A síndrome do ‘sempre ligado’ que aflige usuários de smartphones

184060520

 

Publicado no UOL

Você está de férias, mas checa os e-mails do trabalho assim que acorda. E fica preocupado se o hotel não tiver um bom wi-fi ou se seu celular ficar sem sinal.

Esses são típicos indícios de que você pode sofrer do estresse conhecido como “sempre ligado”, que afeta pessoas que não conseguem largar de seus smartphones.

Para alguns, os aparelhos os liberaram de uma rotina rígida no escritório. As horas de trabalho ficaram mais flexíveis, dando mais autonomia ao funcionário. Para outros, no entanto, os smartphones se transformaram em verdadeiros tiranos dentro do bolso, impedindo que seus usuários se desconectem do trabalho.

E essa dependência torna-se cada vez mais preocupante, segundo observadores.

O americano Kevin Holesh estava tão preocupado com o fato de ignorar cada vez mais parentes e amigos por conta de seu iPhone que criou um aplicativo – Moment – para monitorar seu próprio uso.

O aplicativo lhe permite contar a quantidade de tempo gasta no smartphone e adverte se esse uso ultrapassar limites que Holesh se autoimpôs.

“O objetivo é promover o equilíbrio na vida”, diz seu site. “(Passar) um tempo no telefone e um tempo sem ele, aproveitando sua família e seus amigos.”

Desligar

E alguns empregadores estão percebendo que não é muito fácil manter esse equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Alguns precisam de ajuda externa.

A montadora alemã Daimler, por exemplo, recentemente passou a oferecer um “apagador” automático de e-mails para funcionários em férias, reconhecendo que muitos têm dificuldade em se desligar do trabalho.

“Os impactos negativos dessa cultura do ‘sempre ligado’ são que a sua mente nunca descansa, você não dá ao seu corpo o tempo para se recuperar e fica sempre estressado”, disse à BBC a psicóloga ocupacional Christine Grant, do centro de pesquisas em psicologia e comportamento da Universidade Coventry (Reino Unido).

“E, quanto mais cansaço e estresse, mais erros cometemos. A saúde mental e física pode sofrer.”

O fato de podermos estar conectados ao trabalho em qualquer lugar do mundo está fomentando inseguranças, prossegue Grant.

“Há uma enorme ansiedade quanto a delegar”, diz. “Na minha pesquisa, encontrei diversas pessoas exaustas porque viajavam conectadas o tempo todo, independentemente do fuso horário em que estivessem.”

As mulheres causam preocupação em especial: muitas passam o dia trabalhando, voltam para casa para cuidar dos filhos e ainda fazem uma jornada extra no computador antes de dormir.

“Essa jornada tripla pode ter um grande impacto na saúde”, opina Grant.

Adoecendo

O presidente da Sociedade Britânica de Medicina Ocupacional, Alastair Emslie, concorda, alegando que centenas de milhares de britânicos relatam anualmente sofrer de estresse no trabalho – a ponto de adoecerem.

“As mudanças tecnológicas contribuem para isso, sobretudo se fizerem os funcionários se sentirem incapazes de lidar com as crescentes demandas ou perderem o controle sobre sua carga de trabalho.”

Dados indicam que os britânicos passam até 11 horas diárias consumindo mídias; e o Brasil tem um dos maiores índices globais de uso diário de smartphones (cerca de uma hora e meia).

E, com o crescimento no número de smartphones, cresce também a quantidade de dados à nossa disposição – o que pode levar a uma espécie de paralisia, argumenta Michael Rendell, que trabalha com a consultoria PwC.

“Isso cria mais estresse no ambiente de trabalho porque as pessoas estão tendo de englobar uma quantidade maior de informações e meios de comunicação, e é difícil gerenciar tudo. Torna-se mais difícil tomar decisões, e muitos perdem produtividade por estarem sobrecarregados e sentirem que nunca escapam do trabalho.”

“Achamos que ficar checando e-mails é trabalhar, mas muitas vezes não é algo produtivo”, argumenta o advogado britânico Tim Forer.

Ele explica que a checagem constante de e-mails fora do escritório pode, em alguns casos, desrespeitar legislações trabalhistas. “Isso coloca em risco o dever da empresa em zelar por seus empregados”, diz.

Disponíveis

Uma pesquisa da empresa de TI SolarWinds diz que mais da metade dos trabalhadores entrevistados sente que é esperado que eles trabalhem mais rápido e cumpram prazos menores por estarem mais conectados. Quase a metade deles acha que seus empregadores esperam que eles estejam disponíveis a qualquer hora ou lugar.

Claro que nem tudo é negativo. Chris Kozup, diretor da empresa de telecom Aruba Networks, diz que um estudo conduzido pela própria empresa “mostra que essa ideia de estar ‘sempre ligado’ está, na verdade, ajudando os trabalhadores a gerenciarem o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”.

A chave é fazer com que essa flexibilidade aja em seu favor e ser disciplinado quanto ao uso de smartphones.

Ou seja, se você vai sair de férias, lembre-se de ativar os alertas que avisarão que você estará “fora do escritório”, de desligar seu telefone e mantê-lo longe do alcance quando for dormir. E o conselho de Christine Grant é: lembre-se de que “raramente você é o único capaz de resolver um problema” no escritório.

Leia Mais

10 maneiras de irritar seus amigos com atualizações de status

309264

Publicado no Hype Science

Você está satisfeito com seu corpo? Quantas calorias perdeu hoje na academia? Responda isso mentalmente, por favor, e não em seu Facebook. A coisa que mais irrita seus amigos na rede social são informações pessoais sobre dietas e exercícios. Isso é o que indica uma nova pesquisa do site Sweatband.

No levantamento, foram entrevistados 1.793 usuários. Os pesquisadores descobriram que 52% deles usaram menos o Facebook por causa de atualizações irritantes de pessoas que eles seguem. Mais de um terço do grupo afirmou que já abandonou o serviço completamente por algum tempo por causa dessas atualizações de status chatas.

Confira abaixo 10 coisas que mais irritam no Facebook:

1. Dietas e exercícios

Ninguém quer sabe o quanto você correu hoje e quantos quilos perdeu nessa semana.

2. Fotos de comida

A sua comida pode ser bonita e parecer deliciosa… mas nada justifica você fotografar todas as suas refeições e postar no Facebook. Isso é realmente chato.

3. Fazer mistério

Se você quer dizer algo no Facebook, conte tudo ou cale-se para sempre. As pessoas detestam frases misteriosas, como “Eu não acredito no que aconteceu!”. Pior ainda é quando alguém pede mais detalhes e recebe como resposta “Eu não quero falar sobre isso”.

4. Solicitações de jogos

Tudo bem você ser um agricultor ou mafioso virtual em jogos do Facebook, mas nem todos seus amigos gostam disso. Por isso, nada de mandar solicitações de jogos descontroladamente.

5. Pais corujas

É claro que seu filho é muito especial e surpreendente. Para você. O resto das pessoas não precisa saber de cada passo, palavra nova ou suspiro que ele dá.

6. Detalhes muito pessoais

Algumas pessoas compartilham informações no Facebook que deveriam contar apenas para amigos muito, muito próximos.

7. Check-ins em todo o lugar

Quer dizer que agora você está em um café? E agora no cinema? Bom para você, mas seus amigos não precisavam saber disso.

8. Spam de eventos

Tudo bem se for seu aniversário ou uma festa realmente legal. Mas mandar dezenas de convites de eventos que provavelmente nem você vai, diariamente, para todos os seus amigos, vai te fazer uma pessoa menos amada.

9. Viciados em comentários e “likes”

Todos gostam quando têm suas atualizações de status curtidas e comentadas. Mas se você fizer isso o tempo todo com um amigo, ele vai pensar que você está o perseguindo.

10. Autopromotores

Ok, você tem um ótimo trabalho e faz muito sucesso. Mas que tal parar de se promover pelo Facebook?

Leia Mais

Geração “só a cabecinha”

Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje?

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)
(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

Bia Granja, na Galileu

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Nunca achei que a internet alienasse as pessoas ou nos deixasse mais burros, pois sei que a web é o que fazemos dela. Ela é sempre um reflexo do nosso eu, para o bem e para o mal. Mas é verdade que as redes sociais causaram, sim, um efeito esquisito nas pessoas. A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Por outro lado… quem lê tanta notícia? Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje? Ao mesmo tempo em que essa atitude é condenável, também é totalmente compreensível. Todo mundo é criador de conteúdo, queremos acompanhar tudo, mas não conseguimos. Resta-nos apenas respirar fundo, tentar manter a calma e absorver a maior quantidade de informação que pudermos sem clicar em nada. Será que conseguimos?

* Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se expressar e criar movimentos culturais

Leia Mais

Facebook exclui perfis brasileiros com ‘nomes estranhos’

Publicado no Techtudo

Usar o Facebook é simples. Basta se inscrever usando nome e e-mail para criar um perfil com foto, gostos pessoais e amigos. Porém, nem sempre é fácil. Alguns esbarram no primeiro passo. É o caso de Nilmar e Luís Henrique, que carregam no sobrenome palavras que a rede social considera ofensivas a ponto de desativar seus perfis, com base em normas de uso polêmicas.

facebookperfil

“No final de maio, meu primo falou para eu tentar entrar no meu Facebook, pois a conta dele não estava mais logando, com aviso de desabilitada. Mais tarde, nossa família foi excluída do Facebook”, conta Nilmar Piroca, 25 anos, que entrou na rede social em 2010 e alega nunca ter recebido qualquer notificação ou advertência.
Caso semelhante acontece com Luís Henrique Fuck, de 23 anos. Ele conta que a rede social nunca aceitou seu sobrenome. “Ao criar uma conta ou, mais tarde, ao tentar modificá-la, aparece uma mensagem indicando que devo usar meu ‘nome real’. Passei a abreviar e utilizar meu outro sobrenome”, explica.

Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Os dois brasileiros foram impedidos de manter contas com seus nomes reais. Em função disso, o primeiro perdeu todos os dados armazenados por quatro anos, enquanto o segundo é obrigado a ocultar o sobrenome. Tudo isso acontece por conta da rígida política de uso: “O Facebook é uma comunidade na qual as pessoas usam suas identidades verdadeiras”. Sendo assim, solicita que forneçam nomes reais, por razões de segurança.
Entretanto, nem todos são aceitos. Os perfis com nomes que usam símbolos, números, repetição de caracteres ou pontuação, letras em mais de um idioma, apelidos ou palavras ofensivas, são desativados quando reconhecidos entre os demais. É aí que mora o problema: nomes considerados ofensivos.

Em contato com o TechTudo, o Facebook Brasil disse que não comenta casos específicos e orientou a cadastrar um nome alternativo e/ou entrar em contato por meio do formulário para problemas de login e acesso a perfis.

Família banida

Segundo Nilmar, a perda de perfis aconteceu também com parentes. “Todos foram, sem aviso ou motivo algum, banidos, tendo suas contas apagadas. O aviso ao tentar logar ou entrar é de conta desabilitada”, lamenta. Um passo atrás, Luís Henrique diz que toda a família procuram usar o nome de outro jeito. “Minha avó e muitos de meus primos escrevem o sobrenome apenas com “Fuc”, sem o “k” no final. Outros, como eu e o meu irmão, apenas abreviam o Fuck (“F.”) e usam outro sobrenome”, conta.

Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)
Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Em busca de uma solução, Nilmar conta que achou uma opção na Central de Ajuda do Facebook. “Escrevi que minha conta está desativada devido ao meu sobrenome e anexei minha CNH”, reclama ele que perdeu informações importantes em grupos da faculdade, além de suas fotos pessoais.

Segundo o jovem, depois de preenchido o recurso com as informações solicitadas, foi enviado um email automático do Facebook que informava violação na Declaração de Direitos e Responsabilidade. “No final desse email, dizia que minha conta não poderia ser reativada de forma alguma, nem divulgar mais informações, e que essa é uma decisão final e não pode ser contestada”, diz.

“Fiquei completamente arrasado e humilhado depois que tive a conta desabilitada. Ali eu armazenava contatos de familiares, amigos e profissionais. Sou da comissão dos formandos, havia informações importantíssimas na minha conta sobre tudo que envolve a formatura de mais de 25 pessoas”, lamenta.

Final Feliz
No último dia 3 de julho, Nilmar conseguiu voltar ao Facebook, após sair da rede social. “Eu voltei. Depois de toda vergonha que passei”, celebra em post público com a aprovação dos amigos. A vitória veio após uma rádio local do Rio Grande do Sul tornar sua história pública e atrair a atenção da rede social, que devolveu o seu perfil. O resto da família, no entanto, não teve a mesma felicidade – a política do site permanece inalterada.

dica do Emerson Catarina

Leia Mais

Yahoo cria serviço de ‘funeral digital’ que apaga dados da web após morte

‘Yahoo! Ending’ envia mensagens de despedida e cria site de homenagens.
Serviço usa certificado de cremação para evitar fraudes e usos indevidos.

Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (foto: Reprodução/Yahoo)
Serviço do Yahoo apaga dados pessoais da internet após morte do usuário (foto: Reprodução/Yahoo)

Publicado no G1

O Yahoo inaugurou no Japão um serviço que funciona como um “funeral digital”. Chamado “Yahoo! Ending”, ele é acionado após a confirmação da morte do usuário e pode ser usado para apagar dados pessoais da web, enviar mensagens de despedida e até criar um site dedicado à memória da pessoa.

Segundo o Yahoo, o serviço usa um certificado de cremação emitido pelo governo para comprovar a morte de seus usuários – o que serve de confirmação da morte e, assim, permitindo ativar o cancelamento da conta – e, assim, evitar fraudes e usos indevidos. O “Yahoo! Ending” fornece ainda auxílio para funeral e enterro de seus assinantes.

Com alguns recursos pagos, o “Yahoo! Ending” permite o cancelamento de pagamentos automáticos associados à conta do Yahoo, “reduzindo o incômodo de procedimentos de cobrança”, e a remoção de textos e imagens armazenados na nuvem. Há também uma função que lista os objetivos e desejos que os usuários gostariam de ter realizado até o momento da morte, e mostra se eles, de fato, foram cumpridos.

“Ao fornecer serviços de vida que podem ser ativados independentemente da geração, espera-se que uma pessoa ainda viva possa iniciar a sua preparação e a de outros. Estar ciente da morte é também uma oportunidade de aproveitar a vida ainda mais”, diz a descrição do site do “Yahoo! Ending”.

Leia Mais