às vezes passo horas imaginando a utilidade de cada coisa criada. A mão vai à torneira para abrir e sai água. O dedo aperta o botão e a TV é ligada. O cadarço segura as abas do tênis. A agulha perfura a veia e suga o sangue. Uma agulha cilíndrica, oca por dentro, como um cano… Que engenhoca! Mas, a mesmice do dia a dia nos engana e torna a nossa mente igual a uma terra arada, pronta para receber a semente. A mão planta o grão, o caule surge tímido e a vida nasce de dentro da terra, ou do cérebro. Isso não nos encanta mais. Nunca mais. O século XXI procura outras distrações, encantamentos, devoções e surpresas. E a gente tem que dançar conforme a música! Somente o Barrichello ficou para trás…

Outro dia os jornais anunciavam os protestos do dono da Record mediante a novela Salve Jorge, que estreou recentemente na tela da arquirrival Rede Globo. Segundo o bispo Macedo, o culto ao santo católico era um ato de profanação ou idolatria. Macedo ainda comparava a novela à série Rei Davi, dizendo: “Quem é mais importante? Davi, o rei que agradou ao coração de Deus, ou Jorge, um deus pagão travestido de santo? Quem merece sua atenção? Quem é o verdadeiro exemplo?”.

A tropa recordiana tem todo o direito de criticar qualquer coisa, principalmente a Globo. Afinal, rival é rival. Uma emissora cristã deve ter inimigos! Para combatê-los, precisam criar novelas ou séries com conteúdos educativos, cristãos, etc. Só não entendi qual é o lado cristão e moral do programa “A Fazenda de Verão”. Ah, me lembrei. Deve ser para hostilizar o despudor de Gabriela. Levando em consideração o término recente da micronovela global, ninguém sabe ao certo o plano do Bispo. Já que ele é um homem de Deus, a aprovação e exibição do programa “A Fazenda de Verão” deve ter algum motivo muito nobre, acima de ninharias como ibope, propagandas e entretenimento de mentes férteis, loucas para germinarem sementes bestiais.

Sim, os homens criam coisas desnecessárias na hora H. Mudam o curso dos rios por causa da evolução. Escrevem canções depois de tertúlias banhadas a conhaques baratos. Leem crônicas ao invés de lápides. O dia de finados é dos vivos. Inventar futilidades é a melhor ação, em algumas ocasiões. Alterar o plano de voo faz-nos viver com brilho nos olhos. Tudo muda o tempo todo no mundo! Por isso o Rei Roberto Carlos novamente faz a trilha sonora da noite dos brasileiros. Ele afirma de segunda a sábado que nós somos “os caras”. Pois é, esse cara sou eu! Somos nós.

imagem: TV Record/reprodução