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Papa Francisco pode nomear uma mulher cardeal

foto: Alberto Pizzoli/AFP

foto: Alberto Pizzoli/AFP

Publicado no El País [via UOL]

Não se trata de uma brincadeira. É algo que passou pela cabeça do papa Francisco: nomear uma mulher cardeal. Quem o conhece, dentro e fora da Companhia, antes de chegar à cátedra de Pedro, afirma que o primeiro papa jesuíta da igreja está destinado a surpreender a cada dia, não só com suas palavras mas também, e sobretudo, com seus gestos. E ele o está fazendo nos primeiros seis meses de pontificado.

Os que pensam que Francisco, com sua simplicidade de pároco de interior, sua linguagem plana e seu sorriso sempre nos lábios, seja um simples ou um ingênuo se equivocam. Este papa, que não parece papa, chegou a Roma da periferia da igreja com um programa bem concreto: mudar não só o aparelho enferrujado da máquina eclesiástica como também ressuscitar o cristianismo das origens.

O simbolismo de seus gestos começou desde que apareceu na sacada central da Basílica de São Pedro, vestido de branco e dizendo-se “bispo”, pedindo que as pessoas na praça o abençoassem. Não perdeu desde então um minuto para semear de gestos inesperados seus primeiros meses de pontificado, para espanto de muitos, dentro e fora da igreja.

E o continuará fazendo. Por exemplo, com esse plano de tornar cardeal uma mulher. Ele sabe que o tema feminino dentro da igreja não está resolvido e não pode esperar. Ele o deixou claro com duas frases lapidares em sua última entrevista a “Civiltá Católica”: “A igreja não pode ser ela mesma sem a mulher”. Não é só uma afirmação. É uma acusação. A frase também pode ser lida assim: “A igreja ainda não está completa porque nela falta a mulher”.

Como introduzir na igreja essa peça essencial, sem a qual a igreja “não pode ser ela mesma”? Foi o que disse na mesma entrevista: “Precisamos de uma teologia profunda da mulher”.
E essa teologia, o papa dá a entender, não pode ser construída no laboratório do Vaticano, apadrinhada pelo poder. Está sendo construída pelas mulheres dentro da igreja: “A mulher está formulando construções profundas que devemos enfrentar”, diz.

Francisco quer resolver esse problema durante seu pontificado porque está convencido de que a igreja hoje está manca e coxa sem a mulher no lugar que lhe corresponderia, que seria nem mais nem menos o que já teve no início do cristianismo, onde exerceu um enorme protagonismo. Pelo menos até que Paulo cunhou sua teologia da cruz e hierarquizou e masculinizou a igreja.

O papa sabe que para levar a cabo a revolução que tem em mente precisa “escutar” a igreja, não só a de cima, mas também a de baixo, onde estão se realizando, por parte da mulher, “construções profundas”.

Poderia, entretanto, abrir caminho ele mesmo com alguns gestos que obrigariam a colocar com urgência o tema da mulher sobre o tapete, ou, se se preferir, sobre “o altar”. E um desses gestos seria nomear uma mulher cardeal. É impossível? Não. Hoje, segundo o direito canônico, pode haver cardeais que não sejam sacerdotes, basta que sejam diáconos.

Mas, alguém poderia dizer, hoje a mulher ainda não pode ser diaconisa, como o foi há 800 anos e sobretudo nas primeiras comunidades cristãs. Pois essa é também uma das reformas que Francisco tem na cabeça. Não se trata de um dogma. A mulher poderia ser admitida ao diaconato amanhã mesmo.

Como escreveu Phyllis Zagano, da Universidade de Loyola em Chicago, a maior especialista da igreja nesse tema, “o diaconato feminino não é uma ideia para o futuro. É um tema do presente, para hoje”. E conta que teria abordado o tema com o cardeal Ratzinger, antes de ser papa, que lhe respondeu: “É algo em estudo”. Para Bento 16 ficou na ideia, mas o papa Francisco poderia acelerar o processo. Hoje, as igrejas Apostólica Armênia e Ortodoxa Grega, ambas unidas a Roma, já contam com diaconisas.

Chegada a mulher ao diaconato, o papa já pode, sem mudar o atual direito canônico, tornar uma mulher cardeal com o título de diaconisa. Mais ainda, bastaria mudar a atual norma para permitir que um laico, e portanto uma mulher, possa ser eleita cardeal, já que houve pelo menos dois casos na igreja em que foram nomeados cardeais dois laicos: o duque de Lerma em 1618 e Teodolfo Mertel em 1858.

O cardinalato não pressupõe a consagração presbiterial nem episcopal. Os cardeais são conselheiros do papa, e sua função principal é eleger o novo sucessor de Pedro. Há algum inconveniente em que uma mulher possa dar seu voto no silêncio do conclave? Seu voto valeria menos que o de um homem?

Um jesuíta me dizia: “Conhecendo este papa, não lhe tremeria a mão tornando cardeal uma mulher, e até lhe encantaria ser o primeiro papa que permitisse que a mulher pudesse participar da eleição de um novo papa”.

Quando Francisco, em sua longa entrevista, insiste em que não quer fazer as mudanças precipitadamente e que prefere “escutar” a igreja, é porque essas mudanças, algumas surpreendentes, já estão em sua mente, talvez bem enumeradas. Quer apenas apresentá-las com o aval não só da hierarquia, como do povo de Deus.

Com este papa, como dizia Federico Fellini, “la nave va”. Com Francisco, os pilares da igreja começam a se mover. E muitos começam a tremer. De medo. Dentro, e não fora da igreja. Fora começam a ressoar as notas do estupor e até da incredulidade. “Com este papa quase está me dando vontade de me tornar católica”, escreveu ontem uma leitora neste jornal.

Algo se move, e talvez irreversivelmente na igreja, justamente no momento em que no mundo laico e político, no campo da modernidade, os relógios parecem ter parado, todos ao mesmo tempo.

tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Damon Lindelof chega na HBO com série sobre o Arrebatamento

E tem Liv Tyler, Justin Theroux e Christopher Eccleston no elenco!

lindelof-scifiCamila Picheth, no Judão

O trabalho de Damon Lindelof sempre gera opiniões fervorosas e antagonísticas – é só dar uma olhada nas discussões sobre Prometheus, por exemplo. Na área de séries, ele fez sua fama e ganhou um grupo enorme de haters sendo o showrunner de Lost. Enquanto seu novo filme Tomorrowland está em pré-produção (que tem uma trama bizarra envolvendo a parte dos parques da Disney com o mesmo nome e dimensões alternativas), Lindelof se prepara pra voltar pra televisão. E dessa vez será na HBO.

Se juntando com a 4ª temporada de Game of Thrones e a última de True Blood, The Leftovers deverá estrear em 2014. A série terá 10 episódios e é uma adaptação do best-seller de Tom Perrotta com nome homônimo. Eis o cenário: o Arrebatamento realmente aconteceu e várias pessoas sumiram da face da Terra. Mas o que acontece com as pessoas que ficaram pra trás?

Justin Theroux (o cara que casou com a Jennifer Aniston) será um chefe de polícia que tenta manter algum senso de normalidade num mundo que está começando a rejeitar esse conceito. Liv Tyler faz sua estreia na televisão como Meg, uma mulher prestes a se casar que precisa fugir quando vira alvo de um culto enigmático. Christopher Eccleston (Doctor Who :D) e Amy Brenneman (Private Practice) também estão no elenco, mas não há informações sobre seus personagens.

Stephen King escreveu no New York Times que o livro de Perrotta é “o melhor episódio de Além da Imaginação que você nunca viu“. O THR afirma que Lindelof trabalhou junto com o autor pra dar forma ao seriado, então é possível que ele fique bem parecido com o livro. Será que o ex-showrunner de Lost vai conseguir converter alguns de seus haters? Ou vai criar ainda mais? ¯\_(ツ)_/¯

Justiça reconhece união de homem com 2 mulheres e promove enquete

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Publicado no Folha de S. Paulo

O segredo de Paulo Sérgio (nome fictício) permaneceu intacto por 16 anos até o dia do seu velório. Foi apenas na sua morte, em 2006, que as duas famílias do homem, ambas de Manaus, souberam da existência uma da outra.

Sete anos depois, a Justiça do Amazonas reconheceu a união estável de Paulo Sérgio com suas duas mulheres. A decisão é de abril deste ano, o processo corre em segredo de Justiça, e o tribunal fez até uma enquete em rede social sobre o caso, para saber a opinião das pessoas sobre a decisão.

“É a história célebre do sujeito que mantinha vida dupla. Não há como deixar de amparar a outra família, é preciso garantir os direitos previdenciários”, disse o juiz Luis Cláudio Chaves, 41, da 4ª Vara da Família de Manaus, autor da sentença.

O processo foi aberto por uma das mulheres dois anos após a morte de Paulo, que mantinha duas casas com dois empregos diferentes, e dois filhos em cada lar. Casamento, mesmo, apenas com a primeira mulher, de quem se separou antes de iniciar a vida dupla.

“No velório, as pessoas chegavam para dar os pêsames e imediatamente começaram a saber da história”, afirmou o magistrado.

O juiz disse que apenas reconheceu a existência de duas famílias e seus respectivos direitos. “Bigamia é crime. União estável, não. As pessoas convivem independentemente da autorização do Estado. São relações que existiram de fato. E deixar de reconhecer algo que já existe não vai fazer com que elas desapareçam.”

Com o reconhecimento das duas uniões estáveis, as duas mulheres poderão receber pensão. Uma delas, e o Ministério Público, recorreram da decisão em primeira instância. “Não há inventário, ele não era um homem de muitas posses”, afirma Chaves.

Apesar de ter reconhecido o direito das mulheres no caso, o juiz disse que, pessoalmente, rechaça o comportamento do falecido chefe das famílias. “Por isso só tenho uma mulher. Mas é preciso reconhecer uma situação de fato. A Justiça não é a favor de que se tenha duas ou três mulheres, apenas reconhece o que de fato existiu.”

Até esta quinta-feira (12), o debate lançado pelo TJ-AM na internet tinha pouca adesão e opiniões divididas.

Jovens americanas alegam ter o poder de curar pessoas possuídas por demônios

Trio anti-Harry Potter percorre os Estados Unidos praticando “exorcismo” em pessoas possuídas por “demônios sexualmente transmissíveis”

Trio anti-Harry Potter percorre os Estados Unidos praticando "exorcismo" em pessoas possuídas por "demônios sexualmente transmissíveis"

Trio anti-Harry Potter percorre os Estados Unidos praticando “exorcismo” em pessoas possuídas por “demônios sexualmente transmissíveis”

Publicado no Jovem Mix

Três garotas percorrem os EUA em nome de Jesus expulsando demônios dos corpos de pessoas condenadas pelas forças do mal. Poderia ser um spin-off de “Instrumentos Mortais” , nova saga teen onde Lily Collins interpreta uma caçadora de demônios em NY, mas é a história real de Brynne ,Tess e Savannah , as texanas conhecidas como “teenage exorcists” , ou exorcistas adolescentes.

Lideradas por Bob Larson , conhecido televangelista norte-americano e pai de Brynne, elas alegam ter desenvolvido uma habilidade de identificar (e curar, claro) pessoas possuídas.

Para isso, elas passam diariamente por um treinamento oferecido pelo reverendo, que diz já ter curado 15 mil pessoas dessas entidades em todo o mundo.

Reprodução: Anderson Cooper / Marie Claire / Vice

Reprodução: Anderson Cooper / Marie Claire / Vice

“As pupilas dilatam esporadicamente. Você olha nos olhos da pessoa, e depois do treinamento, você consegue ver o mal”, disse Tess, explicando o processo de se tornar uma exorcista, em entrevista ao talk show de Anderson Cooper , no último ano.

Um vídeo conhecido no YouTube mostra as “teenage exorcists” em sessão, expulsando um demônio chinês do corpo de uma mulher chamada Cynthia.

Quem tem medo de um dia acordar possuído, no entanto, pode dormir tranquilo: de acordo com o trio, o satanás não pode simplesmente entrar no corpo de qualquer pessoa. “Ele tem que ter o direito legal” para fazer isso, disse Brynne à revista “Vice”.

A filha do reverendo aponta que, para ser possuída por um demônio, a pessoa geramente sai debaixo do “guarda-chuva de proteção de Deus” e comete pecados como usar drogas, fazer sexo, fazer sexo com prostitutas ou até mesmo quando um indivíduo é abusado sexualmente. “Assim como você pega doenças sexualmente transmissíveis, você pode pegar demônios sexualmente transmissíveis.”

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Xô, Harry Potter

Apesar dos supostos poderes sobrenaturais, elas condenam e passam bem longe de sagas fantásticas como “Harry Potter” ou “Crepúsculo”, já que estas seriam “instigadoras do mal”. Segundo Savannah, elas não têm tempo para essas coisas pois estão “muito ocupadas lutando contra o diabo.”

O, digamos, despertar do exorcismo para Brynne surgiu cedo, quando ela tinha 13 anos. A jovem conta que fez sua primeira “cura” em uma igreja na África durante um culto do pai para 3 mil pessoas. Já Tess começou aos 15, quando uma amiga estava dormindo em sua casa e reclamou de uma “severa dor de cabeça por nenhum motivo.” A amiga era uma garota cristã, mas que recentemente tinha saído do caminho de Jesus.

Desde que começaram a aparecer em programas de TV e em revistas, as “teenage exorcists” têm sido apontadas como uma fraude, principalmente por conta da maneira como elas se portam na frente das câmeras, sempre muito eloquentes e com um discurso bem ensaiado. Além disso, o trio está declaradamente procurando por uma emissora que tope produzir um reality show sobre elas.

Mulher perde a hora no motel e forja sequestro para enganar o marido em Blumenau (SC)

Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Uma mulher de 20 anos, empregada de uma malharia, forjou o próprio sequestro para enganar o marido depois de perder a hora no motel com um amante. O caso aconteceu em Blumenau (120 km de Florianópolis) na semana passada e só agora foi revelado.

Segundo a delegada Rosi Serafim, a mulher deu queixa no dia 24 de julho. Ela disse à polícia que fora sequestrada ao sair de casa, na rua Bahia, levada para um cativeiro num matagal a 4 km de distância, mas que conseguiu fugir dos supostos sequestradores e chegar caminhando à casa de uma tia.

Os policiais que investigaram o caso notaram inconsistências nos depoimentos da mulher. Ela contou que na fuga perdeu os sapatos e estava calçando apenas as meias. Mas a delegada notou que as meias usadas estavam limpas, o que seria incompatível com a fuga pelo mato e a longa caminhada.

Pressionada pela delegada, a mulher acabou confessando a farsa. Ela disse que estava com o amante num motel e que os dois perderam a noção do tempo. Ela disse que foi dele a sugestão do falso sequestro, para dar uma justificativa ao marido pelo atraso.

A mulher vai responder por falsa comunicação de crime. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pela polícia. A marido soube da farsa durante a investigação policial.