O ateu, o crente e o bicho-papão

Bicho papão

Ed René Kivitz

Outro dia alguém me enviou pelo twitter a seguinte pergunta: “quando vc era criança também acreditava em bicho-papão, por que deixou de acreditar?”

Minha primeira reação foi ignorar a pergunta, formulada em tom de crítica a um tweet que postei testemunhando minha fé em Deus. Imaginei que o autor da pergunta não esperava resposta, apenas pretendia sugerir a estupidez da minha fé. Tive a mesma sensação que experimentei quando comecei a ler um texto sobre “razões porque deixei de ser crente” e o autor logo na primeira página comparou a crença em Deus à crença no Saci-Pererê. Mas, passado o ímpeto de deixar pra lá, resolvi responder, pelo menos para mim mesmo.

Minha resposta começaria afirmando que jamais acreditei em bicho-papão. O que me aterrorizava na infância eram os ciganos e o “velho do saco”. Devo isso às minhas avós, que diziam que esses homens malvados gostavam de raptar meninos desobedientes. Registro que acredito em ciganos e velhos do saco, não necessariamente como raptores de crianças, embora seja em parte verdadeiro. Mas resolvi responder como se meu imaginário infantil tivesse sido ocupado por esse tal de bicho-papão.

Eis, portanto, algumas razões porque, embora continue acreditando em Deus, deixei de acreditar em bicho-papão.

  • Não conheço nenhum adulto que acredita em bicho-papão
  • Não conheço nenhuma civilização baseada em bicho-papão
  • Não conheço nenhuma religião que considere o bicho-papão um ser divino
  • Nunca ouvi uma pessoa dizer que foi transformada pelo bicho-papão
  • O bicho-papão não constitui o dilema existencial humano desde sempre
  • Nenhuma tradição de pensamento humano se ocupa com o bicho-papão
  • Nenhum gênio da humanidade viveu atormentado por causa do bicho-papão
  • O bicho-papão não se sustenta num texto considerado sagrado por mais da metade da população mundial, escrito ao longo de 2 mil anos, por 40 autores diferentes
  • Não existe quem atribua a existência do universo ao bicho-papão
  • Jamais alguém defendeu sua fé no bicho-papão com a própria vida
  • Nenhuma das virtudes humanas é associada ao bicho-papão
  • O bicho-papão não é uma crença universal e atemporal
  • O bicho-papão não ajuda a explicar o mundo em que vivo
  • O bicho-papão não ajuda a explicar a complexidade da raça humana
  • O bicho-papão não ajuda a explicar o homem que sou

Cansei. Já passa da meia noite.

fonte: Blog do Ed René Kivitz

imagem: Humor Babaca

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Marcelo Rubens Paiva é esquecido por tripulação em avião da TAM

Escritor, que é paraplégico, pediu ajuda a seus seguidores no Twitter

O escritor Marcelo Rubens Paiva, em foto de dezembro de 2008 (Divulgação)

publicado originalmente no O Globo

O escritor Marcelo Rubens Paiva recorreu ao Twitter para tentar sair de um voo da TAM em Congonhas, após ser esquecido no avião na tarde deste domingo. O vôo saiu às 17h30m do Rio de Janeiro e chegou a São Paulo por volta das 18h30m. Rubens Paiva, que é paraplégico, revelou o inusitado drama em duas mensagens na rede social.

Na primeira, escrita por volta das 18h50m, o escritor pedia ajuda a quem estivesse online: “TAM me esqueceu dentro de 1 aviao. Voo 3971. Em Congonhas. Alguem pode ligar e pedir ajuda? Help!”.

Quatro minutos depois, brincou com a situação: “Tripulacao foi embora e me esqueceram rrr. Vou roubar este Airbus. Sera q é facil pilotar?”

A TAM levou dez minutos para responder a mensagem através de sua conta oficial no Twitter: “Oi, Marcelo! Poderia por gentileza detalhar via DM o que exatamente ocorreu para que possamos lhe auxiliar? Obrigado”.

Em torno das 19h40m, Rubens Paiva disse que o problema foi resolvido, não sem criticar a empresa: “Serio. Demoraram mais tempo pra me tirarem do aviao do q voo RJ SP”.

 

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Perfil no Twitter coleta fotos de cartões de crédito postadas por gente muito burra

Rolou até um filtro bacanudo a la Instagram

João Brunelli Moreno, no Tecnoblog

Algumas pessoas gostam de viver perigosamente. Umas pulam de pontes amarradas por um elástico. Outras preferem mergulhar em cavernas submarinas. Algumas, aliás, têm uma estranha preferência por correr atrás de um queijo que rola ladeira abaixo. E existe um tipo bem específico de pessoa, que só é encontrada na internet, que tem a curiosa mania de postar fotos excessivamente reveladoras de seus cartões de crédito ou débito no Twitter.

A prática pouco inteligente de alguns usuários do Twitter em expor seus dados bancários na rede social está sendo “celebrada” pelo perfil @NeedADebitCard, que reúne fotografias comprometedoras de cartões postadas pelos usuários na rede. Ainda que alguns poucos tenham o cuidado de apagar números ou nomes, a grande maioria não se preocupa em expor a maior quantidade de números possíveis, deixando nomes e datas de validade ao alcance de qualquer mal-intencionado (que aí só teria o trabalho de descobrir o tal código de segurança, que vai de 000 a 999, nada muito complicado).O perfil @NeedADebitCard se limita a dar retweets dos posts feitos pelos usuários e, até o momento em que este post estava sendo escrito, 21 “vítimas” ainda não haviam excluídos os posts em que faziam indiscrições financeiras.

Não são raros os casos de usuários que colocam informações demais em redes sociais e outros serviços web. Depois acontece algum problema, esses dados chegam ao público e por alguma razão ninguém se lembra do papel dos usuários em simplesmente não publicar algumas coisas na internet. Não existe sistema de segurança que aguente uma coisa dessas.

Com informações: The Verge.

dica do João Marcos

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Facebook e Twitter deixam garotas mais violentas e rudes

Redes sociais têm deixado meninas mais agressivas (Foto: Reprodução)

Aline Jesus, no TechTudo

Pesquisadores britânicos chegaram a uma polêmica conclusão sobre o Twitter e o Facebook: os dois sites são prejudiciais às meninas. De acordo com o estudo, as garotas tendem a ser mais violentas e rudes por conta das redes sociais. Especialistas acreditam que a linguagem utilizada por elas na Internet confirma as mudanças na personalidade.

A assessora de imprensa da companhia Plain English (especializada em treinamento para organizações que buscam se comunicar com o público de uma maneira simples e clara), Marie Clair, acredita que as redes sociais estão criando uma nova forma de se expressar entre as adolescentes.

Segundo ela, a necessidade de dialogar mais rápido, às vezes, acaba criando sentimentos equivocados, que geram muitos problemas. “A linguagem dos jovens, em geral, está se tornando mais direta em comparação com seus pais e com a comunidade empresarial por causa dos canais de comunicação que eles estão familiarizados”, observou.

A professora de linguagem e comunicação da Universidade de Oxford, na Inglaterra, Deborah Cameron, acredita que as meninas estão mais agressivas tanto no modo de escrever como no de falar. No entanto, ela acredita que este tipo de comportamento já está se espalhando também entre pessoas do sexo oposto. “As garotas lideram porque acabam se comunicando mais, porém acredito que este comportamento está se espalhando por toda a comunidade”, avaliou.

Via Daily Mail

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