Motorista de ônibus nega transporte a catador de latinhas e gera revolta em passageiros

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Publicado em O Globo

“Me manda embora, ué”. Com esta frase um motorista de ônibus do Rio de Janeiro, da linha 474 (Jacaré – Jardim de Alah), respondeu aos passageiros que estavam no veículo quando foi criticado por não querer transportar um catador de latinhas.

O episódio aconteceu no último domingo, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, e foi filmado por um dos passageiros. Para ver o vídeo, clique aqui.

O catador de latinhas teria entrado pela porta de trás do veículo e tentou pagar sua passagem, mas foi impedido pelo motorista. Os passageiros se revoltaram com a situação e reivindicaram a permanência do catador no veículo.

“Sai não. Ele está trabalhando com as latinhas dele lá atrás. Ficou o dia inteiro catando lata na areia. Desumano! Que negócio é esse?”, diz uma das passageiras.

Outros também se solidarizaram afirmando que se tratava de uma discriminação. Na publicação no Facebook, o autor do vídeo afirma que o motorista alegou que o ônibus não era caminhão de lixo.

Após a resistência do profissional, o catador resolveu sair do veículo, o que gerou mais revolta entre os passageiros, que passaram a pedir o dinheiro da passagem de volta para também deixarem o carro.

O motorista continuou a negar a continuou a viagem, dizendo que os passageiros poderiam utilizar o metrô mais próximo.

“Não falta empresa para mim”, respondeu ele ao ser criticado.

O consórcio Intersul, responsável pela linha 474, afirma que a conduta do motorista foi inadequada, “em desacordo com o treinamento que recebeu e as normas de conduta previstas para situações de conflito”.

Em nota, o consórcio ainda afirma que o profissional passará por um processo de requalificação e lamenta os transtornos causados aos passageiros.

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“No céu, todo mundo trabalha”, diz menino que inspirou “O Céu É de Verdade”

ceu1Publicado por Roberto Sadovski

Colton Burpo atende ao telefone com voz grave. Aos 15 anos, ele não é mais o garotinho que fica na memória após uma sessão de O Céu É de Verdade, drama de inspiração cristã baseado em uma experiência que ele teve aos 4 anos de idade. Em 2003, um apêndice perfurado o levou a uma cirurgia de emergência arriscada. Quando estava na mesa de operação, Colton diz que deixou seu corpo, viu seus pais em outros pontos do hospital e foi levado ao Céu, ao paraíso cristão, por Jesus. Conheceu sua irmã que morreu antes de nascer, conversou com seu bisavô, teve um vislumbre da vida do outro lado… e voltou para contar a história. “O Céu é como a Terra, todo mundo trabalha, todo mundo tem uma função”, explica, ao telefone. “Só que tudo lá é mais bonito.”

A história de Colton, narrada em fragmentos para seus pais, o pastor Todd e sua mulher, Sonja, causou problemas em sua comunidade, a pequena Imperial, no estado de Nebraska. Muitos tomaram por alucinações na mesa de cirurgia. Outros, pela vívida imaginação de uma criança de 4 anos. “Eu mesmo duvidei de minha própria fé”, confessa Todd. “Mas ele contou coisas que ninguém sabia, descreveu pessoas e situações com uma riqueza de detalhes que ele não poderia inventar.” A história se tornou um livro, publicado em 2010. Hollywood não ignorou as vendas e o enorme público-alvo em potencial, e O Céu É de Verdade, com Greg Kinnear no papel de Todd Burpo, materializou-se pelo diretor Randall Wallace (Fomos Heróis). O resultado foi um arraso: o filme faturou 90 milhões de dólares, um sucesso absoluto.

A verdadeira família Burpo, à época da publicação de O Céu É de Verdade
A verdadeira família Burpo, à época da publicação de O Céu É de Verdade

“É bizarro e assustador ver sua história ser interpretada por outras pessoas em um filme”, conta Todd, sempre bem humorado. “O livro é nossa visão do que aconteceu, já o filme conta sua própria história.” Em outras palavras, Hollywood dramatizou um recorte da vida da família Burpo e a experiência de Colton. Apesar de estar descrito em várias obras literárias, inclusive a própria Bíblia, o Paraíso cristão é, para muitos, uma metáfora, uma demonstração poderosa da força do simbolismo religioso. Não para Colton. “Eu ainda lembro de tudo claramente”, conta, tímido. “Sentei no colo de Jesus, conheci meu bisavô. Eu sei o que vi e o que vivi”. E como a descrição de Hollywood se compara com o que ele testemunhou? “Ah, eles fizeram um trabalho bacana.” Todd acrescenta: “A primeira vez que eu vi Connor Corum, que interpreta Colton aos 4 anos, foi como se estivesse vendo meu filho. Eles recriaram alguns dos momentos mais difíceis de minha vida.”

Difíceis. Igualmente fantásticos. Para quem não compartilha a fé dos Burpo, uma fantasia elaborada. Quando eu pergunto como eles acham que alguém que segue o Islamismo ou o Budismo veria o Céu, caso tivesse uma experiência como a de Colton, a resposta é supersônica. “Não sei, não posso nem imaginar”, dispara Colton. “Acho que, ver o que eu vi, é para quem acredita em Jesus e em seu amor.” Religião é, de fato, assunto complexo. Mas Todd se apressa em fugir da pregação. “Muitas pessoas tiveram experiências como a de Colton”, continua. “Muitos adultos, porém, tem medo de relatar o que viveram, justamente pelo temor em serem chamados de malucos.” O pastor conta que, após a publicação do livro, muitos o procuraram, mesmo ser compartilhar sua fé cristã, para dizer que acreditam em Colton.

Colton foi ao Céu, voltou e nem trouxe uma camiseta…
Colton foi ao Céu, voltou e nem trouxe uma camiseta…

Se, como filme, a história pode ser encarada como uma fantasia cristã, do lado de cá a família Burpo enfrentou críticas pesadas. Vários líderes religiosos atacaram a descrição nada bíblica do Paraíso feita por Colton, com Jesus montado em um cavalo colorido como um arco-íris, Maria ajoelhada ante o trono de Deus e uma vida no pós-vida não muito diferente do que temos por aqui. Já personalidades não religiosas apontam que tudo não passou de uma fantasia infantil, já que a mente de um menino de 4 anos ainda seria incapaz de discernir realidade e fantasia.

“Já ouvi todo tipo de agressão, mas também ouvi muitos testemunhos de fé”, conclui Todd. “Não posso dizer a ninguém no que acreditar. Eu mesmo demorei para fazer as pazes com minhas crenças! Mas acredito em meu filho, e acredito no que ele experimentou.” Mais de uma década depois, Colton Burpo segue a vida, um adolescente normal, nenhuma sequela nem de sua operação, nem de sua experiência fora de seu corpo. “Você então está OK, Colton?”, pergunto, no que logo sou interrompido por Todd Burpo, que brinca: “Fisicamente ele está ótimo, mas seus irmãos nunca vão dizer que ele é OK”.


dica do Tércio Ribas Torres

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Juiz da semifinal é pastor, ouviu a voz de Deus e evita apelido ‘demoníaco’

O árbitro Marco Antonio Rodríguez foi o mais jovem a apitar na 1ª divisão mexicana, aos 22 anos (foto: Getty Images)
O árbitro Marco Antonio Rodríguez foi o mais jovem a apitar na 1ª divisão mexicana, aos 22 anos (foto: Getty Images)

Publicado no UOL

Marco Antonio Rodríguez, escolhido para apitar a semifinal entre Brasil x Alemanha, é classificado como “o único juiz cristão da Copa” pelos veículos mexicanos especializados em notícias do mundo gospel. Quando pendura o apito, o árbitro verga uma cópia da Bíblia e trabalha como pastor evangélico em uma igreja da cidade de Milpa Alta, na região metropolitana da Cidade do México.

Aos 40 anos, em sua terceira Copa, ele não quer ser chamado pelo apelido que virou uma espécie de sobrenome desde que se tornou famoso, “Chiquidrácula” (Minidrácula), graças a uma suposta semelhança com um personagem de uma antiga e popular comédia mexicana.

Rodríguez diz que seu trabalho pastoral e suas atividades ligadas a crianças carentes não combinam com a ligação com um personagem demoníaco, como o senhor dos vampiros.

Sua vida de pregador às vezes se mistura com à de árbitro, como no dia em que foi acusado pelo técnico Carlos Reinoso, do América, de o ter expulsado de campo apenas porque o treinador acusou o juiz de não ser cristão como ele, Reinoso, era.

Em uma gravação de quase 20 minutos disponível no Youtube, é possível ouvir Rodríguez dando um emocionante “testemunho” sobre sua vida religiosa. “Estou muito feliz de estar aqui hoje”, começa o juiz. “Poderíamos falar sobre por que não dei um pênalti para o Toluca ou por que expulsei Cuauhtémoc Blanco, mas hoje quero contar a vocês como Deus mudou a minha vida.”

Depois de viver a adolescência e os primeiros anos da vida adulta de maneira “depravada” e “obscura”, o juiz sentiu a mão de Deus em sua vida ao superar uma alegada infertilidade e fecundar sua mulher, que deu à luz sua primogênita Abigail.

Anos depois, o casal foi abençoado novamente com a gravidez de Shalom, mas o feto esteve perto de morrer por causa de uma complicação no útero da mãe.

O médico queria fazer uma cirurgia que poderia salvar a grávida, mas causar a morte de Shalom. O pai se lembra de ficar repetindo à mãe e aos médicos: “Deus vai nos mostrar algo, Deus vai nos mostrar algo”. Decidiu com a mulher não operar. Foram embora do consultório prometendo ao médico que, aos nove meses, ele faria o parto de Shalom. “O médico disse que eu estava louco, mas eu acreditava no Senhor”, lembra o juiz.

Shalom nasceu sem sustos cinco meses depois. “A minha relação com Deus é pessoal”, afirmou o juiz em uma entrevista anos depois.

Em 2003, Rodríguez ouviu pela primeira vez a voz d’Ele. Estava do outro lado do mundo, no Catar, apitando um campeonato local, quando Deus o acordou no meio da noite. “Ouvi claríssimo, pela primeira vez: ‘Para agora! Porque vai acontecer uma tragédia em sua família’.”

Sem entender a razão, o juiz começou a chorar e rezou por uma hora, pedindo a Deus que poupasse sua família do que quer que fosse. Até que sentiu “uma paz” e foi dormir. No dia seguinte, sua mulher telefonou informando que a irmã de Rodriguez, Marissol, esteve muito perto de morrer.

O juiz tem certeza que suas orações foram fundamentais para que a tragédia não se consumasse. “A partir daí, comecei a sentir um desejo ardente de me tornar íntimo de Jesus Cristo.”

Rei dos cartões

Dentro das quatro linhas, Rodríguez é descrito como um juiz rigoroso e às vezes exagerado. Talvez ele seja o único árbitro da história do futebol a ter mostrado dois cartões amarelos ao mesmo tempo, um em cada mão, para dois jogadores diferentes.

Aconteceu na final do Campeonato Mexicano de 2011, e um dos advertidos não evitou um risinho diante dos dois braços estendidos do juiz. Rodríguez pegou cinco jogos de suspensão pelo exotismo do método, classificado por seus detratores como um “show de arrogância e exibicionismo”.

Ele também entrou na história da Libertadores ao expulsar aos 25 segundos de jogo um atleta do Atlético Nacional, da Colômbia. Foi o cartão vermelho mais precoce da história da competição – e um dos mais exagerados também.

Apesar do excesso de rigor, Rodríguez já pode se considerar um dos árbitros mais bem sucedidos do México, já que vai comandar sua sétima partida de Copa do Mundo. Foram quatro jogos em 2006 e 2010, além de Bélgica x Argélia e Uruguai x Itália, no Brasil.

Neste último confronto, ele não viu a famosa mordida de Suárez em Chiellini, um dos fatos mais memoráveis desta Copa. Também expulsou o italiano Claudio Marchisio, cartão vermelho a que o time europeu credita boa parte de sua eliminação precoce.

Mas além de cartões e Cristo, o juiz tem outra fixação: o aprumo de seu cabelo, que raramente é visto em outra posição senão a de extremamente colado ao crânio (esse penteado, aliás, é o principal responsável por todos acreditarem que ele é um sósia do conde Drácula).

Foi na sua Copa de estreia, na Alemanha, que o árbitro percebeu que poderia ganhar dinheiro também no ramo da estética capilar. Ele apitava Costa do Marfim x Sérvia debaixo de muita chuva. O penteado impecável começou a desmontar. O juiz lamentou o fato de não haver no mercado um gel fixador tão potente que pudesse resistir a uma chuva daquelas.

Quatro anos depois, sua empresa, a “Producciones Chiquimarco”, lançava o “Chiquigel”, em duas versões: amarela (firme) e vermelha (extrafirme). “Não é como os outros géis que você passa e fica aquela coisa branca como se você tivesse caspa. Como o “chiquigel” não há outro no México ou no mundo”, garante o juiz-empreendedor.

Dizem que a atuação de um juiz é tão boa quanto menos ele aparecer em campo. No caso do Chiquidrácula, passar despercebido é um desafio muito maior.

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30 coisas muito legais que Jesus faz em um videoclipe

Publicado no Buzzfeed

1. Pula do caminhão de lixo com os garis.

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2. Anda com os garis.

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3. Leva o lixo com os garis.

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4. Joga o lixo no caminhão de lixo com os garis.

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5. Vai embora com os garis.

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6. Observa a faxineira.

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7. Elogia a faxineira.

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8. Observa o parto.

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9. Sorri para o recém-nascido.

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10. Acaricia o cachorro.

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11. Anda com o casal e com o cachorro.

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12. Analisa o ponto da massa do bolo.

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13. Aceita um pedacinho do bolo.

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14. Anda de táxi.

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15. Observa os skatistas.

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16. Socorre o skatista caído.

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17. Vai embora com os skatistas.

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18. Celebra casamento.

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19. Diz coisas bonitas para a moça triste.

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20. Contempla o mundo na chuva com a moça triste.

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21. Corre com a mulher.

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22. Corre com o homem.

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23. Corre com o homem e com a criança.

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24. Empurra a criança no balanço.

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25. Cochicha no ouvido da criança.

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26. Joga Mario Kart com a criança.

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27. Ajuda a criança na escola.

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28. Dá uma ideia na ‘sôra.

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29. Encera o carro.

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30. Vigia o vigia.

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Obrigado, Senhor.

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