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Gastos com estádios superam repasse para educação

Em nove das 12 cidades que sediarão a Copa, financiamento federal para os estádios é maior do que os repasses para a educação entre 2010 e 2013, revela levantamento da Agência Pública

Publicado no Congresso em Foco

Dilma na Arena Pernambuco: construção do estádio consumiu quase três vezes o valor repassado à educação pelo governo federal Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma na Arena Pernambuco: construção do estádio consumiu quase três vezes o valor repassado à educação pelo governo federal
Roberto Stuckert Filho/PR

Nove dos 12 municípios que sediarão a Copa do Mundo de 2014 receberam mais repasses federais para a construção e reforma de seus estádios do que recursos para a educação no período entre 2010 e setembro de 2013. Levantamento feito pela Agência Pública a partir de dados da Controladoria-Geral da União (CGU) revela que apenas Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo receberam mais dinheiro federal para a educação do que para as obras das arenas esportivas.

O cálculo da Agência Pública levou em conta apenas os repasses federais para os municípios, sem os valores desembolsados pelos estados e pelas próprias prefeituras. Em Recife, por exemplo – veja o quadro -, a construção da Arena Pernambuco recebeu um financiamento três vezes maior do que o que o governo federal repassou para a educação na capital pernambucana.

O financiamento tomado pelas unidades da federação para construir ou reformar as praças esportivas, no valor máximo de R$ 400 milhões, devem ser pagos com juros ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Veja o comparativo entre os repasses para a educação e os estádios, cidade por cidade

“Copa do Mundo, eu abro mão. Quero dinheiro pra saúde e educação”. Este foi um dos gritos mais ouvidos durante as manifestações de junho em diversas capitais brasileiras. De fato, ao comparar os investimentos do governo federal com as bandeiras da população, as prioridades parecem não ser as mesmas.

Veja o total de recursos para educação

Exceções

Das sedes, a única que não teve investimento direto da União na construção do estádio foi Brasília. Toda a verba usada até agora para a reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha saiu dos cofres do governo do Distrito Federal. Mais especificamente da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), que tem o governo federal como sócio minoritário.

Entre 2010 e setembro de 2013, informa a Agência Pública, a capital do país recebeu R$ 33 bilhões para a educação. O valor entra na conta do GDF pelo Fundo Constitucional do DF, uma espécie de aluguel pago pela União por Brasília ser a sede dos poderes da República. A verba deve ser usada exclusivamente em educação, saúde e segurança pública.

Para financiar a reforma do Maracanã, o governo do Rio de Janeiro tomou emprestados do BNDES R$ 400 milhões. De 2010 até setembro, a União repassou R$ 1,6 bilhão para a educação. Em São Paulo, cujo estádio está sendo construído pela iniciativa privada, houve o financiamento de R$ 400 milhões. Maior cidade do país, a capital paulista teve o repasse de R$ 465 milhões.

Legado

A Agência Pública relacionou os investimentos públicos relacionados ao evento e dividiu-os entre os que ficarão como desejável legado para população brasileira, como aeroportos, portos e mobilidade urbana, e os que foram feitos exclusivamente para a realização do Mundial – como os estádios, os gastos em telecomunicações, segurança, turismo, etc. – sempre utilizando os valores contratados, de acordo com o Portal da Transparência da CGU.

De acordo com o levantamento, só nas estruturas provisórias, montadas para receber espaços de mídia, exposição comercial e atendimento a torcedores VIP, entre outras coisas, foram gastos R$ 208,8 milhões em verbas estaduais nas seis sedes da Copa das Confederações de 2013. Segundo a Pública, o governo federal já investiu R$ 7,5 bilhões em estádios, R$ 814 milhões em obras nos entornos das praças esportivas, R$ 422 milhões em segurança, R$ 226 milhões em turismo, R$ 167 milhões em telecomunicações e mais R$ 24 milhões em outras ações.

Já no legado que será deixado para a população houve um investimento um pouco menor. O grosso dos recursos foi destinado para obras de mobilidade – R$ 6,5 bilhões – e aeroportos – R$ 1,7 bilhão. Outros R$ 528 milhões tiveram como destino os portos brasileiros. No entanto, obras como o monotrilho da Linha 17 – Ouro, em São Paulo, orçada em R$ 2,8 bilhões, e a linha 1 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Brasília, foram excluídas da matriz de responsabilidades e devem demorar a sair do papel.

Presidente da CBF distribui ‘mensalinho’ a cartolas-eleitores

Reportagem de VEJA mostra que, para asfixiar a oposição e eleger seu sucessor, Marin distribui mesada de 100 000 reais a presidentes de federação

BOLA É COM ELE MESMO - Ex-governador nomeado no regime militar, Marin administra a CBF distribuindo dinheiro e benesses aos eleitores (foto: Ricardo Moraes/Reuters)

BOLA É COM ELE MESMO – Ex-governador nomeado no regime militar, Marin administra a CBF distribuindo dinheiro e benesses aos eleitores (foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Pieter Zalis, na Veja on-line

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é uma entidade privada que administra a maior paixão do povo brasileiro. Dispensada de ter de prestar satisfação a órgãos de controle, ela tem faturamento milionário (mais de 300 milhões de reais por ano, quase tudo fruto dos jogos da seleção) e ainda organiza os campeonatos que geram receitas de 2,3 bilhões de reais a clubes e patrocinadores.

Toda essa máquina é administrada como um velho feudo político. Por 23 anos, Ricardo Teixeira reinou na confederação com poderes de imperador: mandou e desmandou sem nunca ter tido oposição. Em março do ano passado, acossado por denúncias de enriquecimento ilícito, renunciou ao cargo e passou-o ao seu vice José Maria Marin.

Aos 81 anos, Marin foi governador nomeado de São Paulo, no período da ditadura militar. Logo ao assumir a CBF, foi flagrado embolsando uma medalha que seria entregue a um campeão de um torneio júnior. O gesto foi mais do que um, digamos, lapso moral — foi um cartão de visita.

Sem a mesma unanimidade de Teixeira e com dificuldade para fazer seu sucessor, Marin agora apela para uma arma bem conhecida do universo da política fisiológica de onde veio: para manter seu grupo no cargo, ele distribui verbas e benesses aos presidentes de federação, em uma espécie de mensalinho do futebol.

Veja os vencedores do Troféu Promessas 2013

Publicado no G1

Gui Rebustini venceu nas categorias revelação, clipe e música (Foto: Divulgação/Site oficial)

Gui Rebustini venceu nas categorias revelação, clipe
e música (Foto: Divulgação/Site oficial)

O Troféu Promessas, maior premiação da música evangélica brasileira, anunciou os ganhadores de sua terceira edição nesta segunda-feira (11).

Gui Rebustini foi o maior vencedor. Ele ganhou três prêmios: música, revelação e videoclipe. Fernanda Brum e Anderson Freire venceram nas principais categorias de melhor cantora e cantor.

Destaque da premiação, Guilherme Rebustini é paulistano e nasceu em 1987. Seu disco, chamado “Único”, foi lançado pela Sony Music, em 2012. Antes, ele estudou música nos Estados Unidos, na Victory Bible Institute de Tulsa. Ele canta pop rock.

Anderson Freire surgiu na banda Giom, antes de partir para carreira solo. Ele é da gravadora MK Music, a mesma de Fernanda Brum. A cantora vendeu mais de 5 milhões de discos na carreira, segundo seu site oficial. Ela canta músicas lentas e pop rock.

O formato de entrega da premiação do Troféu Promessas foi alterado. A festa não mais acontecerá no dia 13 de novembro, no Teatro de Niterói, no Rio de Janeiro. O troféu será encaminhado diretamente aos vencedores. Foram mais de 5 milhões de votos nas duas etapas do Troféu Promessas.

Veja a lista completa dos ganhadores:

Melhor cantora: Fernanda Brum
Melhor cantor: Anderson Freire
Melhor grupo: Arautos do Rei
Melhor Ministério de Louvor: Pedras Vivas
Melhor DVD: “Novo dia, novo tempo” – Renascer Praise
Melhor música: “Nosso Deus” – Gui Rebustini
Melhor CD: “Creio” – Diante do Trono
Melhor revelação: Gui Rebustini
Melhor videoclipe: “Nosso Deus” – Gui Rebustini
Melhor CD de rock: “Histórias e bicicletas” – Oficina G3
Melhor “pra curtir”: Mariana Ava

Publicitário recria abertura de ‘Game of Thrones’ com capitais do Nordeste

No lugar de Porto Real e Winterfell, câmera passeia por São Luís, Recife e Salvador. Veja  

Publicado no O Globo

Uma terra dominada por antigas oligarquias que se enfrentam, alternam alianças e inimizades e manipulam a população para garantir a hegemonia política. Poderia ser Winterfell, o reino fictício criado por George R.R. Martin para ambientar a saga “Game of Thrones”. Ou, na visão do publicitário Raphael Goettenauer, poderia ser o Nordeste brasileiro.

Goettenauer usou maquetes virtuais das capitais nordestinas para recriar a abertura da popular série de TV inspirada na obra de Martin. O vídeo original apresenta aos espectadores as principais cidades envolvidas na saga de Westeros, como Winterfell, Porto Real e a Muralha. Na recriação do publicitário brasileiro, a câmera parte de São Luis e segue pelo mapa brasileiro, revelando os lençóis maranhenses, a Fortaleza dos Reis Magos, o Elevador Lacerda, as pontes de Recife, o Rio São Francisco, entre outros pontos marcantes.

Como trilha sonora, Goettenauer manteve a canção original da série, composta por Ramin Djawadi. Como no Nordeste o lema “O inverno está chegando” não faz muito sentido, ele optou por outro caminho e o vídeo termina com a frase “A Copa do Mundo está chegando”.