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Infográfico | Os 10 usuários mais chatos do Facebook

Haendel Dantas, no Comunicadores

Baseados na pesquisa liberada na semana passa pelo Daily Mail na reportagem: Dislike dislike dislike! Fitness boasters, ‘checker-inners’ and overly proud parents are the biggest social media irritants, a agência interativa produziu esse infográfico que traz os perfis mais irritantes do Facebook.

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E então? Conhece amigos que se encaixam em alguns desses perfis?

Usuários de crack conseguem deixar a droga com a ajuda da fé

Rafael Garcia: livre do crack com a ajuda de projeto da Igreja Batista
Rafael Garcia: livre do crack com a ajuda de projeto da Igreja Batista

Carolina Heringer e Herculano Barreto Filho, no Extra

Até abril deste ano, Rafael Henrique Garcia era mais um entre centenas de usuários de crack amontoados pelos becos e trilhos em Manguinhos e no Jacarezinho. Três meses depois, voltou às favelas usando camisa amarela com “Jesus” estampado no peito. Desta vez, para livrar pessoas do vício. Reabilitado pela fé, Rafael foi mero espectador da ocupação policial no último dia 14, nas comunidades onde era consumido pelo vício.

Fumava crack na linha do trem. Uma vez, após comprar duas pedras, caiu num valão com água podre. Assustado, ergueu os braços. Saiu de lá sujo, mas se achando vitorioso por salvar a droga.

Em Manguinhos, ouvia histórias de traficantes, que intimidavam os usuários com histórias sobre porcos alimentados com carne humana. Devedores e X-9 — informantes da polícia — viravam comida de porco, diziam.

Educadoras conduzem uma usuária de crack em Madureira
Educadoras conduzem uma usuária de crack em Madureira

Rafael perambulava entre o abrigo da prefeitura em Paciência, na Zona Oeste, e as cracolândias quando foi preso, em abril, por roubar um pote de creme cosmético. Voltou às ruas em 8 de junho. Dois dias depois, aceitou um convite de missionários da Cristolândia, programa da Igreja Batista para recuperar viciados. Entrou na igreja com uma camisa suja, uma bermuda feminina e chinelo em apenas um pé.

Rafael havia sido expulso da casa dos pais, em Penápolis, São Paulo, aos 16 anos, ao assumir sua homossexualidade. Depois, se prostituiu, travestido, e usou todo tipo de droga. Só mudou de vida aos 33, a idade de Cristo.

— Você acredita que um abraço mudou a minha história? Jesus me aceitou do jeito que eu era. Senti que poderia ser útil — conta.

O mesmo poder da fé que resgatou Rafael livrou Carlos Eduardo Jorge da Rosa, 43 anos, do vício de mais de duas décadas. Nascido no Paraná e criado em São Paulo, experimentou o crack em 1989 e nunca mais parou. Depois de 30 recaídas, Carlos está limpo há cinco meses na Cristolândia.

— Precisava me afastar de São Paulo para conseguir. É difícil, mas está dando certo. Dia após dia — comemora.

Funcionário da secretaria observa uma jovem acolhida em Madureira
Funcionário da secretaria observa uma jovem acolhida em Madureira

A ocupação do Jacarezinho e Manguinhos trouxe à tona a realidade das cracolândias. Para os educadores da Secretaria municipal de Asistência Social, que têm a missão de levar os usuários para abrigos, a mazela é velha conhecida. Há dez anos, a assistente social Mara Ruth, de 40, percorre as ruas da cidade.

Após acompanhar a epidemia da cola e solvente, entre 2000 e 2009, há um ano convive com a dura realidade do crack. Conhecida nas ruas, tem facilidade de se aproximar dos usuários.

Funcionário da Secretaria de Assistência Social com um usuário de crack
Funcionário da Secretaria de Assistência Social com um usuário de crack

— Muitos, inclusive, já me procuram pedindo ajuda. Crio um vínculo para passar confiança — revela.

O educador Thiago Correia, de 27 anos, está há dois anos nas ruas. Mas, descolado, facilmente se integra aos usuários, na tentativa de convencê-los a serem acolhidos:

— Para cada situação que encontramos, é uma estratégia. Não tem jeito certo de abordar. Há pessoas que só querem um abraço. Esse trabalho é uma escola de vida.

fotos: Fabiano Rocha / Extra

Por que é tão difícil sair da internet e ir trabalhar/estudar/ler um livro

Ana Carolina Prado, na Superinteressante

Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu minutos valiosos navegando na internet em vez de fazer um trabalho atrasado. Ou quem nunca tenha ido para a cama com a intenção de ler um livro, mas resolveu dar uma olhada rápida no Facebook e no Twitter para, depois, se dar conta de que gastou todo o tempo da leitura apertando o F5 obsessivamente.

Fazer isso vez ou outra não significa que você esteja viciado em internet, mas essa é uma realidade constante para quem tem o problema. Agora, a ciência parece ter descoberto o que esse comportamento não é só uma questão de autocontrole, mas está relacionado a alterações estruturais no cérebro. Um estudo publicado em junho na revista científica PLoS ONE analisou os cérebros de 18 chineses que passavam de 10 a 12 horas em games online e os comparou com outros 18 jovens que gastavam no máximo duas horas na rede.

O resultado revelou que várias pequenas regiões no cérebro dos viciados encolheram significativamente – em alguns casos, entre 10 e 20%.  Quanto mais antigo o vício, mais pronunciada a redução. Para os autores do estudo, esse encolhimento poderia afetar o autodomínio (é por isso que não dá para ficar só 15 minutinhos no Facebook) e o foco em prioridades e metas definidas (ler um livro, por exemplo).

A pesquisa também revelou que a matéria branca cerebral (um dos principais componentes sólidos do sistema nervoso central, ao lado da massa cinzenta) também foi alterada. As imagens mostraram maior densidade de matéria branca em um ponto do cérebro ligado à formação da memória. Por isso, não é raro encontrar viciados em internet com dificuldade para armazenar informações. (Sabe quando você encontra um texto ótimo em um site e pouco tempo depois não faz ideia do que ele dizia? Então.) Já no membro posterior esquerdo da cápsula interna – parte do cérebro ligada a funções cognitivas e executivas -  a densidade da matéria branca caiu, o que pode prejudicar a habilidade de tomar decisões.

Uma explicação possível para essas alterações é que quem passa muito tempo online utiliza mais algumas áreas do cérebro do que outras. Como um músculo, certas áreas podem se desenvolver mais ou menos para se adaptar ao uso que fazemos delas.

Tratamentos radicais

Por falta de evidências científicas, o vício em internet ainda não é um transtorno reconhecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM, em inglês), a bíblia dos profissionais da saúde mental. Mas já existem tratamentos para esse problema em vários lugares. Talvez a China seja o país que faça isso com maior rigor: lá tem um polêmico campo de treinamento semimilitar para viciados em Internet que inclui até eletrochoques.  Estima-se que 14% dos jovens urbanos chineses – o que significa 24 milhões de pessoas – tenham esse vício.