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Agência cria anúncio “impulável” para vencer Skip Ad

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publicado no Adnews

Um dos maiores desafios da propaganda na web é vencer o famoso “Skip Ad”, o botãozinho do Youtube para pular anúncios. Se por um lado, o grande trunfo da internet é justamente dar ao público a liberdade de poder escolher o conteúdo que se quer consumir, quando quiser e da maneira mais conveniente, por outro, esse comportamento gera um enorme obstáculo para marcas e agências, que precisam quebrar a cabeça e utilizar muito bem os primeiro cinco segundos do vídeo (quando o botão para pular o anúncio não está disponível) para conseguir a atenção do público até o fim da mensagem.

Ao olhar a incrível taxa de pessoas que pulam as propagandas assim que o malvado botãozinho aparece, mais de 94% de acordo com as pesquisas americanas mais recentes, a tarefa parece praticamente impossível. A agência Nail Comunications não pensa assim e está disposta a mudar esse número. Na visão dela, é possível utilizar os recursos que a web proporciona de maneira geral (incluindo o big data), além das plataformas (onde entra o Youtube) para criar filmes suficientemente atrativos para que o consumidor não pule os vídeos. Para a empresa de comunicação, os anunciantes e agências precisam pensar em conteúdo exclusivo para a plataforma de vídeos do Google. “

Anúncios do YouTube devem ser projetados para o YouTube. Eles devem usar as ferramentas e os recursos que nos foram dados e interagir com o usuário da plataforma de um modo que não pode ser rivalizado”, diz a Nail.

Para exemplificar, a agência criou o anúncio “impulável”, em que o sujeito aparece ao lado de um cachorro, controlando os cabos de uma bateria presas ao animal. Evidentemente todos querem ver o desfecho do filme e saber se o cãozinho vai se safar da suposta experiência. A ação aproveita para fazer doações para a instituição ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais).

Confira o Filme:

Filhote conforta cão tendo pesadelos

Planeta_Bicho_cachorro_pesadelo (Foto: Reprodução/YouTube)

publicado no Globo Rural

Cães também sonham! É o caso desse golden retriever, que parece ter pesadelos. Já com focinho branco pela idade, o cão se move, faz barulhos e parece assustado em seu sono.

Mas seu novo melhor amigo, um filhote da mesma raça, está lá para ajudá-lo. Ele acorda com os gemidos e logo vai se certificar se está tudo bem. No começo, ele parece um pouco confuso sobre o que fazer, mas consegue consolar seu companheiro.

Veja esse video maravilhoso:

Geração “só a cabecinha”

Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje?

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

(foto: Nik Neves/ Editora Globo)

Bia Granja, na Galileu

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Nunca achei que a internet alienasse as pessoas ou nos deixasse mais burros, pois sei que a web é o que fazemos dela. Ela é sempre um reflexo do nosso eu, para o bem e para o mal. Mas é verdade que as redes sociais causaram, sim, um efeito esquisito nas pessoas. A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Por outro lado… quem lê tanta notícia? Se Caetano Veloso já achava que tinha muita notícia nos anos 1960, o que dizer de hoje? Ao mesmo tempo em que essa atitude é condenável, também é totalmente compreensível. Todo mundo é criador de conteúdo, queremos acompanhar tudo, mas não conseguimos. Resta-nos apenas respirar fundo, tentar manter a calma e absorver a maior quantidade de informação que pudermos sem clicar em nada. Será que conseguimos?

* Bia Granja é co-criadora e curadora do youPIX e da Campus Party Brasil. Seu trabalho busca entender como os jovens brasileiros usam a rede para se expressar e criar movimentos culturais

Cachorro quer ver bebê recém-nascido em cima da cama (VÍDEO)

publicado no Brasil Post

Com todos os olhares voltados para a bebê Isabella, adivinha quem está louco para ganhar um carinho ou mínima dose de atenção?

É claro que estamos falando do BIlly, o cachorro desta família que faz de tudo para competir com a nova moradora da casa. Fica difícil saber se ele quer atacar ela ou apenas fazer carinho…

Grupo multirreligioso de juristas é criado para combater intolerância

Contra o preconceito. Durante encontro, representantes religiosos decidem pela criação de novo grupo. - Divulgação

Contra o preconceito. Durante encontro, representantes religiosos decidem pela criação de novo grupo. – Divulgação

Advogados irão agir conjuntamente em casos de denúncias de discriminação

Juliana Prado, em O Globo

RIO – Representantes de várias religiões decidiram criar um grupo de juristas para defender fieis das mais variadas matizes de casos de preconceito e intolerância. A decisão foi anunciada por integrantes de Igreja Católica, Umbanda, Candomblé, Budismo, Islamismo e Judaísmo. O grupo foi recebido num templo de candomblé, localizado no Bairro de Bonsucesso, na Zona Norte, nesta segunda-feira. A ideia surgiu depois que o juiz Eugênio Rosa, da Justiça Federal, afirmou, em sentença emitida a um pedido de liminar, que umbanda e candomblé não são religiões.

A polêmica ainda não se encerrou, já que está em andamento um processo em que a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e a Associação Naconal de Mídia Afro pedem a retirada da internet de 16 videos ofensivos à umbanda e ao candomblé. Na última sexta-feira, o grupo teve uma vitória parcial, depois que o desembargador Roy Reis Friede determinou, via liminar, que o Google retire o material do ar sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil diários. No entanto, a decisão final sobre o mérito do processo cabe ao mesmo juiz, que já negou esse pedido no início do processo.

O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, representante do candomblé, celebrou o caráter “inédito” da criação do grupo de advogados para defender os direitos das manifestações religiosas – tenham elas o cunho que tiverem. Ele conta que a ideia surgiu de uma conversa com representantes da Igreja Católica e começou a ganhar força nas últimas semanas. O grupo também irá acompanhar o desenrolar do atual processo na Justiça Federal.

- Vamos manter a mobilização e nossa ofensiva junto ao Judiciário. Com o grupo, começaremos a monitorar outras agressões e casos de preconceito que possam surgir. Finalmente, poderemos agir de forma unida – afirma Ivanir, emendando, ainda, que a investida de se reunir juristas em torno de várias crenças é inédita “no mundo”.

A tentativa das lideranças é mais ambiciosa e terá um obstáculo pela frente: trazer para o debate sobre intolerância religiosa representantes dos evangélicos, que ainda não sinalizaram positivamente neste sentido. Alguns dos vídeos acusados de desrespeitar umbanda e candomblé – e alvos do processo judicial em curso – têm como cenário, justamente, templos neopentecostais. Ivanir dos Santos declarou que já se abriu uma porta ao diálogo com algumas lideranças, mas ainda não houve avanço em definitivo. Ele sustenta que, com a decisão liminar do desembargador, as esperanças de uma vitória final na justiça aumentam.

- Com a decisão do desembargador uma luz se acendeu. Mesmo com o processo voltando para o mesmo juiz, acreditamos que temos uma chance grande de sairmos vitoriosos. Não somos contra a liberdade de expressão, mas contra o ódio e o preconceito (que seriam expostos nos vídeos).