Feliciano não fala por nós, diz líder da Assembleia de Deus

Camila Campanerut, no UOL

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) que acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. (foto: Antônio Araújo/UOL)
O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, participa da 41ª edição da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil) que acontece em Brasília de 8 a 12 de abril. (foto: Antônio Araújo/UOL)

O presidente do Conselho Eleitoral da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, diz que as declarações tidas como homofóbicas e racistas do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não refletem e não representam o pensamento geral dos fiéis e pastores da Assembleia de Deus, à qual o parlamentar é vinculado.

“Ele não espelha o pensamento geral dos evangélicos. Ele espelha o pensamento dele. Ele não fala por mim. Se ele quer pensar assim, eu respeito a opinião dele como respeito a de todos.”

Apesar da presença do parlamentar no evento da CGADB em mais de uma ocasião nesta semana, o pastor afirma o poder de influência de Feliciano é “nenhum” entre os 24.200 pastores inscritos na convenção dentro de um universo de 71.525 ministros.

“A influência do pastor Marco Feliciano, dentro da convenção, é nenhuma. O pastor Marco Feliciano não está nem inscrito para poder votar aqui na nossa convenção”, destacou o Lorenzetti.

Feliciano não tem poder de voto e foi à convenção apenas para “visitar amigos”.

Declarações polêmicas

O deputado é acusado de ter dado declarações consideradas racistas e homofóbicas, o que vem causando protestos para que renuncie à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Feliciano já negou as acusações várias vezes. Ao ser eleito presidente da CDH, disse: “caso eu fosse racista, deveria pedir perdão primeiro a minha mãe, uma senhora de matriz negra.”

Sobre a acusação de homofobia, ele diz  que não é “contra os gays, sou contra o ato e o casamento homossexual”, afirmou em mais de uma ocasião.

Outras vozes

A reportagem do UOL também conversou com outros pastores que participaram da votação nova cúpula da convenção e do novo conselho fiscal sobre as impressões das polêmicas que o parlamentar gerou desde o mês passado.

O pastor Paulo Bom, de São Paulo (SP), defendeu que o deputado do PSC seja responsável pelo que falou e não os demais evangélicos. Ele ressalta ainda que “a igreja evangélica é liberal e que entra nela quem quiser [se referindo a negros e homossexuais]“.

Já Adelia Rodrigues, membro da Assembleia de Deus em Brasília (DF), disse acreditar que as afirmações de Feliciano “vêm sendo distorcidas e tiradas de contexto pela imprensa”. “A Bíblia é para os evangélicos como a Constituição Federal é para todos os brasileiros. Ele [se referindo ao deputado] está exercendo a função dele, o trabalho dele e seguindo a palavra de Deus”, afirmou.

O pastor Walter Santos, de Ponta de Pedras (PA), nega que as falas de Feliciano possam denegrir a imagem dos evangélicos.  “Ele [Feliciano] têm defendido o que somos, o que acreditamos. Não somos contra os homossexuais, mas contra os atos dele [de ter relação sexual com pessoas do mesmo sexo]“.

Convenção termina hoje

A edição deste ano da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil), que acontece na capital federal desde o último dia 8, está prevista para terminar nesta sexta-feira (12). Ela tem como finalidade reunir pastores de todo ao país para discutir questões internas, tratar de prestação de contas, realizar cultos e tentar eleger uma nova Mesa Diretora e o Conselho Fiscal, incluindo presidente, cinco vice-presidentes, cinco secretários, dois tesoureiros e seis conselheiros fiscais (um por região do país).

O presidente do Conselho Eleitoral frisou que, ao contrário, do que se pode concluir a partir das falas de Feliciano, as igrejas evangélicas, em especial a Assembleia de Deus, é inclusiva.

“Ele esboçou a opinião dele numa palavra, num blog, em qualquer outro meio de comunicação, essa não é a imagem da nossa igreja. Ela não tem este sentimento. A Assembleia de Deus é inclusiva. Nós temos aqui uma infinidade de membros que são pessoas que já foram viciadas, já foram ladrões, já foram pessoas de bem, também, que mudaram de religião, que tem as profissões mais diversificadas do país: juiz federal, pessoas que vivem de catar açaí, pessoas humildes e instruídas”, detalhou.

Questionado sobre o fato de Feliciano ter chamado seus antecessores na comissão da Câmara de “Satanás”, o pastor disse que o parlamentar fez uma interpretação um “tanto medieval” do caso.

“O que não é de Deus é do demônio. Isso é coisa da Idade Média, mas tem muita coisa do homem também. Então, não posso atribuir assim. Acho que é interpretação um tanto da Idade Média”, afirmou. “Ou ele teve uma interpretação equivocada [da Bíblia] ou o contexto que ele falou não se encaixa com a mensagem dele”, completou.

Negros e homossexuais

O pastor Antonio Carlos Lorenzetti afirmou que a Assembleia de Deus lida com a questão do homossexualismo de forma “natural”. “Nós temos pessoas que vem para a igreja, que assistem aos cultos, pessoas que se convertem, ocupam cargos na igreja”, destacou.

Já com relação aos negros, Lorenzetti destaca, inclusive, que a maioria dos fiéis é da cor negra. “Nós temos uma infinidade de negros na nossa igreja. Nós [integrantes da Assembleia de Deus] nunca pregamos que os negros são amaldiçoados nem mesmo que os homens brancos são melhore ou piores, nós pregamos que todos precisam de Deus”, resumiu o pastor.

Menos da metade dos 24 mil pastores inscritos no evento aprovaram nesta última terça-feira (9) o envio de moção de apoio a Feliciano pela sua manutenção como presidente da comissão. A previsão é que o documento seja entregue à presidente da República, Dilma Rousseff, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Mesmo sendo crítico a algumas interpretações apresentadas por Feliciano durante seus cultos, Lorenzetti defende que o deputado está sendo vítima de preconceito por ser evangélico.

“Ele [Feliciano] merece apoio. Por ser evangélico e pensar diferente dos outros, ele não é pior também que os outros. Ele não pode ser discriminado porque ele é pastor ou porque pensa diferente dos outros. Não é crime pensar diferente dos outros. Agora, fazer dele um monstro?” questionou.

Leia Mais

Pastor José Wellington é reeleito para continuar à frente de Assembleia de Deus

foto: Antônio Araújo/UOL
foto: Antônio Araújo/UOL

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito nesta quinta (11) presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país.

Ele recebeu 9.003 votos contra 7.407 de seu adversário, Samuel Câmara, 56, de Belém (PA), que tentava pela terceira vez derrotar Wellington, há 25 anos no cargo e líder da Assembleia de Deus em São Paulo.

Dos cerca de 24 mil pastores que estavam credenciados para votar, apenas 17.075 de fato participaram da eleição, a maior da história da Convenção.

Wellington ficará os próximos quatro anos à frente da entidade, ocupando um papel central no funcionamento da denominação –que, se contados seus diferentes ramos, tem 12,3 milhões de fiéis no país, segundo o Censo de 2010.

Diferentemente do que ocorre em outras igrejas pentecostais, a Assembleia de Deus tem um funcionamento descentralizado e a influência do presidente da Convenção sobre a maior parte dos fiéis é indireta.

Ele tem, no entanto. ascendência sobre os pastores e, devido ao cargo que ocupa, um canal privilegiado de diálogo com políticos de diferentes esferas.

FELICIANO

Marco Feliciano (PSC-SP), o pastor da Assembleia e deputado que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, esteve no local onde ocorreu a votação durante o final da manhã.

Pressionado para deixar a comissão devido às declarações compreendidas como racistas e homofóbicas, ele foi tratado como celebridade pelos colegas, que o cercaram para tirar fotos.

Ele já recebera da entidade uma moção de apoio –o encontro que culminou na eleição de hoje foi precedido de três dias de plenárias e cultos.

dica do Moisés Gomes

foto: Antônio Araújo/UOL
foto: Antônio Araújo/UOL

Leia Mais

Partido de Feliciano é um dos mais faltosos às sessões da Câmara

assiduidade-partidos

Simone Harnik, no UOL

O PSC (Partido Social Cristão), legenda do deputado federal Marco Feliciano (SP), está entre os que mais faltaram às sessões do plenário da Câmara em 2012. No ano passado, os deputados do partido, em conjunto, registraram 74,2% de presença às sessões, total inferior à média da Câmara dos Deputados, que é de 78,5%. Isso significa que, de cada cem sessões da Câmara, os deputados do PSC faltaram, em média, a 26.

Entre os partidos com mais de cinco parlamentares na Câmara em 2012, o PSC foi o menos assíduo (clique aqui para ver a tabela com os dados completos). O próprio deputado Marco Feliciano puxou a média do partido para baixo: ele teve 66,3% de presença nas sessões. O levantamento foi realizado pelo UOL com base nos dados abertos da Câmara. Em 2012, foram realizadas 175 sessões do plenário.

O PSC tem atualmente 16 deputados na Câmara, mas ganhou notoriedade após Feliciano assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa, no último dia 7 de março.

O UOL tentou contato, por telefone e por e-mail, com a assessoria de comunicação do deputado André Moura (PSC-SE), líder da bancada do PSC na Câmara, desde a tarde de segunda-feira (8), mas não obteve retorno até o início da noite desta terça-feira (9).

Justificativa para as faltas

A maior parte das ausências às sessões do plenário em 2012 (73,2%) foi justificada pelos parlamentares. O mesmo aconteceu com as faltas dos deputados do PSC: 82,8% das faltas ao plenário receberam justificativas.

O motivo mais alegado para a ausência dos parlamentares do PSC foi o “atendimento a obrigações político-partidárias”, citado em 72 de cada cem ausências. Na sequência, foram citados “licença para tratamento de saúde” (18,6%) e “missão autorizada” pela Câmara (9,2%).

Metodologia

As presenças e faltas nas sessões do plenário da Câmara dos Deputados foram obtidas pelo serviço de dados abertos do órgão, disponível online. Em 2012, foram realizadas 64 sessões ordinárias e outras 111 extraordinárias, totalizando 175 encontros em plenário.

Os dados foram extraídos do serviço no dia 4 de abril de 2013, quando já constavam todas as informações relativas às presenças parlamentares em plenário para o ano de 2012. Para a obtenção do ranking por partido, foram somadas as sessões totais e as presenças parlamentares em cada partido.

Leia Mais

Estudo conclui que sexo ajuda a combater enxaqueca

foto: Thinkstock
foto: Thinkstock

Publicado por DeutscheWelle [via UOL]

Os homens parecem já ter descoberto o método, mas as mulheres também podem se beneficiar dele. Estudo sugere que sexo ajuda a aliviar as crises de enxaqueca, mas também pode combater dores de cabeça pontuais.

Há quem diga que dor de cabeça não combina com sexo e que, durante crises de enxaqueca, tudo o que se quer é ficar distante de outra pessoa. Mas um estudo publicado por pesquisadores do departamento de neurologia da Universidade de Münster, na Alemanha, mostra exatamente o contrário: o sexo pode ajudar a aliviar o problema. A pesquisa, assinada por Anke Hambach, foi publicada na última edição da revista Cephalalgia, da International Headache Society.

A equipe de cientistas distribuiu questionários a 800 pacientes que fazem tratamento contra enxaqueca e outros 200 que procuraram ajuda médica para tratar de dores de cabeça pontuais. Desse total, 402 devolveram o formulário preenchido aos pesquisadores.

As respostas revelaram que um em cada três pacientes havia tido uma experiência sexual durante crises de dor de cabeça. O sexo trouxe mais benefícios nos casos de crises de enxaqueca. “A relação entre atividade sexual e dor de cabeça se dá de formas diferentes. O sexo pode desencadear o problema, alterar os sintomas já existentes, mas também pode acabar com eles”, diz a pesquisa.

Os números deixam essa situação clara. Quem sofre ataques agudos de cefaleia encontrou menos benefício no sexo. Apenas um terço dos entrevistados teve qualquer tipo de experiência sexual e, destes, só 37% relataram algum alívio. O professor Stefan Evers, que acompanhou o desenvolvimento da pesquisa, acredita que o quadro está ligado à intensidade dos ataques de dor.

Enxaqueca

Quando o problema é enxaqueca, que geralmente persiste por mais tempo, os números apontaram resultados bem mais animadores no uso dessa terapia pouco ortodoxa. Entre os entrevistados, 60% revelaram um alívio da enxaqueca depois do sexo, e apenas 33% alegaram sentir mais dor.

A explicação apresentada pelos pesquisadores é simples: sexo pode desviar o foco da dor e, além disso, libera endorfina. A pesquisa mostra que o alivio foi sentido por 43% dos pacientes imediatamente após o orgasmo ou no momento de maior excitação. Para 17%, o poder analgésico do sexo foi experimentado exatamente no momento do orgasmo.

Embora a pesquisa seja recente, os questionários mostraram que muitos homens já conheciam o benefício e 36,4% já haviam usado sexo como forma terapêutica para aliviar a dor de cabeça. As mulheres ficaram atrás: apenas 13,7% disseram já ter usado o sexo como recurso. Os homens também apontaram o método natural como mais eficaz: para 73,3% dos entrevistados, funciona. Entre as mulheres, 58% sentiram menos dor após o sexo.

Além da vantagem comprovada pela ciência, os pesquisadores descobriram ainda que não importa a posição ou o tipo de sexo, ou se ele é feito sozinho ou acompanhado. A pesquisa afirma que o benefício é o mesmo.

Leia Mais

Anonymous Brasil apresenta dossiê de Marco Feliciano

Banner_Anon_v2

título original: A verdade sobre Marco Feliciano

Kira Yagami, no Anonymous Brasil

Olá, a partir deste momento iremos apresentar um dossiê de uma maneira didática para qualquer um poder pesquisar nos registros públicos.

Primeiro gostaríamos de pedir que acessem este site para que vocês  possam pesquisar o cnpj das empresas do senhor Marco Feliciano, para comprovar a existência das mesmas:
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp
______________________________________________________
Empresas do Pastor:
10256613000148
10532559000116
09612147000107
04865568000126
08954263000141

A GMF consórcios parece que não foi declarada à Justiça Eleitoral.
E o mesmo  faz diversas propagandas dessa empresa em seu programa, de forma que influencie seus fieis a adquirir o consórcio.
Aqui temos a declaração dos bens dele, bem como de outros políticos:
http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2010/deputado-federal/12101972-marco-feliciano.jhtm

______________________________________________________
Aqui temos as Cotas para Exercício da Atividade Parlamentar, dele e de todos os deputados:
http://www2.camara.leg.br/transparencia/cota-para-exercicio-da-atividade-parlamentar
Escolha PASTOR MARCO FELICIANO

Ano/mês 12/2012 e anteriores
EX: 11/2012, clique em emissão de bilhetes aéreos, temos:
http://www2.camara.leg.br/transparencia/cota-para-exercicio-da-atividade-parlamentar/verba_indenizatoria_detalheVerbaAnalitico?nuDeputadoId=2248&numMes=11&numAno=2012&numSubCota=999

Entre essas passagens aparecem:

Talma Bauer – Ex candidato a vereador de guarulhos. A suspeita é de que a Família Bauer patrocinou a campanha dele, agora é contratada e recebe salários e benefícios do deputado.
http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2008/vereador/26111951-bauer.jhtm

Rafael Novaes é o advogado que defende a empresa do Pastor no processo de acusação de estelionato ao aceitar a contratação para um show no RS e não comparecer.
Aqui está o Processo:http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4084444

Roberto Marinho é cantor gospel, participa dos “Shows” por todo o Brasil junto com o Pastor. Bem como da Gravação de CDs, DVDs. Encontrado facilmente no site do Pastor.

Wagner Guerra é assessor do Pastor e também está sendo favorecido. Podemos ver como contratar o pastor aqui:
http://dicas.gospelmais.com.br/como-convidar-o-pastor-marco-feliciano-para-pregar-em-igreja-ou-evento.html

Joelson Heber da Silva Tenório também recebe salário e passagens. Presta assessoria religiosa no programa do pastor.

A Empresa FAVARO, como observamos em “consultoria” na cota, recebe verba do pastor, onde há também suspeita de funcionário fantasma Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma Oliveira Bauer, que trabalha nessa empresa. Além da verba de consultoria, Matheus recebe salário mas a suspeita é que ele nem comparecer ao gabinete, ficando em Guarulhos.

______________________________________________________

Funcionários contratados pelo pastor (que são de seu programa de televisão) e o salário que recebem da câmara:

Nome              Função no programa de TV                  Salário que recebe na Câmara

Wagner Guerra da Silva                 assessoria direta e imagens           R$ 8.040
Talma de Oliveira Bauer                assessoria política                             R$ 4.020
Roberto Figueira Marinho           produção musical                              R$ 3.540
Joelson Heber da Silva Tenório assessoria religiosa                           R$ 3.005
Roseli Alves Octávio                       intercessão                                           R$ 3.540
Wellington Josoé Faria de Oliveira direção de imagem                      R$ 1.502

Onde pesquisar: Nome/mês/ano
http://www2.camara.leg.br/transpnet/consulta

Funcionário fantasma:
Marco Feliciano foi eleito para sua primeira legislatura em 2010. Sua campanha custou R$ 226,3 mil. Na lista de doações eleitorais, nove repasses foram feitos por integrantes da família Bauer, totalizando R$ 9 mil. Depois que o pastor ganhou a eleição, o policial civil de São Paulo Talma de Oliveira Bauer conseguiu o cargo de chefe de gabinete do parlamentar. Daniele Christina Bauer, parente do policial, ganhou emprego com salário de R$ 8.040.

A filha de Talma, Cinthia Bauer, também doou recursos para a campanha de Feliciano e, logo depois, trabalhou como assessora de imprensa do deputado. Fez viagens Brasil afora com passagens emitidas com a cota do gabinete.

A proximidade do pastor com os integrantes da família Bauer é tamanha que, em agosto do ano passado, Feliciano gravou dentro das dependências da Câmara um vídeo em que pedia votos para Cinthia, então candidata a vereadora de Guarulhos. Assim como todo o material audiovisual do parlamentar, o trabalho teve produção da Wap TV.

Mas o caso mais grave é o de Matheus Bauer Paparelli, neto do chefe de gabinete de Feliciano. Ele é secretário parlamentar, contratado pela Câmara em novembro do ano passado, e recebe R$ 3.005,39 mensais. Mas o jovem formado em direito dá expediente a 1.170km do Congresso: ele é funcionário do escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados.

Ligamos para a firma e foi o próprio Matheus quem atendeu o telefonema. Questionado se ele também era funcionário do gabinete do pastor Marco Feliciano, ele disse que a ligação estava ruim e desligou. Depois, não atendeu mais as chamadas.

O escritório Fávaro e Oliveira recebeu R$ 35 mil da Câmara entre setembro de 2011 e setembro de 2012, por meio de repasses da cota parlamentar de Marco Feliciano. Ao todo, o pastor gastou R$ 306,4 mil de sua cota em 2012, valor bem próximo do limite permitido pelas regras da Câmara para os parlamentares paulistas, que é de R$ 333,2 mil.

Com verba pública:
Confira alguns casos de funcionários lotados e de contratação de empresas pelo gabinete do deputado Marco Feliciano

» O advogado Rafael Novaes da Silva, contratado pelo gabinete da Câmara e pago com recursos públicos, defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, do próprio deputado, em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ele assumiu a causa depois de ter tomado posse como funcionário do gabinete.

» O produtor de tevê Welington Josoé Faria de Oliveira é contratado da Câmara dos Deputados e recebe salário com recursos públicos. Mas trabalha como produtor de tevê dos programas pessoais do pastor Marco Feliciano, sob o codinome Well Wap.

» O advogado Anderson Pomini defendeu Marco Feliciano em um processo de impugnação contra a sua candidatura, antes das eleições. Depois de conseguir liberar o pastor para disputar o pleito, a empresa Pomini Advogados Associados recebeu R$ 21 mil em três repasses de R$ 7 mil, em fevereiro, março e abril de 2011, logo depois que Feliciano tomou posse.

» O policial civil e pastor Talma Bauer e sua família estão entre os que mais doaram recursos para a campanha do pastor Marco Feliciano. Depois da eleição, ele assumiu cargo no gabinete, assim como sua filha, Cinthia Brenand Bauer, que também doou recursos e depois foi nomeada como assessora. Há outras duas pessoas que são parentes de Talma Bauer contratadas pelo gabinete de Marco Feliciano.

» O deputado Marco Feliciano emprega cantores gospel que participaram da gravação dos seus CDs. Um deles, Roberto Marinho, afirma em sua página pessoal que a função dele como braço direito do pastor é acompanhá-lo “nas viagens de ministrações pelo Brasil e pelo mundo”.

» Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma, é um funcionário fantasma do gabinete do deputado Marco Feliciano. Apesar de ser contratado pela Câmara com salário de R$ 3.005,39, ele dá expediente diariamente no escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados, que fica em Guarulhos. A reportagem gravou uma conversa com ele, em que Matheus confirma que trabalha mesmo no escritório de advocacia. Essa empresa recebeu R$ 35 mil em recursos da Câmara dos Deputados entre setembro de 2011 e setembro de 2012.

E por último, mas não menos importante, seguem algumas palavras do senhor Marco Feliciano:

“Serei candidato a Deputado Federal por São Paulo porque tenho um compromisso, inicialmente, com o Senhor, para agir na administração pública com lisura e honestidade, sempre tendo como base os princípios bíblicos, pilares básicos de uma sociedade temente a Deus.”

“Vamos juntos lutar por um Brasil melhor, por uma Igreja forte, unida alcançando a função de transformar vidas. Precisamos de liberdade, de apoio constitucional e legal para levarmos o evangelho de forma genuína. Precisamos de legisladores que legislem com os princípios do Reino.

Serei um profeta no Congresso Nacional, pois coragem e temor a Deus não me faltam. Lembro que estarei político, mas sempre serei pastor, pois não existe ex-ungido. “
fonte: http://www.marcofeliciano2010.com.br/?p=150

Com base nas próprias palavras do senhor Marco Feliciano, podemos constar que o mesmo quer transformar o Brasil em uma grande igreja, e F*#-SE o estado laico.

Leia Mais