Estudante americano é detido após tuitar plano de atirar em colegas de universidade

Publicado por UOL

A polícia americana deteve o estudante William Koberna após ele publicar no Twitter que tinha planos de realizar um ataque contra colegas da Universidade de Kent, que fica no estado de Ohio (EUA). O estudante de 19 anos foi preso na casa de seus pais no último domingo (29).

Na mensagem postada na noite do último dia 25, Koberna (tinha o perfil @Fuckin_McLovin, cancelado na rede social) ameaçou “atirar” em todos da universidade. O recado foi suficiente para ele ser preso por “criar um clima de pânico”.

De acordo com a reitoria da universidade em que Koberna estuda, qualquer ameaça deve ser investigada. “Precisamos que estudantes e empregados da universidade fiquem em segurança”, disse o reitor Lester Lefton para o canal de notícias local “Net 5”.

Amigos do estudante acharam exagerada a ação da polícia. “Eu não acredito que ele foi preso por causa de um tuite”, disse o Ashley Mikulec. “Quem viu metade dos tuites dele e ainda levou a sério tem que estar em um hospício”, completou Mikulec na rede social.

A prisão do estudante ainda é resultado de uma atmosfera de medo criada pelos ataques do atirador James Holmes no último dia 22 de julho. Holmes também havia mandado mensagens antes de fazer os ataques em um cinema na cidade de Aurora (no estado americano do Colorado).

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Barack Obama e Hugo Chávez, os reis da “Twiplomacia”

Imagem: Google

Publicado por Yahoo Finanças

Genebra, 26 jul (EFE).- Se “a vida é um tweet”, como escreveu recentemente o ex-vice-primeiro-ministro britânico John Prescott, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez, aplicaram esta máxima à sua gestão política, fazendo da rede social Twitter um dos elementos-chave para chegar ao público.

São os reis do que um estudo publicado nesta quinta-feira em Genebra denomina como “Twiplomacia”, uma ferramenta que permite aos líderes mundiais divulgar suas medidas a uma audiência crescente e aos cidadãos, pelo menos em teoria, ter acesso a seus governantes.

Barack Obama é o político mais popular no Twitter, com 17,1 milhões de seguidores. Hugo Chávez está na segunda posição, embora à grande distância, com 3,1 milhões.

No entanto, o presidente venezuelano é mais seguido pelos “twitteiros” do que a Casa Branca, em terceira posição com 2,9 milhões de seguidores, da rainha Rania da Jordânia, com 2,1 milhões, e do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, com 2 milhões.

Acima do milhão de seguidores estão também a presidente Dilma Rousseff e os líderes da Turquia, Abdullah Gül; México, Felipe Calderón; Argentina, Cristina Kirchner; Colômbia, Juan Manuel Santos.
No total, presidentes, primeiros-ministros e instituições governamentais de 125 países têm presença no Twitter, que é especialmente popular na América, tanto no sul como no norte, onde 83% e 75% dos chefes de Estado e de Governo, respectivamente, têm uma conta nesta rede social.

Na Europa, três quartos dos governos são ativos no Twitter, enquanto na África e na Ásia os números caem até 60% e 56%, respectivamente, e na Oceania até 29%.

Até o momento, as contas governamentais enviaram cerca de 350 mil tweets, somando um total de 51,9 milhões de seguidores.

O mais lido e partilhado na breve história de Twitter foi um de Barack Obama publicado no último dia 9 de maio -“Os casais do mesmo sexo deveriam poder se casar”-, reenviado 62.047 vezes.
O estudo, elaborado pela empresa de relações públicas e comunicação Burson-Marsteller, ressalta que a qualidade é mais importante que a quantidade e que o impacto político do Twitter depende do número de contatos entre os líderes mundiais.

É significativo que mais de um quarto dos governantes do mundo sigam @Obama, embora o inquilino da Casa Branca siga apenas, até o momento, os primeiros-ministros da Noruega, Jens Stoltenberg, e da Rússia, Dimitri Medvedev.

A melhor rede de contatos é do presidente da União Europeia (UE), Herman van Rompuy (@euHvR), que conta com 11 contatos recíprocos com outros líderes políticos mundiais. A segunda melhor conectada é a primeira-ministra australiana (@JuliaGillard), com dez, seguida pela presidência sul-coreana (@BlueHouseKorea), o governo britânico (@Number10gov) e o primeiro-ministro russo (@MedvedevRussia), cada um com nove.
O estudo também revela que o Twitter é utilizado às vezes por pequenas nações como forma de “estarem presentes” na tomada decisões, embora com sucesso duvidoso.

O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, segue outros 71 governantes, e o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, a 50, embora no caso destes dois últimos ninguém tenha lhes devolvido “o favor” até o momento.

O extremo inverso são líderes que não seguem ninguém, como o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente ruandês, Paul Kagame, o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, e a Casa Real holandesa.

Uma dúvida constante é se os governantes escrevem pessoalmente seus tweets, à qual o estudo indica que os mais ativos são o primeiro-ministro de Uganda, Amama Mbabazi, o presidente de Ruanda, Paul Kagame, o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, e o próprio Barack Obama.

A pesquisa destaca que muitas contas são abertas em período eleitoral, sendo muito ativas antes das eleições e silenciando-se uma vez que o político chega ao poder.

Há no total 57 “perfis dormentes”, entre os quais se destacam os da presidente Dilma (@DilmaBR) e do presidente francês, François Hollande (@FHollande).

Os líderes mundiais twitam em 43 línguas diferentes, embora a maioria das contas (90) empreguem o inglês como idioma principal, seguido pelo espanhol (41), pelo francês (25) e pelo árabe (17).

Em termos de mensagens, as contas em espanhol são as mais ativas, com um total de 125.220 tweets para seus 12,5 milhões de seguidores, mais do que os 93.888 tweets em inglês enviados aos 27,2 milhões de seguidores. EFE

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Grécia expulsa atleta por comentário racista no Twitter

Voula Papachristou disputou, neste ano, o campeonato europeu de atletismo, na Finlândia (Foto: Matt Dunham/AP/Arquivo)
Voula Papachristou disputou, neste ano, o Campeonato Europeu de Atletismo, na Finlândia (Foto: Matt Dunham/AP/Arquivo)

Publicado originalmente na Revista Época

A atleta grega Voula Papachristou foi excluída da equipe olímpica de seu país, nesta quarta-feira (25), por publicar um comentário racista no Twitter, ato considerado “incompatível com os valores olímpicos” pelo Comitê Olímpico Grego.

A atleta do salto triplo, campeã nacional na modalidade, fez comentários dirigidos aos africanos, principalmente aos egípcios: “Com tantos africanos na Grécia, pelo menos os mosquitos do Nilo Ocidental comerão comida caseira!”.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, ela fez referência a um surto de vírus do Nilo Ocidental, doença potencialmente fatal transmitida por mosquitos de origem africana, em Atenas, capital grega, neste verão.

Voula também retuitou uma frase de Ilias Kasidiaris, um político do Golden Dawn, partido com inclinações nazistas, criticando a política grega sobre imigração.

Os comentários foram feitos no momento em que o país de Voula é amplamente afetado pela crise econômica e financeira, com aumento significativo de incidentes racistas e de intolerância.

A atleta quis se justificar nesta quarta-feira, dizendo que só “retuitou” uma mensagem postada anteriormente no site. “Não quis ofender ninguém. Respeito todos sem levar em conta a cor da pele. Não tenho qualquer relação com a política, só me interessa o atletismo”, disse ao site “Contra.gr”.

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Artistas leem ofensas a eles mesmos em programa de TV

Justin Bieber no 'Jimmy Kimmel Live!" (Foto: Reprodução/Youtube)
Justin Bieber no ‘Jimmy Kimmel Live!” (Foto: Reprodução/Youtube)

Publicado originalmente no G1

O programa de TV “Jimmy Kimmel Live!”, da rede de TV americana ABC, convidou artistas para ler em frente às câmeras posts negativos sobre eles no Twitter. Na edição do quadro “Mean Tweets” divulgada nesta quarta-feira (25) no canal do programa no Youtube, Justin Bieber, Katy Perry, Kristen Stewart, Matt Leblanc, Zooey Deschanel e outros lêem os posts ofensivos direcionados a eles.

Katy Perry, por exemplo, ficou com: “Prefiro arrancar meu braço fora e me sodomizar com meu membro cortado a ver ‘Katy Perry the movie'”. Já a Bella de “Crepúsculo” lê: “Preferia Kristen Stewart quando ela era um menino”.

Justin Bieber declama o post: “Deus, nos dê 2Pac de volta e te damos o Justin Bieber em troca.”. “Você sabia que se tirarmos a pele de Larry King e esticássemos a ferro, poderíamos produzir um casaco para cada criança pobre na América?”, diz o apresentador de TV. Veja o vídeo.

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Internet é a maior causa de procrastinação, diz estudo


Segundo pesquisa, 25% das pessoas gastam até uma hora do trabalho com assuntos particulares.

Juliana Vines, na Folha de S.Paulo

Aquela olhadinha despretensiosa no Facebook pode consumir horas de trabalho. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente, 62% das pessoas admitem que navegar na internet faz com que elas procrastinem, adiem tarefas profissionais e pessoais.

O estudo, coordenado pelo consultor em gestão do tempo Christian Barbosa, foi feito com cerca de 4.000 pessoas e publicado no livro “Equilíbrio e Resultado – Por que as Pessoas Não Fazem o que Deveriam Fazer?” (Sextante, 144 págs., R$ 24,90), que acaba de ser lançado.

Na pesquisa, 71% dos entrevistados disseram deixar tudo para a última hora. “Eles reclamam de falta de tempo, mas perdem tempo em redes sociais”, diz Barbosa.

A internet não é a única culpada, mas é como se ela juntasse a fome com a vontade de comer: a preguiça com a oferta de algo divertido que exige pouco esforço. “Procrastinação sempre existiu, mas antigamente não tinha Skype e Facebook. Hoje a luta é mais severa, há mais coisas para nos sabotar”, afirma Barbosa.

Para a psicóloga Luciana Ruffo, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, a internet é um “facilitador do ‘deixar para depois'” e, ao mesmo tempo, uma desculpa para o adiamento. “A culpa é da falta de vontade. O que eu quero mesmo, eu faço. Mas, na falta de vontade, como não priorizar o prazer?”

Mais de 86% dos entrevistados da pesquisa disseram que procrastinam as tarefas chatas; 51%, as longas.
as mais adiadas

Em primeiro lugar no ranking de atividades mais proteladas, nenhuma surpresa: exercício físico. Em segundo, leituras e, em terceiro, cuidados com a saúde.

“Quando as pessoas precisam adiar algo, elas adiam coisas pessoais. Muitas vezes são coisas vitais que a longo prazo podem até diminuir a expectativa de vida, como exercício físico”, diz Barbosa.

Nessa hora, a falta de cobrança externa conta bastante. Afinal, ninguém vai ser demitido por faltar à academia ou deixar de ler.

Outro problema é a aceitação das “desculpas emocionais”, de acordo com a psicóloga Rachel Kerbauy, professora aposentada da USP e uma das pioneiras no estudo do tema no Brasil.

“Sempre há uma desculpa pronta: está cansado, tem muita coisa para fazer… Falta planejamento e falta a pessoa aprender que, às vezes, para ganhar no futuro tem que perder a curto prazo.”

As atividades campeãs de procrastinação têm em comum os resultados demorados. “O reforço não é imediato. O Facebook me dá um retorno muito rápido. O prazer é instantâneo”, afirma Rita Karina Sampaio, psicóloga e pesquisadora da Unicamp.

DESPERTADOR

Como não cair na tentação de fuçar o site de fofocas no meio do expediente?

Para Ruffo, se o problema não for mais sério, como no caso de dependência de internet (quando as horas à frente do computador são tantas que prejudicam a vida social), um alarme já ajuda.

“A pessoa pode estabelecer que vai ficar 20 minutos na rede e colocar um despertador para se lembrar de sair na hora certa.” Outra ideia é estabelecer metas com prêmio: uma tarefa feita é igual a uma olhadinha no Twitter.

A psicóloga Rita Sampaio sugere que as metas mais difíceis sejam compartilhadas com um amigo ou parente para que a cobrança aumente. E, para os planos mais longos, é interessante definir submetas atingíveis, em prazos menores. “Todo procrastinador tende a ser ‘oito ou oitenta’ e ter uma visão distorcida do tempo.”


Editoria de Arte/Folhapress

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