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Escuta envolve Feliciano em esquema de fraude; deputado nega

Publicado por SBT Brasil [via UOL]

De acordo com a denúncia, deputados federais recebiam propina de empreiteiras para conseguir dinheiro para obras. Os lobistas procuravam os políticos sempre em nome de uma construtora, do Grupo Scamatti. A verba era liberada para obras de prefeituras do Estado de São Paulo por meio de emendas parlamentares. O esquema envolveria 78 prefeituras paulistas.

Um relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação de deputados, senadores e ministros nas fraudes. Além disso, a investigação aponta o empresário Olívio Scamatti como chefe da quadrilha. Ele e outras 13 pessoas estão presas.

Escutas telefônicas de conversas ocorridas em 2010 citam os nomes de Otoniel Lima, hoje deputado federal pelo PRB, e Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC, em suposto esquema de fraudes. Feliciano nega envolvimento. Otoniel Lima não foi encontrado pela reportagem do SBT para comentar as suspeitas. Reportagem exibida no SBT Brasil.

Ligado à Igreja Universal, Otoniel Lima também faz parte da Frente Parlamentar Evangélica.

Ozzy canta sobre disputa entre Deus e o diabo em “God Is Dead?”, nova do Black Sabbath; ouça

 A faixa foi divulgada simultaneamente em rádios do mundo todo e instantes depois já era um dos assuntos mais comentados no Twitter. 

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Publicado originalmente no UOL

Seis meses antes de vir ao Brasil, o Black Sabbath lançou na tarde desta quinta-feira (18) sua primeira música após o retorno aos palcos. “God Is Dead?” faz parte de “13″, primeiro álbum de estúdio da banda em 35 anos com Ozzy Osbourne no vocal, previsto para sair em 10 de junho. A faixa foi divulgada simultaneamente em rádios do mundo todo e instantes depois já era um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Na música –a primeira a ser divulgada do novo trabalho–, Ozzy canta sobre uma disputa entre Deus e o diabo em tons sombrios. O tema religioso é um dos favoritos da banda desde o início da carreira.

“Estou perdido na escuridão”, diz no início. “Não acredito que Deus está morto”, diz no refrão, após um longo solo de Tony Iommi. A música é inspirada na mesma frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que aparece na capa do single. E também relembra os temas religiosos que os consagraram.

Com quase nove minutos, a música tem um ritmo lento, bastante similar ao estilo do trabalho solo de Ozzy Osbourne, mas com riffs mais intensos e um baixo marcante, especialmente nos refrões.

A voz do vocalista, com 64 anos, parece não ter sentido o efeito da passagem dos anos e é um dos principais destaques da faixa.

A ausência do baterista Bill Ward que saiu da banda no começo de 2012, é sentida especialmente nos trechos mais calmos da música, quando a voz de Ozzy se destaca. Mas o baterista do Rage Against the Machine, Brad Wilk, que o substituiu, consegue manter a qualidade do trabalho.

A partir do sexto minuto, a faixa apresenta uma mudança e traz os riffs que mais lembram a fase mais celebrada da banda, uma das fundadoras do gênero hoje conhecido como heavy metal.

No Twitter, fãs e famosos repercutem o lançamento. “A nova música do Sabbath é muito boa. Eu estou impressionado. É excelente!”, escreveu Slash, ex-guitarrista do Guns ‘n’ Roses.

A música termina com intensidade, demonstrando um trabalho que possivelmente estará no setlist da apresentação que virá ao Brasil em outubro.

Iommi: “Queríamos que soasse como antigamente”

Em entrevista ao jornal “Birmingham Mail”, Iommi falou sobre o álbum. ”Acho que ele encaixa em nossos três primeiros álbuns –’Black Sabbath’, ‘Paranoid’ e ‘Master Of Reality’”, disse. “Queríamos que soasse como a forma que tocávamos no começo, de volta ao básico, e nós gravamos quase tudo ao vivo, como uma banda”.

O guitarrista também comentou a saída em turnê enquanto trata um câncer. “Não estou pronto para ir ainda, ainda tenho muito o que fazer”.

O disco “13″ será o primeiro desde “Never Say Die!”, lançado em 1978, que terá a participação dos membros originais da banda Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler. Em 1998, a formação clássica da banda se reuniu para gravar o álbum ao vivo “Reunion”, com apenas duas músicas inéditas.

“13″ será lançado em diferentes formatos, com uma versão clássica em CD, edição de luxo com dois discos (que incluirá uma edição com material extra de estúdio), vinil e uma edição com o documentário “Black Sabbath – The Reunion”.

O Black Sabbath tem shows marcados para outubro em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Megadeth está escalado para fazer a abertura.

A letra do single pode ser conferida aqui.

dica do Israel Herison

Argentina tem o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”

Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)

Alguns dos integrantes do grupo. (Foto: Facebook)

Julián Gonnella, no EFE [via UOL]

Após ser dispensado por sua namorada, o músico argentino Roberto Lázaro criou o primeiro “clube de homens abandonados por uma mulher”, que em menos de um ano reuniu mais de 1.700 homens que viveram uma experiência similar e com o qual procura romper estereótipos machistas.

“Fiquei abatido com o abandono de uma mulher após sete anos de namoro. Éramos quase um casal consumado, ela era quase minha esposa. Íamos ter filhos e todas essas coisas, mas você nunca pensa que essa pessoa irá embora”, relata Lázaro à Agência Efe.

O vocalista da banda pop Sinusoidal explica que sua relação se deteriorava porque havia reiteradas “injúrias sem sentido” e “silêncios profundos”, mas que seu fim ocorreu de forma repentina, quando, ao voltar para casa após uma discussão, viu suas coisas empacotadas.

“Pedi uma explicação, mas pelo meu orgulho tratei de ir embora rápido. Fui para a casa dos meus pais, e o outro dia foi muito difícil porque eu estava acostumado a compartilhar com minha mulher as atividades cotidianas, esse pequeno mundo tão gigante para o casal”, acrescenta.

No meio dessa angústia, o produtor artístico compôs uma canção e a postou no YouTube para que pudesse ser escutada por outros homens que também estivessem passando por uma desilusão amorosa.

Lázaro conta que a música teve grande repercussão nas redes sociais e que começou a receber vários contatos de pessoas que queriam saber “se se tratava de um clube de abandonados”, o que o encorajou a transformá-lo em uma realidade.

“A princípio, tive de suportar as gozações, mas eu tinha certeza do que fazia. Queria estender um laço entre os homens que estava passando por isso para evitar situações de violência contra essa mulher que não quer mais você. Para que o homem possa aceitar o abandono e ajudá-lo a reconstruir sua vida”.

O fundador sustenta que a página do clube no Facebook não é um lugar para expressar posturas machistas e que se algum integrante se manifestar de forma “violenta”, ele tenta convencê-lo a não insultar a mulher; se a atitude perdurar, o sujeito é bloqueado.

“O que apregoo é que a mulher continue sendo uma inspiração para a vida e não um objeto”, destaca.

A cada duas semanas essa comunidade promove reuniões itinerantes em diversos pontos da Argentina, mas Lázaro nega que o clube use técnicas dos grupos de autoajuda e destaca que ele também não é “um terapeuta que diz aos homens o que eles têm de fazer”.

“Não somos como os Alcoólicos Anônimos, que abrem uma roda, contam suas experiências e começam a chorar enquanto os outros integrantes os ouvem. Evito isso porque é muito cruel. Nos juntamos para fazermos coisas como assistir a um jogo de futebol. Podem parecer insignificantes, mas são muito importantes para o momento que essa pessoa está atravessando”, indica.

Lázaro se mostra orgulhoso de o clube ter ajudado muitos homens a compartilharem o seu abandono com outros, o que, segundo sua opinião, significa o rompimento de um “estereótipo machista”, já que habitualmente os homens tendem a ocultar a sua desilusão por medo ou vergonha.

“Admiro esses casais que podem ficar juntos por 40 anos, como meus avôs ou meus pais, mas estamos em uma época muito mais individualista, e isso faz com que os casais durem pouco e que não trabalhem para superar as crises. Mas também acredito que é possível encontrar uma parceira para toda a vida e busco isso”, conclui.

Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)

Roberto Lázaro, fundador do clube. (Foto: Facebook)

fotos: Yahoo!

Ex-integrante do Resgate, Dudu Borges é o principal produtor sertanejo da atualidade

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título original: BASTIDORES: Entrevista com Dudu Borges

André Piunti, no UOL Sertanejo

Dou início hoje, aqui no blog, a uma série de entrevistas chamada “Bastidores”, com figuras importantes e influentes da música sertaneja que nem sempre se tornam conhecidas do grande público.

São produtores, assessores, empresários e contratantes contando um pouco de sua história e de sua importância para o atual estágio do sertanejo. Toda segunda-feira haverá uma nova entrevista.

Hoje, na estreia, a entrevista é com o produtor musical Dudu Borges.

Eduardo Borges de Sousa, 30 anos, campograndense.

Conhecido como Dudu Borges, o produtor deixou o Mato Grosso do Sul e se mudou para São Paulo aos 17 anos, atrás de música. Cresceu musicalmente na igreja, virou nome respeitado no mercado gospel, e se tornou produtor e músico da banda “Resgate”.

Dudu é o principal produtor sertanejo da atualidade. Em suas mãos, atualmente, estão Bruno e Marrone, Jorge e Mateus, Michel Teló, Luan Santana, Fernando e Sorocaba, João Bosco e Vinícius, Marcos e Belutti, entre vários outros, todos produzidos em seu estúdio fundado em 2009 em São Paulo, o “VIP”.

Na lista publicada semanalmente no blog com as canções sertanejas mais tocadas, ele chega a dominar quase metade das posições. No ranking divulgado hoje, na postagem anterior, das cinco primeiras canções, quatro são produções suas: “Te Esperando”, “Vidro Fumê”, “Amiga da Minha Irmã” e “Veneno”.

A carreira bem sucedida, no entanto, encontra resistência dentro mesmo do meio sertanejo. Considerado o principal responsável por ter tornado a música sertaneja em música pop, ouve duras e repetidas críticas de quem não considera que sua linha possa ser chamada de “sertaneja”.

Abaixo, a conversa que tive com ele.

Você se reconhece como o cara que criou essa fase atual do sertanejo?

Quando eu produzi João Bosco e Vinícius pela primeira vez, no final de 2000, eu não tinha noção do que poderia acontecer. Eu fiz o que achei que tinha de ser feito, mas sem imaginar que aquilo poderia mudar o rumo das coisas. Eu sei que eu mudei a música sertaneja, mudei todo um estilo, mas foi tudo feito sem essa pretensão.

Pega João Bosco e Vinícius e vê o que vem depois disso. Ali foi a mudança, com “Sufoco”, “Chora, me liga”, “Falando Sério”. Veja o que veio depois, de Luan Santana até qualquer outro artista. Começou ali. Não existia uma música com tanta virada de bateria, com tanta conversão, com tanto detalhe quanto “Sufoco”. E ao mesmo tempo soava seco, sem muitos instrumentos. Até ali, ninguém tinha feito isso.

Não demorou muito pra que as críticas surgissem, principalmente na linha de que você estava estragando o sertanejo…

Sim, não demorou nada. Hoje eu não me incomodo sinceramente com crítica, mas aprendi depois de apanhar muito. O que incomoda é a falsa crítica, o cara que fala mal de você, mas vai lá e faz o arranjo igual. O difícil da crítica no começo é você ver tudo o que você está conquistando, o que você está acertando, e ter de ouvir coisas contrárias. Mas é do jogo.

Quando você chegou a conclusão de que havia deixado de ser um produtor promissor pra se tornar uma grife, uma figura relevante?

Quando as pessoas que eu sempre admirei passaram a me respeitar. E no fim, é isso que importa. Olha só… eu receber uma ligação do Bruno e Marrone, depois de tudo que falaram que eu estraguei o sertanejo, é uma coisa inexplicável. Você percebe que não tava errado naquilo que fez. Nomes indiscutíveis da história da música, caras que vão ser lembrados pra sempre, me procurando pra fazer um trabalho novo e a gente conseguindo fazer mudanças importantes na dupla. Isso me fez me sentir melhor.

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Com o tanto de artistas de primeiro escalão que você produz atualmente, é inevitável que você fique em meio a um fogo cruzado entre escritórios e entre cantores que não têm boa relação ou até mesmo uma concorrência mais acirrada. Como você lida?

Eu tento ser imparcial, mas não sou… assim… tudo o que eu puder fazer pra unir todos e deixar as coisas em paz, eu tento fazer. Na hora certa, no momento certo, eu vou lá e tento. Quem mexe com música, na maior parte dos casos, têm os sentimentos muito aflorados, então nem sempre é fácil. E muitas vezes os “grandes problemas” são coisas tão pequenas que passa o tempo e eles se esquecem. Pode parecer só algo bonito, mas não é: a música é capaz de juntar todo mundo. É através dela que eu vou sempre tentar unir, acho importante isso, e costuma funcionar. Continue lendo

Paul McCartney está ouvindo funk carioca como inspiração para novo disco, diz produtor

Mark Ronson, revelou que Paul está se inspirando em “novos e reveladores sons”, como o trio brasileiro Bonde do Rolê. 

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Publicado originalmente no UOL

Paul McCartney está ouvindo Usher e funk carioca para se inspirar durante gravação de seu disco, o sucessor de “Kisses on the Button”.

Em entrevista para a revista “NME”, o produtor do disco, Mark Ronson, revelou que Paul está se inspirando em “novos e reveladores sons”, como o trio brasileiro Bonde do Rolê.

“Com Paul, eu aprendo a não fazer muitas perguntas e apenas fazer seu melhor trabalho. Ele veio um dia tocando alguma coisa meio pós-Bonde do Rolê, uma coisa meio baile funk-moombahton (mistura de house com reggaeton), perguntando, ‘como eu consigo esse tipo de energia?’ E depois ele tocou pra mim ‘Climax’, do Usher, e ele ficou meio ‘eu amo onde estão os sônicos dessa música’”, afirmou Mark. (Confira abaixo a música “Bang”, do Bonde do Rolê, tipo de som que pode ter influenciado Paul na gravação)

Para aumentar ainda mais as expectativas dos fãs, o produtor Ethan Johns, que também trabalha no disco, afirmou que o novo rebento é um “Paul clássico”.”Há uma canção na gravação chamada ‘Hosana’, que é absolutamente comovete – apenas Paul e um violão. É lindo”, disse no ano passado.

A própria presença de Mark Ronson em um disco de Paul já é novidade suficiente para causar curiosidade.

Mark foi responsável pelo grande sucesso de “Back to Black“, disco de 2006 que catapultou Amy Winehouse ao estrelato e que trazia embalava jazz, black music e R&B em uma roupagem moderna e atual.

No dia que se completa 43 anos da separação dos Beatles, Paul McCartney afirmou que vai relançar um disco do Wings e o documentário “Rockshow”. O cantor também se prepara para voltar ao Brasil, com shows em Belo Horizonte, Fortaleza e Goiânia.