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A lógica por trás de 19 perguntas comuns em entrevistas de emprego

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Publicado no HypeScience

Depois de ser chamado para algumas entrevistas de emprego, você passa a aprender que a maioria dos entrevistadores perguntam as mesmas coisas. Mas o que os empregadores querem ouvir quando questionam “Onde você se vê daqui a cinco anos?”?

Desde “Conte-me sobre você?” – que tem o objetivo de verificar suas habilidades de comunicação e como você se apresenta – até as mais desafiadoras e inusitadas, como “Se você fosse reduzido ao tamanho de um lápis e colocado em um liquidificador, como você sairia de lá?” – que procura testar suas habilidades de resolução de problemas -, confira alguns conceitos por trás dos interrogatórios terríveis que os desempregados encaram.

As questões basicamente têm o objetivo de descobrir três coisas: se você é capaz de fazer o trabalho, por que você quer esse emprego e se você conseguirá se adaptar à organização.

19. Qual ideia você levaria adiante se tivesse um milhão de reais para investir em um negócio de empreendedorismo?

Intenção: Verificar quão consistente é sua capacidade de planejamento.

18. Se você fosse escrever uma autobiografia, qual seria o título?

Intenção: Entender como você pensa.

17. Se você fosse reduzido ao tamanho de um lápis e colocado em um liquidificador, como você sairia de lá?

Intenção: Testar como você é capaz de lidar com um problema inesperado.

16. Como sua família e seu/sua parceiro/a se sentem a respeito de você trabalhar até tarde?

Intenção: Descobrir se sua família apoia você e seu trabalho e qual a sua flexibilidade em fazer horas extras.

15. Por que as tampas dos bueiros são redondas?

Intenção: Perceber se você consegue raciocinar seguindo a lógica.

14. Se você tivesse que se livrar de algum estado do Brasil, qual seria e por quê?

Intenção: Checar se você é capaz de estabelecer prioridades.

13. De quantas moedas você precisaria para alcançar a altura do Cristo Redentor?

Intenção: Investigar quão boa é sua capacidade de pensar quantitativamente.

12. Onde você se vê daqui a 5 anos?

Intenção: Esta é clássica. O entrevistador, neste caso, está procurando por evidências de objetivos na carreira e ambições.

11. Por que eu deveria contratar você?

Intenção: Testar seu nível de autoconfiança.

10. Quais são suas fraquezas?

Intenção: A pergunta visa observar a sua autoconsciência.

9. Fale mais sobre você.

Intenção: Verificar suas habilidades de comunicação e como você se apresenta.

8. Se eu pedisse para seus amigos descreverem você, o que eles me diriam?

Intenção: O objetivo aqui é aprender se você é uma pessoa bem orientada, capaz de falar honestamente e abertamente sobre você mesmo.

7. Conte-me sobre o pior chefe que você já teve.

Intenção: Compreender o quanto você, candidato à vaga, já aprendeu com más experiências passadas com supervisores.

6. Por que você quer trabalhar para a nossa empresa/organização?

Intenção: Descobrir se você pesquisou bastante sobre o lugar antes da entrevista.

5. Conte-me sobre um episódio em que você falhou.

Intenção: Ninguém acerta o tempo todo, por isso discuta sem rodeios sobre uma dessas situações. O entrevistador também gostaria de ouvir como você lidou com o fracasso.

4. Fale sobre um projeto no qual você trabalhou que requisitou um forte raciocínio analítico.

Intenção: A pessoa está pedindo para você demonstrar suas competências.

3. Qual livro você está lendo atualmente?

Intenção: A ideia é explorar sua curiosidade intelectual, seus interesses ou, talvez, quão antenado você está com a indústria ou as tendências profissionais.

2. Conte-me sobre uma vez em que você teve de enfrentar um dilema ético.

Intenção: O entrevistador está à procura de evidências que comprovem seus valores éticos e sua honestidade.

1. Por que você quer sair de seu emprego atual?

Intenção: A pergunta tem o objetivo de esclarecer que você não ficará apenas alguns meses nesse trabalho e que você estará satisfeito em seu emprego novo.

Os parceiros dos exibidos

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Por Ivan Martins, na Época

Tem gente que pira nas redes sociais. Você abre o Instagram e a pessoa está lá, se exibindo da forma mais escandalosa. Ah, como eu sou linda. Ah, como eu sou foda. Ah, meu deus, como eu sou feliz. No Facebook, ele publica fotos que deveriam ter sido deletadas, revela detalhes sobre a sua vida privada, se gaba de tantas coisas, e com tanta frequência, que faz a gente pensar que, na verdade, anda profundamente deprimido.

Não estou falando – vejam bem – de quem perde a mão de vez em quando e exagera na exposição de si mesmo. Isso acontece. A esta altura da sociedade do espetáculo, o mau gosto eventual tornou-se quase obrigatório. O problema com quem pira nas redes é que age sem pudor sistematicamente. É como o sujeito que bebeu demais toda vez que você o encontra. Ele é bêbado, né?

Com isso tudo estamos acostumados, porém. Os excessos nas redes sociais não são novidade. O que me fez escrever esta coluna foi a súbita percepção de que os superexibidos têm parceiros.

Cada vez que eles fazem um espetáculo de si mesmo sobra para quem está ao lado. O sujeito sobe uma foto da baladas às 3 da manhã e a namorada leva uma porrada quando abre o telefone, seis horas depois. Ou ela posta um comentário indiscreto logo cedo e ele passa o dia ouvindo ironias dos “amigos” comuns.

Parece inevitável que onde existe alguém obcecado em exibir-se haverá outro alguém juntando os caquinhos emocionais. Ninguém passa imune a esse tipo de streap tease.

Para quem não frequenta as redes sociais, esta conversa talvez pareça mi-mi-mi, mas juro que não é. O balanço entre público e privado tornou-se uma questão real para os casais. O que se mostra e o que não se mostra? Qual é o nosso combinado? Quando uma das partes tem compulsão de aparecer, fica mais difícil. Aí cabe a um conviver passivamente com a consequência dos excessos do outro – o que frequentemente é intolerável.

Uma pesquisa da Universidade do Missouri divulgada na internet sugere que quanto mais os casais usam o Facebook mais eles brigam. Em geral por causa de ciúme. Eu entendo perfeitamente.

Pouca gente lida bem com a documentação da vida dos parceiros. Antes, quando entravam num relacionamento sério, as pessoas tiravam da estante as fotos dos ex-namorados e colocavam a troca de email com eles numa pastinha escondida no computador. Agora existem as redes. Nelas estão as fotos dos três últimos namoros, assim como promessas de amor e os grunhidos sensuais trocados em cada um deles. Para todo mundo ver e compartilhar.

Se isso não fosse constrangimento suficiente, ainda vem uma torrente diária de novas imagens, novos amigos, renovados e ardorosos elogios – “que gato”, “que linda”, “cada vez melhor”… Haja desapego.

Relacionamentos, da forma como eu vejo, são construções para dois. Eles têm um forte componente social – dependem de amigos, família, colegas – mas, fundamentalmente, triunfam ou fracassam na intimidade. Quando uma das partes resolve viver em público, a relação fica enormemente vulnerável. Emoções que caberiam melhor na mesa da cozinha ou no banco da frente do carro acabam sendo exibidas diante de todos, como acontece com os artistas. Poucos aguentam esse tipo de exposição.

Ao final, quem procura atrair demais a aprovação de estranhos provoca insegurança no parceiro. Sugere que não bastam a atenção nem o aconchego que ele oferece. Se tudo tem de ser dividido com todos, o que há de especial e único nesta relação aqui? É algo a se pensar. E algo a se proteger. O ruído de aprovação das redes sociais, por mais intenso que seja, não preenche a nossa solidão. Ela se resolve apenas com relações reais. Amigos reais. Família real. Amor de verdade, com carne, ossos e defeitos, protegido por uma grossa camada de intimidade e de silêncio.

Mulher chinesa que entrou em coma grávida acorda com a voz do filho

Zhang Rongxiang deu à luz filho quando estava em coma, após acidente.
Em maio, chinesa acordou com a voz do garoto, agora com 2 anos.

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gao Qianbo, de 2 anos, faz a mãe rir; garoto fica o dia todo ao lado da mãe acamada. (foto: QCH/The Grosby Group)

Publicado no G1

Zhang Rongxiang estava grávida quando sofreu um grave acidente de carro na província de Jiangsu, na China, há três anos. Ela entrou em coma e os médicos chegaram a dizer ao marido, Gao Dejin, que ela nunca iria se recuperar, segundo o site do jornal britânico “Daily Mail”.

Mas o bebê sobreviveu em seu útero e, cinco meses depois, a equipe médica fez uma cesárea, da qual nasceu o garoto Gao Qianbo. Desde o acidente, Zhang foi mantida em sua casa, recebendo cuidados do marido. O filho aprendeu a conviver com a mãe inerte desde os primeiros dias de vida.

Para a surpresa dos médicos, em maio deste ano, Zhang acordou repentinamente, ao ouvir a voz do pequeno Gao, agora com 2 anos. Atualmente o menino ajuda a alimentar a mãe que, apesar de conseguir engolir os alimentos, não consegue mastigá-los. Gao chega a mastigar os alimentos e colocá-los direto na boca da mãe acamada.

A família tem sobrevivido principalmente com ajuda do governo e auxílio de familiares e amigos, segundo o “Yangtze Evening Post”.

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

Gai Qianbo ajuda a mãe Zhang Rongxiang a se alimentar, mastigando os alimentos e colocando-os em sua boca. (foto: QCH/The Grosby Group)

dica do Jénerson Alves

A descoberta mais deprimente sobre seu cérebro

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Publicado no HypeScience

Segundo uma nova pesquisa da Universidade Yale (EUA) conduzida por Dan Kahan, as crenças políticas destroem nossa capacidade de fazer contas.

Kahan realizou algumas experiências sobre o impacto da paixão política sobre a capacidade das pessoas de pensar claramente. Sua conclusão foi de que o partidarismo pode minar nossas habilidades básicas de raciocínio.

Em outras palavras, pessoas perfeitamente capazes de fazer contas cometem erros graves em um problema que de outra forma provavelmente seriam capazes de resolver, simplesmente porque a resposta certa vai contra suas crenças políticas.

1.111 participantes foram questionados sobre suas opiniões políticas, e fizeram uma série de perguntas destinadas a avaliar sua “matemática”, isto é, sua capacidade de raciocínio matemático. Eles então foram convidados a resolver um problema muito difícil que envolvia interpretação dos resultados de um estudo científico (falso).

Algumas pessoas tiveram que interpretar uma tabela de números sobre se um creme de pele reduzia erupções cutâneas, e outras foram convidadas a interpretar uma tabela diferente, que continha os mesmos números, sobre se uma lei que proibia os cidadãos americanos de carregar armas ocultas em público reduzia o crime.

Kahan descobriu que, quando os números na tabela entravam em conflito com as posições das pessoas sobre o controle de armas, elas não faziam as contas direito, embora conseguissem fazer as mesmas contas quando o assunto era o creme de pele.

A pior constatação foi que, quanto mais avançadas eram as habilidades matemáticas das pessoas, mais provável era de que suas opiniões políticas, fossem liberais ou conservadoras, diminuíssem sua capacidade de resolver o problema de matemática.

Em outras palavras, diga adeus ao sonho de que a educação, o jornalismo, a evidência científica, a literacia mediática ou a razão possam fornecer as ferramentas e as informações de que as pessoas precisam para tomar boas decisões.

Na esfera pública, a falta de informação não é o problema real. O obstáculo é a forma como as nossas mentes funcionam, não importa o quão inteligentes ou racionais nós pensamos que somos. A cabeça não chega nem perto de ganhar do coração.

Essa não é a primeira vez que um estudo chega a uma conclusão desse tipo. Brendan Nyhan, professor assistente da Faculdade de Dartmouth (EUA), também realizou experimentos para tentar descobrir se os fatos importavam versus as crenças, e a resposta é, basicamente, não.

Ele concluiu que quando as pessoas estão mal informadas, dar-lhes fatos para corrigir esses erros só faz com que elas se apeguem ainda mais a suas crenças. Por exemplo, pessoas que pensavam que armas de destruição em massa haviam sido encontradas no Iraque acreditaram muito mais nessa desinformação quando foram apresentadas a uma notícia que a corrigia.

Outro resultado visto por Nyhan, muito semelhante a nova pesquisa, tinha a ver com crenças afetando a habilidade de uma pessoa de interpretar gráficos.

No seu experimento, as pessoas que disseram que a economia era a questão mais importante para elas, e que desaprovavam o histórico econômico do presidente americano Barack Obama, quando viram um gráfico de empregos não agrícolas em relação ao ano anterior – uma linha ascendente, adicionando cerca de um milhão de empregos – responderam, olhando diretamente para a figura, que o número de pessoas com empregos tinha abaixado.

No entanto, se antes de verem o gráfico elas eram convidadas a escrever algumas frases sobre uma experiência que fez com que se sentissem bem consigo mesmas, um número significativo de pessoas mudava de opinião sobre a economia. Isso sugere que, se você gastar alguns minutos afirmando sua autoestima, você é mais propenso a dizer que o número de empregos aumentou.

Seja como for, talvez a implicação mais importante desses estudos é de que mais e melhores fatos não transformam eleitores de baixa informação em cidadãos bem equipados: apenas os torna mais comprometidos com seus equívocos. O poder da emoção sobre a razão não é um “erro” em nossos sistemas operacionais humanos: é uma característica deles.

Descontrolada, médica rasga prontuário de menina em SP; veja vídeo

Publicado na Folha de S.Paulo

Uma pediatra foi afastada do trabalho após se recusar a atender duas crianças e rasgar o prontuário de uma delas na madrugada de sábado (21), no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. Um vídeo feito pelo pai de uma das pacientes mostra a ação.

Edinei Brandão de Souza, pai da menina de 4 anos, disse que a confusão começou porque a médica não quis atender uma outra criança que estava com uma infecção no ouvido. “Ela chegou a atender minha filha, viu que ela estava com 38,5º C de febre e recomendou uma medicação. Depois de se descontrolar e recusar atender a filha de uma outra mulher, começou a gritar e disse que o meu caso não era grave”, afirmou.

O pai da menina disse que aguardava em fila o atendimento da filha dele, que estava com dor de garganta, quando a médica falou que não atenderia a criança diagnosticada com infecção porque o caso não era grave. A mãe da criança saiu do hospital e disse que chamaria a polícia, quando foi acompanhada pela médica, que gritava com ela.

O homem começou a filmar e disse que os gritos estavam assustando sua filha. Enquanto filmava a ação, o homem pede com o barulho e também ameaça acionar a polícia, mas a profissional disse não se importar, pois já havia ido diversas vezes a delegacias.

Nas imagens, a mulher dá tapas em objetos de metal e chega a dizer que vai “quebrar o celular” do homem para que ele pare a gravação.

Segundo Brandão, a médica voltou atrás momentos depois e disse que atenderia a filha dele, mas em troca o homem deveria apagar os vídeos que ele fez no hospital. O homem recusou a proposta e acionou a Polícia Militar. A filha dele foi atendida por outro profissional depois de cerca de 15 minutos.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A mulher poderá perder o cargo.

A secretaria disse ainda que o “Hospital Geral de Vila Penteado informa que todos os funcionários da unidade são orientados a tratar os pacientes com respeito e cordialidade. A direção da unidade considera inadmissível esse tipo de atitude antiprofissional, que desrespeita o paciente e os demais colegas de trabalho.”