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Hit nas redes sociais, foto atribuída à manifestação evangélica em Brasília é de outro evento

evangelicosbrasilia

“Manifestação pacífica de cristãos em Brasília……Em defesa da família tradicional e liberdade de expressão religiosa!!!!! Não importa se as grandes emissoras não quiseram mostrar….. O povo de Deus é forte!!!!!!!!!! Compartilhem amigos!!!!”

Acompanhada do texto acima, essa foto tem sido bastante compartilhada por evangélicos no Facebook como “prova” da parcialidade e descaso da mídia. Esse tipo de divulgação sempre acirra os ânimos e institui um clima de guerra infelizmente bem comum ultimamente entre os súditos do Príncipe da Paz. Vejam alguns comentários:

OMISSÃO DA MIDIA… AI ESTA O RESULTADO.YES! a palavra de Deus serar pregada queirao ou nao as grandes emisouras, liberdade já !!!!!!!!!!!!!!!!!

Não tem pra ninguem… O Povo de Deus é Maior pq ele é MAIOR!

ISSO A MIDIA NÃO MOSTRA NÉ? POR QUE SERA HEM?????

VEJA O QUE A MÍDIA NÃO MOSTROU MAIS SAIBA QUE O POVO DE DEUS FEZ A DIFERENÇA.

Caps Lock a parte, o problema é outro: a imagem NÃO é da marcha convocada por Silas Malafaia que aconteceu na semana passada. Trata-se de uma foto de Beto Barata (Agência Estado) da festa de aniversário de Brasilia em 2008, evento que reuniu em torno de 1 milhão de pessoas.

Segundo a Polícia Militar, a manifestação evangélica reuniu 40 mil pessoas. Para os organizadores, havia 100 mil. Fotos podem ser vistas em galerias no G1 e no UOL, entre outros.

dica do Carlos Júnior e do Givaldo Corcinio

Preso, pastor acusado de estupro diz que AfroReggae quer incriminá-lo: “Não acredito na Justiça”

marcospereira

Julia Affonso, no UOL

“Não acredito na Justiça. Se eu sou inocente e estou preso, quantos aqui [no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro] não devem estar também? Não há nenhum envolvimento meu com nenhum crime. Eu não entendo o que está acontecendo”, diz Marcos Pereira, pastor da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso há um mês no presídio da capital fluminense, acusado de estupro.

“O suposto estupro teria acontecido em 2006 e a mulher ficou calada até hoje. De uma semana para outra, surge a necessidade de me prender”, afirma ele em entrevista concedida ao UOL por meio de seu advogado, Marcelo Patrício.

“As supostas acusações são ridículas e sem provas. Querem denegrir minha imagem. A vítima trabalha em uma organização [AfroReggae] que quer me incriminar. Ela é esposa de um cara que trabalha lá, e juntos estão coagindo várias pessoas a mentirem sobre mim. A polícia só ouve as testemunhas que me incriminam”, afirma o pastor.

José Júnior, coordenador da ONG AfroReggae, foi procurado pelo UOL para comentar as acusações de Pereira, mas não respondeu ao pedido até a conclusão desta reportagem.

Pereira diz que só “viu de vista” vítima de homicídio que teria sua participação

À época da prisão, o delegado Márcio Mendonça, da DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), que comandou as investigações, afirmou que Pereira visitou o traficante Marcinho VP, apontado pela polícia como um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho, por duas vezes, nos presídios federais de Catanduvas (PR) e Mossoró (RN).

Além disso, o delegado havia dito que o pastor estava sendo investigado também por ter participado do homicídio de Adelaide Nogueira dos Santos, em São João de Meriti, em dezembro de 2006. Segundo o depoimento da mãe da mulher, o pastor tentou abusar da filha, que antes de morrer, começou a investigar os supostos estupros. Três pessoas foram condenadas pela morte da mulher, entre elas, Geferson Rodrigues dos Santos, sobrinho do pastor.

“Nunca falei com essa pessoa, só vi de vista. Este crime ocorreu há cerca de seis, sete anos, já houve julgamento, as pessoas já estão cumprindo a pena e em nenhum momento meu nome foi citado no processo”, afirmou o pastor.

“Já visitei vários presos, inclusive, o Marcinho VP. Meu objetivo é reintegrá-los à sociedade. Não vejo problema nenhum [na visita]“, disse Pereira. ”Vários traficantes, homicidas foram visitados por mim e já estão reintegrados a sociedade, fora do crime. Não vejo problema nenhum em visitar traficantes, homicidas, estupradores. Para atingir meu objetivo, eu tenho que ir à penitenciária”.

Pastor afirma que “escutas picantes” foram montagem

Sobre as escutas em que foi flagrado em conversas picantes com uma das fieis da igreja, o pastor afirma que foi tudo armado. “Montagem. Pegaram falas minhas de vários momentos e juntaram para denegrir a minha imagem. Ali não há crime, então [as escutas] nem eram para me incriminar”, diz.

Na prisão, o pastor afirma estar ajudando outros detentos a se converterem e trata o atual momento como triste.

“Isto é uma provação do meu amor a Jesus Cristo. Estou triste, magoado com tudo o que está acontecendo. Já consegui orar por uma pessoa que estava passando mal. Ela estava com muita dor de estômago, vomitando e ficou curada. Várias pessoas já se converteram”, conta Pereira.

Entenda o caso

Pereira está preso desde 8 de maio em Bangu e começa a ter seu futuro decidido no dia 17 de junho, a partir das 14 horas, na primeira audiência sobre o caso, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. A cidade é a mesma onde fica a igreja da qual Pereira é líder e onde ele foi detido pela Polícia Civil.

Na audiência, o pastor denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro começará a responder a duas acusações de estupro contra duas fieis de sua igreja. Também estarão presentes na sessão, as testemunhas de acusação. Ele nega todas as denúncias feitas pelo MP contra ele.

Além das acusações de estupro, Pereira é investigado por envolvimento com o tráfico, lavagem de dinheiro e participação em homicídio.

As investigações sobre o pastor começaram há pouco mais de um ano, a partir de acusações que o coordenador da ONG AfroReggae, José Júnior, fez sobre o suposto envolvimento de Pereira com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao longo das investigações, a polícia descobriu que o pastor teria estuprado fiéis da igreja que comanda, em São João de Meriti.

Após quatro anos, Gugu Liberato deixa a Record

Gugu confere mensagens no seu celular, no camarim da Rede Record, durante entrevista para o jornal "Folha de S.Paulo" (8/7/2009) foto: Eduardo Knapp/Folha Imagem

Gugu confere mensagens no seu celular, no camarim da Rede Record, durante entrevista para o jornal “Folha de S.Paulo” (8/7/2009) foto: Eduardo Knapp/Folha Imagem

Ricardo Feltrin, no UOL

Tirado do SBT a peso de ouro em junho de 2009 para ser o principal artista da Record, Gugu Liberato não suportou a pressão e o corte de verbas de seu programa, realizados nos últimos meses. Decidiu deixar a emissora do bispo Macedo mais de quatro anos antes do fim oficial de seu contrato.

A crise já havia sido antecipada seis meses atrás por esta coluna.

O “Programa do Gugu” do próximo domingo será o último do apresentador, na emissora. Segundo Ooops! apurou, Gugu não via mais condições de fazer o programa, uma vez que a emissora cortou praticamente toda sua verba de produção. Se continuasse, Gugu teria de fazer um programa exclusivamente de auditório. Procurada, sua assessoria não quis fazer comentários.

A emissora ainda não se pronunciou, mas deve informar que o rompimento entre as partes foi “amigável”. Há controvérsias sobre isso, porém.

Nos últimos meses, Gugu vinha sendo pressionado por bispos da Igreja Universal (ligados especialmente ao bispo-tesoureiro Romualdo Panceiro) a reduzir os gastos de sua atração e até aceitar uma redução no seu salário, estimado em R$ 3 milhões.

A pressão vinha sendo feita de forma objetiva e também reptícia: por exemplo, semanalmente eram ventilados rumores nos corredores da Barra Funda, dando conta do fim do programa ou que Gugu teria aceitado reduzir seu salário. O apresentador chegou ao limite da paciência e optou por aceitar “ser saído”.

Não está descartada uma disputa litigiosa no futuro, uma vez que seu contrato com a emissora estava muitíssimo bem “amarrado” –como se diz no jargão do business.

Gugu foi instado a deixar o SBT com uma série de promessas. Ele teria um programa dominical com uma superprodução, verbas incríveis para fazer externas e também poderia fazer um talk show na RecordNews. Esse talk show foi descartado menos de um ano após a chegada de Gugu à emissora, em junho de 2009.

Especula-se na Record que Gugu será substituído a partir do domingo, dia 16, por Rodrigo Faro. Ainda não está claro se faro simplesmente trocará o sábado pelo domingo ou se fará um novo programa.

Após o programa do próximo domingo, Gugu pretende tirar um período sabático para descansar e viajar com os filhos.

Antonio Augusto de Moraes Liberato, 54 aos, começou a carreira na TV aos 14 anos, como auxiliar de produção do “Domingo no Parque”, apresentado por Silvio Santos. Ele hoje também tem uma produtora e outros negócios. Nas últimas semanas, enquanto era bombardeado por bispos da Universal, foi sondado por pelo menos duas emissoras interessadas em seu passe.

Na volta do “Sai de Baixo”, Caco Antíbes critica pobre em aeroporto e grita “Chupa, Feliciano!”

No 1º episódio inédito de "Sai de Baixo", Caco Antíbes (Miguel Falabella) faz piada sobre pobre guardar óleo de fritura (foto: Francisco Cepeda/AgNews)

No 1º episódio inédito de “Sai de Baixo”, Caco Antíbes (Miguel Falabella) faz piada sobre pobre guardar óleo de fritura (foto: Francisco Cepeda/AgNews)

James Cimino, no UOL

O que estariam fazendo Caco Antíbes (Miguel Falabella), Magda (Marisa Orth), Cassandra (Aracy Balabanian), Vavá (Luis Gustavo) e Neide Aparecida (Márcia Cabrita) 11 anos depois do fim do “Sai de Baixo”?

A plateia que esteve no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, na noite desta terça-feira (4), descobriu que Neide ficou rica e contratou um mordomo que é a cara do Tony Ramos. Exibida, a ex-faxineira do apartamento mais famoso do largo do Arouche manda buscar seus ex-patrões para passar um fim de semana no imóvel que já foi deles e, claro, ir à forra pelas humilhações recebidas.

Desse reencontro, nasceram quatro novos episódios que serão veiculados a partir do dia 11 de junho, às 20h15, no canal a cabo “Viva”, que reprisa o humorístico preferido da presidente Dilma Rousseff. Ela, inclusive, foi alvo de uma das piadas do elitista e impagável Caco Antíbes, que não se conteve e criticou a qualidade dos aeroportos brasileiros. “Dilma, já que você não conseguiu salvar a professorinha, salve os aeroportos!”

Exibido entre março de 1996 e março de 2002, o antigo “Sai de Baixo” não deu oportunidade ao personagem que tinha horror a pobre de vivenciar a ascensão da classe C. Por isso, nessa nova versão dirigida por Dênis Carvalho e escrita pelo jornalista Artur Xexéo, sobraram piadas sobre a nova classe média.

Por exemplo, Cassandra e Vavá ficam impressionados ao chegarem no apartamento de Neide e se depararem com um tomate. A mãe de Magda, que durante esse tempo todo morou na casa de uma tia rica e extremamente sovina, comenta: “O tomate está tão caro que a titia substituiu pelo caviar.”

Já Neide Aparecida conta que ficou rica ao processar uma ex-patroa com base na PEC das empregadas. “Cobrei hora extra, registro, adicional noturno e recebi R$ 3 milhões.”

E sobrou até para o pastor Marco Feliciano. Obrigado a dividir o quarto de empregada com o mordomo interpretado por Tony Ramos, Caco Antíbes não se faz de rogado e diz que no período em que esteve na prisão na Dinamarca teve de aprender a experimentar coisas novas. Ele então pega na mão de Magda e de Tony e diz “Vou pegar esse urso! Chupa, Feliciano!” A platéia, claro, vem abaixo.

Emoções e erros de gravação

Aracy Balabanian é a vítima preferida de Miguel Falabella em cena

Aracy Balabanian é a vítima preferida de Miguel Falabella em cena

Voltar ao mesmo palco onde viveram os cinco personagens durante seis anos emocionou o elenco. Segundo o diretor Dênis Carvalho, todos choraram ao chegar para as duas sessões de duas horas que darão origem a cada episódio.

Só que a emoção deu espaço para a alegria e a sacanagem que sempre imperaram no “Sai de Baixo”. No evento de lançamento do programa, na segunda (3), Miguel Falabella contou que ele e Luis Gustavo nunca decoraram o texto e que Marisa Orth era a única a ter tudo na ponta da língua. Já Aracy Balabanian disse que sua única função era rir dos colegas em cena. Nada disso mudou. Inclusive, a impressão que dava em alguns momentos era a de que o programa nunca se encerrou.

Falabella não perdia nenhuma oportunidade de desconcentrar Aracy com fungadas no cangote e afagos em seus seios. Marisa, como sempre, dava as deixas cada vez que os colegas de elenco se perdiam. E as sacanagens entre os atores eram o ponto alto da performance, como quando Miguel faz piada com a idade de Aracy e ela vira pra ele diz: “Alto lá que o senhor não está com essa bola toda! Cadê aquele tanquinho que fazia sucesso no Carnaval?”

A platéia também dava seu show interrompendo os atores para aplaudir a cada tirada, a cada bordão, inclusive quando Falabella convoca todos a gritar “Cala a Boca, Magda!”

Dani Calabresa, que compunha a lista dos VIPs integrada por Hortência, Zeca Camargo, Negra Li, o cantor Junior e seu pai, Xororó, entre outros, saiu do espetáculo encantada: “Eles são maravilhosos. Eu amei, fiquei muito emocionada, porque eu cresci assistindo o ‘Sai de Baixo’. Eu virei humorista por causa deles. Eu queria fazer o que eles faziam!”

Os quatro episódios foram feitos em comemoração dos três anos do canal “Viva” e ao ar nos dias 11, 18 e 25 de junho e 2 julho às 20h30.