Bizarrice gospel: Culto dos príncipes e das princesas


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Um culto com menos de 50 pessoas foi tema de matéria na IstoÉ e de reportagem no Fantástico. Em vez de respostas efetivas para tantas crises vividas pela galera, o casal de líderes usa o binômio culpa e medo para pregar, entre outras coisas, que “beijo na boca só depois do casamento”.

Criados numa nau esquisita na qual teologia e fé também não se beijam bicam, forneceram para a mídia um dos pratos + apreciados em quaiquer mesas de entretenimento: bizarrices.

Como um jornalista recentemente notou, nem a Bíblia é aberta durante as reuniões, o que já explica bastante coisa. No entanto, há quem enxergue que a exposição desse tipo de cascata conteúdo é positiva. No Twitter, Ana Paula Valadão não economizou nas exclamações:  “Meu Deus!!!!!!! Vcs viram a matéria do #Fantástico c a @SaraSheeva????? É de Deus! Q profético! O Evangelho está mudando a nossa cultura!!!!”. Aham, senta lá, Ana.

Em um grupo de discussão na internet, Raphael S. Lapa matou a pau (sem duplo sentido, pfv) a questão: “Se a igreja se preocupasse com ação social tanto quanto com sexo, não haveria mais pobreza nem corrupção no Brasil”.

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Mulheres são de Pinterest, Homens são de Google +?

Fiona Menzies, no The Wall

As recentes estatísticas divulgadas pela “rede social do momento”, o Pinterest, causou surpresa em muita gente. A divisão por gênero indica que cerca de 97% de seus usuários são do sexo feminino.  Isso remete à pergunta: a teoria clássica da divisão de interesses inaugurada  pelo livro “homens são de Marte, mulheres são de Vênus” se aplica às  plataformas de mídia social ?

Enquanto no Facebook a divisão é mais equilibrada (58% mulheres/42% homens), sabe-se que as mulheres passam mais tempo e se envolvem mais com ele. Elas fazem mais upload de fotos, postam mais atualizações e oferecem mais informações sobre si mesmas.

No Twitter a coisa é um pouco diferente,  embora as mulheres tuitem com muito mais frequência, a divisão de gêneros é bem pequena (52% mulheres/48% homens).

Já o Google + parece ser dominado por homens (71%), com audiência composta de gente mais jovem, que estão começando a usar redes sociais agora. Além disso, cerca de 50% dos usuários do Google + tem menos de 24 anos.

Embora o LinkedIn pareça ser o mais equilibrado (51% mulheres/49% homens), a maioria de fato só usa esse site para se questões profissionais. Talvez por isso,  os homens sejam mais ativos do LinkedIn (63%), acreditando na eficácia dessa rede para a promoção pessoal.

Embora alguns desses padrões deem boas dicas, o Pinterest parece revelar  o que atrai tanto as  mulheres à sua plataforma. Subliminarmente, isso parece ficar evidenciado na sua página ‘About’ [sobre]. “O Pinterest permite organizar e compartilhar todas as coisas bonitas que você encontrar na web. As pessoas usam quadros e tachinhas coloridas para planejar casamentos, decorar suas casas, e organizar suas receitas favoritas”.  Isso não soa como uma experiência para usuários machos!

O Pinterest também oferece um grande nível de anonimato e não requer um grande compromisso pessoal com a comunidade. Comparemos com Google +,   que oferece uma série de inovações interessantes e originais. Ele exige uma compreensão mais profunda para que o usuário possa obter o máximo das suas capacidades.

Uma matéria recente da revista Wired identificou os dois problemas centrais para as mulheres usarem o Google +. Essa pesquisa mostrou que as mulheres preferem muito mais se envolver em círculos predominantemente femininos, um grande motivo para o Pinterest ser uma grande oportunidade para as marcas se promoverem.

Olhando para as estatísticas, parece que cada vez mais as redes sociais refletem a vida real. As mulheres (em geral) preferem experiências sociais, enquanto os homens são mais propensos a utilizá-las como um meio para chegarem a um fim determinado.

O fato é que estamos superexpostos quando entramos numa mídia social, e compartilhar dados se tornou um hábito para nós.  Ao mesmo tempo, os seres humanos valorizam a sua privacidade. Essa é uma característica inata de todos nós e algo que tem sido comprometido nos últimos tempos pela explosão das redes sociais.

Assim sendo, o que devemos ver no futuro são novas formas de privacidade, com as pessoas compartilhamos coisas que não são realmente importantes. A fragmentação das redes sociais  provavelmente deverá se fortalecê-las baseado em nichos de interesse ou utilidade, particularmente em termos de gênero. Isso indica que talvez o Pinterest realmente seja o futuro das redes sociais.  Exposição mínima, foco definido entre “gosto” e “não gosto” e a ausência de comentários parecem atrair pessoas para a rede onde tudo se compartilha e ao mesmo tempo desejam alguma privacidade.

Tradução e adaptação: Agência Pavanews

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Nova rede social feita pelos criadores do Twitter deseja revolucionar o mercado

Por Luiz Mazetto, no IDGNOW

Famosos por criar o Blogger e depois o Twitter, Evan Williams e Biz Stone aparecem agora com dois novos serviços para provocar, o que esperam ser, um passo na evolução do compartilhamento online.

Assim como o Twitter, onde Williams e Stone continuam como diretores, o Medium e o Branch são plataformas sociais de publicação pelas quais é possível compartilhar textos, imagens e reportagens. E, como não podia deixar de ser, o login nos serviços é feito por meio da sua conta no serviço de microblog.

“Quando você leva em conta que temos publicado no papel há mais de 500 e na Internet há apenas algumas décadas, não é nenhuma surpresa que ainda não sabemos de tudo. Ainda estamos no início”, escreveu Williams em um post sobre o Medium.

Medium

O Medium funciona em torno de coleções (seções voltadas a diferentes temas) e é uma espécie de mistura entre o Pinterest e o Tumblr, como muitos sites apontaram.

A ideia é que as pessoas possam visualizar, ler e votar nos seus conteúdos favoritos. Os usuários também podem contribuir com essas coleções, mas a frequência de exibição dessa publicação não é cronológica e está diretamente ligada ao número de votos recebidos. Os itens ficam dispostos nessa ordem, com os donos das maiores notas (de 1 a 10, aparentemente) ocupando os lugares mais altos da página.

Entre as seções notadas nesse primeiro momento estão áreas de texto como “The Writer´s Room” (O Quarto do Escritor, em tradução livre), de textos e organizada pelo escritor Steven Johnson, e “This Happened to Me” (Isso aconteceu comigo, em tradução livre), em que pessoas contam suas histórias. (mais…)

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Mil seguidores por US$ 18 no Twitter

Nayara Fraga, no Radar Tecnológico

Por trás das 500 milhões de contas existentes no Twitter existe um ativo mercado negro de compra e venda de seguidores. Em estudo recente, a empresa americana de segurança virtual Barracuda Labs encontrou 72.212 contas falsas e 11.283 “abusadores” (perfis que compram os falsos seguidores e vendem propaganda com base em sua rede).

A pesquisa detectou a ocorrência desse tipo de comércio no eBay, onde havia 20 perfis vendendo seguidores, e em outros 58 sites. A análise levou em conta os cem primeiros resultados de busca no Google para “buy Twitter followers” (“comprar seguidores no Twitter”, em português).

Os seguidores saem por menos de US$ 0,02, se comprados em pacotes. Dezoito dólares, em média, são suficientes para adquirir mil seguidores, conforme o estudo.

Um dos sinais de que uma conta no Twitter é de um “abusador” é o número de seguidores que ele tem — 48.885, em média. Setenta e cinco por cento deles divulgam a URL de algum site, ante 31% entre os usuários totais da rede social.

Os resultados da pesquisa da Barracuda foram compilados no infográfico abaixo, em inglês. (O texto continua após a imagem.)

Os usuários que criam e vendem milhares de contas falsas no Twitter são chamados no estudo de “negociadores” (“dealers”, em inglês). Sessenta e um por cento das contas criadas por eles têm menos de três meses de existência.

Romney

A empresa de pesquisa sugere que Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, tenha recorrido à compra de seguidores para aumentar sua popularidade na rede social. Apenas no dia 21 de julho, o número de seguidores do candidato subiu 17%.

Entre os novos seguidores, conforme a Barracuda, 80% tinham menos de 3 meses de existência e 25% não haviam chegado a completar três semanas. Além disso, um em cada quatro seguidores de Romney não havia chegado a publicar um tweet sequer. “Mitt Romney é apenas o último exemplo de milhares de pessoas que pagam por seguidores”, diz a empresa de pesquisa, no infográfico acima.

Todas as fotos que aparecem ao redor do infográfico são de contas falsas.

Em seu blog, a Barracuda explica que um “negociador” pode ganhar até US$ 800 por dia, caso ele consiga controlar 20 mil contas falsas. A estimativa considera contas falsas aleatórias que passaram a seguir 2 mil perfis em sete semanas e assume que a venda de cada seguidor tenha tido o valor mínimo de US$ 20.

O estudo não se aprofunda, no entanto, na natureza da compra de seguidores. Em março, uma pesquisa revelou que por trás da venda de “curtidas” no Facebook havia criminosos que invadiam perfis de usuários comuns. Isso era feito por meio de aplicativos falsos, como “Veja quem visitou seu perfil”, que convenciam o usuário a baixar o malware (software usado para fins criminosos).

O Radar Tecnológico entrou em contato com a Barracuda para conversar sobre esse tema, mas, até a publicação deste texto, a empresa não havia retornado.

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