AC/DC: conselheiro do São Paulo quer banir música de Rogério Ceni

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Samuel Coutinho, no Whiplash

Um pedido polêmico do conselheiro do São Paulo Futebol Clube não agradou muito os torcedores do time que também curtem um som. De acordo com o “Diário de S. Paulo” Itagiba Francez acha que o tema que o time usa para entrar em campo, segundo um pedido do goleiro e capitão da equipe, Rogério Ceni, parece música de ‘enterro’. Se trata do clássico do AC/DC, “Hells Bells”, que vem sendo usada como música de entrada há anos, pelo time paulista. Em uma reunião do conselho deliberativo, Francez pediu que a música fosse abolida.

“Essa música é horrível e faz com que todo mundo se sinta em um enterro. A música começa com uns sinos tocando. Depois, parece que entram no gramado os mortos, no caso, os jogadores. Só falta o caixão”, disse o conselheiro.

O presidente do S.P.F.C., que aparentemente tem bom gosto, rejeitou a idéia e decidiu manter a música.

dica do Rogério Moreira

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Vaticano investigou padre Marcelo Rossi por quase 10 anos

Padre Marcelo Rossi participa do especial de Natal da Rede Globo (2008), ao lado de Ivete Sangalo (foto: Divulgação)
Padre Marcelo Rossi participa do especial de Natal da Rede Globo (2008), ao lado de Ivete Sangalo (foto: Divulgação)

Ricardo Feltrin, no UOL

O padre Marcelo Rossi teve seus passos, CDs, livros, missas e aparições na TV seguidos de perto pelo Vaticano do final dos anos 90 até cerca de quatro anos atrás.

A investigação, que durou quase 10 anos, foi provocada por uma denúncia feita por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais às TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma espécie de “circo”.

A investigação foi comandada pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16.  A Congregatio pro Doctrina Fidei é o novo nome que o Vaticano dá para a assassina Inquisição.

O UOL apurou com exclusividade que, entre o final dos anos 90 e a década de 2000, a Congregação recebia regularmente vídeos com as participações do padre Marcelo em programas como o de Gugu Liberato no SBT e de Fausto Silva, na Globo.

A Cogregatio matou na fogueira, por asfixia ou afogamento centenas de milhares de pessoas no mínimo entre os séculos 12 e século 19 (mas há relatos de incipientes matanças já no século 10).

A Inquisição também calou, excomungou ou proibiu de ensinar milhares de padres e freiras ao redor do mundo até o presente.

Procurada, a assessoria do padre Marcelo e do bispo dom Fernando, da Mitra de Santo Amaro, superior direto do padre, disseram desconhecer a investigação. A assessoria do padre afirma que, “se isso realmente ocorreu, trata-se de um fato do passado.”

O Vaticano, por meio de sua “embaixada” no Brasil, se recusou a se manifestar a respeito.

Procurada por telefone e por e-mail durante vários dias, a CNBB também se calou sobre o fato.

A investigação foi feita no Vaticano ao mesmo tempo em que ocorriam outras centenas de investigações a respeito de outros padres, freiras e bispos ao redor do mundo.

A Congregação costuma se reunir aos sábados, no Vaticano.

PERTO DA SUSPENSÃO

A reportagem do UOL levantou junto a fontes da Santa Sé que o padre Marcelo Rossi e o bispo dom Fernando estiveram a ponto de serem chamados ao Vaticano para prestar contas, no final de 2004 e início de 2005.

O padre esteve próximo de ter suas atividades suspensas, bem como a publicação de livros e CDs –por pressão do denunciante, o qual a identidade o Vaticano mantém oculta sob sete chaves. Ele não poderia mais celebrar missas, ouvir confissões e dar a hóstia.

Curiosamente, o que acabou por livrar padre Marcelo da punição foi a morte do papa João Paulo 2º, em abril de 2005, quando praticamente toda a atividade da Congregação para a Doutrina da Fé foi interrompida com a eleição de Ratzinger para o posto de novo papa. Ele era o “prefeito” da congregação.

BARRADO NO BAILE

Em 2007, padre Marcelo tentou se reunir com papa Bento 16 durante a visita deste ao Brasil.

No entanto, o padre foi impedido de se encontrar com Bento 16. Segundo dados obtidos pelo UOL, quem impediu o papa de aceitar o encontro foram funcionários da Congregação que estavam presentes na comitiva de Bento 16.

Segundo eles, não cairia bem ao papa receber um religioso que estava “sob investigação”. Bento 16 concordou e se recusou a receber Marcelo Rossi no mosteiro de São Bento. O padre o aguardara desde as 5h e mal havia dormido, de tão ansioso que estava pelo encontro.

Na ocasião, o UOL publicou reportagem contando o ocorrido, sobre o impedimento do padre, com exclusividade. Padre Marcelo então negou veementemente que isso tivesse acontecido.

Dois anos atrás, porém, em entrevista à revista “Veja”, o padre se retratou e confirmou que a reportagem estava correta e que, sim, fora barrado pela comitiva de Bento 16.

O que o padre não sabia era que o veto se devia à investigação a que ele estava sendo submetido pelo Vaticano.

No final de 2009, a Congregação decidiu encerrar as investigações sobre padre Marcelo. Ele foi inocentado de todas as falsas “acusações”.

Em janeiro deste ano (2014), o padre finalmente foi recebido por Bento 16, no Vaticano, e este lhe outorgou um prêmio de Evangelizador Moderno, concedido pela Fundação São Mateus.

Foi o final feliz para quase dez anos de suspeitas sobre o trabalho do padre, que chamou a atenção desde que um de seus CDs vendeu quase 3,5 milhões de cópias e se tornou um fenômeno social e midiático.

Em janeiro de 2014, o padre Marcelo foi recebido por Bento 16, no Vaticano (foto: Arquivo Pessoal)
Em janeiro de 2014, o padre Marcelo foi recebido por Bento 16, no Vaticano (foto: Arquivo Pessoal)

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Marqueteiros deseducam eleitor honesto

montagem: Internet
montagem: Internet

Antonio Delfim Netto, no UOL

Uma das mais graves consequências da submissão das campanhas eleitorais ao domínio irresponsável dos “marqueteiros” é a deseducação do honesto cidadão e a vacina contra a ética que transmitem à sociedade.

Não tem o menor constrangimento de afirmar o “fisicamente impossível” ou mentir descaradamente, confiados na ingenuidade que é própria daqueles aos quais os sucessivos poderes incumbentes negaram, pela falta de educação, o espírito crítico. Trata-se de um processo de reprodução da mediocridade. Ele prejudica o papel renovador que cabe ao sufrágio universal, que –quando conduzido pela educação– é o vetor portador da sociedade civilizada.

Uma das falácias de mais fácil aceitação pelos cidadãos desinformados é a crença que o Estado cria recursos físicos do nada e que, portanto, não tem limite –a não ser a “vontade política”– para atender às suas demandas.

Como ela é comum às campanhas de todos os candidatos, terá provavelmente, pouco efeito para diferenciá-los nas urnas. Mas tem forte efeito deseducador do cidadão que não sabe que para a sociedade como um todo, não há nada que o Estado possa fazer sem o consumo de recursos tirados de alguns para dar para outros.

Como diria um “canalha” neoclássico: “Não existe almoço grátis”.

Para o “marqueteiro” tudo isso não interessa. Se vendeu ou não o seu “sabonete”, embolsa a grana da sua genialidade e vai descansar até a próxima eleição. Para o candidato eleito não!

As falsidades que o elegeram são as mesmas que lhes serão cobradas no exercício do governo. Afirmar que um Banco Central independente “rouba a comida da boca do pobre” é uma ignomínia.

Independente de quem, se sua diretoria é escolhida pelo presidente que lhe fixa os objetivos e aprovada pelo Senado, ao qual presta contas regularmente?

Prometer que vai “eliminar o fator previdenciário” diante das contas de previdência e do rápido envelhecimento da população brasileira é tão irresponsável quanto a promessa anterior.

Prometer que vai “modificar os índices de produtividade do campo” é irrelevante para aumentar a “produtividade” e será uma bobagem verificável só quando o MST promover a revolução…

A urna aprova qualquer barbaridade, mas a sociedade aprende para a próxima eleição. Infelizmente, a verdade é sempre descoberta tarde demais…

É por isso que nas democracias (sem adjetivo!) o remédio é mais democracia, cuja marcha pode, eventualmente, ser interrompida pelo “democratismo delirante”.

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Um tour pela internet em 1993

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publicado na Galileu

Alguns de vocês talvez não se lembrem. Mas eu, sortuda que sou, estava lá. O ritual era sempre o mesmo: primeiro, pedia permissão em casa pra ficar online. O ideal era esperar pra usar depois das 20h ou, melhor ainda, depois da meia-noite, ainda que isso seja completamente inadequado pra uma criança de 10 anos com aula no dia seguinte.

Bom, daí arrancava o fio do telefone da tomada e botava no modem. Clicava em conectar, botava o login e a senha do provedor. E torcia pelos barulhinhos certos! Por que às vezes a conexão dava errado, e a gente já sabia antes de ela falhar, por causa dos barulhinhos diferentes que o modem fazia nesses casos.

Eram tempos divertidos: uma época em que o motor de busca mais famoso da internet brasileira funcionada por cadastro e tinha um número restrito, limitado, contável de sites sobre determinado tema. Já tinha lido todos os sites sobre RPG? Não tem mais o que ler sobre isso na internet. Acabou. Bota os melhores no Favoritos e volta amanhã pra ver se, com sorte, alguém atualizou (manualmente, né, editando o código HTML da página).

GIFs animados, fundo-preto-letra-verde, chat do UOL, servidores de FTP (pra subir seu site, fazer downloads, essas coisas), mIRC e um mundo que já encantava por parecer sem limites mas que era minúsculo comparado ao universo ao qual temos acesso hoje. O programa de TV abaixo é uma viagem no tempo:

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Malafaia diz que Dilma o persegue por pedir cadeia aos mensaleiros

“Esses caras aí [os pastores] falam isso de mim por dor de cotovelo. Porque tomam o maior sarrafo da minha teoria teológica. Só um idiota babaca pra falar o que essas caras falaram!”

Manifestação organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, reúne multidão em favor da liberdade religiosa, da vida e da família tradicional em Brasília (foto: Roberto Jayme/UOL)
Manifestação organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, reúne multidão em favor da liberdade religiosa, da vida e da família tradicional em Brasília (foto: Roberto Jayme/UOL)

James Cimino, no UOL

O pastor Silas Malafaia disse durante entrevista ao UOL o motivo pelo qual votaria em qualquer candidato (“até em Levy Fidelix”) contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a candidata petista e seu partido o perseguem desde que ele fez uma manifestação no ano passado, em frente ao Palácio do Planalto, pedindo cadeia aos mensaleiros.

“O PT trata bandido como exemplo! Chega de PT. Doze anos do partido que mais roubou na história!”, disse o pastor, que no ano passado intimidou fieis de sua igreja que não denunciassem pastores acusados de corrupção. “Ninguém deve se meter com os ungidos de Deus. Meu irmão, isso é coisa muito séria, eu já vi gente morrer por causa disso!”

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

UOL – Entrevistamos dois pastores, um da igreja Betesda e outro da igreja Anglicana, e perguntei a eles sobre sua influência política entre evangélicos. Eles disseram que o senhor tem menos influência do que gosta de propagar. O que o senhor acha disso?

Silas Malafaia – Olha, quem fala isso deve ter dor de cotovelo de mim. Todas as vezes que me posicionei sobre isso, eu disse que não existe líder evangélico máximo no Brasil. Todos os líderes evangélicos têm uma certa influência. E não fui eu que falei, que me posicionei [sobre a mudança no programa de governo de Marina Silva], foi Jean Wyllys. Foi o ativismo gay. Eu apenas me dirigi a quem me segue. E isso é um direito meu. Aí ele quem disse que por minha causa a Marina mudou. E esses caras aí [os pastores] falam isso de mim por dor de cotovelo. Porque tomam o maior sarrafo da minha teoria teológica. Só um idiota babaca pra falar o que essas caras falaram! Olha o termo que eu vou usar: Idiota babaca!!! Nunca falei que sou melhor que os outros. Não me dou essa importância.

O senhor disse em várias ocasiões que não apoiaria Marina porque ela, como cristã, não era muito assertiva. Por que o senhor mudou de opinião?

Eu falei isso quatro anos atrás. Lembra que na eleição presidencial passada o negócio ficou acirrado por causa de aborto? Então, aí a Marina chegou a disse assim: “Eu faço um plebiscito sobre o aborto.” Para mim ela tinha que dizer o seguinte: “Eu sou contra o aborto, mas apoio um plebiscito.” Achei hipocrisia. Aí eu deixei de apoiá-la e fui até o Serra. Usei a seguinte frase: “Pior que um ímpio é o cristão que dissimula.” Fiquei indignado na época. Mas usar uma coisa de quatro anos atrás não tá valendo pra agora.

O senhor acha que ela muda muito de opinião como Aécio e Dilma estão dizendo?

Acho que ela muda menos de opinião que eles. O que Aécio e Dilma dizem está no campo do debate político. Interesse eleitoral.

Por que o senhor diz em seu Twitter que a presidente Dilma o ataca?

Meu filho, eu estou sofrendo a maior perseguição que nenhum pastor, padre ou igreja já sofreu até hoje. Em junho do ano passado nós fizemos uma manifestação em Brasília, com 70 mil pessoas às quatro horas da tarde em que eu pedi cadeia aos mensaleiros. Botei pra arrebentar! Um mês depois, olha que coincidência incrível, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo e a Associação Vitória em Cristo, em que eu trabalho com obras sociais e programas de televisão, entraram em procedimento fiscal. Estou há 14 meses com várias equipes de auditores para fazer uma devassa nas minhas contas. Eu disse: “Eu não sou ladrão, vão quebrar a cara.” Fiquei quieto na época senão iam dizer que eu estava com medo. Eles usam a prática nazista, comunista, fascista para detonar a credibilidade de pessoas! É a prática deles meu irmão! Agora tem a eleição e eu estou em cima! E eu te digo uma coisa: Se o Levy Fidélix fosse para segundo turno contra a Dilma eu votaria nele. E deixa eu te falar outra coisa que eu acho importante dizer: Marina não é candidata dos evangélicos. Marina é a candidata do brasileiro que quer mudança no país. Tem evangélico que vota em Aécio. Tem evangélico que vai votar na Dilma. Ela é a candidata de todo mundo que está de saco cheio do PT. O PT trata bandido como exemplo! Chega de PT! 12 anos do partido que mais roubou na história!

Quanto o senhor acha que seu twitaço influenciou na decisão de Marina Silva em mudar seu programa de governo?

Se os meus tuítes tivessem influenciado Marina, ela teria modificado um monte de coisa do seu programa que eu continuo sem concordar. Os meus tuítes deram alerta para que o pessoal da campanha verificasse o que os ativistas LGBT da campanha fizeram. E o ativismo gay quer tudo e dane-se o que os outros pensam. E eu não estou falando dos homossexuais, estou falando do ativismo gay. Agora, o programa da Marina não tem uma linha que contemple a ideologia cristã…

O que o senhor gostaria que tivesse contemplado da ideologia cristã no programa?

Nada! Não quero privilégios para evangélicos! O que eu disse foi que tem muitos pontos ali que eu não concordo, como adoção de crianças por homossexuais. Não concordo.

Mas o senhor discorda, por exemplo, que outros 29 direitos civis que são negados aos homossexuais sejam regulamentados, como o direito a herança, por exemplo…

Quem disse que precisa de união civil para ter herança? Herança o cara deixa para qualquer um. Isso é falácia…

Na verdade não é bem assim. Segundo o Código Civil brasileiro, 50% da herança, por lei, tem que ir para seus herdeiros necessários, que são os filhos, depois os pais e em terceiro o cônjuge. Você só pode dispor dos outros 50%…

Então, aí vai para os pais dos homossexuais também. É igual para todo mundo… (mais…)

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