Em Brasília, PM é liberado do trabalho para estudar a Bíblia

Capelania Militar Evangélica, local onde policiais militares de Brasília poderão estudar a Bíblia
Capelania Militar Evangélica, local onde policiais militares de Brasília poderão estudar a Bíblia

Filipe Coutinho, na Folha de S.Paulo

A Polícia Militar de Brasília lançou neste mês um curso para policiais aprenderem a criar seus filhos e a ter um casamento em acordo com princípios bíblicos.

A “tropa de eleitos” está liberada de trabalhar durante as aulas: as reuniões são em horário de expediente, nas dependências da PM e os custos são bancados pelo órgão.

A ideia do chamado “Programa Educação Moral” é “aplicar princípios bíblicos” na educação financeira e no relacionamento familiar dos policiais militares.

Os nomes dos cinco cursos sugerem que aos homens cabe ser o “máximo”. Às mulheres, “única”. São eles: Como criar seus filhos, Homem ao Máximo, Mulher Única, Aliança e Como chegar ao fim do mês (educação financeira). O projeto é uma parceria com a “Universidade da Família”, instituição que oferece cursos com base bíblica.

A PM não garante que haverá cursos para outras religiões: “A ação da Capelania Militar da PMDF [Polícia Militar do Distrito Federal] não implica que um policial militar seja liberado de trabalhar para fazer cursos de qualquer religião. O Programa é institucional, não é de uma religião”, diz a PM em nota enviada à Folha.

A corporação tem à disposição cinco capelães, sendo três católicos e dois evangélicos.

Até agora, mais de 150 PMs já fizeram inscrição no curso, mas só 70 terão a oportunidade este ano. O restante poderá ter aulas nas novas turmas, em 2014. “Líderes” poderão replicar os ensinamentos nos quartéis, se houver demanda.

Cada aula tem duração de duas horas e ocorrerá uma vez por semana, no período de até três meses, dependendo do curso.

Questionada pela Folha, a PM não declarou o custo da iniciativa, mas reconheceu que será a responsável por fornecer o material didático. Para a Polícia Militar, o curso tem respaldo na lei e não fere o Estado laico.

A corporação garante, ainda, que o curso não atrapalhará o trabalho dos militares nas ruas. “Nenhum policial militar está liberado de trabalhar durante o curso. Em regra, as reuniões terão duas horas de duração com frequência de uma vez por semana, interferindo o mínimo possível nos serviços ordinários.”

A corporação ainda diz que o curso bíblico serve de apoio aos militares, ajudando a minimizar o “grande estresse físico e emocional” da atividade policial.

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“Foi um momento de profunda emoção”, diz Paulo Coelho sobre Springsteen ter tocado “Sociedade Alternativa”

Autor da letra do sucesso de Raul Seixas, o escritor se diz fã do norte-americano; assista ao vídeo com a execução da música em São Paulo

foto: Roberto Larroude
foto: Roberto Larroude

Publicado na Rolling Stone

A surpresa da plateia do Espaço das Américas, em São Paulo, na última quarta-feira, 18, era clara quando Bruce Springsteen e a E Street Band chegaram ao refrão de “Sociedade Alternativa”, lançada por Raul Seixas em Gita(1974) – cantada em português decorado e com um arranjo de metais.

O momento também surpreendeu o autor da letra da música, o escritor Paulo Coelho. “Foi um momento de profunda emoção”, contou à Rolling Stone Brasil por email. “Uma música que fizemos em 1974, e que é mais atual que nunca.”

Coelho também diz ser admirador não apenas da obra de Springsteen, que se apresenta nesta sábado, 21, no Rock in Rio. “Não apenas gosto, como admiro o ser humano que é, profundamente comprometido com o ser humano e o planeta.”

Assista ao vídeo de “Sociedade Alternativa” executado por Bruce Springsteen em São Paulo, na quarta-feira, 18:

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Joalheira “maluca” está usando ossos humanos para produzir peças exclusivas

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Publicado no Jornal Ciência

Você usaria uma joia exclusiva feita com ossos? E se fossem ossos humanos?

A joalheira Columbine Phoenix está usando vários ossos humanos que foram doados a ela para fins educativos e está elaborando peças com joias.

Após receber peças de partes do corpo humano doados por universidades e instituições que manipulam e estudam corpos e restos cadavéricos, Columbine está usando sua arte para celebrar a vida e não a morte, através de peças exclusivas e únicas.

A artista diz que quando era criança se sentia fascinada por tudo que brilhasse. Ainda nesta época brincava com os botões brilhantes de sua avó e tentava fazer pequenas brincadeiras como se estivesse montando colares.

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Mais tarde, Columbine começou a fazer pulseiras que eram bordadas com miçangas, mas percebeu que não era exatamente o que queria, e não sentia prazer em produzir as peças.

Após começar sua produção de jóias que usavam elementos da natureza como conchas do mar, penas, folhas e outros adereços, a artista recebeu de seu amigo que trabalhava no instituto médico de uma universidade, um convite para adquirir algumas pequenas peças de partes de ossos humanos. Sem titubear, comprou alguns exemplares e resolveu produzir jóias com o que havia comprado. Columbine se surpreendeu com o resultado e ficou encantada, chamando suas peças de Marfim Humano.

Columbine afirma que em nenhum momento pensou algum dia usar peças humanas para produzir jóias, apesar de ter tendências góticas e adorar tudo o que envolva o mundo paranormal.

Ela diz não saber sobre a quem pertencia os ossos, mas se diz feliz por conseguir celebrar a vida através de peças humanas de pessoas que deixaram o nosso mundo.

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dica da Cris Danuta

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Profissão Repórter: Sexo na adolescência é tabu para jovens de diferentes classes sociais

Jovens participam de grupo que incentiva vida sexual só após o casamento.
Ginecologista alerta para o alto índice de gravidez na adolescência.

Publicado por Profissão Repórter

O Profissão Repórter conversou os jovens em escolas, igreja e dentro de casa para saber como a geração de hoje lida com o início da vida sexual. Segundo os próprios jovens, atualmente a virgindade é rara. Por outro lado, existem muitos adolescentes que esperam o casamento para que se inicie a vida sexual.

Uma pesquisa realizada pelo IBGE, entrevistou alunos do nono ano do ensino fundamental em diversas capitais do país. Salvador aparece entre as capitais do Nordeste, com o maior percentual de alunos (36,5%)  que já tiveram a primeira relação sexual.

O repórter Felipe Bentivegna esteve em duas escolas, na pública, Duque de Caxias e na escola particular Nossa Senhora da Soledad. As distância entre elas é de apenas dois quilôemtros, mas a diferença de percentual de alunos que já iniciaram a vida sexual é grande: 42,6% dos alunos da escola pública revelaram já terem tido a primeira relação sexual, enquanto na particular 16,4% dos alunos.

Jackeline Salomão conheceu jovens que participam do movimento ‘Eu Escolhi Esperar’ e acompanhou o casamento de Shirlei e Maicon, que após quatro anos de namoro, decidiram se casar ainda virgens.

“A cada 10 jovens cristãos hoje, sete não são mais virgens”, afirma Nelson Junior, líder do movimento ‘Eu escolhi esperar’. O movimento foi criado há dois anos e Nelson cobra R$ 15 por pessoa para fazer palestras em igrejas evangélicas.

“Sexo é um tabu, virgindade é um tabu. A gente tenta ajudar o jovem a entender as implicações de cada escolha”, declara. Fora da igreja, uma lojinha vende os produtos da campanha, que tem mais de um milhão de seguidores nas redes sociais.

Thais Itaqui participou de um encontro na Casa do Adolescente, um serviço público que oferece tratamento médico e psicológico para jovens de até 20 anos. Ela mostrou também o trabalho da Dra. Albertina Duarte, que há 40 anos orienta os adolescentes a prevenir doenças e gravidez. “A primeira relação sexual está acontecendo entre 14 e 16 e geralmente no primeiro ano de vida sexual a garota já engravida. No Brasil, uma menina de 10 a 14 anos, é mãe a cada 20 minutos”, alerta a ginecologista.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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SE: preso é agredido depois de criticar música gospel

Publicado originalmente no Terra

Um detento foi agredido na carceragem da 1ª Delegacia Metropolitana (1ª DM) de Aracaju, na tarde de segunda-feira, depois de reclamar que outros presos estavam o incomodando por cantar música gospel na cela, o que o teria provocado dores de cabeça.

Segundo o chefe da custódia da unidade, Marcos Antônio Lima, os presos costumam fazer um culto por volta das 18h, quando cantam hinos evangélicos e batem palma. “Ele (o agredido) disse que o barulho estava o deixando com dor de cabeça, e pediu para pararem com a música, o que gerou o desentendimento”, disse.

De acordo com o responsável pela custódia dos presos, após o desentendimento, Jeferson França Santos, 22 anos, levou uma pancada no rosto e teve um corte na testa. “Agimos rápido depois da confusão e não teve muito mais problema”, disse Lima.

Segundo Lima, uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado. Jeferson foi levado para o hospital João Alves, onde levou dois pontos na testa e fez uma radiografia para avaliar se tinha uma lesão mais grave. “Em duas horas e meia ele foi liberado, não teve nada mais sério”, disse o chefe da custódia da unidade.

De acordo Lima, com medo de represálias, Jeferson não identificou quem o agrediu. Por conta disso, todos os detentos da cela 3, onde ocorreu a agressão, ficarão uma semana sem visitas e banho de sol. A vítima foi transferida para outra unidade, para evitar novos desentendimentos.

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