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Juntos há 65 anos, casal dos EUA morre no mesmo dia, com 11h de diferença

Foto de junho de 2013 mostra Harold e Ruth Knapke na casa de repouso onde viviam

Foto de junho de 2013 mostra Harold e Ruth Knapke na casa de repouso onde viviam

Publicado originalmente no UOL

Harold e Ruth Knapke se casaram no dia 20 de agosto de 1947, na cidade de Saint Henry, no Estado de Ohio (EUA). Pouco antes de completar 66 anos de casamento, os dois morreram em uma casa de repouso, com uma diferença de 11 horas.

Parentes de Harold e Ruth contaram que o fim de sua história de amor refletia a devoção entre os dois durante os 65 anos em que ficaram casados.

“Eu acho que todos nós concordamos que não foi uma coincidência”, disse à “ABC News” Carol Romie, um dos seis filhos do casal. “Quando minha mãe ficou doente, nós tentamos deixar claro para meu pai que ela não ia sobreviver, e ele ficou bastante agitado por alguns dias, a princípio. Depois, ficou calmo, e acho que decidiu: ‘Não, ela não vai sem mim.’”

Harold morreu no domingo (11), aos 91 anos, às 7h30. Ruth morreu às 18h30, aos 89 anos de idade. Os dois morreram no quarto em que viviam juntos há dois meses.

O casal criou os filhos em Fort Recovery, onde Harold trabalhou como professor, diretor  e treinador em uma escola, e Ruth trabalhou como secretária escolar.

Os dois se tornaram amigos “de correspondência” na 2ª Guerra Mundial, quando Harold conheceu o cunhado de Ruth, Steve, enquanto servia fora dos EUA. Harold veio a saber que Ruth vinha de uma cidade próxima a sua.

“O tio Steve sugeriu que ele mandasse cartas para ela, e assim eles começaram”, disse Romie. “Essa é uma daquelas histórias de amor que não se vê nos filmes.”

Após a morte do casal, seus seis filhos, 14 netos e oito bisnetos realizaram o enterro em um cemitério de Fort Recovery. O cortejo fúnebre fez uma parada em frente ao imóvel onde a família morou, em homenagem ao desejo do casal de “voltar para casa” enquanto esteve na casa de repouso.

Cantora e atriz Clarice Falcão critica Marco Feliciano durante show no Rio

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Publicado no UOL

O talento e o carisma de Clarice Falcão, que transformaram a cantora de apenas 23 anos em um fenômeno da internet, arrastaram uma multidão de fãs em um show que lotou o Circo Voador, no bairro da Lapa no Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira, em que ela rebateu as críticas do pastor e deputado Marcos Feliciano sobre seu programa, Porta dos Fundos.

Os ingressos, que custavam R$40 e R$80 e já estavam esgotados dias antes, eram oferecidos por cambistas nos entornos da casa de shows por até R$130.

Filha dos roteiristas João e Adriana Falcão, Clarice ficou conhecida postando os vídeos de suas músicas na internet e atuando no programa humorístico Porta dos Fundos, cujos episódios estão disponíveis no Youtube.

Nos moldes da indústria fonográfica do século XXI, a cantora, que lançou o álbum Monomania online em abril deste ano e o disponibilizou para compra no iTunes, virou um fenômeno na internet, com mais de 100 mil seguidores no Twitter, 380 mil fãs no Facebook e 10 milhões de acessos no seu canal no Youtube.

Ovacionada, a cantora abriu o show com as canções “Eu esqueci Você”, “O que eu bebi” e “Um só”, e animou ainda mais o público ao entoar o hit “De todos os loucos do mundo”.

“Este é um dos dias mais felizes da minha vida. Estou tocando no Circo Voador. Isso me traz muitas lembranças, lembro de ver o Caetano tocando aqui. Vou lembrar desse dia pelo resto da minha vida”, disse Clarice antes de cantar os versos de “Eu me lembro”.

A voz afinada e o jeito divertido da jovem não são os únicos atrativos da apresentação: a banda que acompanha a cantora é um show à parte e faz belos arranjos com violino e contrabaixo, que surpreendem a quem só conhece o trabalho de Clarice no youtube, onde a maior parte dos vídeos trazem as músicas interpretadas no sofá, com a dobradinha voz e violão.

Em seguida, Clarice cantou “Fred Astaire”, “Austrália”, música escrita para o curta-metragem Laços, de Flávia Lacerda, quando a cantora tinha apenas 16 anos, “A dona da história”, de João Falcão, “Macaé” e “Essa é para você”, brincadeira da cantora com o namorado, o ator Gregorio Duvivier, que ficou famosa em um episódio do programa Porta dos Fundos.

“O Porta dos Fundos me trouxe muitas coisas, mas a melhor foi a ameaça de protesto do deputado Marcos Feliciano”, disse a cantora. O pastor se manifestou contra um episódio do programa que fazia uma piada com Jesus Cristo. “Na minha religião, a coisa mais sagrada do mundo é as pessoas poderem se amar como elas quiserem”, afirmou Clarice.

Também fizeram parte do repertório do show as canções “Qualquer negócio”, “Talvez”, “Oitavo andar”, “A gente voltou”, “Capitão Gancho” e “Monomania”, que dá nome ao disco e encerrou a noite da cantora no Circo Voador.

Até o final de agosto, a turnê de Clarice Falcão passa também por Santa Catarina e São Paulo.

Projeto da bancada evangélica prevê punição para quem contratar prostitutas

Imagem de  campanha reprovada pelo Ministério da Saúde

Imagem de campanha reprovada pelo Ministério da Saúde

título original: Após a “Cura gay”, Câmara debate a Guerra do Sexo

Leandro Mazzini, no UOL

Enquanto avança na Câmara o debate da proposta de regulamentação da profissão de prostituta, sob comando do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a bancada cristã prepara a retaliação.

O deputado evangélico João Campos (PSDB-GO), o mesmo que apresentou a ‘Cura Gay’, faz lobby pela celeridade da tramitação do PL 377 de 2011, que pune quem contratar pessoas para prostituição.

O projeto já está na Comissão de Constituição e Justiça, com relatoria de Marcos Rogério (PDT-RO).

A bancada evangélica distribuiu o DVD ‘Nefarious – O mercado de almas’, sobre tráfico de mulheres para a prostituição. Esperam o caos se aprovada a regulamentação.

Acostumado ao ‘bullying político’, homossexual assumido, Jean Wyllys não se faz de vítima nem se dá por vencido. Conseguiu apoio suprapartidário para manter o debate.

Sears, Dunkin’ Donuts e Gap: marcas estrangeiras vão abrir lojas no Brasil

Várias marcas estrangeiras vão abrir lojas no Brasil nos próximos meses

Várias marcas estrangeiras vão abrir lojas no Brasil nos próximos meses

Aiana Freitas, no UOL

O Brasil está no foco de grandes redes estrangeiras. Marcas que já estiveram presentes no país, como Sears e Dunkin’ Donuts, estão negociando seu retorno. Outras, como Gap e Mango, planejam abrir suas primeiras lojas nos próximos meses.

O crescimento do mercado consumidor brasileiro é o principal motivo apontado pelas empresas para entrar no Brasil neste momento. A dificuldade de encontrar parceiros adequados e a burocracia são algumas das razões que fizeram com que elas ficassem fora do país nos últimos anos.

A rede americana de confeitarias Dunkin’ Donuts, famosa pelas rosquinhas, e que chegou ao Brasil nos anos 80 e fechou suas últimas unidades em 2005, quer abrir novas lojas no ano que vem em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O objetivo da empresa é atingir a marca de 20 a 25 unidades em cada uma dessas cidades nos próximos cinco anos.

“Acreditamos muito no Brasil, por causa do tamanho de sua população, do crescimento da classe média e da abertura do país a novas ideias. Queremos voltar ao país do jeito certo”, diz Jeremy Vitaro, vice-presidente de desenvolvimento internacional da empresa.

Cardápio com sabor brasileiro

O “jeito certo”, segundo ele, será por meio de grandes parceiros, que cuidarão de administrar franquias da marca. A Dunkin’ Donuts dará preferência a parceiros que já tenham experiência na administração de restaurantes.

A volta ao Brasil também tem relação com a importância que a América Latina ganhou para a empresa. Hoje, a Dunkin’ Donuts possui mais de 300 unidades em países como Chile, Colômbia e Peru.

A empresa deverá adicionar ao cardápio tradicional, que inclui cafés e roscas doces, alguns sabores brasileiros. Isso geralmente é feito nos países em que a Dunkin’ Donuts atua. No Chile, as lojs vendem roscas com doce de leite, por exemplo.

Lojas em shoppings já em 2013

Depois de anos ensaiando, a Gap, maior rede de vestuário dos Estados Unidos, também terá lojas próprias no Brasil. Ainda neste ano, duas lojas serão abertas em São Paulo, uma no Shopping JK Iguatemi (em setembro) e outra no Shopping Morumbi (em outubro).

A marca já tem lojas na América Latina (Chile, Uruguai, Panamá, Colômbia e no México) e está focada, sobretudo, na nova classe média brasileira.

“O Brasil é o quinto maior país do mundo, a maior economia da América Latina, com uma classe média em ascensão e que valoriza o consumo de marcas. Nossa percepção é que esse cenário trará uma oportunidade de crescimento bastante expressiva para a Gap”, disse, em nota, Pierre Schrappe, diretor comercial da marca no Brasil.

A empresa chegará ao país por meio do Grupo Blue Bird, que tem em seu portfólio marcas como Cori, Luigi Bertolli e Emme, também de moda. O objetivo é que essa parceria permita que a Gap possa oferecer, no Brasil, roupas a preços competitivos.

Magazine vira loja compacta

Outra marca que está de olho na região é a Sears. A empresa americana já teve grandes magazines no Brasil, que vendiam de roupas a produtos para casa. Aberta nos anos 40, a loja da praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, tinha três andares, ar-condicionado e escada rolante, novidades para a época.

A empresa, no entanto, foi embora no começo dos anos 90, quando outros magazines, como Mappin e Mesbla, também entraram em crise. A volta será por um modelo diferente: franquias compactas, que vão vender apenas eletrônicos, eletrodomésticos e ferramentas.

“Agora, a empresa quer ser mais um concorrente no mercado de eletro”, diz Paulo César Mauro, sócio-fundador da Global Franchise, consultoria que faz a intermediação entre a empresa americana e os potenciais parceiros brasileiros. A ideia é abrir lojas em 2014.

40 marcas de olho no país

Além da Sears, a Global Franchise também está envolvida na negociação de cerca de 40 marcas estrangeiras que querem colocar os pés por aqui. Entre elas, estão a portuguesa Casa do Galo (restaurantes), a francesa Mr. Bricolage (material de construção) e a espanhola Mango (moda).

A Casa do Galo decidiu apostar no Brasil por conta das perdas que vem tendo por causa da crise financeira em Portugal. A ideia da empresa é chegar ao país oferecendo pratos feitos com frango por preços entre R$ 15 e R$ 20, menores do que os praticados pela concorrência aqui no país.

A Mango, que fechou as últimas lojas no país no começo deste ano, quer voltar por meio de franquias. Mesmo caminho deverá ser seguido pela Mr. Bricolage.

“As empresas estão querendo se expandir não só para o Brasil, mas mundialmente. Aqui, elas ainda encontram dificuldades com burocracia e importação, além do problema da alta do dólar. Mas o mercado é grande”, diz Mauro. Segundo ele, as negociações duram entre seis meses e um ano para serem finalizadas.

Marco Feliciano faz campanha para retirar vídeo do Porta dos Fundos do ar

Publicado originalmente no UOL

O deputado federal Marco Feliciano usou sua conta no Twitter para iniciar uma campanha contra um vídeo do coletivo de humor Porta dos Fundos.

Publicado nesta segunda (19), o vídeo “Oh, Meu Deus!” mostra a atriz e cantora Clarice Falcão interpretando uma mulher que vai ao ginecologista e lá descobrem uma imagem de Jesus Cristo em sua vagina.

Incomodado com o conteúdo do vídeo, o pastor evangélico escreveu no microblog “Assim caminha a humanidade… Video podre! Ajudem a denunciar para retira-lo do ar —>” e reproduziu o link do vídeo.

Até o momento da publicação deste texto, o post de Feliciano já havia sido retuitado 249 vezes. O vídeo do Porta dos Fundos já foi visto por mais de 283 mil pessoas.

Conhecido pelo humor politicamente incorreto, o Porta dos Fundos já havia abordado religião em vídeos como “Demônio“, “Deus” e “Confessionário“.