Brasileiros monitoram racistas, machistas e homofóbicos na internet

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Publicado na BBC Brasil

“Todo dia tem racismo fresquinho no Twitter”, assegura o criador da página “Não sou racista, mas…” João Filho, 33. “Quem gosta de preto é chicote”, “Cada dia mais pegando nojo de preto” ou “Não tô nem aí, não gosto de preto mesmo, ainda mais gordo” são alguns dos comentários que comprovam sua tese.

João foi o primeiro brasileiro a compartilhar mensagens alheias na rede social para expor o preconceito de seus autores. O perfil, criado meses antes do “A minha empregada” (que chegou a repercutir no exterior nesta semana), foi o ponto de partida para o monitoramento de outras palavras-chave na rede — machismo, homofobia, transfobia e preconceito contra pessoas acima do peso são alguns deles.

“Eu procuro por comentários que ouço de forma recorrente no trabalho, no ambiente familiar, nas ruas”, diz João.

Segundo ele, frases como “serviço de preto”, “preto fede” e “neguinha favelada” são mais comuns do que se imagina e mostram que o conceito de “preconceito velado” atribuído aos brasileiros não se confirma na internet.

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“O que mais me impressiona é a quantidade de jovens que aparecem nas minhas buscas”, afirma. “Dizer que alguém tem ‘cara de empregada’ está na boca da criançada.”

São adolescentes entre 15 e 18 anos os principais responsáveis pelos comentários preconceituosos.

João tem um palpite: “É triste, mas não sei se é algo dessa geração. Esses comentários sempre foram comuns entre a classe média. Talvez porque jovens usem menos filtro na hora de destilar preconceito.”

Machismo

Inspirada na atitude de João, a estudante Gabriella Ramos, 21, resolveu monitorar e expor machistas na rede.

“Os que mais me chocaram até hoje foram os que continham piada com estupro e violência à mulher”, diz a jovem criadora do “Não sou machista”.

Ela dá exemplos. “Não é estupro. É sexo-surpresa”, escreveu um jovem de Manaus. “Não é estupro se ela usava blusa aparecendo a barriga”, afirmou um rapaz de São Paulo. “Se vocês acham minha namorada gostosa é porque não a viram pelada. Só não estupro porque não preciso”, disse outro, um brasileiro que mora na Califórnia.

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Diferente dos outros perfis, Gabriella costuma engatar longas discussões com seus adversários machistas.

“Não adianta se esconder atrás da liberdade de expressão para disseminar discurso de ódio”, ela explica. “O trabalho de exposição é algo importante, é uma denúncia que nós fazemos. Choca? Incomoda? É essa a intenção.”

Homo e transfobia

Com apenas 17 anos, o estudante Nicholas criou a página “Não sou transfóbico”.

A dinâmica é a mesma: ele pesquisa e compartilha mensagens de ódio contra travestis e transexuais. “Comecei nessa semana depois do ‘A minha empregada’. Eu vi o perfil e achei a ideia muito legal. Aí fui procurar algo do tipo sobre transfobia, porque eu sofro na pele, e nao achei nenhum”, conta.

Nicholas acredita que as pessoas tenham “menos filtro” na internet do que nas ruas.

“Como dizem algo online e acham que tem menos consequências que na vida real, todo mundo sai esculachando. Mas para mim isso não faz sentido: bizarrices ditas na internet são públicas e ficam registradas pra sempre.”

Outro perfil é dedicado exclusivamente à homofobia (o ódio contra gays e lésbicas).

Com a descrição “Não sou homofóbico. Tenho até amigos gays, mas…” o perfil já publicou mais de 700 mensagens agressivas contra homossexuais.

“As lésbicas são erotizadas por homens o tempo inteiro. Isso também é um tipo de violência”, alerta o autor.

Recentemente, ele compartilhou uma mensagem de maio do ano passado que dizia: “É lésbica mas quer virar hétero? Estupro corretivo é a correção”.

O autor respondeu, afirmando que a mensagem era antiga e que o retweet da página “Não sou homofóbico” era apenas para chamar atenção.

“Procê ver”, respondeu o autor. “As m**** que são faladas na internet não se perdem com o tempo. Melhor não falar da próxima vez, né? :)”

Gordinhos

Há dois meses, o perfil “Só faz gordice” passou a monitorar um tipo de preconceito pouco comentado no Brasil.

Ela compartilha frases como “Odeio ver gordas de legging” ou “Se as gordas que usam roupas justas pagassem multa por poluição visual, nós já não estávamos na crise à bastante tempo”.

Diferente dos outros autores, que buscam privacidade, a criadora de “Só faz gordice” publica fotos próprias, sem medo de ser feliz.

“Beijinho no ombro gordofóbicos! As banhas são MINHAS, mostro quando, se e pra quem EU QUISER!” era a legenda de uma das mais recentes.

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Após a Marcha para Jesus, Curitiba terá a Marcha para Goku

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

Organizadores do evento pretendem fazer “vaquinha” para construir uma estátua para o herói

Publicado no Bem Paraná

Os curitibanos bem humorados (sim, eles existem!) estão organizando para o dia 1º de junho (domingo) uma marcha que irá animar os nostálgicos e fãs de animes: a Marcha para Goku. O evento, criado quatro dias atrás, já conta com 5,8 mil convidados, sendo que 1,1 mil usuários do Facebook confirmaram participação.

Na descrição do evento, lê-se: “Depois da Marcha para Jesus chegou a vez da Marcha para o Goku!Vamos todos marchar para o nosso salvador Goku! Cantando hinos como: ‘Shalá head Shalá’, ‘Posso pressentir o perigo e o caos!’ e entre outros!Tentaremos fazer um super Genki Dama para enviar forças ao nosso guerreiro! E será a maior Genki Dama que Curitiba já viu.Seja Sayajin ou não, participe desse evento histórico no mundo!

Os organizadores do evento, inclusive, iniciaram uma campanha no Twitter para tentar trazer para a Capital paranaense , o dublador que emprestou a voz para o Goku no Brasil. Outra ideia é fazer uma “vaquinha” on-line para que seja construída uma estátua de Goku, que seria colocada na Praça do Japão. A ideia ainda é embrionária, mas um artista plástico já está fazendo um orçamento.

A marcha está marcada par acontecer às 14h na Boca Maldita. Depois, os participantes irão seguir para a praça do Japão, onde será feita uma grande “Genki Dama” por um mundo cada vez melhor.

Quem é Goku?

O que? Você não sabe? Tudo bem, eu te conto a história do nosso salvador.

Goku é o personagem principal da histórica franquia Dragon Ball, criada por Akira Toriyama. Por conta do sucesso do mangá e, principalmente, do desenho sobre a série, Goku é considerado o maior personagem de anime e mangá de todos os tempos.

Membro de uma raça de extraterrestres conhecida como Sayajins, Goku é enviado à Terra para destruir as formas de vida locais e preparar o planeta para ser vendido no mercado intergaláctico. Contudo, Goku esquece sua missão e acaba se tornando um verdadeiro herói, salvando a Terra dos mais diversos tipos de vilões em inúmeras ocasiões.

Confira a página do evento no Facebook clicando AQUI

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Pressionado na Band, R.R. Soares pede dinheiro a fiéis

Missionário e bispo R. R. Soares, pastor da igreja evangélica neopentecostal Igreja Internacional da Graça de Deus (foto: Fernando Donasci/Folhapress)
Missionário e bispo R. R. Soares, pastor da igreja evangélica neopentecostal Igreja Internacional da Graça de Deus (foto: Fernando Donasci/Folhapress)

Ricardo Feltrin, no UOL

Todo ano é a mesma coisa. A renovação de contrato entre a Band e a Igreja Internacional da Graça, do pastor R.R. Soares, se torna um verdadeiro padecimento de Jó. Ano após ano, a emissora exige cada vez mais dinheiro do pastor, já que ele ocupa uma hora no horário nobre. É a única TV aberta que vende o “crème de la crème brûlée” de seu horário nobre

A Band ou a igreja nunca divulgaram valores, mas estima-se que o contrato esteja entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões mensais (há quem diga que não passa de R$ 2 milhões, mas isso significaria que a Band está vendendo cada minuto de sua grade por pouco mais de R$ 1000, o que é altamente improvável).

Soares representaria, caso esse número esteja correto, até 15% do faturamento anual da Band (R$ 600 milhões). Como ocorre em todos sempre na época da “penitência de Jó”, a TV da família Saad mais uma vez fez exigências para renovar o contrato da igreja em 2014. Por “novas exigências” entenda-se “aumento no “cachê” recebido.

Escaldado com anos e anos de ameaças de não renovação caso não aceitasse as, digamos, exigências, este ano o missionário Soares começou cedo uma campanha destinada a reforçar o caixa da igreja e garantir o espaço comprado na Band. A campanha tem sido exibida exaustivamente em seu programa, e na internet, no site da igreja e do missionário, que tem quase 1 milhão de seguidores no Facebook e no Twitter.

A campanha pede que o fiel ajude “a espalhar a boa nova” por todo o mundo. A Igreja de Soares, que é cunhado de Edir Macedo, está hoje em quase 100 países em todo o mundo, seja por meio de rádios ou TVs ou sites (www.ongrace.com).

Ele não cita nominalmente a Band, mas a campanha estourou bem no mês em que o contrato vence (abril).

Em suas pregações diárias, o pastor também sempre abre um espaço para pedir doações a uma conta que a igreja mantém em um banco. Comparativamente, ele pede menos dinheiro que os pastores da Igreja Universal, que nos últimos anos parece que transformaram as doações no assunto principal das pregações.

Doe! Ajude! Colabore! Pague! Os verbos são diferentes, mas o pedido é sempre o mesmo.

Nos últimos dois anos a Igreja Internacional da Graça renovou contrato com a Band praticamente em cima da hora. Os contratos quase sempre têm validade de apenas um ano. Assim a emissora pode exigir aumentos de remessas de seu parceiro anualmente.

Muitos executivos da Band já defenderam a saída de Romildo Soares e sua igreja, ou pelo menos que mudasse de horário. O problema é que o evangélico entra no ar exatamente depois do “Jornal da Band”, no momento em que a emissora atinge um de seus picos de ibope em dias úteis (seis pontos, cada ponto vale por 65 mil casas sintonizadas na Grande São Paulo). Quando Soares começa a pregar, esse ibope cai quase que imediatamente para zero (traço).

Por isso, parte dos diretores da Band (especialmente os de núcleo artístico) gostariam que o pastor saísse do horário nobre. O problema maior é que, sem ele, o faturamento da casa cai e a Band prefere faturar e perder ibope, do que ganhar ibope e não faturar ou faturar bem menos com comerciais que conseguisse vender no horário.

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Twitter também pode servir para prever crimes, diz estudo

A análise de tuítes permite prever 19 entre 25 formas de crime, especialmente o assédio ou a perseguição, o roubo e alguns tipos de agressão Foto: Kacper Pempel / Reuters
A análise de tuítes permite prever 19 entre 25 formas de crime, especialmente o assédio ou a perseguição, o roubo e alguns tipos de agressão Foto: Kacper Pempel / Reuters

Embora os tuítes não tenham relação direta com um crime, eles contém elementos valiosos sobre as atividades de seus autores

Publicado no Terra

Os tesouros escondidos no Twitter podem ser extremamente úteis para combater crimes, segundo um estudo americano de acordo com o qual muitos crimes ou agressões podem ser detectados antecipadamente caso esta informação seja analisada de forma adequada.

A análise de tuítes permite prever 19 entre 25 formas de crime, especialmente o assédio ou a perseguição, o roubo e alguns tipos de agressão, segundo um trabalho da Universidade da Virgínia, publicado no periódico científico “Decision Support Systems”.

As conclusões podem surpreender porque, é claro, as pessoas raramente tuítam diretamente os crimes que vão cometer, diz o autor principal do estudo, Matthew Gerber, do Laboratório de Tecnologia Preditiva da Universidade da Virgínia (nordeste).

No entanto, embora os tuítes não tenham relação direta com um crime, eles contém elementos valiosos sobre as atividades de seus autores ou sobre seu bairro e seu entorno.

“As pessoas tuítam sobre suas atividades cotidianas”, explica Gerber à AFP. “Estas atividades rotineiras as colocam em um contexto no qual há possibilidades de que aconteça uma infração. Por exemplo, se eu e muitas outras pessoas tuitamos que vamos nos embebedar esta noite, sabemos que vão ocorrer algumas infrações associadas ao álcool”.

Gerber e seus colegas analisaram os tuítes de alguns locais de Chicago, ajudados pela base de dados de criminalidade na cidade. Assim, conseguiram fazer previsões sobre as regiões onde há risco de ocorrer determinados tipos de crimes, o que pode ser útil para a dotação orçamentária de segurança ou para a mobilização de policiais ao local.

“Esta aproximação permite ao analista visualizar e identificar rapidamente as áreas com forte criminalidade”, explica o estudo, “visto que as potenciais infrações com frequência ocorrem em locais onde este tipo de crime já foi cometido”. Isto “permitirá elaborar uma cartografia das áreas de fama duvidosa, que funcionará como uma ferramenta útil para prever o crime”.

Nos últimos anos, a ideia da “polícia preditiva” ganhou terreno e os serviços de vigilância têm se apoiado cada vez mais em dados previstos por gigantes como a IBM. Este novo estudo é publicado depois de outros informes, segundo os quais o comportamento dos usuários no Twitter pode ajudar a prever o resultado das eleições ou inclusive o surgimento de um vírus ou uma epidemia.

Gerber destacou que os tuítes são uma fonte muito fácil de usar, pois são de acesso público e muitos contêm dados de geolocalização. O estudo foi financiado pelo exército americano que, segundo Gerber, utiliza técnicas similares para determinar ameaças às suas forças no Iraque e no Afeganistão. O especialista destaca que não há limites para o uso de seu modelo de previsão, embora alguns crimes – como os sequestros ou os incêndios criminosos – não possam ser previstos por uma razão que lhes escapa.

Após ser contatado pela polícia de Nova York, Gerber já começou a examinar os dados da megalópole americana para determinar se os resultados que obteve em Chicago são igualmente bem sucedidos ali. Por outro lado, o pesquisador espera poder ampliar seus estudos a outras redes sociais, a fim de detectar melhor os crimes e avaliar se é possível impedi-los. “Não estudamos se isto pode reduzir a criminalidade”, diz Gerber. “Esta é outra etapa”, prossegue.

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Quase metade dos usuários do Twitter no Brasil usa rede de microblogs junto com a TV

Brasileiros acham que o Twitter deixa a TV mais legal

Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)
Twitter: dos usuários que assistem TV e navegam na rede de microblogs simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando, diz executiva (Foto AFP)

Sérgio Matsuura, em O Globo

O Twitter divulga nesta quinta-feira a primeira pesquisa sobre o perfil dos seus usuários no Brasil, com destaque para o crescente uso da plataforma como companheira da TV. Segundo os números, 97% dos tuiteiros assistem à televisão todos os dias, mas a atenção é dividida com o celular: 50% ficam com os smartphones nas mãos em busca de produtos para comprar, informações sobre a programação e conversando pela rede social. (O Twitter tem no mundo mais de 241 milhões de usuários ativos por mês. O Brasil está entre os cinco principais mercados em termos de usuários, mas a empresa não compartilha números por país.)

- Dos usuários que assistem à TV e navegam no Twitter simultaneamente, 76% afirmam que estão em busca de outras perspectivas sobre o programa que está passando. E a experiência compartilhada é um atrativo a mais: 62% afirmam que o Twitter deixa a TV mais legal – comenta Janette Shigenawa, diretora de pesquisas do Twitter para a América Latina.

Os números apontam sobre a importância das marcas para o tuiteiro. Cada usuário segue, em média, 27 marcas que, pelo Twitter, conseguem conversar diretamente com seus consumidores. O principal segmento é o de moda, tema de interesse de 70% dos brasileiros na rede social, seguido por tecnologia (55%), automotivo (54%) e alimentos e bebidas (49%).

E a rede é apontada não apenas como um canal de relacionamento direto com as marcas preferidas, como ambiente para novas descobertas. Segundo a pesquisa, 85% dos usuários do Twitter gostam de experimentar novos produtos. Por outro lado, 80% dizem ser fiéis as marcas que gostam.

Entre os assuntos de interesse, destaque para filmes e cinema (79%), música (77%), ciência e tecnologia (75%), cuidados com a saúde (70%) e, surpreendentemente, livros e leitura, apontados por 69% dos usuários.

- Pelo Twitter as pessoas discutem suas leituras e falam direto com os autores. O Paulo Coelho é uma das personalidades brasileiras com maior número de seguidores – afirma Guilherme Ribenboim, presidente do Twitter no Brasil.

Outro destaque da pesquisa é o percentual de usuários que acessam a rede social pelo celular, que já atinge 60%. Ribenboim destaca que é um fenômeno não apenas no Brasil, mas global, e reforça as principais característica da plataforma: as mensagens rápidas e o tempo real.

- O nosso crescimento em mobile é lógico e estratégico. O usuário entra no Twitter nos momentos de microtédio. Na fila do banco, no transporte público, pega o celular e se informa sobre o que está acontecendo.

O Twitter pretende se tornar a principal plataforma de conversação sobre a Copa do Mundo que se aproxima. Em 2013, a partida final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, foi o evento que mais gerou tweets por minuto no país e a expectativa é que a repercussão este ano seja maior.

- A Copa é estratégica para nós. Estamos prontos para atender o mercado de TV, mas também o mercado publicitário. Trabalhamos próximos dos jogadores de futebol, empresas de mídia, portais e com as marcas – diz Ribenboim.

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