Reino Unido proíbe ensino do criacionismo como teoria científica em escolas públicas

A Criação de Adão, de Michelangelo Buonarotti.
A Criação de Adão, de Michelangelo Buonarotti.

Colégios também terão que seguir currículo nacional que prevê ensino da Teoria da Evolução nas séries iniciais

Publicado em O Globo

RIO – O governo do Reino Unido proibiu o ensino do criacionismo como teoria científica em escolas e universidades públicas. A decisão faz parte de um documento oficial que estabelece novas diretrizes para unidades de ensino vinculadas às igrejas, em prol de um “currículo mais amplo e equilibrado”. Colégios também terão que começar a ensinar a Teoria da Evolução nas séries iniciais.

As cláusula referente ao criacionismo diz que essas teorias são rejeitadas pelas próprias igrejas, assim como por pesquisadores. Além disso, como não estão de acordo com as evidências e consensos científicos, “não devem ser apresentadas aos alunos como uma teoria científica”.

O documento considera como criacionismo “qualquer doutrina ou teoria que sustenta que os processos biológicos naturais não podem explicar a história, a diversidade e a complexidade da vida na Terra e, portanto, rejeita a teoria científica da evolução”.

A crença religiosa segundo a qual a vida e o planeta Terra teriam sido criados por Deus em seis dias vem alimentando polêmica em diversos países nos últimos anos. Em alguns casos, a teoria chegou a ganhar novas roupagens, como o chamado “design inteligente”. Em resposta, cientistas passaram a defender que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, fosse ensinada às crianças a partir dos cinco anos.

TEORIA DA EVOLUÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS

O diretor de assuntos públicos da Associação Humanista Britânica, Pavan Dhaliwal disse ao site britânico “Politcs”, que “juntamente com esta medida, as escolas devem seguir o currículo nacional, que a partir de Setembro irá incluir um módulo sobre a Teoria da Evolução no nível primário”.

O assunto também tem sido amplamente discutido nos Estados Unidos, onde, de acordo com jornal “Huffington Post”, milhares de escolas que recebem financiamento público ainda ensinam o criacionismo como uma “alternativa” à Teoria da Evolução.

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Como a raiva reelegerá Dilma

Dilma-após-votarElio Gaspari, em O Globo

A recuperação da popularidade do governo da doutora Dilma foi audaciosamente prevista pelo marqueteiro João Santana, durante o rescaldo das manifestações de junho, quando ele disse que tudo não passava de um desabafo temporário. A doutora, que tivera 57% de aprovação, tomara uma vaia de estádio e caíra para 30%. Acredita-se que já retornou à faixa dos 40%.

Santana tinha motivos para acreditar na força de Dilma. Não foi ela quem aumentou as tarifas de transporte (pelo contrário, torceu o braço dos prefeitos Eduardo Paes e Fernando Haddad para baixá-las).

Enquanto a doutora tocava o expediente, a oposição dedicou-se a fortalecê-la. É uma oposição que converte crentes.

Seu primeiro alvo foi o programa Mais Médicos, que trouxe profissionais estrangeiros. Em vez de discutir também a reserva de mercado que as associações médicas estimulam, as pegadinhas do programa Revalida ou a burocracia das universidades federais, partiram para baixarias e ameaças. Uma equipe de repórteres da “Folha de S. Paulo” descobriu um rombo no programa: em 11 cidades de quatro estados, prefeitos pretendem demitir médicos brasileiros que estão em suas folhas, trocando-os por estrangeiros que serão pagos pela Viúva federal. “Mais médicos” onde não os há é uma coisa. Menos médicos brasileiros, bem outra. Basta lançar o programa “trocou, dançou”.

A desqualificação dos cubanos tem um ingrediente de ingenuidade. O Raúl Castro não está mandando para o Brasil médicos que flanavam por Havana. Ele já enviou 113 mil profissionais para 103 países e fez da iniciativa uma fonte de dólares. São quadros selecionados, com formação política. Em tempos passados, cubanos iam para guerras onde morreram pelo menos três mil deles. O governo trabalha com a certeza de que o programa trará benefícios. A oposição, com o desejo de que dê tudo errado.

No caso da solidariedade que deram ao diplomata que desovou o senador boliviano no Brasil, esqueceram-se de pedir uma avaliação da sua conduta aos notáveis que estão entre seus quadros. Disputam a bola atrás da linha de fundos, pois pode-se detestar o PT, mas, no dia em que um encarregado de negócios fizer o que acha melhor, a diplomacia vira bagunça.

Dilma vai para a reeleição (isso se não for preciso tirar Lula do banco de reservas) porque o PSDB tem mais ressentimentos que planos e mais queixas que projetos. Em 2010, o PT teve 55,7 milhões de votos. Desse jeito, a oposição corre o risco de sair da eleição de 2014 com os mesmos 43,7 milhões de 2010, satisfeita por ter conseguido que esse eleitores ficassem com muito mais raiva dos comissários.

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Há vinte anos, a World Wide Web se tornava pública

Essa decisão transformou a internet, tornando-a um lugar onde todos nós podemos compartilhar de tudo livremente.

connected world

 

Por Jamie Condliffe, no Gizmodo

Em 30 de abril de 1993, aconteceu algo que mudou o mundo digital para sempre: o CERN publicou uma declaração que disponibilizou a tecnologia por trás da World Wide Web para qualquer pessoa, sem pagamento de royalties.

Essa decisão – impulsionada por Sir Tim Berners-Lee – transformou a internet, tornando-a um lugar onde todos nós podemos compartilhar de tudo livremente: de atualizações em mídias sociais, a streaming de músicas, a vídeos de gatos no YouTube. Isto basicamente moldou a forma como nos comunicamos hoje.

No Brasil, muitos só tiveram acesso à web pública mais tarde. Em 1995, a internet se tornou de acesso público (antes era restrita a universidades e órgãos do governo); mas só no ano seguinte houve uma grande expansão no número de usuários, após a criação de diversos provedores e grandes portais da web, como BOL, UOL e ZAZ.

Para celebrar a ocasião especial de 20 anos atrás, o CERN – o mesmo grupo de pesquisa por trás das experiências no Grande Colisor de Hádrons – republicou seu primeiro site na URL original,info.cern.ch. Não há muito a se ver nele, mas faz lembrar o quanto a web mudou nos últimos vinte anos.

Na verdade, a republicação do site faz parte de um projeto mais amplo, para escavar e preservar diversas preciosidades digitais que se mantêm desde o início da web. Conheça mais sobre o projeto no link a seguir: [CERN]

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Parar de fumar diminui ansiedade, diz estudo

Um estudo feito na Inglaterra com fumantes que estavam tentando abandonar o cigarro revelou que os que conseguiram deixar o tabagismo tiveram uma diminuição ‘significativa’ de seus níveis de ansiedade.

cigarro
Para cientistas, preocupação com ansiedade entre os que tentam parar são infundadas

publicado na BBC Brasil

A pesquisa, divulgada pela publicação científicaBritish Journal of Psychiatry, acompanhou quase 500 fumantes que frequentam clínicas do sistema público de saúde britânico para parar de fumar.

Os 68 dos que tiveram sucesso após seis meses relataram ter sentido uma redução dos seus níveis de ansiedade.

A diminuição foi mais intensa entre aqueles que fumavam por transtornos de humor e ansiedade do que entre os que fumavam por prazer.

Temor infundado

Os pesquisadores – vindos de várias universidades, incluindo Cambridge, Oxford e Kings College de Londres – afirmam que os resultados devem ser usados para tranquilizar os fumantes que tentam parar, já que mostram que as preocupações com o aumento dos níveis de ansiedade são infundadas.

No entanto, o estudo sugere que uma tentativa frustrada de abandonar o cigarro pode aumentar levemente os níveis de ansiedade entre aqueles que fumam devido a transtornos de humor.

Para aqueles que fumaram por prazer, uma recaída não alterou os níveis de ansiedade.

O estudo foi publicado dias depois de o governo britânico ter lançado uma nova campanha de publicidade antitabagismo.

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Vídeo: veja um feto bocejando no útero da mãe

Publicado por Hype Science

Não é segredo que, durante a gestação, mães sentem a criança se mexendo no interior do útero, “chutando” e às vezes “se alongando”. Estudo recente sugere, ainda, que os fetos são capazes até mesmo de bocejar.
Alguns pesquisadores acreditam que não se trata propriamente de um bocejo, mas apenas de “abrir a boca”. Para chegar a uma conclusão, cientistas das Universidades de Durhan e Lancaster (Reino Unido) analisaram vídeos de 15 fetos saudáveis (oito femininos e sete masculinos, com tempo de gestação 24 a 36 semanas), além de estabelecer uma série de conceitos para diferenciar os dois atos.

No total, em cerca de metade das vezes em que os fetos abriram a boca, foi para bocejar. Embora a utilidade desse gesto ainda não seja plenamente conhecida (especialmente no caso dos fetos), os resultados sugerem que o bocejo pode estar vinculado ao estágio de desenvolvimento em que o feto se encontra.

“Ao contrário de nós, fetos não bocejam ‘por contágio’, nem o fazem porque estão sonolentos. Ao invés disso, a frequência do bocejo pode estar vinculada à maturação do cérebro no começo da gestação”, explica Nadja Reissland, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham.

Aqueles que estavam com maior tempo de gestação, aliás, tinham uma tendência menor a bocejar. De acordo com Reissland, o bocejo pode estar relacionado à maturação do sistema nervoso central, mas são necessárias mais investigações para confirmar essa ideia.[ScienceDaily]

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