Perfil no Twitter coleta fotos de cartões de crédito postadas por gente muito burra

Rolou até um filtro bacanudo a la Instagram

João Brunelli Moreno, no Tecnoblog

Algumas pessoas gostam de viver perigosamente. Umas pulam de pontes amarradas por um elástico. Outras preferem mergulhar em cavernas submarinas. Algumas, aliás, têm uma estranha preferência por correr atrás de um queijo que rola ladeira abaixo. E existe um tipo bem específico de pessoa, que só é encontrada na internet, que tem a curiosa mania de postar fotos excessivamente reveladoras de seus cartões de crédito ou débito no Twitter.

A prática pouco inteligente de alguns usuários do Twitter em expor seus dados bancários na rede social está sendo “celebrada” pelo perfil @NeedADebitCard, que reúne fotografias comprometedoras de cartões postadas pelos usuários na rede. Ainda que alguns poucos tenham o cuidado de apagar números ou nomes, a grande maioria não se preocupa em expor a maior quantidade de números possíveis, deixando nomes e datas de validade ao alcance de qualquer mal-intencionado (que aí só teria o trabalho de descobrir o tal código de segurança, que vai de 000 a 999, nada muito complicado).O perfil @NeedADebitCard se limita a dar retweets dos posts feitos pelos usuários e, até o momento em que este post estava sendo escrito, 21 “vítimas” ainda não haviam excluídos os posts em que faziam indiscrições financeiras.

Não são raros os casos de usuários que colocam informações demais em redes sociais e outros serviços web. Depois acontece algum problema, esses dados chegam ao público e por alguma razão ninguém se lembra do papel dos usuários em simplesmente não publicar algumas coisas na internet. Não existe sistema de segurança que aguente uma coisa dessas.

Com informações: The Verge.

dica do João Marcos

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Facebook e Twitter deixam garotas mais violentas e rudes

Redes sociais têm deixado meninas mais agressivas (Foto: Reprodução)

Aline Jesus, no TechTudo

Pesquisadores britânicos chegaram a uma polêmica conclusão sobre o Twitter e o Facebook: os dois sites são prejudiciais às meninas. De acordo com o estudo, as garotas tendem a ser mais violentas e rudes por conta das redes sociais. Especialistas acreditam que a linguagem utilizada por elas na Internet confirma as mudanças na personalidade.

A assessora de imprensa da companhia Plain English (especializada em treinamento para organizações que buscam se comunicar com o público de uma maneira simples e clara), Marie Clair, acredita que as redes sociais estão criando uma nova forma de se expressar entre as adolescentes.

Segundo ela, a necessidade de dialogar mais rápido, às vezes, acaba criando sentimentos equivocados, que geram muitos problemas. “A linguagem dos jovens, em geral, está se tornando mais direta em comparação com seus pais e com a comunidade empresarial por causa dos canais de comunicação que eles estão familiarizados”, observou.

A professora de linguagem e comunicação da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Deborah Cameron, acredita que as meninas estão mais agressivas tanto no modo de escrever como no de falar. No entanto, ela acredita que este tipo de comportamento já está se espalhando também entre pessoas do sexo oposto. “As garotas lideram porque acabam se comunicando mais, porém acredito que este comportamento está se espalhando por toda a comunidade”, avaliou.

Via Daily Mail

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Usadas como “muro de lamentações”, redes sociais ganham caráter de autoajuda

Especialistas dizem que usar a rede social para se lamentar tem prós e contras

Heloísa Noronha, no UOL Mulher

Não dá para negar que as redes sociais são usadas como uma espécie de terapia virtual em grupo. Facebook, Twitter e até o moribundo Orkut se transformaram em murais de desabafos, lamúrias, reclamações e pedidos –sutis ou nem tanto– de ajuda, compreensão, elogios etc. Entre um choramingo e uma frase de efeito, porém, há quem se beneficie não só com os comentários que suas queixas ou indiretas despertam, mas com o alívio que compartilhá-las proporciona.

Mas sob o ponto de vista dos especialistas em comportamento, será que todo esse movimento de autoajuda virtual funciona? “Não é possível afirmar que todas as pessoas que expõem opiniões, emoções, pensamentos ou vivências sentem efeito e repercussão positiva. Contudo, observa-se atualmente, tais práticas parecem ser válidas, principalmente, para os internautas que têm retorno ao publicar algo do tipo nas redes”, diz a psicóloga Regiane Machado.

De acordo com Ari Brito, especialista em marketing e neuropsicologia e professor da Universidade Santa Cecília, em Santos (SP), as redes sociais acabam funcionando como uma companhia para muitas pessoas isoladas e solitárias, já que ali podem exercer uma socialização que fora da rede não têm. “Para essas pessoas, representar uma personagem nas redes tem um efeito terapêutico. Ao postar determinadas informações, recebem comentários positivos e se sentem acolhidas. As abordagens funcionam como uma autoafirmação”, afirma. Mas tamanha exposição, no entanto, tem prós e contras.

Veja a opinião de especialistas sobre os principais comportamentos:

Tipos de post

Desabafos

Tipo de post: desabafo
Objetivo: conseguir elogios

Para a psicóloga e coach Tália Jaoui, se a pessoa publica que está se sentindo um lixo, é porque já espera receber uma avalanche de mensagens motivadoras. Já o consultor em mídias sociais Felipe Agne afirma que desabafar é humano. “Mas, geralmente, fazemos isso com os mais próximos, pessoas que realmente se importam com a gente. É bom lembrar que nem todos os amigos no Facebook são realmente ‘amigos’. Assim como há pessoas que vão tentar levantar o seu astral, há quem vai vibrar por você estar mal”, afirma. Há também o risco de virar motivo de piada e, em vez de apoio, receber um esculacho. Ari Brito, especialista neuropsicologia, afirma que “os elogios servem de reforço de sua posição e, portanto, consagram o seu reconhecimento e podem, sim, reforçar a autoestima”.

Frases de efeito

Tipo de post: frase de efeito
Objetivo: virarem um mantra

De “memes” engraçadinhos a frases irônicas anônimas e citações atribuídas –muitas vezes erroneamente– a gente de peso, como Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e Chico Xavier, as redes sociais são uma verdadeira enciclopédia virtual de dizeres inspiradores. Muita gente adora postá-los, geralmente com o intuito de que aquilo reforce seus sentimentos e, principalmente, se torne verdade ou melhore seu astral. A psicóloga Tália Jaoui explica que essas frases poderosas funcionam. “No momento certo, fazem muita diferença. Conheço inúmeros casos que comprovam isso. Já aconteceu até comigo”, diz. Ari Brito, porém, enxerga uma outra função nesses posts: “Normalmente, as pessoas querem demonstrar inteligência e articulação, pois buscam reconhecimento através destas frases, que no fim funcionam muito mais como marketing pessoal do que como uma demonstração positiva, de otimismo”, afirma.

Confissões de problemas

Tipo de post: confissão de problemas (financeiros, de relacionamento, no trabalho…)
Objetivo: ter acolhimento e sincronicidade por parte de quem vive algo parecido

Tália Jaoui acredita que há a vontade de se exibir. “Se por um lado tais confissões podem gerar sincronicidade, por outro geram exposição demasiada de intimidade. Se você tem algum problema deste gênero, tudo bem comentar com amigos ou parentes, mas em uma conversa particular. Pode ser uma mensagem privada, mas dizer para todo mundo ver é estranho”, declara a coach. Na opinião do consultor Felipe Agne, as pessoas se identificam com os problemas das outras, apoiando-se mutuamente por sentirem que não estão sozinhas. “Mas confessar esses problemas e atrair simpatias não os resolve. No caso dos relacionamentos, a outra pessoa pode se sentir constrangida pela exposição. Quanto a falar do trabalho, há casos que levam à demissão. Ou seja: pode gerar acolhimento, mas pode ser um fator de exclusão”, afirma. “Muita gente se expõe para se vitimizar, buscando uma cobertura dos amigos em relação ao problema, como se fossem dividir a culpa –quando se sentem culpados pelo acontecido”, afirma Ari Brito.

Xingar

Tipo de post: xingar ou demonstrar raiva
Objetivo: aliviar a ira

Com certeza, postar funciona como válvula de escape. Imagine caminhar na rua, bater com o pé em uma pedra e não poder soltar aquele palavrão? Mas isso é uma reação espontânea em um momento específico, que acaba quase tão rapidamente quanto começou. Quem viu a situação entende completamente o que você sentiu e a sua reação. “Nas redes sociais, as pessoas não estão vendo o que acaba de acontecer com você e o registro do seu descontrole é o que fica exposto e gravado. Talvez, essa não seja a imagem mais adequada para ter no espaço virtual”, afirma o consultor em redes sociais Felipe Agne. “Em alguns casos, xingar na internet só mostra desequilíbrio e falta de inteligência”, diz a psicóloga e coach Táila Jaoui.

Mandar indiretas

Tipo de post: mandar indiretas ou lavar roupa suja
Objetivo: catarse, liberar adrenalina, lavar a alma

“A ideia é chamar a atenção no grupo. Muitos postam frases com as quais nem concordam, mas, como despertarão eco na rede, apresentam tais argumentos buscando compreensão e, às vezes, se vitimizar”, diz Ari Brito, especialista em marketing e neuropsicologia. “Mandar indiretas é uma atitude infantil. Mostra inabilidade em lidar com o problema e resolvê-lo com quem deve. A pessoa pode até sentir-se de alma lavada, mas não fez nada para resolver a situação. E poucas coisas são mais desagradáveis do que falar mal de alguém supostamente pelas costas, ainda que em espaço teoricamente público”, diz Felipe Agne.

ilustração: Stefan/UOL

dica do Marcos Florentino

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