Selfie em velório de Campos gera indignação nas redes sociais

Autorretratos foram feitos ao lado do caixão e com pessoas próximas do ex-governador

Selfie é feita durante velório de Eduardo Campos (foto: Pedro Kirilos / Agencia O Globo)
Selfie é feita durante velório de Eduardo Campos (foto: Pedro Kirilos / Agencia O Globo)

Raphael Kapa, em O Globo

Entre os mais de 100 mil que foram ao velório de Eduardo Campos, no Palácio das Princesas, alguns aproveitaram o momento para tirarem uma selfie na cerimônia e despertaram a indignação de internautas nas redes sociais.

“Gente, que falta de respeito é esse? Tem gente tirando selfie no velório de Eduardo Campos!”, escreveu Alcielly Barbosa no Twitter.

A iniciativa foi vista como um desrespeito pela maioria dos internautas. Para o psicólogo Alexandre Mosso, é complicado avaliar este tipo de comportamento.

— O luto é pessoal. Cada pessoa enfrenta de maneira diferente e não se pode julgar isso. O que não pode acontecer é a invasão do luto do outro por qualquer motivo. Pedir uma foto com uma pessoa próxima ao falecido, neste momento, é uma violação — afirma Mosso.

Sobre o registro de uma mulher tirando um autorretrato ao lado do caixão de Campos que foi criticada nas redes sociais, o psicólogo afirma que existe uma necessidade de registrar presença e compartilhar com amigos que é prejudicial.

— Não posso avaliar as motivações desta pessoa especificamente. Mas o que ocorre hoje é quase um egoísmo. As pessoas esquecem que uma atitude delas pode ser mal vista por aqueles que estão em luto naquele momento — afirma.

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#RIP bom senso

abobrinhaTati Bernardi, na Folha de S.Paulo

Provavelmente, quando este texto for publicado muito já terá sido falado sobre o mau gosto e a chatice dos comentaristas de óbitos nas redes sociais. Mas, por amor ao meu fígado, eu não consegui pensar em outro assunto.

A moda agora é colocar a culpa no “2014”. Os dramáticos clamam “pare de levar os melhores” e os jocosos correm, tentando fazer antes a piada boba que todos já fizeram: “e o Sarney continua vivo”. Daqui a pouco a Nike 10K vai patrocinar engraçadinhos do Twitter: ser “zoão” antes do coleguinha virou a maratona do momento.

Gente, 2014 tá aí curando o câncer de muita gente, fazendo muitos bebês nascerem, aumentando as ciclovias, trazendo muitos orgasmos a casais corados, paremos de falar tão mal dele! E só uma dica: desejar a morte de alguém, seja quem for, com esse ardor explícito (ao estilo: era fulano que merecia estar dentro daquele avião!), é coisa pra personagem loira e botocada de novela duvidosa. A gente é melhor que isso, não?

Semanas atrás, alguns amigos, emocionadíssimos, cutucaram o Todo Poderoso: “não, Deus, Suassuna não! Sacanagem!” Ele era mesmo incrível, mas vamos combinar uma coisa: eram quase 90 anos de vida. Poxa, sei lá, não foi exatamente o destino nos apunhalando pelas costas com uma perda precoce, confere? Vale ficar triste, reler um texto, assistir o “Auto da Compadecida” no Viva, mas brigar com Deus? E, pior: brigar com Ele pelo Facebook? Deus, caso exista, tá ocupado demais na Faixa de Gaza e não vendo nossas selfies e tentativas de risoto.

As redes sociais são, depois do convívio íntimo, o meio mais rápido e iluminado para garrar verdadeira ojeriza alheia e transformar, em segundos, nossos ídolos em sacos vazios, voando pelo limbo. Tem sempre aquele super profissional que você admirava postando vergonhosas teorias conspiratórias #foiaDilma, aquele artista misterioso mandando um brega #ficaaobra ou aquele paquera gato e metido a intelectual dissertando, sem medo do ridículo: “luto é marketing”.

Fiquei arrasada com a morte do Fausto Fanti e não resisti. Postei o vídeo (maravilhoso, genial, eu amava esse comediante) do Padre Gato. Sim, também cometo minhas homenagens póstumas. O auge do meu ridículo foi quando poetizei sobre José Wilker. Contei os detalhes de uma antiga entrevista com ele. Eu estava fragilizada pelo término do meu namoro e ele, muito charmoso e elegante, parou a entrevista no meio e me deu conselhos amorosos.

Depois fiquei pensando: teria eu, assim como certos amigos que julgo mal, tirado casquinha da desgraça pra me autopromover? Teria eu, assim como certos colegas que deletei, virado mais uma trovadora de obituário? Quem é que aguenta mais uma foto do Patch Adams tendo seu nariz vermelho apertado e a hashtag “hjtemfestanoceu”? Tá, é muito triste ter morrido o Robin Willians, mas você tem certeza que gosta desse filme ou só quer parecer um “fofo-informado-com-algo-a-dizer-sobre-o-que-estão-todos-dizendo”? Tenho a impressão que nós, jovens tão conectados, estamos virando aquelas vovós carpideiras, pagas pra chorar em velório.

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Não me delete, por favor

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Por Luciana Chardelli, no Obvious

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.

O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio.

Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.

Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angustia. Filosoficamente a angustia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.

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Lobão se mete em conversa errada e comete gafe no Twitter

Publicado no Diário do Nordeste

O polêmico cantor Lobão se envolveu em uma conversa errada que estava rolando no Twitter e acabou confundindo seu nome com o do Edison Lobão Filho (PMDB), candidato ao governo de Maranhão. O stalk mal sucedido do cantor gerou piadas na internet.

O internauta @GustavoRodrigs publicou em sua conta no Twitter um comentário se referindo ao político e sua campanha nas redes sociais. No entanto, o tweet foi mal interpretado pelo cantor Lobão, que achou que a publicação se dirigia a ele.

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Lobão já se envolveu em diversas polêmicas. Em 2013, o músico chegou a publicar um livro, “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, em que ele alfineta artistas como Gilberto Gil, Roberto Carlos, Gonzaguinha, a banda Barão Vermelho, Maria Gadú, Fiuk, Restart, Luan Santana, Ivete Sangalo, entre outros artistas.

A gafe do músico repercutiu na internet. Confira:

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10 maneiras de irritar seus amigos com atualizações de status

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Publicado no Hype Science

Você está satisfeito com seu corpo? Quantas calorias perdeu hoje na academia? Responda isso mentalmente, por favor, e não em seu Facebook. A coisa que mais irrita seus amigos na rede social são informações pessoais sobre dietas e exercícios. Isso é o que indica uma nova pesquisa do site Sweatband.

No levantamento, foram entrevistados 1.793 usuários. Os pesquisadores descobriram que 52% deles usaram menos o Facebook por causa de atualizações irritantes de pessoas que eles seguem. Mais de um terço do grupo afirmou que já abandonou o serviço completamente por algum tempo por causa dessas atualizações de status chatas.

Confira abaixo 10 coisas que mais irritam no Facebook:

1. Dietas e exercícios

Ninguém quer sabe o quanto você correu hoje e quantos quilos perdeu nessa semana.

2. Fotos de comida

A sua comida pode ser bonita e parecer deliciosa… mas nada justifica você fotografar todas as suas refeições e postar no Facebook. Isso é realmente chato.

3. Fazer mistério

Se você quer dizer algo no Facebook, conte tudo ou cale-se para sempre. As pessoas detestam frases misteriosas, como “Eu não acredito no que aconteceu!”. Pior ainda é quando alguém pede mais detalhes e recebe como resposta “Eu não quero falar sobre isso”.

4. Solicitações de jogos

Tudo bem você ser um agricultor ou mafioso virtual em jogos do Facebook, mas nem todos seus amigos gostam disso. Por isso, nada de mandar solicitações de jogos descontroladamente.

5. Pais corujas

É claro que seu filho é muito especial e surpreendente. Para você. O resto das pessoas não precisa saber de cada passo, palavra nova ou suspiro que ele dá.

6. Detalhes muito pessoais

Algumas pessoas compartilham informações no Facebook que deveriam contar apenas para amigos muito, muito próximos.

7. Check-ins em todo o lugar

Quer dizer que agora você está em um café? E agora no cinema? Bom para você, mas seus amigos não precisavam saber disso.

8. Spam de eventos

Tudo bem se for seu aniversário ou uma festa realmente legal. Mas mandar dezenas de convites de eventos que provavelmente nem você vai, diariamente, para todos os seus amigos, vai te fazer uma pessoa menos amada.

9. Viciados em comentários e “likes”

Todos gostam quando têm suas atualizações de status curtidas e comentadas. Mas se você fizer isso o tempo todo com um amigo, ele vai pensar que você está o perseguindo.

10. Autopromotores

Ok, você tem um ótimo trabalho e faz muito sucesso. Mas que tal parar de se promover pelo Facebook?

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