Dilma organiza “contra-tuitaço” pedindo “menos ódio” ao pastor Silas Malafaia

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João Vitor Pascoal, no Diário de Pernambuco

A equipe da presidente Dilma Rousseff (PT), por meio de uma postagem no Facebook oficial da presidente, convocou seus seguidores para um “contra-tuitaço” direcionado ao pastor Silas Malafaia.

Na postagem, a hashtag #MenosÓdioMalafaia, tem o objetivo de “mostrar que o país não aceita o discurso do ódio, da homofobia e da ignorância”. A campanha começou a ser promovida ao meio-dia e já se encontra em primeiro lugar nos trending topics do Twitter no Brasil.

A ação organizada pela candidatura de Dilma é uma resposta ao pastor que, na mesma rede social, convoca os seus seguidores para que retuitem uma postagem feita em seu perfil onde afirma que o “ativismo gay” financiado pelo Governo Federal quer acabar com as celebrações do Dia dos Pais e Dia das Mães nas escolas.

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Boatos sobre corte de Maicon chocam Elias e vão acabar na Justiça

Elias teve o nome envolvido em boatos envolvendo a saída de Maicon da Seleção. (foto: Rafael Ribeiro / CBF)
Elias teve o nome envolvido em boatos envolvendo a saída de Maicon da Seleção. (foto: Rafael Ribeiro / CBF)

Danilo Lavieri, Guilherme Costa, Vanderlei Lima, no UOL

O lateral direito Maicon, 33, foi cortado neste domingo (7) do grupo da seleção brasileira nos Estados Unidos. Gilmar Rinaldi, coordenador da CBF, não deu qualquer explicação ao fato no dia. No dia seguinte ao anúncio, fóruns e redes sociais da internet deram inúmeras versões do ocorrido. Quaisquer delas tinham fontes autênticas. E geraram desconforto nas famílias do lateral e de outros jogadores envolvidos. Os boatos podem acabar na Justiça.

Na versão apurada pelos jornalistas do UOL Esporte, o corte foi motivado pelo atraso de Maicon. Mas, dentre as correntes de explicações que circularam em redes sociais, uma chamou mais atenção e até causou irritação. O lateral teria sido supostamente flagrado tendo uma relação sexual com o volante Elias, do Corinthians. A “notícia” nasceu com um texto no Twitter que se espalhou rapidamente, creditado à Rádio Pamplona, do Rio Grande do Sul, e assinada pelo jornalista Leônidas Caravaz. Poderia ser verdade se ao menos um dos dois existisse. Mas a Rádio Pamplona que há no mundo está sediada no Paraguai. O tal Leônidas aparece como uma nova versão de Gunther Schweitzer, “autor” de uma outra mensagem viral. Entre as teorias destes, a venda da Copa de 1998 e de 2014 pela seleção brasileira. O próprio Elias já afirma que vai à Justiça contra a disseminação do boato:

“Difícil, as pessoas sabem, todo mundo me conhece, vocês me acompanham, sabem como eu sou. Minha família, minha mulher, meu filho, é chato pra ele, não entende muito conversei com eles, meu pais, advogados. Então a gente vai até o final, sim”, disse o volante, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

“É muito ruim as pessoas acreditarem nesses boatos. Quem me acompanha, no dia a dia, sabe do meu caráter. Não tenho nada contra homossexuais, mas eu não sou. Muita gente falou besteira, mas eu e meu pai vamos entrar com ação contra essas pessoas que falaram mal”, completou o volante.

Os boatos que correram principalmente no Twitter chegaram à Europa e ao noticiário de países do centro do futebol. Ainda que aparecessem como piada, incomodaram. A família do volante do Corinthians, que não foi cortado e permanece com o grupo do técnico Dunga, também tomou conhecimento da história e reforça que pretende encontrar uma resolução. “Quando ele me ligou eu não sabia do que se tratava. Depois eu fui ver que era esse boato e que era uma coisa que tomou proporção muito grande”, relata Eliseu Trindade, pai de Elias, em entrevista ao UOL Esporte. “Já estou conversando com os nossos advogados. Vamos aguardar o decorrer das coisas, mas vamos tomar providências. A internet tem de ter outras finalidades, e não acabar ou destruir uma vida profissional e pessoal de um cidadão. É lamentável isso”.

Segundo Eliseu, Elias ficou surpreso com os boatos. O pai do jogador afirma que a história pode atrapalhar o filho no Corinthians e lembra até o caso da Escola Base, em São Paulo, que em 1994 teve os proprietários envolvidos em uma acusação injusta por abuso sexual de alunos de 4 anos. “Ele não está abalado. É uma coisa mentirosa. Ele está surpreso, mas abalado jamais. Isso lembra situações como os professores da Escola Base, uma escola infantil da Vila Mariana. Por causa de uma denúncia ou de um boato mentiroso, acabou com a vida do casal. Precisamos desfazer esse boato. Até porque estamos tratando de uma torcida muito apaixonada por um clube, e dentro dessa torcida há pessoas, que felizmente são um pequeno número, que consideram isso muito grave. Então, isso pode acirrar os ânimos com esse grupo de radicais e pode até criar uma tragédia”, completou.

Outra versão que correu principalmente pelo Whatsapp, com uma montagem envolvendo um suposto diálogo do atacante Diego Tardelli, do Atlético-MG, com um amigo, apontava que o motivo do corte seria bullying praticado por Maicon no zagueiro David Luiz, do Paris Saint-Germain (FRA). O humorista Mauricio Meirelles, do CQC, da Band, assumiu a autoria da versão da história e até da produção da montagem envolvendo Tardelli. Pelo Facebook, ele criticou que o que era para ser uma piada tenha sido interpretado como verdade.

Até agora, tudo isso também desagrada Maicon. Em contato com o UOL Esporte, Manoel Sisenando, pai do lateral, disse não ter conhecimento sobre as versões alternativas que explicam o corte: “Não acompanho nada disso porque eu conheço meu filho. Se ele saiu da seleção foi coisa pensada. Ele não faria nada para prejudicar a vida dele. Eu conheço ele. Todo mundo acompanhou o Maicon a vida toda”, falou.  A irmã e assessora do lateral direito da Roma (ITA), Erla Carla, não gostou da repercussão de uma das versões: “Estão botando coisas absurdas que tenho vontade de rir de tão nervosa. Sobre a sexualidade dele. As pessoas perderam a noção. Meu irmão é muito macho”, falou Carla, que disse que só o irmão poderá se manifestar sobre o caso.

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Silas Malafaia: “Marina levará 80% dos votos evangélicos”

Visto como pivô da mudança no programa de governo do PSB, o pastor diz que as questões de costumes devem ser decididas no Congresso e defende a alternância de poder

Silas Malafaia diz que nunca disputará uma eleição. “Eu? Político? Não fui chamado para isso” (foto: Nidin Sanches/Nitro/Época)
Silas Malafaia diz que nunca disputará uma eleição. “Eu? Político? Não fui chamado para isso” (foto: Nidin Sanches/Nitro/Época)

Felipe Patury e Teresa Perosa, na Época

O líder evangélico Silas Malafaia é o pastor brasileiro mais influente das redes sociais. Campeão de seguidores, ele promove todos os dias o que chama de “tuitaços”. São quatro mensagens lançadas ao meio-dia no Twitter. “Só boto bomba atômica.” Por que adotou essa estratégia? “Ninguém usa as redes sociais como os evangélicos.” Malafaia provou o que diz. Na semana passada, usou o “tuitaço” para condenar o programa de governo da presidenciável Marina Silva (PSB), que defendia o casamento gay e a criminalização da homofobia. No dia seguinte, Marina tirou esses pontos do programa. Agora, Malafaia diz que votará no Pastor Everaldo (PSC) no primeiro turno e em Marina no segundo.

ÉPOCA – O senhor condenou no Twitter a primeira versão do programa de Marina Silva, que defendia o casamento gay e a punição da homofobia. Marina voltou atrás por sua causa?
Silas Malafaia –
Claro que não. Entender isso é simples. Nem Marina, nem (a presidente) Dilma Rousseff, nem (o presidenciável tucano) Aécio Neves leram seus programas de governo. Entregam o texto a equipes especializadas. O programa de Marina tinha dois erros graves. A turma do LGBT (Lésbicas, Gays, Bi e Transgêneros), intransigente e exagerada, ressuscitou o Projeto de Lei 122 (que criminalizava a homofobia), já derrotado no Senado. Em relação ao ativismo gay, o programa de Marina é mais avançado que o de Dilma, levando em conta que o governo do PT tem financiado a causa gay. Estão reclamando de quê? Meus tuítes só acenderam a lâmpada na equipe da Marina para mudar o que estava escrito. Mesmo assim, não me agradou em tudo. Tem muitos pontos lá contrários à ideologia cristã.

ÉPOCA – O recuo de Marina levou o senhor a apoiá-la?
Malafaia –
Claro. Ela teve coerência. Tem coisa que o candidato promete e não dá para fugir. Marina disse uma coisa como isso: “Se for eleita presidente, não disputarei a reeleição porque não quero estar no poder pensando na continuidade do poder. Quero estar no Planalto para deixar um legado para as próximas gerações”. Quando ouvi isso, pensei: essa serva está fazendo uma colocação extraordinária. É uma declaração mais importante que a sobre o casamento gay. Marina não é candidata dos evangélicos, é candidata do povo brasileiro, que está de paciência esgotada com o PT e a corrupção deslavada. Ela interpreta essa mudança. Não me venham com “evangeliquês” nem tentem colocar nela a pecha de fanática, porque Marina contraria muita coisa que pastor evangélico pensa.

ÉPOCA – Homofobia, casamento gay e aborto devem ser tratados nas eleições presidenciais?
Malafaia –
Devem ser tratados no Congresso. Lá, onde os segmentos da sociedade se fazem representar, é o lugar de discutir esses temas. Se os ativistas gays querem algum direito, mandem seus representantes para o Parlamento. Não foram os evangélicos que botaram essa agenda na campanha presidencial. Foram eles.

ÉPOCA – Por que o senhor acredita que essas questões não devem fazer parte do debate presidencial?
Malafaia –
Um dos maiores filósofos da atualidade, Michael Sandel, um doutor em Harvard que já deu entrevista para ÉPOCA, diz que a moral, os princípios e as questões da fé são fundamentais no debate político. Atenção: não é pastor que está falando isso, não. É um dos maiores pensadores do nosso tempo. Esta eleição tem de ser moral. Não vale tratar do maior escândalo de roubalheira da história do Brasil, o mensalão? E a roubalheira na Petrobras? A corrupção é um câncer na sociedade. A discussão tem de ser moral mesmo. Por que (a presidente) Dilma (Rousseff) e (o ex-presidente Luiz Inácio) Lula (da Silva) nunca condenaram os mensaleiros, que estão na prisão? Estão com medo de eles abrirem a boca e os colocarem na roda?

ÉPOCA – Onde o governo Dilma acertou e onde errou nas questões que interessam aos evangélicos?
Malafaia –
Dizer que o PT só errou seria incoerência e imbecilidade. O PT acertou na ampliação dos programas sociais. Mas o que seria do investimento social do PT se não houvesse a estabilidade econômica? Podem chorar à vontade, mas esse foi ou não um mérito de Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco (ex-presidentes)? A alternância de poder é fundamental para o fortalecimento da democracia. O PT precisa perder a eleição para o bem do Brasil.

ÉPOCA – O que os evangélicos esperam do próximo governo?
Malafaia –
O que está na Bíblia: dias melhores para os brasileiros, que haja paz no país e nas casas, que haja prosperidade. Sabe o que os evangélicos fazem? Aprendemos, com a Bíblia, a orar pelos nossos governantes. Cada um vota em quem quiser. Em 2010, votei em José Serra (PSDB) para presidente. Dilma venceu. Perdi a conta de quantas orações fiz por ela na minha igreja. Quando o mandatário assume, entendemos que é a vontade de Deus.

ÉPOCA – O Pastor Everaldo (PSC), seu amigo, é candidato a presidente e pretendia capturar o voto evangélico. Marina Silva, também evangélica, pode tomar-lhe esse eleitorado?
Malafaia –
Quando Everaldo lançou sua candidatura, marcou 4% nas pesquisas eleitorais. Pensávamos que, se os líderes evangélicos se engajassem na campanha, Everaldo chegaria a 10% e teríamos uma agenda no segundo turno. A lamentável morte de Eduardo Campos mudou o panorama. Marina também é evangélica e tem um histórico político no Brasil. Everaldo, não. O trator da Marina passou por tudo. Passou por Everaldo, Aécio e Dilma. Everaldo sofreu mais com isso, por causa do voto evangélico.

ÉPOCA – Há líderes evangélicos que apoiam o Pastor Everaldo. Outros estão com Marina Silva, Dilma Rousseff ou Aécio Neves. Por que esse segmento é tão fragmentado?
Malafaia –
Isso mostra que os evangélicos não têm unanimidade em pensamento político. Cada um é livre para fazer suas escolhas. Por isso, sempre fui contra a criação de um partido evangélico. Baixo o bambu quando alguém vem com essa ideia. Temos de estar em tudo que é partido. Mas não tenho dúvidas: Marina levará de 80% a 90% do voto evangélico. A candidatura dela, o acirramento da propaganda e as redes sociais mudaram tudo. O evangélico tem interação social, porque vai à igreja pelo menos uma vez por semana. Ninguém usa as redes sociais como os evangélicos, e somos entre 25% e 27% da população. Somem a nós os católicos praticantes, também uns 25% a 27% e que, em muitos pontos, pensam igual. Já deu a maioria da população.

ÉPOCA – Que presidenciável está mais preparado para atender às demandas evangélicas?
Malafaia –
Em primeiro lugar, Everaldo. Depois, Marina e Aécio. Dilma começou a falar agora, mas, no Congresso Nacional, nos quatro anos de seu governo, o PT votou contra nossos princípios. As demandas evangélicas são: casamento entre homem e mulher, proibição do aborto, liberdade de religião e imprensa livre, mesmo falando mal de nós. Não queremos impor ideologia. Queremos que o Brasil seja democrático, cresça, crie emprego e prospere para todos.

ÉPOCA – Dilma prometeu apressar a tramitação da Lei Geral das Religiões, que dá benefícios fiscais às igrejas evangélicas.
Malafaia –
Vou mandar a Dilma uma caixa de óleo de peroba, porque uma garrafa só não dá. Ela pensa que nós, evangélicos, somos idiotas e otários. Doze anos de PT… só agora essa conversa? Na caneta, ela não pode decidir isso. Tem de ser o Congresso. É hipocrisia eleitoral. Estão tão desesperados que prometem o que não podem entregar.

ÉPOCA – O senhor afirmou que o PT o ataca.
Malafaia –
Em junho do ano passado, fizemos uma manifestação em Brasília com 70 mil pessoas. Lá, eu disse que o povo queria os mensaleiros na cadeia. Um mês depois, a Receita Federal abriu fiscalização na igreja em que sou pastor e na Associação Vitória em Cristo, entidade com que levanto recursos para obras sociais e programas de TV. Coincidência? Em julho, os procedimentos foram encerrados. Não descobriram nada, porque não sou ladrão nem bandido. Tem evangélico em todos os lugares. Um passarinho me contou: a ordem veio de cima para me detonar e calar minha voz. Eles têm medo de certa liderança que tenho entre os evangélicos.

ÉPOCA – O senhor pretende se candidatar algum dia?
Malafaia –
Nunca. O que são partidos políticos? Partes da sociedade. Não sou de partes. Sou do todo. Eu, que trabalho para Deus todo-poderoso, direi que Ele é um mau patrão e, agora, serei empregado dos homens? Uma das coisas mais fantásticas do ser humano é conhecer seus limites, reconhecer erros e corrigir rotas. Eu? Político? Não fui chamado nem tenho competência para isso. Onde estou, falo com todos, teço minha ideologia. Lá, seria só mais um.

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Silas Malafaia escreve um tuíte sobre gays a cada dois sobre Deus

Além disso, se o termo “Vitória em Cristo”, nome de seu programa, for excluído, gays superam Jesus em número de menções.

Rafael Capanema, no BuzzFeed

Circula desde o ano passado no Twitter este gráfico, que compara o número de vezes em que o pastor Silas Malafaia usou as palavras “Jesus” e “gays” no Twitter:

O BuzzFeed Brasil refez o levantamento, limitando o período aos últimos seis meses (de 3 de março de 2014 a 3 de setembro de 2014) e incluindo, além de “Jesus” e “gays”, os termos “Deus”, “Cristo” e “gay”, no singular.

No total, foram 275 menções a Jesus (incluindo “Cristo”), 154 a Deus e 87 a gays (incluindo “gay”). Ou seja: praticamente a cada dois (1,77) tuítes de Malafaia sobre Deus, há um sobre gays.

Se a busca por Jesus Cristo excluir o termo “Vitória em Cristo”, nome do programa de TV do pastor exibido na RedeTV! e na Band e divulgado quase diariamente por ele no Twitter, o número de menções a Jesus cai para 59, número inferior aos tuítes de Malafaia que citam gays.

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Marina afirma não se sentir pressionada por Malafaia

Stefânia Akel, no Estadão [via A Tarde]

"Nenhum setor teve seu documento publicado ipsis litteris", disse Marina
“Nenhum setor teve seu documento publicado ipsis litteris”, disse Marina

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que não se sente pressionada pelo pastor Silas Malafaia “nem por ninguém”. Segundo ela, as mudanças feitas em seu programa de governo no trecho que trata do casamento gay se deu para cumprir o que foi acordado com os representantes da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Marina afirmou que os coordenadores do programa publicaram a contribuição do movimento LGBT da forma em que ela foi enviada. “Nenhum setor, nem o agronegócio, nem ambientalistas, nem movimento indígena, teve seu documento publicado ipsis litteris“, disse, acrescentando que, em seu programa, os direitos da comunidade LGBT estão melhor contemplados do que nos de Dilma Rousseff (PT), Luciana Genro (PSOL) e Aécio Neves (PSDB).

“O que aconteceu foi uma mudança porque não era o que havia sido acordado. Para ser sincera, eu nem li os tweets do Silas Malafaia”, acrescentou. No último sábado (30), Malafaia usou o microblog Twitter para criticar a proposta de Marina. “Aguardo até segunda uma posição de Marina. Se isso não acontecer, na terça será a mais dura fala que já dei até hoje sobre um presidenciável”, publicou.

Segundo Marina, as pessoas acreditam que foi ela quem fez a mudança no texto, por ser evangélica. “Eu não me sinto pressionada por ele e nem por ninguém. Vou agir de acordo com a Constituição e com o princípio do Estado laico”, garantiu.

Durante a entrevista, Marina defendeu uma reforma tributária e a ampliação de fontes renováveis de energia. A ex-senadora também criticou a reeleição, “porque não se governa para resolver os problemas, mas para garantir mais quatro anos de poder”.

Em relação à política externa, a candidata afirmou que vai priorizar os interesses estratégicos do Brasil e que seu compromisso com a democracia e os direitos humanos será “inarredável”. “Não se coloca o interesse econômico e o interesse ideológico acima dos princípios”, disse.

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