Ney Matogrosso: “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar na Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”

Augusto Nunes, na Veja on-line

Pouco mais de duas semanas depois do ex-presidente Lula exaltar as conquistas do Brasil Maravilha numa entrevista à emissora portuguesa RTP, o cantor Ney Matogrosso escancarou, durante um programa no mesmo canal, algumas verdades do Brasil real. Ao ouvir do apresentador Vítor Gonçalves a pergunta “Como está o Brasil?”, um dos maiores artistas do país responde: “Existe um enorme desconforto”, começa. “O governo brasileiro está gastando bilhões de reais para fazer estádios, enquanto nos hospitais públicos as pessoas estão sendo jogadas no chão, em cima de um paninho”.

A partir daí, Ney fala sobre educação, transporte público, Bolsa Família e corrupção antes de fazer a pergunta que todos os brasileiros decentes se fazem há meses: “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar na Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”.

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Um novo olhar: conheça o surf debaixo d’água

Publicado no Catraca Livre

Pipeline, Maveriks, Jefreys Bay ou Puerto Escondido são alguns das praias mais procuradas pelos surfistas de todo o mundo. Cenários exuberantes, águas azuis, verdes e ondas de tirar o fôlego.

Em um bom dia de swell, impressionantes aéreos, tubos, cut backs e outras manobras garantem as melhores cenas dos clássicos filmes de filmes de surfe que ganham as telas.

Para revolucionar o conceito sobre os tradicionais filmes, o diretor e fotógrafo Morgan Maassen resolveu inovar. Sua ideia é registrar uma sessão de surfe debaixo dágua, propondo uma nova perspectiva para quem assiste… Se bateu a curiosidade, confira o resultado…

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Atari enterrou milhões de cartuchos de ‘E.T’ no deserto

Lenda de que empresa de games teria enterrado milhões de cartuchos em 1983 se prova verdadeira

Murilo Roncolato, no LINK

Não era lenda. Por muito tempo a história de que a Atari havia enterrado em 1983 mais de 8 milhões de cartuchos do game correu no mundo, mas não havia evidências que pudessem comprová-la. Até esta semana.

Em dezembro de 2013, a empresa Fuel Entertainment conseguiu direitos exclusivos de escavação no aterro, localizado no deserto de New Mexico, nos EUA. O objetivo era gravar um documentário. Tempos depois, se uniu à Microsoft, o que resultou na gravação de uma série de documentários chamada Atari: Game Over, a ser transmitida exclusivamente pela Xbox Live, produzido por Jonathan e Simon Chinn, (O Equilibrista) com Zak Penn (Os Vingadores, X-Men 2) na direção.

O resultado, para alegria de todo gamer da velha guarda, foi positivo. Os tais cartuchos estavam realmente lá. A história completa foi contada pelo João Coscelli, no Modo Arcade, mas, em resumo, a Atari enterrou 8,5 milhões de cartuchos do jogo E.T. Mesmo para a época, tratava-se de um game muito ruim e mal feito (veja por você mesmo no vídeo). Tanto é fato, que apenas 1,5 milhão foi de fato vendido.

Para não ter de lidar com o estoque imenso restante, foi tudo para debaixo da terra – fato nunca confirmado pela Atari. É o fim de uma lenda.

 

FOTO: Reprodução/Microsoft
FOTO: MicrosoftFOTO: AP
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Em Alagoas, sessão de tortura comandada por policiais é filmada

Jovem apanha e é recriminado por tatuagem; Secretaria de Defesa Social diz que imagens serão analisadas por corregedoria independente

Odilon Rios, em O Globo

Policiais civis e militares comandaram e gravaram uma sessão de tortura com um jovem, sem identificação, que apanha no rosto por causa de uma tatuagem nas costas. O caso está sendo apurado pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social de Alagoas. O vídeo tem duração de dois minutos e cinco segundos e circulou pelo “WhatsApp” de jornalistas em Maceió. O material não tem data e não é informado o local.

— Ô doutor, por favor, pelo amor de Deus. Vou apagar essa tatuagem — diz o jovem, enquanto recebe tapas no rosto. Os policiais riem e o jovem chora.

Uma farda da PM, usada pela tropa, aparece no vídeo e o jovem cita o nome “Sikêra”. Sikêra Júnior é apresentador do programa Plantão de Polícia, da TV Alagoas.

— Sikêra, eu tô arrependido desta tatuagem. Vou pedir perdão na TV Alagoas. Isso é coisa de Zé Ruela — dizia o jovem, repetindo frases do policial.

— Ô doutor, não fui pego com nada, o senhor mesmo viu. Eu sou usuário de maconha — diz o jovem, levando mais tapas no rosto.

— Desculpa, desculpa — repete o jovem.

“O Comando não aceita este tipo de comportamento”, disse a assessoria do Comando da Polícia Militar, que acrescentou ter encaminhado o material para a Secretaria de Defesa Social. “Será analisado por uma corregedoria independente”, disse a assessoria.

Violência em Alagoas

Levantamento do Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas com base em assassinatos ocorridos no ano de 2012 apontou Maceió como a quinta cidade mais violente do mundo em homicídios por cada 100 mil habitantes. Há dois anos, o governo federal implantou o plano Brasil Mais Seguro, para diminuir a quantidade de assassinatos no estado. O plano também é aplicado na Paraíba, a partir da experiência alagoana.

Nos últimos dias, casos chocantes de violência se sucederam. Na cidade de Joaquim Gomes, zona da mata alagoana, o estudante Franklin Luiz Morais de Santana Júnior, de 18 anos, foi morto na porta da escola onde estudava. A polícia não tem pistas dos criminosos. A vereadora Heloísa Helena (PSOL) foi assaltada e ameaçada com uma tesoura dentro de casa por quatro assaltantes, em Maceió. O filho dela ficou ferido ao tentar defender a mãe. Os dois passam bem.

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