Juiz da semifinal é pastor, ouviu a voz de Deus e evita apelido ‘demoníaco’

O árbitro Marco Antonio Rodríguez foi o mais jovem a apitar na 1ª divisão mexicana, aos 22 anos (foto: Getty Images)
O árbitro Marco Antonio Rodríguez foi o mais jovem a apitar na 1ª divisão mexicana, aos 22 anos (foto: Getty Images)

Publicado no UOL

Marco Antonio Rodríguez, escolhido para apitar a semifinal entre Brasil x Alemanha, é classificado como “o único juiz cristão da Copa” pelos veículos mexicanos especializados em notícias do mundo gospel. Quando pendura o apito, o árbitro verga uma cópia da Bíblia e trabalha como pastor evangélico em uma igreja da cidade de Milpa Alta, na região metropolitana da Cidade do México.

Aos 40 anos, em sua terceira Copa, ele não quer ser chamado pelo apelido que virou uma espécie de sobrenome desde que se tornou famoso, “Chiquidrácula” (Minidrácula), graças a uma suposta semelhança com um personagem de uma antiga e popular comédia mexicana.

Rodríguez diz que seu trabalho pastoral e suas atividades ligadas a crianças carentes não combinam com a ligação com um personagem demoníaco, como o senhor dos vampiros.

Sua vida de pregador às vezes se mistura com à de árbitro, como no dia em que foi acusado pelo técnico Carlos Reinoso, do América, de o ter expulsado de campo apenas porque o treinador acusou o juiz de não ser cristão como ele, Reinoso, era.

Em uma gravação de quase 20 minutos disponível no Youtube, é possível ouvir Rodríguez dando um emocionante “testemunho” sobre sua vida religiosa. “Estou muito feliz de estar aqui hoje”, começa o juiz. “Poderíamos falar sobre por que não dei um pênalti para o Toluca ou por que expulsei Cuauhtémoc Blanco, mas hoje quero contar a vocês como Deus mudou a minha vida.”

Depois de viver a adolescência e os primeiros anos da vida adulta de maneira “depravada” e “obscura”, o juiz sentiu a mão de Deus em sua vida ao superar uma alegada infertilidade e fecundar sua mulher, que deu à luz sua primogênita Abigail.

Anos depois, o casal foi abençoado novamente com a gravidez de Shalom, mas o feto esteve perto de morrer por causa de uma complicação no útero da mãe.

O médico queria fazer uma cirurgia que poderia salvar a grávida, mas causar a morte de Shalom. O pai se lembra de ficar repetindo à mãe e aos médicos: “Deus vai nos mostrar algo, Deus vai nos mostrar algo”. Decidiu com a mulher não operar. Foram embora do consultório prometendo ao médico que, aos nove meses, ele faria o parto de Shalom. “O médico disse que eu estava louco, mas eu acreditava no Senhor”, lembra o juiz.

Shalom nasceu sem sustos cinco meses depois. “A minha relação com Deus é pessoal”, afirmou o juiz em uma entrevista anos depois.

Em 2003, Rodríguez ouviu pela primeira vez a voz d’Ele. Estava do outro lado do mundo, no Catar, apitando um campeonato local, quando Deus o acordou no meio da noite. “Ouvi claríssimo, pela primeira vez: ‘Para agora! Porque vai acontecer uma tragédia em sua família’.”

Sem entender a razão, o juiz começou a chorar e rezou por uma hora, pedindo a Deus que poupasse sua família do que quer que fosse. Até que sentiu “uma paz” e foi dormir. No dia seguinte, sua mulher telefonou informando que a irmã de Rodriguez, Marissol, esteve muito perto de morrer.

O juiz tem certeza que suas orações foram fundamentais para que a tragédia não se consumasse. “A partir daí, comecei a sentir um desejo ardente de me tornar íntimo de Jesus Cristo.”

Rei dos cartões

Dentro das quatro linhas, Rodríguez é descrito como um juiz rigoroso e às vezes exagerado. Talvez ele seja o único árbitro da história do futebol a ter mostrado dois cartões amarelos ao mesmo tempo, um em cada mão, para dois jogadores diferentes.

Aconteceu na final do Campeonato Mexicano de 2011, e um dos advertidos não evitou um risinho diante dos dois braços estendidos do juiz. Rodríguez pegou cinco jogos de suspensão pelo exotismo do método, classificado por seus detratores como um “show de arrogância e exibicionismo”.

Ele também entrou na história da Libertadores ao expulsar aos 25 segundos de jogo um atleta do Atlético Nacional, da Colômbia. Foi o cartão vermelho mais precoce da história da competição – e um dos mais exagerados também.

Apesar do excesso de rigor, Rodríguez já pode se considerar um dos árbitros mais bem sucedidos do México, já que vai comandar sua sétima partida de Copa do Mundo. Foram quatro jogos em 2006 e 2010, além de Bélgica x Argélia e Uruguai x Itália, no Brasil.

Neste último confronto, ele não viu a famosa mordida de Suárez em Chiellini, um dos fatos mais memoráveis desta Copa. Também expulsou o italiano Claudio Marchisio, cartão vermelho a que o time europeu credita boa parte de sua eliminação precoce.

Mas além de cartões e Cristo, o juiz tem outra fixação: o aprumo de seu cabelo, que raramente é visto em outra posição senão a de extremamente colado ao crânio (esse penteado, aliás, é o principal responsável por todos acreditarem que ele é um sósia do conde Drácula).

Foi na sua Copa de estreia, na Alemanha, que o árbitro percebeu que poderia ganhar dinheiro também no ramo da estética capilar. Ele apitava Costa do Marfim x Sérvia debaixo de muita chuva. O penteado impecável começou a desmontar. O juiz lamentou o fato de não haver no mercado um gel fixador tão potente que pudesse resistir a uma chuva daquelas.

Quatro anos depois, sua empresa, a “Producciones Chiquimarco”, lançava o “Chiquigel”, em duas versões: amarela (firme) e vermelha (extrafirme). “Não é como os outros géis que você passa e fica aquela coisa branca como se você tivesse caspa. Como o “chiquigel” não há outro no México ou no mundo”, garante o juiz-empreendedor.

Dizem que a atuação de um juiz é tão boa quanto menos ele aparecer em campo. No caso do Chiquidrácula, passar despercebido é um desafio muito maior.

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30 coisas muito legais que Jesus faz em um videoclipe

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1. Pula do caminhão de lixo com os garis.

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2. Anda com os garis.

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3. Leva o lixo com os garis.

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4. Joga o lixo no caminhão de lixo com os garis.

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5. Vai embora com os garis.

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6. Observa a faxineira.

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7. Elogia a faxineira.

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8. Observa o parto.

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9. Sorri para o recém-nascido.

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10. Acaricia o cachorro.

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11. Anda com o casal e com o cachorro.

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12. Analisa o ponto da massa do bolo.

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13. Aceita um pedacinho do bolo.

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14. Anda de táxi.

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15. Observa os skatistas.

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16. Socorre o skatista caído.

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17. Vai embora com os skatistas.

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18. Celebra casamento.

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19. Diz coisas bonitas para a moça triste.

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20. Contempla o mundo na chuva com a moça triste.

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21. Corre com a mulher.

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22. Corre com o homem.

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23. Corre com o homem e com a criança.

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24. Empurra a criança no balanço.

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25. Cochicha no ouvido da criança.

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26. Joga Mario Kart com a criança.

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27. Ajuda a criança na escola.

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28. Dá uma ideia na ‘sôra.

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29. Encera o carro.

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30. Vigia o vigia.

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Obrigado, Senhor.

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Dr. Rey vira sensação em bastidor do PSC

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

O deputado Marco Feliciano congela o sorriso para o selfie. “Olha como vai sair na reportagem: os dois maiores héteros e o homem que toca todas as mulheres”, diz na convenção nacional do Partido Social Cristão, o PSC, que tomou a Assembleia Legislativa de São Paulo com bandeiras nas cores verde e branca e o logotipo cristão do peixe.

Ele abraça o colega Jair Bolsonaro e Dr. Rey, aspirante à sua primeira vaga na Câmara dos Deputados. A foto é tirada a pedido da repórter, com o celular dela, pelo cirurgião plástico conhecido por “Dr. Hollywood”, reality show que acompanha sua vida em Beverly Hills.

Candidato à reeleição, Feliciano avalia estar muito bem acompanhado nesta manhã de sábado, 14 de junho. “Uau, temos uma estrela hollywoodiana! Isso dá um upgrade no partido. Nós temos aí um Bolsonaro em São Paulo. O filho do Jair Bolsonaro é candidato pelo partido.”

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A “defesa da família” é o mínimo denominador comum entre o ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos e dois neófitos na política, Dr. Rey e Eduardo Bolsonaro, policial federal formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e caçula do polêmico deputado do PP-RJ.

O trio é candidato a engrossar a bancada de deputados federais do “único partido que não tem vergonha de falar de Deus”, como define o cirurgião plástico, sacando uma bandeirinha do Brasil do bolso do terno preto de risca de giz.

Lá fora, um caminhão de som toca “Hotel California”. Fazendo as vezes de cabo eleitoral, garotas de cabelo escovado, calça preta justa e salto alto vestem a camisa com o nome de Dr. Rey e o de Maria Melilo, campeã do “Big Brother Brasil” em 2011 se filiou ao PSC após superar um câncer no fígado provavelmente causado pelo uso de anabolizantes. Segundo sua assessoria, ela deve concorrer a deputada estadual.

Hoje, a legenda tem 12 congressistas na Câmara dos Deputados, como Feliciano (SP) e Ratinho Jr. (PR), e um senador, Eduardo Amorim (SE).

Para 2014, a sigla lança um candidato à Presidência. Everaldo Dias Pereira, o Pastor Everaldo, da Assembleia de Deus (Ministério Madureira), sobe no palanque, pede “um copinho d’água para molhar o bico” e deságua uma enxurrada de críticas ao atual governo, “ausente, omisso e incompetente”.

“A minha mãe se chama Dilma, mas é uma santa mulher”, diz o presidenciável, “nascido literalmente na igreja”, sobre a mulher que o deu à luz no dia 22 de fevereiro de 1956, após sentir as dores do parto num culto evangélico. Em 2010, o PSC estava na coligação que elegeu Dilma Rousseff (PT).

Pastor Everaldo aparece como terceiro colocado em pesquisa Datafolha feita no começo de junho, com 4% das intenções de voto -tecnicamente empatado com Eduardo Campos (PSB), que ficou com 7% na sondagem. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o candidato do PSC pode estar com 6%, e o ex-governador de Pernambuco, com 5%.

Em entrevista à Folha, o cientista político Fernando Abrucio comparou a ascensão do pastor à de Enéas Carneiro em 1994, presidenciável de direita que aproveitava seus poucos segundos de propaganda na TV para bater na mesa e exclamar: “Meu nome é Enéas”. “Ele [pode] ser um fenômeno como o Enéas [que acabou em terceiro lugar].”

Everaldo rechaça o paralelo. “Com todo o carinho e respeito, até o biotipo é diferente.” Também se incomoda como rótulo de nanico. “Ninguém chama o PV, o PC do B assim, e somos maiores do que eles.”

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Qual seria sua última oração?

Confiram o novo videoclipe da banda Rosa de Saron. Mais de 160 mil views em 2 dias. #megasucesso

Direção: Hugo Pessoa
Está música pertence ao álbum Cartas ao Remetente.
Ouça todo o álbum no YouTube: http://som.li/TgyO0o
Compre o CD: http://som.li/1k0APEb
Baixe todo o álbum no iTunes: http://som.li/1k8JILE
Ouça na Deezer: http://som.li/1kElbm8

Cartas ao Remetente

A quem amou demais
A quem chorou demais
Quanto tempo não dão atenção
Ao seu pobre coração

Não se atreve a falar
Não se permite errar
Quem inventou a dor
Esqueça o ardor
Afinal

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?

Doeu, deixe curar.
Ficou, deixe passar!
O algo é trivial, mas a afeição é etérea!

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Qual seria sua última oração?

Mais que uma razão para se viver
Uma verdadeira causa pela qual morrer
Seja o prólogo de quem viveu
A preparar o seu epílogo edito, deu fé

Se Deus te desse só o amanhã pra sentir
O que nunca sentiu, sentiria?
Se de fato fosse mesmo o último adeus
Onde há de estar o seu amor?
E, assim, viva como quem soube que vai morrer
Morra como quem um dia
Soube viver

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