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Chip faz tetraplégico mover a mão

Publicado no Catraca Livre

Um chip no cérebro de um paciente tetraplégico conseguiu fazê-lo mover a mão. Inventada por cientistas do Instituto Batelle, de Columbus (EUA), o dispositivo usa um bracelete que faz mover os músculos do braço do paciente.

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No experimento, realizado em colaboração com a Universidade do Estado do Ohio, o voluntário Ian Burkhart, 23 anos, conseguiu mover os dedos individualmente e flexionar o punho de sua mão direita.

Raios solares podem causar vício semelhante ao de drogas, sugere novo estudo

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Publicado em O Globo

A exposição constante a raios ultravioleta (UV) pode provocar efeitos no organismo parecidos com o vício em drogas, o que ajudaria a explicar por que algumas pessoas não deixam de ir à praia ou tomar banhos de sol mesmo diante dos comprovados riscos de desenvolverem câncer de pele. A conclusão é de um experimento realizado com camundongos por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA. Segundo os cientistas, a radiação ultravioleta eleva a concentração de endorfina, o chamado “hormônio do prazer”, na corrente sanguínea, cuja redução, por sua vez, leva a sintomas de abstinência similares aos observados em usuários de opiáceos, como heroína e morfina.

— Nosso estudo identificou um caminho orgânico codificado na pele pelo qual a radiação UV causa a síntese e a liberação de endorfina e produz efeitos parecidos com o de opiáceos, incluindo comportamentos de vício — conta David Fisher, diretor do departamento de dermatologia do Hospital Geral de Massachusetts e principal autor de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta semana do periódico científico “Cell”. — Isso fornece uma potencial explicação para essa busca pelo sol que pode estar por trás do constante aumento na incidência da maioria das formas de câncer de pele.

‘Fico mal-humorada sem praia’

Estudos anteriores, particularmente os envolvendo frequentadores de clínicas de bronzeamento artificial, já tinham revelado pistas sobre esse possível vício. Em um deles, por exemplo, os usuários podiam diferenciar em um teste cego se foram colocados em uma cama de bronzeamento que de fato emitia raios ultravioleta ou se usaram aparelho sem esse tipo de radiação.

Assídua frequentadora das praias cariocas, a advogada Renata Santos Machado não ficou muito surpresa a saber que seu hábito se assemelha ao comportamento de viciados.

— Fico mesmo mal-humorada se não vou à praia por muito tempo — lembra. — Depois de muitos dias nublados e chuvosos como hoje (ontem), qualquer nesga de sol parece que me chama para ir à praia. Além disso, a sensação na pele de estar sob a luz do Sol me é agradável e prazerosa. Ficar bronzeada é só uma consequência. De repente, estou vendo que sou mesmo uma viciada e só não sabia.

No experimento, um grupo de camundongos teve a parte de trás do corpo raspada e, durante seis semanas, recebeu doses diárias de radiação UV equivalentes à exposição de uma pessoa de pele clara a 20 a 30 minutos por volta do meio-dia na Flórida, o suficiente para que ficassem bronzeados mas não tivessem queimaduras. Logo ao fim da primeira semana, porém, o sangue dos animais já mostrava um significativo aumento nos níveis de endorfina, que permaneceram elevados durante todo período da experiência e só recuaram gradualmente quando eles deixaram se ser expostos aos raios ultravioleta. Posteriormente, porém, quando parte desses animais recebeu medicamento que bloqueia a ação de opiáceos, passou a exibir alguns sintomas típicos de abstinência de drogas, como tremores e convulsões.

Segundo Fisher, o mecanismo de recompensa ligado à exposição aos raios ultravioleta na pele provavelmente é uma resposta evolutiva dos mamíferos, já que a radiação é fundamental para que realizem a síntese de vitamina D, mas hoje é prejudicial por estimular comportamentos que aumentam o risco de câncer de pele.

— É possível que um mecanismo natural que reforça comportamentos de busca pela radiação ultravioleta tenha se desenvolvido em certos estágios da evolução dos mamíferos devido à sua contribuição para a síntese da vitamina D, mas tais efeitos comportamentais também trazem riscos de câncer que só agora reconhecemos — diz. — Hoje, porém, fontes alternativas de vitamina D, como suplementos orais baratos, são tanto mais seguros quanto mais eficazes para a manutenção de níveis saudáveis da vitamina no organismo.

Morar perto de aeroporto aumenta circunferência abdominal, diz estudo

Motivo seria o estresse provocado pelo barulho dos aviões.
Produção de hormônios do estresse aumenta quando ruído é elevado.

Avião passa por cima de casas antes de pousar no aeroporto de Heathrow, no oeste de Londres; estresse provocado pelo barulho pode estimular aumento da barriga (foto: Stefan Wermuth/Reuters)

Avião passa por cima de casas antes de pousar no aeroporto de Heathrow, no oeste de Londres; estresse provocado pelo barulho pode estimular aumento da barriga (foto: Stefan Wermuth/Reuters)

Publicado no Bem Estar

Morar perto de um aeroporto aumenta a circunferência da cintura devido ao estresse provocado pelo barulho, revelou um estudo realizado na Suécia e divulgado nesta terça-feira (6).

A pesquisa estabeleceu a relação entre a saúde de 5 mil moradores da região de Estocolmo, acompanhados entre oito e dez anos, e o nível sonoro em seus domicílios.

Seis cientistas do Instituto Karolinska, especializados em medicina ambiental, medicina molecular e endocrinologia, concluíram que à medida que aumenta o barulho dos aviões no dia-a-dia das pessoas, mais riscos elas corriam de ganhar barriga.

“Trata-se de um aumento correspondente a 1,5 centímetro por cada aumento de 5 decibéis no nível sonoro”, explicou a cientista que coordenou a pesquisa, Charlotta Eriksson, em um comunicado de sua universidade.

Este acúmulo de gordura se deveria ao aumento dos hormônios de estresse, principalmente o cortisol, produzido em maior quantidade quando o ruído ambiental é elevado.

“A obesidade abdominal é um fator de risco, tanto para as doenças cardiovasculares quanto para o diabetes, e como uma parte importante da população está exposta diariamente a níveis sonoros altos produzidos pelos meios de transporte, o ruído, portanto, poderia ter efeitos para a saúde mais sérios do que pensávamos”, acrescentou Eriksson.

O estudo, o primeiro a tentar estabelecer esta correlação, foi publicado na edição desta semana do periódico americano “Environmental Health Perspectives”.

Ficar a sós com uma mulher bonita faz mal à saúde

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Publicado no Hype Science

Pode parecer estranho, mas essa frase vale para o mais convicto dos heterossexuais. Basta ficar cinco minutos isolado com uma mulher atraente para que o nível de Cortisol do homem comece a subir.

O corpo produz o hormônio Cortisol em caso de stress físico ou psicológico (ou ambos, como neste caso), e sua acumulação excessiva traz danos ao organismo.

Quem chegou a essa conclusão foram pesquisadores da Universidade de Valência (Espanha), que fizeram um curioso experimento. Recrutaram 84 estudantes, todos homens. Um de cada vez, eles ficavam fechados em uma sala, resolvendo um passatempo Sudoku, na presença de um homem e uma mulher desconhecidos. Primeiro, a mulher saía da sala, e o fato de ficar a sós com o homem estranho não causava nenhuma alteração no organismo do voluntário. Então, a mulher voltava à sala e o homem saía, o que fazia o nível de Cortisol do estudante subir quase imediatamente.

O Cortisol é produzido normalmente e não causa nenhum dano ao corpo em quantidade adequada. Mas em excesso, pode provocar ataques cardíacos, diabetes, hipertensão e – ironicamente – impotência sexual.

Cachorros reconhecem, pela voz, se o dono está triste ou feliz, afirma pesquisa

Estudo com ressonância magnética revelou que cérebro de cães identifica vozes humanas e responde de maneira diferente à emoção que elas transmitem

Cachorros no Centro de Pesquisa de Budapeste, na Hungria: áreas do córtex auditivo mostraram maior atividade quando os animais ouviam uma gargalhada do que quando escutavam um choro (Borbala Ferenczy)

Cachorros no Centro de Pesquisa de Budapeste, na Hungria: áreas do córtex auditivo mostraram maior atividade quando os animais ouviam uma gargalhada do que quando escutavam um choro (Borbala Ferenczy)

Publicado na Veja on-line

Um novo estudo acaba de comprovar o que os donos de cachorros talvez já tivessem percebido: pelo tom da voz, o animal identifica se seu proprietário está feliz ou triste. Pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, usaram exames de ressonância magnética para estudar como o cérebro de onze cachorros reagia a diferentes sons. Segundo os cientistas, o cérebro dos bichos parece ter uma área que apresenta uma maior atividade quando ouve vozes humanas ou latidos do que outros ruídos sem importância, como o de um vidro quebrando. A atividade é maior ao ouvir um som emocionalmente positivo do que um negativo. O estudo foi publicado nesta quinta-feira no periódico Current Biology.

No estudo, em várias sessões de 6 minutos cada, os animais ouviram cerca de 200 sons de três categorias — vozes humanas, latidos e barulhos insignificantes —, enquanto os cientistas acompanhavam sua atividade cerebral. O exame também foi feito durante o silêncio. Os pesquisadores submeteram 22 humanos ao mesmo teste, para comparar os resultados, e constaram que as áreas cerebrais que respondiam à voz eram parecidas em homens e cães.

“Parece que o mecanismo que processa informações sociais é o mesmo em homens e cachorros”, diz o neurocientista Attila Andics, líder do estudo. “Nós acreditamos que, por isso, a comunicação vocal entre as duas espécies é fácil e bem sucedida.”

A pesquisa ainda revelou que o cérebro dos cachorros respondia de maneira diferente se o som emitido por cães ou humanos tinha uma tonalidade feliz ou triste. Aos felizes, como uma gargalhada ou um latido de um cachorro quando o dono volta pra casa, algumas áreas do córtex auditivo mostravam maior atividade do que quando ouviam um choro de um cão ou um homem. “O estudo nos faz pensar quais aspectos da chamada habilidade linguística não são específicos da humanidade, mas também existentes em outras espécies”, afirma Andics.