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‘PM cria monstros’, diz ex-policial que defende desmilitarização

Darlan Menezes Abrantes, ex-soldado da PM que é a favor da desmilitarização da corporação

Darlan Menezes Abrantes, ex-soldado da PM que é a favor da desmilitarização da corporação

Publicado no UOL

Após ser expulso da Polícia Militar do Ceará em janeiro, acusado de distribuir seu livro intitulado “Militarismo, um sistema arcaico de segurança publica”, dentro da Academia Estadual de Segurança Pública, o ex-soldado Darlan Menezes Abrantes, 39, voltou a criticar o atual modelo da PM e a militarização da corporação, da qual fazia parte há 13 anos. ”Sou a prova viva de que esse sistema de segurança pública é falido” e “cria monstros”, declarou, em entrevista ao UOL.

“Quando eu era da cavalaria, fiz muitas coisas das quais me arrependo. Quando eu chegava em casa dizia para a minha esposa ‘nossa, eu sou um monstro!’. O treinamento militar é opressivo, e faz com que o policial trate a população como inimigo, e não como um aliado”, falou.

Para ele, a violência e os excessos cometidos pelos policiais nas ruas tem origem na opressão vivida pelos praças (PMs de patente inferior) dentro dos quartéis.

A capa do livro de Abrantes, que defende a desmilitarização

A capa do livro de Abrantes, que defende a desmilitarização

“Os oficiais têm poder total sobre os praças. Como uma polícia antidemocrática pode fazer a segurança de uma sociedade democrática? A PM tem uma estrutura medieval”.

Segundo Abrantes, “durante os treinamentos os superiores ficam dizendo que você não é nada, que você é um parasita. Lembro que na academia um superior me deu uma folha de papel em branco e disse: ‘esses são seus direitos’. Aí quando o policial se forma, já é um pitbull.”

Para ele, o militarismo “serve para as Forças Armadas”, e não para a segurança interna do país. “É preciso desmilitarizar a corporação e fundi-la com a polícia civil. A cada ano, a polícia perde de goleada para o crime organizado, e a solução está na modernização e desmilitarização da força”.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará afirmou que à época do ingresso de Abrantes na corporação “a formação de policiais militares se dava pelo extinto Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM” e que o atual treinamento conta com um programa de formação cidadã, “trabalhando as concepções de cidadania, respeito aos Direitos Humanos e à diversidade étnica e cultural”.

Expulsão

A controladoria da PM expulsou Abrantes “com base em vários artigos do Código Disciplinar e do Código Penal Militar”, de acordo com o tenente-coronel Fernando Albano, porta voz da corporação. “Os atos praticados vão de encontro ao pudor e ao decoro da classe. Só isso que a PM tem a falar”, disse ele.

A advogada do ex-soldado, Quércia de Andrade Silva, afirmou que já recorreu da expulsão e diz acreditar que a decisão possa ser revertida.  ”Tem outro processo também na auditoria militar, mas que está ainda em fase inicial. Ele será ouvido pela primeira vez em maio. Estamos aguardando a resposta desse recurso [para possivelmente recorrer à Justiça comum]“, diz Quércia.

Polícia Civil de SP vai investigar “Especial de Natal” da Porta dos Fundos

16057646Publicado no UOL

A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil de São Paulo, vai investigar se houve algum crime na veiculação do vídeo “Especial de Natal”, da produtora Porta dos Fundos. A investigação ocorre por conta de uma representação feita pelo deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) contra o vídeo no MP-SP (Ministério Público Estadual de São Paulo), que pede indenização de R$ 1 milhão ao grupo humorístico.

De acordo com a assessoria de imprensa do MP-SP, a representação foi recebida pelo promotor de Justiça de Direitos Humanos José Paulo França Piva, que a encaminhou à Decradi para que investigue as denúncias alegadas por Feliciano, de que o vídeo é pejorativo em relação aos cristãos.

Na representação, Feliciano afirma que a esquete possui “conteúdo altamente pejorativo, utilizando-se inclusive de palavras obscenas, e de forma infame atacou os dogmas cristãos e a fé de milhares de brasileiros que comungam deles, ferindo dialeticamente o direito fundamente à liberdade religiosa”. O parlamentar afirmou que, caso a indenização seja concedida pela Justiça, será destinada a Santas Casas de Misericórdia.

No vídeo, publicado no YouTube no dia 23 de dezembro, os humoristas fazem uma paródia da trajetória de Jesus Cristo, desde o nascimento até a crucificação. A sátira vem despertando a ira de grupos cristãos.

No Rio,  a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, de Brasília, protocolou no Ministério Público Estadual uma representação criminal contra o grupo. Em Pernambuco, o Ministério Público também foi acionado contra o “Especial de Natal”, pelo deputado federal Anderson Ferreira (PR), que afirma que o vídeo ridiculariza a crença cristã.

Marco Feliciano Feliciano também enviou uma carta à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) pedindo que a suspensão do patrocínio ao grupo. Na internet, também há uma petição on-line exigindo que a marca de cerveja Itaipava deixe de bancar os vídeos do site e “de apoiar o ataque ao Cristianismo”.

Segundo o Porta dos Fundos, todos os integrantes do grupo são favoráveis à liberdade de expressão, comportamento e crença. “De maneira nenhuma temos o objetivo de desrespeitar a fé, nem ninguém de nenhuma religião. Temos muito cuidado ao fazer nosso trabalho e também temos nossas responsabilidades”, disse por telefone ao UOL o humorista João Vicente de Castro. “Não recebemos nenhuma notificação. Estamos esperando.”

Entrevista ao UOL: Estevam Hernandes afirma que prisão nos EUA foi superada

Publicado por TV UOL

Estevam Hernandes, em rara entrevista sobre os problemas que enfrentou recentemente a igreja Renascer em Cristo, comentou sobre a detenção dele e de sua mulher, Sônia, na Flórida em 2007 por evasão de divisas.

O apóstolo também falou sobre outro tema delicado: a queda do telhado de seu principal templo, que vitimou nove seguidores em 2009. Hernandes ainda opina sobre o papel dos evangélicos na política brasileira.

A igreja é conhecida por organizar a multitudinária Marcha Para Jesus e por ter tido o jogador Kaká como devoto.

A reportagem do UOL viajou a convite do Ministério de Turismo de Israel.

Xeque saudita afirma que dirigir prejudica os ovários das mulheres

Muçulmana ao volante  (foto: Reuters)

Muçulmana ao volante (foto: Reuters)

Publicado por EFE [via UOL]

O xeque saudita Saleh al Lohaidan, conselheiro judicial do Ministério da Justiça, afirmou que dirigir pode prejudicar os ovários das mulheres, em declarações publicadas neste domingo (29) pelo jornal local “Al Sabq”.

O religioso alegou que a medicina estudou este assunto e concluiu que, quando as mulheres conduzem, seus quadris se elevam, o que pode afetar seus ovários.

Segundo seu raciocínio, isto faria com que as motoristas possam dar à luz a crianças com algum tipo alteração, motivo pelo qual pediu às mulheres que sejam “razoáveis” e usem “mais a mente que o coração” na hora de levar em conta a parte negativa de dirigir um carro.

Mesmo assim, ressaltou que há circunstâncias justificadas nas quais uma mulher pode conduzir um veículo, como no caso de doença de seu marido durante uma viagem.

As mulheres estão proibidas de dirigir na Arábia Saudita, país regido por interpretação estrita do islã.

Um grupo de ativistas do reino lançou recentemente uma campanha para exigir que as sauditas possam conduzir e pediu às mulheres que saiam às ruas com seus carros no próximo dia 26 de outubro para desafiar a proibição.

Esta prática foi vetada em 1990, quando o já falecido mufti da Arábia Saudita, xeque Abdulaziz bin Baath, emitiu um édito religioso neste sentido que levou o Ministério do Interior a impor essa restrição.

Em setembro de 2007, um grupo de mulheres intelectuais sauditas criou a primeira associação no reino para reivindicar o direito a dirigir.

O habitual é que as autoridades detenham as motoristas e apreendam o veículo, até que um tutor –um homem da família– se apresenta na delegacia e assine um documento no qual garanta que a infração não vai se repetir.

 

Mulher diz que foi violentada por telepatia e convence marido a atirar no vizinho

Meloney Selleneit (esq.) é acusada de convencer o marido Michael (dir.) a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA (foto: Divulgação/ Davis County Sheriff's Office)

Meloney Selleneit (esq.) é acusada de convencer o marido Michael (dir.) a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA (foto: Divulgação/ Davis County Sheriff’s Office)

Publicado no UOL

Uma mulher foi acusada de convencer o marido a atirar no vizinho por ter sido violentada por telepatia, em Utah, nos EUA.

Na última quinta-feira (19), Meloney Selleneit alegou ser culpada pelo caso e disse ter problemas mentais diante do tribunal.

A justiça local, no entanto, julgou Meloney competente para ir a julgamento.

Segundo os registros do tribunal, o marido de Selleneit, Michael Selleneit, atirou duas vezes no vizinho Tony Pierce pelas costas, no dia 30 de outubro de 2011.

A mulher convenceu seu marido de que teria sido “estuprada telepaticamente em várias ocasiões”, segundo os documentos do tribunal.

Em janeiro, Michael admitiu culpa pelas acusações de tentativa de assassinato e posse de arma de uso restrito. Em maio, ele foi condenado a 30 anos de prisão.

Agora, Meloney aguarda o seu julgamento, marcado para final de outubro. Até o momento, ela estava em tratamento psiquiátrico no Hospital Estadual de Utah.

Ainda de acordo com documentos do tribunal, Meloney trouxe a arma para seu marido há 11 anos. O casal mantinha a arma debaixo do travesseiro na cama deles. (Com Standard-Examiner)